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quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Submarino e Fragrance X, que deselegante!



Pode parecer meio estranho um blog de moda falar sobre experiência de compra, mas se eu, antes de tudo, sou consumidor e creio que as marcas que "estão na moda", são as que sabem respeitar seus clientes e não os vêem apenas como números.

Eu tenho experimentando diversas lojas online por acreditar que, em um futuro muito breve, a maior parte de nossas compras serão feitas nesse novo formato de PDV. Comprei um de tudo, de livro a viagens, passando por cosméticos, acessórios, roupas e tudo mais que vocês imaginarem.

Fui bem atendido na maioria delas, algumas foram até fofas e mandaram brindes, ligaram e deram satisfação (coisa rara). Não que isso seja o mais importante, na verdade, tudo o que queremos é receber um bom produto sem nenhum tipo de problema e ser tão bem atendido no pós-venda, quanto fomos na venda - É nesse ponto que descobrimos exatamente com quem estamos lidando.

Por isso decidi classificar as lojas com o selo Über de qualidade. A ideia não é ser um site qualificador, estou apenas dividindo com vocês as minhas experiências de compra online. Dividi em 3 categorias de loja:

Über-Store: as que foram excelentes e cumpriram super bem o que prometeram.

Nude-Store: As que não são boas, mas também não são ruins. Quando há um problema elas tentam deixar passar, mas se a gente reclamar elas cumprem o prometido.

Que deselegante Store: As piores lojas online. Desrespeito total ao consumidor, central de atendimento ruim e desorganizado. Dessas que a gente deveria evitar mesmo. É brega comprar aqui!

Que deselegante Store - As 2 piores experiências de compra online que já tive foram:

Submarino - Uma loja que eu sou cliente há anos, mas que sempre ouvi falar muito mal. Não por acaso, o grupo B2W (Americanas, Submarino e Shoptime) vive com problemas nos PROCONs do país. Enfim, mas a gente acaba comprando, elas são grandes, as vezes estão com frete grátis... Até que você decide sair dos livrinhos e comprar algo maior.

Eu tentei comprar uma geladeira no Submarino, mas o processo foi muito infeliz. No e-mail da promoção o valor era um, no site era bem maior (propaganda enganosa feelings). Enfim, fiz a compra e manei e-mail, liguei e perguntei pelo Twitter, mas todas as respostas eram confusas e divergentes. Queriam que eu pagasse o valor integral (o que estava no site e não na promoção) para depois me ressarcirem, mas nunca me disseram qual o prazo do ressarcimento e nem como ele seria feito. Enfim, um atendimento de lixo, me enrolaram ao máximo e não me responderam - claro que vou recorrer, mas, ainda que eu ganhe, a imagem da marca já está suja. A minha experiência com o Submarino foi a pior possível.

Fragrance X.com - Uma loja que vende cosméticos/perfumes com preços super interessante e fazem entrega no Brasil. Já comprei 2 vezes na loja, na primeira compra recebi o perfume sem nenhum tipo de problema, minto, eles são péssimos com o prazo, mas a gente releva. Na segunda compra eu simplesmente não recebi o produto. Mandei cartas e eles disseram que não podiam fazer nada. Depois descobri em vários sites que essa é uma prática comum. Ou seja, você precisa contar com a sorte! Melhor não, né?

Nude-Store:

Vou citar só os nomes, sem entrar em detalhes, porque em todas eu tive que reclamar para que elas me atendessem bem - ShopFast.com, Inked Shop, BrandsClub, DELL, Shoptime, Strawberry e Sephora.

Über-Store:

As lojas mais fofas que eu compro e recomendo sempre - Algumas eu ainda estou na primeira compra, outras eu já compro faz tempo e continuo muito feliz. Vamos as lojas mais elegantes e interessantes do universo virtual: Travessa, Reserva, Coquelux, Privalia, Apple, Netshoes, Biscoito Fino, The L Vibe e Dafiti.

Essas são as experiências vividas por mim, com o objetivo de criar essa matéria, pode ser que vocês tenham vivido outras experiências com essas lojas e muitas outras. Por isso, quem quiser escrever aqui para o Über Fashion contando sua experiência de compra, sinta-se a vontade! Vou amar fazer uma nova matéria classificando as lojas mais über e as deselegantes pra gente comprar.

Fábio Monnerat 

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Über-Recomendo: Construção de Marca de Moda


Clique na imagem para ampliar
 
Simplesmente imperdível o workshop Construção de Marca de Moda que acontecerá no dia 18 de agosto, das 9h às 18h, com 1h de intervalo para almoço. 

Para maiores informações:
www.macneh.com
contato@macneh.com.br
(21) 3256-0655
(21) 9325.9136


Eu vou e quero muito encontrar todos vocês por lá.

Fábio Monnerat

terça-feira, 24 de julho de 2012

Über-recomendo: Curso - Terapia de Marca da AZOV


AZOV | Curso - Terapia de Marca
Data | dias 2, 7, e 9 de Agosto
Horário | das 19h às 22h
Local | Av. Epitácio Pessoa 1664, Lagoa - RJ

Individual: R$374
2 a 5 pessoas: R$337 por pessoa
6 a 10: R$318 por pessoa
a partir de 11: R$300 por pessoa

Para saber mais clique aqui

domingo, 20 de maio de 2012

A importância do sound branding para sua marca

 Reprodução

Não é mais novidade que os comerciais de margarina não abrem mão da fumaça saindo do bule do café pela manhã para que recordemos o aroma mais enraizado da infância: o café sendo preparado e a família ao redor da mesa. Parece que conseguimos sentir o cheiro! A sensação de bem-estar é imediata. Automaticamente, criamos associações positivas com aquela marca.

Mas o aroma não está sozinho. Vivemos diariamente um intenso processo cognitivo através de formas, cores e inúmeras outras sensações que as marcas nos proporcionam. Em um mundo onde qualidade já é commodity, os marqueteiros precisam se superar a cada dia. A música sempre foi capaz de traçar a identidade de uma pessoa ou de uma sociedade. Quando bem escolhida, reconhecemos marcas, associamos a sentimentos e guardamos aquela sensação na memória.

Hoje em dia, a busca desenfreada das empresas para se posicionarem positivamente na mente dos consumidores fez da memória auditiva uma das grandes forças do marketing sensorial (scent marketing). A música corporativa (sound branding) transforma o conceito e a linguagem visual da empresa, dá voz à marca, evidencia sua personalidade e cria um vínculo emocional com o cliente, conectando-o diretamente a suas emoções, estado de espírito e estilo.

Com algumas marcas, já ficou impossível desconectar alguns sons da sua imagem.

Os roncos dos motores de marcas como Ferrari, Harley Davidson e Porsche, por exemplo, já são patenteados.
Ronco da Harley Davidson:

Existem os logotipos sonoros:
Mercedes:

LG:



No link a seguir há um vídeo de 6:29 minutos com vários outros exemplos:


Mas a música vem tomando conta do mundo corporativo e indo muito além dos logotipos e sons patenteados das suas máquinas. As indústrias de entretenimento e hospitalidade têm investido pesado para tornar seus ambientes agradáveis (fazendo seus clientes se esquecerem do tempo e do espaço) e conectá-los a um certo estilo de vida.

Shopping centers, restaurantes e hotéis de alto padrão saíram na frente e vêm trabalhando muito para que seus clientes levem algo mais na memória do que somente um lindo design e aromas agradáveis. O Fashion Mall no Rio de Janeiro investe em sound branding há anos, e a empresa Zanna Sound é responsável pelo seu tema musical, logo sonoro, espera telefônica e várias outras peças. Ouça e veja neste vídeo as peças sonoras e a rádio criada para o empreendimento: 
Em restaurantes, as estatísticas não mentem. De acordo com os estudiosos Lovelock e Wirtz, o comportamento dos clientes é extremamente impactado pela música ambiente. Os valores estão em dólar, por ser uma pesquisa de 2006 feita nos Estados Unidos:
  • Tempo gasto pelo consumidor à mesa: 45 minutos com música rápida e 56 minutos com música lenta.
  • Despesa com comida: US$ 55,12 com música rápida e US$ 55,81 com música lenta.
  • Despesa com bebidas: US$ 21,62 com música rápida e US$ 30,47 com música lenta.
  • Depesa total: US$ 76,74 com música rápida e US$ 86,28 com música lenta.
Seguindo a tendência, hotéis não param de inovar. O Sofitel Montreal oferece um MP3 estilizado, com o logo do hotel e todas as músicas que tocam no lobby ao final da hospedagem dos hóspedes VIPs.

Já a rede Starwood Hotels & Resorts fez uma parceria com o Jazz at Lincoln Center, em Nova York, e vai abrir uma série de clubes de jazz em propriedades da sua marca hoteleira St. Regis no  mundo todo.

A programação de jazz será levada aos hotéis para entreter e educar os clientes sobre a história do gênero e seu valor cultural. O primeiro clube do jazz será no St. Regis Doha, no Catar, que abrirá em abril de 2012. Outros cinco clubes de jazz já estão programados para os próximos cinco anos.
Em resumo, as marcas líderes estão cada vez mais abertas e vigilantes na construção de parcerias estratégicas ressonantes, on-line e off-line. Oferecer narrativas mais ricas e uma forte afinidade cultural nos principais pontos de contato com o cliente pode se tornar uma das grandes vantagens competitivas dessas marcas.

Fonte: www.stregisdoha.com.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Os ageless rompem com o padrão de comportamento pela faixa etária


Os ageless rompem com o padrão convencional em que o comportamento é ditado pela faixa etária, o que importa agora não é mais a idade, mas o estilo de vida. Continuar a separar seu target por idade é algo extremamente ultrapassado.

A Vide Bula já foi umas das marcas mais importantes do Brasil...


Imagens de reprodução

Outro dia me perguntaram se eu sabia se a Vide Bula tinha acabado, fiquei totalmente sem saber o que responder, mas disse que achava que sim, pois não a encontro mais aqui no Rio e não vejo ninguém falando sobre ela... Agora me deparo com a nova campanha de verão 2012 da marca, detalhe as estrelas da campanha são a top Ana Cláudia Michels e o ator Paulo Vilhena (odeio esse cabelo grande para esconder que ele está quase careca, fica over), em fotos de Marcelo Krasilcic. Fiquei feliz em saber que ela ainda existe, mas vamos combinar, que coleção mediana...

Acho tão ruim ver uma marca que era tão forte quando eu era adolescente andar tão sumida, mas marcas não são eternas e um bom trabalho de gestão de marca é necessário todos os dias. Uma marca é um organismo vivo e precisa de cuidados diários... Depois que ela se perde no tempo e na memória, fica bem mais difícil voltar.

Über-branding!

Fábio Monnerat

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Über-vitrine: O circo da Louis Vuitton

 
 Foto da amiga Stela Alves

Amei essa vitrine circense da Louis Vuitton! Eles estão sempre investindo em belas vitrines que encantam tanto quando as campanhas, desfiles, atendimento nas lojas e as peças, claro... Um luxo!

Fábio Monnerat

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Über-recomendo: 1º Congresso de Negócios da Moda no Rio de Janeiro


 

"A moda brasileira é um grande negócio, que merece ser desenvolvido num fórum que reúna a pesquisa e a prática." A partir deste pensamento o Instituto Brasileiro de Moda realiza o primeiro Congresso Brasileiro de Negócios de Moda nos dias 05 e 06 de outubro, no Parque Lage, no Rio de Janeiro. 

Grandes nomes da moda no Brasil foram convidados para as discussões dos painéis, que giram em torno do tema Gestão de Marcas. Professores, estilistas, pesquisadores, curadores, jornalistas e designers de todo o Brasil estarão participando do evento, além de gestores e consultores de grandes marcas, como Rony Meisler (Reserva) e Luiza Bomeny (Maria Bonita) e Karlla Girotto.

As inscrições podem ser feitas pelo site: http://ibmoda.com.br/.

Über-recomendo e vou adorar encontrar todos por lá...
Fábio Monnerat

sábado, 20 de agosto de 2011

Burberry lança perfume exclusivo no Facebook




Mais uma marca está apostando suas fichas no engajamento de fãs no Facebook para ativar a experimentação por meio do lançamento de produto. A marca em questão é a Burberry, grife que conquista milhões de brand lovers no mundo todo pela sofisticação e qualidade que só fortalece a aspiração.

O sucesso também entre os mais jovens é tanto que a fanpage da marca chega a ultrapassar os sete milhões de fãs. Não é pouca coisa para uma grife nada democrática.

Para estabelecer uma relação mais íntima com essa legião de brand lovers, a Burberry lança em primeira mão a nova linha de perfume Body no Facebook, com direito a vídeo do CCO da marca convidando os fãs a experimentar a novidade.
Über-curti!
Fábio Monnerat

Fonte:proxxima.com.br

domingo, 31 de julho de 2011

Über-branding: É preciso ousar...

 LouisVuitton, fachada da loja na rua Champs Elysèes em Paris

 Loja Merci - carro que é marga registrada da loja.

Diesel, fachada da loja de Londres.
Maria Filó - cachecóis em forma de sorvete de casquinha e camisetas em pacote de pipoca.
Loja da Calvin Klein com manequins dançando hip hop.


O varejo sempre desfrutou do privilégio de ser o setor econômico mais próximo do consumidor.

Por esse motivo, poderíamos concluir que o varejo, principalmente o de moda, é o setor mais atualizado, inovador, ousado e surpreendente se comparado com todos os demais varejos.

Errado!

O varejo de moda brasileiro está sonolento, estagnado, tímido e atrasado. Não temos coragem de ousar! Temos medo de errar! É preciso ousar já!

Pode-se perceber claramente a falta de ousadia, quando um empreendedor vai abrir uma nova loja de roupas. Ele tem nas mãos a chance de fazer algo novo e inusitado. E então o que ele faz? O “feijão com arroz” de sempre: uma fachada tímida, paredes da loja pintadas de bege, prateleiras de metal cinzas, manequins com cabelos descuidados e rostos desfigurados e um provador com cortinas de pano cor bordô... Sua loja some na paisagem e se torna mais uma no varejo de moda. O medo de errar leva-o para o esquecimento e seu fracasso é atribuído aos fornecedores, preços e consumidores chatos. E seu maior erro, foi a falta de coragem de ousar.

Nos dias de hoje, com a grande concorrência, várias lojas de moda em uma mesma rua, e até no mesmo corredor de um shopping, você precisa se destacar. É preciso fazer sua loja gritar muito alto para o consumidor ver e ouvir!

Comece pela fachada, ela é a primeira chance para você impactar seu consumidor. Você alguma vez já pensou em uma forma diferente de colocar o letreiro de sua marca? Já pensou em uma frente diferente do que simplesmente uma parede lisa e de cor branca? A Louis Viutton transformou sua loja de Paris em uma mala, produto característico da marca. A Diesel, fez a fachada de sua loja em Londres em forma de um rádio. Olhe as lojas ao seu redor, e tente fazer diferente. Você já vai se destacar só por esta primeira atitude.

Inove nas vitrines. Recicle seus manequins. Pinte-os, forre-os com tecido ou jornal, e tire-os da mesmice. A Calvin Klein colocou seus manequins de cabeça para baixo, como se estivessem dançando hip hop. Mude os seus manequins de posição, vire-os de costas, coloque-os deitados e promova comentários sobre a sua vitrine. Ela fala e vende!

E com seus produtos, então, eles devem ser sua principal atração! Pense em formas diferentes de expô-los. A Maria Filó colocou cachecóis em cones como se fossem sorvetes de casquinha e camisetas em pacotes de pipoca. A Diesel pendurou tênis em ganchos feito carnes em um açougue. E a loja Merci de Paris, a meca das exposições diferentes, expõe roupas em cestos, almofadas em gavetas e malas em um bagageiro de um carrinho vintage tipo Fusca, que é marca registrada da loja e é vestido de forma diferente , dependendo da ocasião.

Coloque cores nas paredes, iluminação focada e use elementos dificilmente associados como expositores como lustres, cadeiras e armários! Deixe seu consumidor boquiaberto!

Então lojista, varejar é uma arte! É preciso criar, inovar, brincar, para atrair mais e mais consumidores. E sem medo de errar!

Por isso, ouse e saia do bege já!

O  não autoriza a reprodução total ou parcial de qualquer conteúdo aqui publicado, sem prévia e expressa autorização. Infrações sujeitas a sanções.



Por: Cristina Marinho - Portal Textília.net
Consultora de Marketing e Comportamento

terça-feira, 19 de julho de 2011

Mudamos tudo... nova logo, nova cara, novas parecerias e novos trabalhos


A nova logo brinca com o Ü em destaque como na anterior
Ou na versão full.

Essa semana a über comemora 3 anos como consultoria de marketing/comunicação de moda e 2 anos de blog... Não chega a ser uma longa história, mas faz parte da sonho/coragem de 3 publicitários (Eu, Clarissa e Ivison) que resolveram se aventurar no mundo da moda. Muita coisa se passou, a Über passou por várias transformações e agora está de cara nova para comemorar.

Mudar não é uma tarefa fácil e envolve mil coisas, mas toda já era hora e, para tal tarefa, entrou em ação o amigo e designer Gabriel Santos (@santsgabriel) que tem bem essa linguagem minimalista que Eu adoro.

Decidi mudar, pois achei que era hora de renovar, sair da antiga marca que tinha um visual mais careta e já estava ficando over, afinal de contas somos Über Fashion. Outro ponto é que não somos mais uma agência de publicidade, mas uma consultoria de comunicação de moda, um blog de tendências e novidades do mundo fashion, estamos em parceria com a campanha internacional Be Fashion, Be Right, BE YOU! e com o Instituto Milano Moda, consultoria de comunicação para a grife COUTHE, coluna de moda no Maquiagem Masculina... E estamos só começando!

O laranja foi mantido, só que em uma versão mais ligth e o preto migrou para o cinza, tudo para deixar über a marca mais clean e moderna.

Depois de muitos estudos e de ouvir a opinião de amigos e alguns leitores do blog... Aí está o resultado da nova coleção Über Fashion Marketing. Nas mídias sociais ela vai ficar como Über Fashion por Fábio Monnerat e na consultoria Über Fashion Marketing.

Espero que tenham gostado.

Abraços,

Fábio Monnerat

Antiga logo Über:

sábado, 23 de abril de 2011

Tendências para o consumo no varejo de moda

 
Identificamos algumas tendências que influenciam diretamente no sucesso ou fracasso do branding de moda e Marketing. Para isso foi preciso medir a direção dos valores de consumo para esse período. Confira abaixo:

O valor é a primeira tendência. Aquilo que é percebido pelo consumidor, pois ele é quem define o valor. Na prática, os gastos excessivos serão substituídos pelo consumo racional. A marca deve expressar esse valor. Sua essência deve envolver os consumidores, em todas as ações onde está presente.

A conexão emocional entre as empresas e os clientes permanece. Os varejistas terão que captar aquilo que impulsiona a sua categoria de produtos. É fundamental conhecer o que os consumidores esperam e só então concentrar as estratégias nessa direção. Se os clientes esperam atendimento personalizado, interatividade, inovação, enfim, prestar atenção nos serviços e valores que estão ao redor da marca. 

As marcas devem construir algo próprio e original. Não basta fazer o que os outros estão fazendo, porque não vai funcionar. As ações sociais, ou de sustentabilidade, devem ter credibilidade. A diferenciação virá do apelo emocional. A proliferação de produtos e serviços continua, mas não é garantia de inovação. Essa inovação é melhor percebida pelas experiências em consumo, que as marcas podem oferecer.

A interatividade permitiu que os consumidores falem entre si antes de conversar com a marca. As redes sociais estabeleceram a troca de informações e tendem a aumentar, na medida em que os consumidores estão mais confortáveis para obter essa opinião de estranhos. A missão das marcas será projetar um feedback positivo no mundo virtual. 

A influência dos amigos também vai aumentar. Há uma confiança nas comunidades, que se estendem para a confiança que eles têm na marca. O boca a boca somente não se impõe. Hoje, a palavra certa nesse processo é o que importa.

Fazer uso do Facebook Connect é básico. Colocar o canal de venda nas mãos do consumidor.
 
O mobile marketing está crescendo, fazendo com que as empresas criem tecnologia portátil que facilite as transações, pelos smartphones. Facilitar esse consumo estimula a compra por impulso, junto às diversas promoções, em especial se a marca personalizar essa experiência.

Olhar para a concorrência, e não apenas para as marcas tradicionais. As proliferações de marcas e novos produtos se espalham facilmente na rede, portanto, é preciso superar com comentários sobre a sua marca. Oferecer aquilo o que os consumidores esperam se transforma em fidelidade e garante uma vantagem significativa em relação às novas marcas. 

Estar antenado às expectativas, que hoje mudam a toda hora. Todos os dias surgem novas tecnologias e inovações. Os aplicativos tornaram-se necessários à vida das pessoas, e as marcas vão brigar por esse espaço móvel. Oferecer serviços de forma criativa nessas ferramentas será o grande diferencial. O engajamento com a marca continua a ser o objetivo principal.

O uso dos métodos é que está mudando a cada dia, como as plataformas de relacionamento criativas, aliando a moda ao entretenimento.

Juliana Dornelles (Publicitária, professora e pesquisadora na área de Moda e Cibercultura. Pós-graduada em Moda e Comunicação pela Universidade Anhembi Morumbi e mestre em Estética e História da Arte – MAC/USP - juliana@julianadornelles.com.br @judornelles)

Fonte:Portal HSM

quinta-feira, 24 de março de 2011

O Boticário remodela logotipo - Não Curti

 

O Boticário remodela por inteiro o seu logotipo depois de se olhar no espelho e notar que precisava mostrar para os seus consumidores uma marca mais moderna, na boa, achei bem ruim, não curti a mudança, acho que foi muito investimento pra algo tão fraco e nada sofisticado, como a marca quer ser percebida. Acho que sem aqueles arabescos/rabiscos atrás do B já ia ajudar muito - basta olhar o logo das marcas mais importantes do mundo como Gucci, Chanel, Dior, MAC, Louis Vuitton e Prada, só pra citar algumas... De um modo geral elas buscam fontes simples e atemporais.

A mudança, no entanto, não é apenas uma plástica. O processo começou com um reposicionamento da empresa por inteiro há dois anos. A iniciativa remodelou a comunicação e deu origem ao Grupo Boticário, que hoje abriga também a marca Eudora.

Uma pesquisa foi realizada para entender melhor as consumidoras. Constatou-se, por exemplo, que as mulheres de hoje dão mais importância para as marcas como um diferencial. Outro ponto constatado, agora em um levantamento específico sobre marca desenvolvido no ano passado, apontava que o logotipo não mais expressava a modernidade da marca e de seus produtos. Era a hora de mudar.

 
O novo desenho é também uma plataforma de futuro. Com a identidade atual, O Boticário pretende lançar novos produtos cada vez mais sofisticados, porém, acessíveis à todas as classes. Três novidades já estarão nas prateleiras das mais de três mil lojas para o Dias das Mães, a segunda data mais importante para a marca, perdendo apenas para o Natal. Dois deles têm origem na França.

Os perfumes "Floratta in Rose Belle" e o "in Rose Amour" foram produzidos a partir de fragrâncias originadas por duas rosas exclusivas plantadas no Jardim de Georges Delbard, um dos maiores viveiristas do mundo. Outra novidade é a Garden Collection, uma linha de cremes corporais que combina flores e frutas. As novas fragrâncias trazem embalagens que remetem a um porta-joias, enquanto a Garden Collection vem em estojos.

  O Boticário remodela o logotipo e lança novos produtos
As linhas são limitadas e o investimento no novo logotipo, incluindo a comunicação para o Dia das Mães, é de R$ 40 milhões. A seguir, Miguel Krigsner, fundador do Boticário, Artur Grynbaum, Presidente do Grupo, e Andrea Motta, Diretora de Marketing e Vendas da marca, detalham as novidades em entrevista. Acompanhe.
Muito desse novo logotipo vem da sua inquietação, de querer algo novo. O que motiva o crescimento de O Boticário hoje?

Miguel Krigsner: A nossa trajetória tem mostrado que a cada sete anos nós temos uma necessidade muito grande de renovação. Isso está dentro da alma da empresa, de estar sempre atento, respeitando a mudança que percebemos da consumidora brasileira. Tudo que para tem tendência a decair e é tudo o que não queremos para O Boticário. Há uma cobrança constante para melhorarmos em todos os sentidos desde a qualidade de nosso atendimento até os produtos. É uma busca constante pela inovação.

Temos que pensar o tempo inteiro em se reciclar e não deixar fazer parte da paisagem, ainda mais dentro de um mercado cada vez mais concorrido. A nossa meta é sempre trazer novidades, ouvir as consumidoras e saber quais são as grandes expectativas que elas têm. A própria mudança da mulher nos últimos tempos na sociedade mexe com a sua autoestima e tudo está ligado com a beleza. Temos que acompanhar isso.

Quando vocês viram que O Boticário precisava de uma modernização?

Miguel Krigsner: O mercado brasileiro cresce numa dimensão incrível. Nos últimos anos tivemos 40 milhões de pessoas entrando no mercado de consumo. São consumidores que desejam estar cada vez mais arrumadas e bonitas. Temos essa característica de trabalhar a autoestima e por isso sentimos que era um momento de transformação. As coisas estão mudando muito rápido. Há quatro anos ninguém falava de redes sociais. A comunicação era totalmente diferente. 
Vocês foram um dos primeiros a sofrer esse novo momento, quando uma comunidade no Orkut pedia a volta de um perfume que tinha saído de linha.

Miguel Krigsner: Com as redes sociais, encurtamos os caminhos e acabamos tendo contato direto com o consumidor, sendo capaz de ouvi-lo e saber do que ele está precisando e saber o que devemos fazer para melhorar. O consumidor está cada vez mais exigente e temos que atendê-lo da melhor maneira possível. As pessoas entram na loja querendo saber os lançamentos.
O novo logotipo vai levar a marca para outros territórios, com produtos mais sofisticados?

Artur Grynbaum: Sim, sofisticados, mas acessíveis em preço. O valor vem da qualidade percebida dos produtos. Essa é a evolução que queremos fazer, ampliando o portfólio de produtos porque as consumidoras querem cada vez mais coisas novas. Hoje ela sabe eleger o que lhe cai bem. Não é uma seguidora de moda e tem uma seletividade na escolha dos produtos.

 Esse novo logotipo tangibiliza o reposicionamento de O Boticário. O que vocês viram na pesquisa que foi determinante para esta mudança?

Andrea Motta: Com a nossa evolução, tínhamos que dar atenção também à nossa expressão. Até pensamos em fazer uma adaptação da marca, mas entendemos que ela deveria vir diferente mesmo para marcar o nosso posicionamento.
Terá também uma remodelação de loja?

Andrea Motta: Faremos uma revitalização. O modelo que temos hoje foi lançado em 2007 e terminou agora a reformulação de todas as lojas em 2010. Vamos manter a característica do modelo atual, mas faremos uma revitalização na identidade interna e com o novo logo na fachada.
O novo logotipo pode ser uma plataforma para novos projetos?

Andrea Motta: O consumidor tem uma percepção muito grande sobre a nossa marca. A antiga era muito simples para abraçar o nosso posicionamento atual e a visão que o consumidor tem dela. O que vai permitir agora é ter uma sofisticação maior, mas mantendo sempre a acessibilidade aos nossos produtos.

 As linhas lançadas hoje como edição limitada podem vir a fazer parte do mix de produtos permanentes?

Andrea Motta: Se a aceitação do consumidor for boa, por que não? Fazemos mais de 300 lançamentos por ano. Teremos ainda mais novidades durante o ano para o Dia dos Namorados e para o Natal. Estamos em março e já aprovei o Natal de 2012. Teremos cada vez mais novos produtos. Mas estamos nos preocupando com tudo, desde a central de atendimento ao consumidor até pelo que se passa nas redes sociais. Estamos indo em detalhes, desde o script do atendimento até o texto que vai nas embalagens dos produtos.
Fonte:MundodoMarketing

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Gap muda logo, mas pede ideias no Facebook

O novo logo Gap chegou sem festa de boas vindas e nem foi divulgado pela marca. Depois de duas décadas de identificação com o público e reconhecimento internacional, o box azul com fonte serifada em caixa alta foi substituído por uma fonte Helvetica minúscula e um pequeno quadrado no canto superior direito.

A mudança não foi repentina, já que algumas tags já vinham sendo produzidas há quase um ano com o logo novo, mas a polêmica começou quando a marca alterou silenciosamente o logotipo em seu site. No mesmo dia, a repercussão no Twitter foi tão grande e negativa que o próprio logo ganhou um perfil no microblog, que já tem mais de 2 mil seguidores e cuja bio declara "eu também tenho sentimentos".

Novidade não agradou e agitou redes sociais

Em sua página no Facebook, bombardeada por mais de 300 críticas, a grife declarou:

"Obrigado pela opinião de todos sobre o novo logotipo! Nós tivemos o mesmo logotipo por mais de 20 anos, e esta é apenas uma das coisas que estamos mudando. Sabemos que esse logo está sendo muito comentado e estamos muito contentes de ver debates apaixonados! Tanto é que estamos pedindo para vocês compartilharem seus projetos. Nós amamos a nossa versão, mas gostaríamos de ver outras ideias. Fique ligado para mais detalhes nos próximos dias sobre este projeto crowdsourcing."

Nem a Gap nem a agência que criou o logo comentaram os motivos da mudança e nem se ela será definitiva.

Fonte:UseFashion

sábado, 24 de julho de 2010

Daslu a loja que mudou o mercado de luxo do Brasil


O dia 1º de março de 2010 marca o momento em que o Grupo Iguatemi passa a administrar a Daslu. O acordo foi a solução encontrada pela loja para dar fim aos problemas administrativos e fiscais que vinham acometendo a loja desde 2005.

Independentemente do que acontecer daqui em diante, a história da Daslu, que se confunde com a história do luxo no País, já contém elementos suficientes para que mereça ser contada e analisada.

Se fôssemos usar o jargão dos profissionais de marketing, poderíamos dizer que Eliana Tranchesi, a proprietária da Daslu, era uma empresária com o “dedo no pulso do mercado”, ou seja, sempre soube  exatamente o que sua clientela queria e que não encontrava no Brasil: luxo, marcas famosas e logotipos conhecidos. E, ao contrário do que rezam os manuais do bom marketing, Eliana tomava-se como o referencial dos desejos de consumo de uma classe social inteira, visto que quando voltava de viagens ao exterior trazia “tanta mala que precisava ocupar até três táxis na hora de deixar o aeroporto”, conforme disse uma vez à imprensa.


Dois meses depois da posse do ex-presidente Fernando Collor, em 1990, Eliana iniciou um tour pela Europa para convencer as grandes grifes a comercializar seus produtos no Brasil. De porta em porta, tentava provar que, num país assolado por inflação, recessão e pela absoluta falta de dinheiro em circulação, seria possível vender luxo. Peregrinou por grifes como Chanel, Gucci, Valentino e tantas outras procurando atraí-las para o mercado brasileiro. O histórico do Brasil, associado ao momento delicado pelo qual passava, indicava que a proposta da dona da Daslu não era mais do que um convite à aposta. Foi complicado, mas aos poucos a empresária conseguiu rechear sua loja de marcas conhecidas e cobiçadas.

A partir daí, e impulsionada pela estabilidade da moeda em 1994, a Daslu experimentou um crescimento espetacular – no volume de negócios e no nível de exposição e badalação na mídia. A revista Vogue inglesa, por exemplo, concedeu à loja o título de “um dos melhores locais para se fazer compras no mundo”, o que fez do local um ponto turístico em São Paulo.

 Mais do que uma butique, a Daslu se tornou um universo à parte no luxo mundial. Não só pela quantidade de marcas e produtos caros comercializados, mas também, e principalmente, pela primorosa gestão dos detalhes tão bem cuidados e planejados. Tudo isso para que os clientes se sentissem entrando num clube da elite - atmosfera que nenhuma loja conseguiu igualar até hoje.


 
Alguns exemplos no manejo destes detalhes são amplamente conhecidos e foram incorporados ao folclore que cerca a loja. O principal deles: as vendedoras da Daslu sempre foram jovens da sociedade paulistana, com sobrenomes tão ou mais tradicionais que os das clientes que atendiam. Frise-se: tão ou mais tradicionais. Diferentemente do que se poderia imaginar, a função das vendedoras socialites não era só proporcionar familiaridade de atendimento às clientes da velha sociedade paulistana, como também ajudar na socialização daquelas recém-incorporadas ao universo da elite. Eram elas que acolhiam os novos-ricos que, sem passado e sobrenome, recorriam à loja na hora de comprar seus primeiros símbolos de ingresso na alta roda. Nos corredores da Daslu, dois mundos se encontravam: o dinheiro antigo recepcionava o dinheiro novo, ensinando-lhe o que comprar, como vestir e quais marcas idolatrar.

Outro exemplo de cuidado com o simbolismo que envolvia a loja: a Daslu registrava todas as peças vendidas no computador, anotando quem e quando comprou para evitar que duas clientes da loja vestissem a mesma roupa numa festa.

Detalhes como estes ajudaram a criar uma  “cumplicidade elitista” entre loja e clientes, promovendo a sensação de pertencimento a uma tribo que, a despeito das origens diferentes, tinha no luxo seu denominador comum, sua semelhança gregária. Hoje, chama-se isso de "comunidade de marca", conceito do qual Eliana nunca deve ter ouvido falar, mas que conseguiu implementar à perfeição.

Talvez não se tenha dado o destaque merecido, mas a Daslu é um dos maiores cases de marketing da história empresarial brasileira. Um equivalente, em menor escala, do case Ralph Lauren nos EUA – com a diferença de ter sido desenvolvido em um país de condições econômicas e sociais bem mais adversas ao empreendedorismo e, por que não, até ao luxo.

Fonte:http://www.gestaodoluxo.com.br/

quinta-feira, 22 de julho de 2010

A CANTÃO quer acabar com meu namoro!

A maravilhosa língua da bolsa!

Então, o buraco no couro era muito mais largo que o pino de metal, será que é por isso que ela não ficava presa?

Vagaba essa alça!

A bendita placa de metal que por vergonha de morar ali vivia tentando se esconder dentro da bolsa.

O fecho magnético não funcionava


Essa foi a frase que uma super amiga usou para falar da indignação dela com a marca carioca Cantão...

No dia dos namorados Clarissa ganhou de presente uma bolsa, ela ficou super feliz e empolgada com o mimo fashion. Mas, desde o começo, a bolsa que era para celebrar o namoro dos dois começou a dar problemas...

No bolso menor existe um tipo de fecho que não fecha, não é incrível? Pois é, a bolsa vivia com uma língua pendurada Nem a placa de metal com a marca Cantão ficava no lugar certo. Como uma placa de metal pesada ia se manter firme afixada em um tecido bem mais leve? Quem desenvolveu a bolsa não deve ter a mínima noção de nada, qualquer um que pega a bolsa na mão já sabe que a coisa não iria funcionar, mas nessas horas é até bom pra Cantão esconder sua marca.


Mas até aí Clarissa, que é bastante evoluída espiritualmente, relevou e percebeu que para o básico que era carregar suas coisinhas a pobre da bolsa servia e que o valor do presente estava no amor e, claro, na fatura do cartão de crédito... Diga-se de passagem, essa porcaria custou mais de R$ 250,00.


Até que no dia 12 de julho, um mês depois, a pobre da bolsa faleceu... A alça que é de couro ecologicamente correto (só pra não dizer que é um sintético vagaba) começou a descolar. A correntinha dourada que também é de um material vagaba não aguentou... Enfim, uma porcaria que chega a ser pior que as cópias baratas compradas na 25 de março em São Paulo.

A única parte boa da história é que o namoro de Clarissa e Guilherme não começou em uma loja da Cantão e, por isso, vai muito bem. Claro que no próximo ano ele não vai arriscar só para garantir vai ficar bem longe da Cantão.

Enfim, só mais um caso,   já falamos sobre esse descaso das marcas aqui no über - TNG, ARMADA, TOULON, FERRACINI e tantas outras.


As marcas querem ser fortes, mas com porcaria não se constrói uma marca amada pelos consumidores e um dia eu espero muito que elas aprendam que só o glamour construído com a presença de grandes tops não é suficiente.



E viva as redes fast fashion, se é pra comprar coisas medianas, que, pelo menos, não custem caro.

Quem entrou na campanha contra essas marcas que brincam com os consumidores foi o site Fashion Export do querido Giordano Bruno en la Red Fashíonísíma.es  Leia: Cantao Brasil 100% belleza 0% calidad e La firma Cantão Brasil Pésima Calidad

Outra que está na luta contra essas marcas que brincam com seus consumidores é a Julia Salqgueiro do M³ - Cantão: Qualidade contestável

sábado, 29 de maio de 2010

Rio de Janeiro tem tudo para ser “a bola da vez”

Como o mercado do luxo pode significar oportunidades e riscos para a cidade

É fato: a cidade do Rio de Janeiro é atualmente um dos lugares mais propícios no mundo para alavancar oportunidades de negócios. Os futuros eventos esportivos que a cidade sediará impactam diretamente o setor do turismo, movimentando assim diversos setores da nossa economia. O negócio do luxo, por sua vez, cresce vertiginosamente em todo o planeta, e as pesquisas evidenciam a correlação deste setor com o mercado de turismo. Ou seja: o Rio tem tudo para ser “a bola da vez” no global luxury market, com direito a observadores internacionais de todos os cantos atentos em nós. Sinais comprovando este movimento não faltam: o Rio foi capa de março na renomada revista inglesa Monocle, celebrities. Internacionais visitam cada vez mais a cidade e vemos marcas desesperadas por abrir suas concept stores por aqui.

Pois bem, é fácil perceber as oportunidades que este cenário oferece para o setor do luxo, mas aí reside um grande risco: o crescimento amorfo deste mercado. Vamos a um fato curioso: experimente digitar no Google a seguinte expressão: Rio de Janeiro luxo. É de espantar que dentre as dez primeiras indicações, sete se refiram ao setor imobiliário e da prostituição. Sim, as famosas acompanhantes de luxo. Nada contra esses ramos de trabalho, mas certamente não foram as referências que os estrategistas priorizaram para o mercado de luxo carioca. Bem, que estrategistas? Aí reside a segunda armadilha: não existe uma discussão séria, planejada e integrada sobre o que seria este branding luxo carioca. Os agentes do segmento do luxo ainda cuidam de seus negócios de forma isolada, sem considerar os ganhos que uma estratégia global poderia conferir a todos esses agentes.


Visando provocar o debate do projeto desta nova marca, recentemente contatei cerca de 70 personalidades nos mais diversos segmentos da sociedade carioca: empresários, consultores, pesquisadores, jornalistas, políticos, profissionais de moda, entretenimento, gastronomia, hotelaria. O saldo não foi muito luxuoso: obtive oito rápidos e generosos elogios para o arrojo da ideia, três e-mails mais elaborados, com críticas relevantes, e apenas um, eu disse um bate-papo real. A conclusão que tiro disso tudo: não se prioriza, mesmo entre a inteligência carioca,o planejamento da identidade desta marca luxo carioca. Nos retornos que recebi, um deles foi bem enfático: aqui no Rio de Janeiro vale a lógica do “meu pirão primeiro”, ninguém quer abrir o jogo com o outro. Ou seja, em nome de ganhos imediatos no curto prazo, se perde a chance de planejar um ganho imensamente maior no médio-longo prazo. Um breve estudo sobre ciência do planejamento aprofunda o que eu quero dizer.

Esta experiência real mostra que não se quer (ainda) discutir de forma integrada uma visão para esse mercado, quais são as nossas forças, fraquezas, oportunidades e ameaças, e estratégias para lidar com este cenário. Não é à toa que ainda encontramos os recorrentes problemas no serviço prestado em experiências de compra ditas “classe AAA”. Ou então a frustrada tentativa de algumas marcas cariocas de copiar um estilo americano e até mesmo europeu, sob calor de 40 graus.

Sendo assim, é fundamental e urgente que nos preparemos para a vindoura massa de pessoas afoitas em conhecer o que o Rio tem de melhor para oferecer. Minha hipótese é que o desenvolvimento da marca Rio de Janeiro tem tudo para alavancar nosso mercado de luxo local. Cabe para isso recorrer às histórias da nossa cidade e aos valores que nos diferenciam do restante do mundo, diferenciando o mercado de luxo carioca. Essa iniciativa servirá inclusive para sustentar o mercado após a realização dos eventos esportivos. Dessa forma, seriam definidas experiências de luxo exclusivas da nossa cidade, incapazes de serem reproduzidas em Paris, Dubai ou Nova York, por exemplo. As ideias são muitas: a customização de bolsas de grifes européias com nossa arte e artesanato, a fusão da culinária internacional com os ingredientes e temperos locais, a identificação de uma identidade visual que valorize os elementos da cidade no design de moda e arquitetônico, um jeito carioca de se hospedar, e por aí vai.

Finalmente, e talvez a mais importante discussão que precisa ser feita no setor do luxo do mundo inteiro, é justamente sobre o conceito do que é luxo, podendo o Rio de Janeiro inclusive tomar a dianteira nesta contemporânea reflexão. Muitos profissionais ainda confundem luxo com marcas caras e inacessíveis para os “pobres mortais”. Segundo os dicionários, luxo pode até significar magnificência, ostentação e suntuosidade, mas o conceito de luxo que realmente precisa ser discutido na nossa sociedade atual, onde se mercantiliza até o afeto, é o do luxo sustentável. Conceito este que valoriza o que é sublime: a alma, a emoção, o especial, e por que não dizer, o simples, que nada tem de simplório.

As recentes crises econômicas mostraram que o capital vai e vem, marcas novas são criadas a cada momento, mas uma coisa até hoje não mudou e nunca mudará: a necessidade do ser humano de ser amado e sentir que pertence a algo superior. Enquanto continuarmos buscando isso em marcas, exibicionismo e frivolidades, poderemos até pensar que estamos consumindo luxo. Mas sentir o luxo de verdade é saber quem você é e pagar o preço das suas dores e delícias. Pois bem, pode ser que esteja aí a base que vai sustentar o luxo carioca, talvez o luxo que o mundo mais esteja precisando para continuar sendo um lugar bom para se viver.

Fonte:http://www.gestaodoluxo.com.br/

domingo, 16 de maio de 2010

5 Estratégias de Fashion Marketing para a Nova Década

É impossível imaginar a sociedade de consumo sem a atuação do marketing e inviável vender qualquer tipo de produto, sobretudo na moda, sem desenvolver uma estratégia. Não há mais espaço para o marketing intuitivo e ele se tornou tão importante para uma empresa de moda quanto o corte da roupa. Chamar a atenção de um consumidor volátil, estressado e ultra estimulado não é simples e técnicas tradicionais não o envolvem mais. Como fidelidade à marca também é coisa do passado, o desafio só cresce. Então, se o consumidor é múltiplo, o marketing também precisa atuar em várias frentes.  Reunimos aqui algumas estratégias fundamentais para quem está em busca de fortalecer sua marca no cenário contemporâneo:


Marketing sensorial: Estimular os sentidos, principalmente no ambiente de varejo, através de técnicas do marketing sensorial não é novidade. A iluminação certa, a música convidativa, a essência que traduz a identidade da marca, coleções com temas conectados e variações de produtos complementares são boas técnicas. A intenção é sempre a mesma: envolver e transportar o consumidor para que ele se sinta absorvido pelo universo da marca e convencido a comprar. Dentro destas ações vale também eventos especiais para o lançamento da coleção, oferecendo comidas, bebidas, presentes e indulgências para seduzir os consumidores. Segundo Katia Barros, estilista e sócia-fundadora da Farm, o investimento na experiência da cliente no ponto de venda é fundamental e levada super a sério pela empresa. Do cheiro da loja, à trilha, passando pela ambientação e exposição do produto, tudo tem a ver com a identidade da marca e se adequa ao conceito das coleções. O marketing sensorial é, na verdade, o branding atuando além do produto no ponto de venda e reforçando a identidade da marca.


Marketing social-virtual: A grande força do marketing atual e seu maior poder de alcance está na internet, o que ocasionou uma verdadeira revolução na relação marca-consumidor. As redes sociais expandem a comunicação e permitem um feedback imediato do consumidor. As marcas de luxo presentes no Twitter e no Facebook, que antes eram reticentes, perceberam como esta interação é importante e estabeleceram novos relacionamentos. No entanto, simplesmente abrir perfis nas redes é inútil. Dois bons exemplos são o Twitter da DKNY e o Facebook da Stella McCartney. No primeiro, foi criada uma personagem, a PR Girl, supostamente uma funcionária da empresa que dá dicas de bastidores sobre as coleções e produtos da Donna Karan e DKNY, responde às mensagens diretas e fala sobre suas atividades profissionais. O perfil tem mais de 85 mil seguidores (até 02/05/10!) e é extremamente ativo. Já Stella McCartney, que usa o Facebook e o Twitter simultaneamente para divulgar ações, eventos e a responsabilidade ambiental da marca, também interage com consumidores. A equipe de marketing responde às perguntas das clientes sobre onde encontrar peças. Com a constatação do sucesso dessas redes, o grupo Armani remodelou o site com links diretos para seus canais no Twitter, Facebook e YouTube.


O marketing online também é essencial para quem quer conquistar a geração Y, os jovens que já nasceram familiarizados com a internet, são exigentes e extremamente desconfiados. Sua força de consumo já ultrapassou a dos baby boomers e da geração X e vai crescer muito nos próximos anos, por isso conquistá-los é quase uma questão de sobrevivência. Entre as marcas de luxo que implementaram boas iniciativas está a Burberry. Ao mesmo tempo em que atinge a geração dos millennials, ela precisa reforçar sua herança e para isso criou um site interativo onde os internautas vêem, avaliam e postam fotos usando trenchcoats, o ícone da marca. As imagens da primeira campanha foram feitas por Scott Schuman, do The Sartorialist. Na campanha impressa, há duas temporadas o rosto da grife é a atriz Emma Watson, perfeita tradução da herança inglesa combinada ao novo público, fã dos filmes da série “Harry Potter” em que ela atua.


A transmissão de desfiles ao vivo, outra ferramenta recentemente explorada e que ganhou grande repercussão desde que Alexander McQueen transmitiu seu show na temporada de primavera 2010, é um artifício que a Burberry explorou e inovou. Transmissões em 3D para convidados ao redor do mundo foram organizadas para o desfile de outono 2010. Nesta mesma temporada, Marc Jacobs exibiu seu desfile no site e o CEO Robert Duffy twittou dias antes sobre a preparação, a Louis Vuitton exibiu pelo Facebook e a London Fashion Week transmitiu vários desfiles em seu site. Tudo ao vivo e assistido por milhares de clientes potenciais.

Marketing móvel: de acordo com uma matéria do WWD, o mercado de smart phones está crescendo rapidamente. Nos últimos 4 meses de 2009 o número de aparelhos vendidos cresceu 40% comparado a 2008. No ano todo foram 174.2 milhões de aparelhos enviados para as lojas. Com o sucesso dos apps para iPhone, os varejistas se vêem obrigados a criar programas que facilitem o acesso e, em muitos casos, a compra de produtos pelo celular. Empresas como Sears e Ralph Lauren desenvolveram aplicativos para diversas linhas e aparelhos, enquanto o site Net-a-Porter tem seu app para m-commerce no iPhone. Donna Karan, David Yurman, Diane von Furstenberg, Tommy Hilfiger, Chanel, D&G e Fendi são algumas das marcas que desenvolveram apps, nem todos já habilitados para o comércio, de olho no futuro. No Gilt Groupe, site que trabalha com promoções online em horários pré-determinados, a venda por telefone já responde por 5% do total durante a semana e 7% nos fins de semana.

Como as tendências apontam para um consumidor cada vez mais conectado e interessado em gadgets eletrônicos, ignorar este nicho de vendas pode significar prejuízo tanto para a imagem da marca quanto para o seu faturamento.

Marketing sustentável: ser uma marca ecológica depende do posicionamento da empresa. Mas ser uma marca sustentável será praticamente uma obrigação das empresas que queiram prosperar neste século. Isso significa implantar técnicas de produção de baixo impacto ambiental e também comunicar como os funcionários são tratados, como a matéria-prima é trabalhada e porque o seu produto vale o preço que está sendo cobrado. A inglesa Marks & Spencer é um exemplo de sustentabilidade com seu programa “Plan A”, criado há dois anos. A loja de departamentos desencoraja o uso de sacolas plásticas e o excesso de embalagens, recicla seus manequins e apóia uma empresa de lingerie no Sri Lanka a se tornar uma “eco-fábrica”. Campanhas de doações de roupa para a Oxfam são feitas regularmente e o consumidor que doa ganha um cupom de desconto na loja.

A Levi’s tem regras rígidas sobre uso de água e outras substâncias para tingir o jeans e apóia a ONG Better Cotton Initiative, que cuida das condições de trabalho dos operários do algodão, além de incentivar a doação de jeans antigos. Até a H&M, que recentemente foi pega num escândalo de descarte de roupas, agora divulga seu relatório de sustentabilidade, o “Style & Substance” listando medidas para diminuir o impacto de produção no meio ambiente.

As ações podem parecer pequenas ou simples demais, porém quando são honestas e demonstram a transparência da empresa trazem um super retorno para a imagem.


Marketing colaborativo: com tantas opções e recursos para comprar produtos, é natural que o cliente sinta-se no direito de moldar ou personalizar o item que deseja. Entre todos os tópicos abordados acima, é importante lembrar que uma forte marca de moda é aquela que dá liberdade para o seu consumidor se sentir único. A Gucci, por exemplo, desenvolveu o projeto Artisan Corner em algumas lojas e trouxe os artesãos italianos de sua sede para fazer bolsas customizadas. Desta forma, os clientes entendem mais do processo artesanal tão intrínseco à grife, o valor de uma peça e ainda saem felizes por ter uma bolsa com suas iniciais. Nas mídias sociais, outros sites além do Facebook e Twitter, conhecidos como “fashion social networks” (Polyvore, Chictopia e Lookbook, só pra citar algumas) permitem ao usuário montar looks usando roupas de diversas marcas, avaliarem o que outros internautas estão fazendo e ainda comprarem as peças.

Colaborações não diretamente feitas com o cliente, mas que agregam valor ao produto também são mais que benvindas. De Karl Lagerfeld, Stella McCartney, Comme des Garçons e Jimmy Choo, entre outros, para a H&M, passando por Kate Moss para Topshop e Longchamps, The Selby criando o “The journey of a wardrobe” para Louis Vuitton, Madonna com linha de óculos para Dolce & Gabbana e as lingeries de Natalia Vodianova para a francesa Etam, este tipo de ação demonstra versatilidade, inovação e contemporaneidade.

E a sua empresa, já trabalha algumas dessas estratégias? Ela está pronta para a nova década?


Fonte:http://www.modalogia.com/2010/05/03/5-estrategias-de-marketing-para-a-nova-decada-%e2%80%93-por-mirela-lacerda/

domingo, 21 de março de 2010

No Stress: plágios balançaram a marca


Criada em 1996 por um ex-investidor que cansou da pressão e dos altos e baixos da economia durante os planos Sarney e Collor, a No Stress chegou ao vestuário por acaso. Inicialmente, a empresa era uma companhia de turismo de aventura na praia de Garopaba, e uma forma que o fundador, Carlos Eduardo Lucas Guedes, encontrou para nunca mais voltar aos Pregões.

Com seu crescimento, que se espalhou rapidamente por praias vizinhas como Guarda do Embaú e Rosa, surgia uma marca que trazia a natureza e o relaxamento em seu DNA. Esta consciência ecológica agradou turistas e clientes, que cada vez mais solicitavam produtos para lembrar dos momentos que viveram seus  passeios pelo litoral.

De brinde: a marca mais plagiada do Brasil

De acordo com o diretor comercial Cristiano Nicoleit, a partir de 1997 surgiram os primeiros contratos de licenciamentos da No Stress. Antes disto, no entanto, a própria empresa confeccionou experimentalmente 500 camisetas, que foram vendidas em menos de 1 hora na praia. Para comprovar a força que a marca poderia ter no ramo, outras 1000 peças foram feitas e vendidas na mesma proporção.

Outros segmentos como material escolar, calçados, acessórios, entre outros, serviram para consolidar a marca no mercado brasileiro. Com esta difusão, vieram triunfos, como a exportação para 16 países, mas também um aspecto negativo: o plágio. Em 2005, a marca foi a mais plagiada do Brasil e isto causou o desativamento dos itens de vestuário no ano seguinte.

Este episódio fez também com que a marca trabalhasse mais sua identidade visual, criando variações da logomarca inicial, como assinaturas e brasões. Esta mesma liberdade criativa foi dada aos licenciadores de outros segmentos, que até hoje só tem o compromisso de apresentar os temas para a empresa e não perder a referência ecológica.


2010: o ano do vestuário
O retorno das roupas No Stress ao mercado se deu em 2007, mas não como foco principal da empresa, visto que já no ano seguinte a crise fez com que a estratégia da linha de vestuário fosse repensada. "Com a recessão, abrimos o leque de público da marca e identificamos as classes B e C como as mais fiéis", afirma Nicoleit.

Com a faixa de preços estabelecida entre R$ 24,90 e R$ 89,90 para camisetas, e público-alvo com idade entre 18 até 40 anos, a empresa encontrou uma fórmula para crescer no período pós-crise. Em comparação com 2008, no ano passado as vendas aumentaram 20%, número que chamou a atenção dos executivos para os produtos de vestuário.

"Neste ano, o vestuário será o carro-chefe da No Stress. Nossa linha de confecção geral já conta com bonés, mochilas, acessórios, calçados e óculos", informa o diretor comercial, que aposta nas jaquetas e polos inspiradas na Copa do Mundo como peças-chave para o inverno deste ano.


2011: mais esportes e mais países
Para 2011, a marca estuda expandir sua variedade de artigos esportivos, com equipamentos para surf e kitesurf, além de parcerias com clubes de futebol e até mesmo jogadores brasileiros. Quanto aos produtos, a gola V será uma das apostas para o próximo verão, juntamente com toalhas de banho e de praia. Para expandir seu mercado consumidor, tratativas com países do Mercosul já estão em andamento.


Fonte:http://www.usefashion.com/categorias/noticias.aspx?IdNoticia=83529

Über Fashion

O Über Fashion existe desde 2009 e tem como publisher o blogger Fábio Monnerat.

O blog ainda conta com colunistas convidados.

O blog é indicado pelo EnModa e pelo curso de Fashion Business da FGV-RIO, já promoveu a abertura do verão de Búzios e faz palestras sobre moda masculina e comunicação de moda em todo o Brasil.

Alguns dos nossos parceiros: Handred, Cavalera, Profuse, Divertees, Poggio, Von Der Volke, Natura, Vichy, La Roche-Posay, Couthe, SkinCeuticals, Joias
Coacci, Sobre Barba,

Sua marca no Über, escreva para: ubermcom@gmail.com