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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Coletividade transforma consumo de moda


Depois de modificar a interação entre pessoas, as redes sociais estão modificando a relação entre marcas e pessoas.

"as pessoas têm atualmente vontade de compartilhar o que acontece em suas vidas e de expressar seus sentimentos"

Além de dar voz, essas redes começam a conferir poder ao cliente, e pesquisas de comportamento e consumo apontam para um crescimento ainda maior dessa tendência para os próximos anos. Como sustenta Francesco Morace, o consumidor do futuro não é apenas um consumidor passivo, que se adequa às ofertas, mas sim um protagonista em termos criativos.

"A pior coisa a fazer agora é estereotipar seu público-alvo e limitar seu alcance". Essa frase foi dita por Luís Justo, CEO da Osklen, durante o Inspiramais 2010, e mostra como o cliente é composto por um mix de referências. No mesmo evento, Alvaro Arthur de Castro, professor e mestre em Ciências Sociais, reafirmou essa identidade móvel e apontou sua principal vantagem: "nada precisa ser jogado fora, há consumidor para tudo."

Surgem novos modelos de compras coletivas

O maior fruto da consolidação desta interatividade via redes sociais e a identidade fragmentada é a renovação dos sites de compras coletivas. Não mais apenas cópias nacionais do norte-americano GroupOn, eles recebem ofertas segmentadas por região de uma cidade, créditos a cada compra efetuada pelos novos usuários que indicar e avisos de descontos no celular, com base em informações de geolocalização.

No campo da moda, o site ClickOn ofertou, no começo de setembro, um cupom para compra de bens em outro site, Brands Club, focado em roupas, relógios e calçados. Estas ações caracterizam um movimento que alguns especialistas já chamam de “Compras Coletivas 2.0”. Seja 2.0 ou não, esse setor vive hoje uma seleção natural, em que 5 ou 6 sites vão prevalecer sobre os 20 que operam, e quem vai determinar os sobreviventes é o consumidor e sua rede de contatos.

Fonte:UseFashion

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Inspiramais: Novos rumos da moda brasileira

Não é novidade que a moda brasileira vem conquistando cada vez mais espaço no cenário mundial. No entanto, isto não é sinônimo de reconhecimento e algumas mudanças são necessárias para o país, que já não é mais promessa, alcance um patamar consolidado.

Para o Inspiramais, o desenvolvimento interno do Brasil, assim como o de sua imagem no exterior, depende principalmente da criatividade dos produtores de moda. Nesta 2ª edição do evento, que está acontecendo no Shopping Frei Caneca, em São Paulo (SP), diversos foram os caminhos apontados para isso. A seguir, acompanhe algumas visões trazidas em palestras da quarta, dia 28.


"O simples não é banal"
A frase acima é de Francesco Morace, sociólogo, jornalista e escritor italiano. Para ele, a originalidade profunda, sem clichês, é o pilar da construção de uma identidade forte para a moda nacional. Quanto menos os lançamentos de fora guiarem o que é produzido aqui, mais rapidamente a indústria interna vai ser identificada e valorizada.

O exemplo estrangeiro que devemos observar é o do mercado de luxo. "As grandes grifes exageraram na valorização de seus produtos. O consumidor mudou, não é bobo, e ao escolher itens de qualidade, considera muito mais a relação custo-benefício", afirma. Ele sustenta ainda que o artesanal e o industrial devem andar juntos para se tornarem mais fortes.



Renato Imbroisi, designer e tecelão carioca, concorda. Tratando exclusivamente do artesanato em sua palestra, abordou meios de promover esta conciliação sinérgica. Associar a imagem do local com os produtos, mostrar o mercado em potencial para artesãos e criar uma cadeia de produção, em que cada setor aproveita materiais restantes do anterior, são as medidas mais eficientes.

Repensar elementos e materiais de uma cultura específica com diferentes aplicações para a moda, como ele fez ao transformar bombachas (calças típicas de gaúchos) em colchas, também é um caminho interessante. Ao fazer isto, no entanto, é necessário decidir quais serão os produtos focados e perseverar neles.


Venda ideias, não produtos
Luís Justo, CEO da Osklen, também acredita na escolha de competências. Ele lembra que o modelo de criação da Osklen pode ser um meio de repensar a cadeia produtiva. O conceito para a próxima temporada, por mais inovador que seja, é definido muito antes das peças e segue o DNA da marca. Assim, visual de lojas, campanha publicitária e roupas ficam com um mesmo espírito.

Segundo ele, preço, exclusividade, marca e ponto de venda não importam mais, sobretudo no mercado de luxo. O cliente busca identificação nas peças que escolhe e quanto mais multissensorial for a divulgação da marca, mais fácil o consumidor entenderá o que a coleção que está na prateleira quer dizer. Mesmo assim, apostar em um estilo não é indicado: "todos somos compostos por um mix de lifestyles. Estereotipar seu público-alvo, limita seu alcance".



O discurso de Alvaro Arthur de Castro, professor e mestre em Ciências Sociais, reafirma esta identidade móvel regida pelo consumo que vivemos. Hoje, desempenhamos muitos papeis e somente um fragmento de nossa personalidade não pode representar o resto. Ninguém tem um só estilo de vida. "A principal vantagem disto é que nada precisa ser jogado fora, há consumidor para tudo", afirma ele.

Com a evolução da tecnologia, qualquer produto pode ser copiado, portanto não é seguro oferecer "produtos exclusivos", mas sim ideias novas. Informalidade e descontração são palavras que entram na concepção de um negócio de moda e o Brasil é privilegiado por ter diversas culturas diferentes convivendo em harmonia.

Para surpreender e ser inovador, Castro fala o óbvio e resgata a simplicidade, tópico salientado também por Morace. "Quando presto consultoria para empresas, muitas me perguntam como exceder as expectativas de seus clientes. Em vez de uma fórmula mágica, eu falo ´não invente, apenas entregue o que vende. Muitas vezes a pessoa paga por um produto e recebe outro´. Ficar surpreso hoje em dia não é muito diferente de ficar satisfeito.", conclui o palestrante.

Fonte:Usefashion.com

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Top 5: projeções de especialistas para 2010

 

Sérgio Valente, Francesco Morace, Luciano Deos, Manu Carvalho e Paco Underhill




1. Sérgio Valente: “Somos reconhecidos como um grande player mundial de commodities. Mas, não somos só isso. Somos um país do futuro que é mais uma coisa e outra, do que uma coisa ou outra. Temos commodities, sim. Mas, também temos uma indústria forte. Temos algodão, mas também temos tecido, temos design, temos estilo e temos mercado comprador. Temos a cadeia completa. Ficam então 2 convites: vamos trabalhar duro para aproveitar todas as oportunidades que se apresentam e vamos cacarejar alto para que o mundo conheça o Brasil e nossas empresas. E lembrem-se, a publicidade brasileira tem papel fundamental nestes 2 convites.”

 
2. Francesco Morace: “No mundo do estilo, há um desejo de voltar a tocar a beleza com a mão. A capacidade de produção estética e expressiva do setor têxtil (de roupas e de acessórios) afrontará um novo desafio, talvez o mais difícil de todos: superar com as lógicas da imagem e do espetáculo, que tiveram espaço e sucesso durante um longo período, para retornar às próprias raízes de alfaiate e de gosto pelos detalhes quase invisíveis.”



3. Luciano Deos: “No cenário otimista e de pós-crise, a previsão mais imediata para 2010 é o vínculo cada vez mais forte entre design e inovação, com uma relação de dependência recíproca e saudável. A lógica é mais ou menos essa: quem não investir em inovação e design, ficará um passo atrás. Vale dizer que inovação aplicada ao design não significa cometer excessos ou exageros. Ao contrário. Neste momento, menos é mais!”



4. Manu Carvalho: “Na próxima década, acredito que veremos esses conceitos dos anos 2000 se estabelecerem e se firmarem. A mistura continua. Nos estilos, décadas, procedências, nos materiais, cada vez mais tecnológicos, e, principalmente, no styling, que é o jeito de combinar. A moda vem sem censura, sem limite, sem medo e sem vergonha. Tenho uma amiguinha, de 5 anos, que manda SMS exatamente como ela fala e tudo num numa linha só, num tiro só... O futuro vai ser assim: direto, sem lenga-lenga, tipo a vida como ela é.”

  
5. Paco Underhill: “Se sua loja, restaurante, banco, hall de hotel, shopping ou qualquer outro espaço não reconhece o fator feminino, se não convida mulheres a entrarem e fazerem com que se sintam em casa, tranquilas, seguras, limpas, respeitadas e no controle; bem, então, é um negócio ruim. Você corre o risco de perder para sempre uma poderosa maioria de consumidores que ficam mais do que felizes, até alegres, em contar para todas suas amigas sobre o seu provador sujo, a iluminação insuficiente, o hall de hotel assustador, os espelhos encardidos (ou falta de espelhos) e o sentimento de ter sido tratada como uma cidadã de 2ª classe.”


Fonte:http://www.usefashion.com/categorias/noticias.aspx?IdNoticia=80804

domingo, 18 de outubro de 2009

Trabalho artesanal e o futuro da moda



Trabalho artesanal. De onde veio? Quem produziu? Como foram feitos? Produtos artesanais são muito mais do que um produto apenas... Ao comprar um produto você ganha uma história.



Ronaldo Fraga e Coven, por exemplo, lançaram mão dessa arte em seus desfiles nas semanas de moda. Assista o vídeo, que não é lá uma super matéria, mas eu achei bem bacana  e bastante orientador para marcas que querem ser diferentes em um futuro próximo.
 
 
Em outra matéria postada aqui no blog, Francesco Morace nos diz que "Existe uma tendencia de repensar o consumo na diração da felicidade pessoal ao nível da própria possibilidade econômica e, desta forma, reciclar ou trocar os próprios objetos e roupas torna-se uma possibilidade entre outras"

sábado, 10 de outubro de 2009

Tendências de comportamento caminham na direção do Brasil







Para Francesco Morace, especialista em tendências futuras, País deve aproveitar o momento para se tornar protagonista global
 
 
Palestrante único do painel que encerrou o último dia do MaxiMídia, o italiano Francesco Morace, presidente do instituto Future Concept Lab, afirmou que as tendências globais de comportamento caminham na direção do jeito de viver do brasileiro - o que resultará em oportunidades ímpares para as empresas do País.


"A sustentabilidade e a simplificação da vida serão grandes drivers do mercado internacional, assim como as relações pessoais e com o meio-ambiente", disse. "Por isso digo que hoje o Brasil está pleno e pode se tornar um protagonista global. Nos anos 90 isso não seria possível, porque havia outros valores estabelecidos como a ascensão profissional. Era um mundo mais anglo-saxônico".



Morace desenvolveu sua tese explicando as cinco grandes tendências do que ele chama de renascimento multiplayer - movimento pelo qual as novas tecnologias criam condições para o exercício da coletividade. São elas: a criatividade pública, a memória visionária, a emoção sustentável, a percepção virtuosa e a sensibilidade do corpo.



Para o italiano, as agências e empresas brasileiras têm a chance de desenvolver esses valores de uma forma original. "É preciso escolher a especificidade, partindo do DNA brasileiro, e acreditar que podem ter um papel internacional. Vocês são excepcionais no relacionamento humano e a comunicação no Brasil deve refletir esta realidade humana densa e múltipla."
 
 
Fonte: http://www.mmonline.com.br/eventos/maximidia/2009/noticia/Tendencias_de_comportamento_caminham_na_direcao_do_Brasil

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

CONSUMO AUTORAL: AS GERAÇOES COMO EMPRESAS CRIATIVAS - O livro que não dá para não ter...



SINOPSE

Estudo produzido pelo pioneiro e renomado instituto de pesquisa de tendências e consultoria estratégica, Future Concept Lab, de Milão. O consumidor é ator e autor de suas próprias escolhas de consumo. A idéia central é que o consumidor de hoje é uma espécie de empresa criativa e cada vez mais o mercado deverá estar preparado para confrontar-se com ele. O Consumo Autoral é na realidade um neologismo e se propõe a falar do consumidor atual em duas dimensões: a de autor (tendo voz ativa nas suas escolhas de consumo) e a de ator (recusando a banalidade do consumo em favor de uma experiência ativa). “Este consumidor é a figura do futuro”, afirma Francesco Morace. 

Ele não é apenas um consumidor passivo que se adequa às ofertas mas é um protagonista em termos criativos. Nesta perspectiva fica cada vez mais difícil distinguir entre aquilo que nós consumimos e aquilo que nós mesmos produzimos”, diz. Nos dez capítulos que compõe o livro, são analisados dez grupos geracionais distintos que encarnam esta nova condição do consumidor. “Estes grupos geracionais são analisados através de seus valores, modo de pensar, comportamento e vida cotidiana”, explica Francesco Morace, sociólogo, jornalista, escritor e presidente do Future Concept Lab. Na seqüência, há um parte dedicada a exemplos práticos de como estas gerações vivem seu próprio cotidiano partindo de duas áreas, que segundo pesquisas do FCL, serão importantes no futuro: o turismo e a domesticidade.

DADOS DO PRODUTO
TÍTULO: CONSUMO AUTORAL: AS GERAÇOES COMO EMPRESAS CRIATIVASTÍTULO ORIGINAL: CONSUM-AUTORI: LE GENERAZIONI COME IMPRESE CREATIVEISBN: 9788560166213IDIOMA: Português.ENCADERNAÇÃO: Brochura Formato: 16 x 23 136 págs. ANO DA OBRA/COPYRIGHT: 2008ANO EDIÇÃO: 2009

AUTOR: Francesco Morace

Über Fashion

O Über Fashion existe desde 2009 e tem como publisher o blogger Fábio Monnerat.

O blog ainda conta com colunistas convidados.

O blog é indicado pelo EnModa e pelo curso de Fashion Business da FGV-RIO, já promoveu a abertura do verão de Búzios e faz palestras sobre moda masculina e comunicação de moda em todo o Brasil.

Alguns dos nossos parceiros: Handred, Cavalera, Profuse, Divertees, Poggio, Von Der Volke, Natura, Vichy, La Roche-Posay, Couthe, SkinCeuticals, Joias
Coacci, Sobre Barba,

Sua marca no Über, escreva para: ubermcom@gmail.com