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quinta-feira, 22 de julho de 2010

A CANTÃO quer acabar com meu namoro!

A maravilhosa língua da bolsa!

Então, o buraco no couro era muito mais largo que o pino de metal, será que é por isso que ela não ficava presa?

Vagaba essa alça!

A bendita placa de metal que por vergonha de morar ali vivia tentando se esconder dentro da bolsa.

O fecho magnético não funcionava


Essa foi a frase que uma super amiga usou para falar da indignação dela com a marca carioca Cantão...

No dia dos namorados Clarissa ganhou de presente uma bolsa, ela ficou super feliz e empolgada com o mimo fashion. Mas, desde o começo, a bolsa que era para celebrar o namoro dos dois começou a dar problemas...

No bolso menor existe um tipo de fecho que não fecha, não é incrível? Pois é, a bolsa vivia com uma língua pendurada Nem a placa de metal com a marca Cantão ficava no lugar certo. Como uma placa de metal pesada ia se manter firme afixada em um tecido bem mais leve? Quem desenvolveu a bolsa não deve ter a mínima noção de nada, qualquer um que pega a bolsa na mão já sabe que a coisa não iria funcionar, mas nessas horas é até bom pra Cantão esconder sua marca.


Mas até aí Clarissa, que é bastante evoluída espiritualmente, relevou e percebeu que para o básico que era carregar suas coisinhas a pobre da bolsa servia e que o valor do presente estava no amor e, claro, na fatura do cartão de crédito... Diga-se de passagem, essa porcaria custou mais de R$ 250,00.


Até que no dia 12 de julho, um mês depois, a pobre da bolsa faleceu... A alça que é de couro ecologicamente correto (só pra não dizer que é um sintético vagaba) começou a descolar. A correntinha dourada que também é de um material vagaba não aguentou... Enfim, uma porcaria que chega a ser pior que as cópias baratas compradas na 25 de março em São Paulo.

A única parte boa da história é que o namoro de Clarissa e Guilherme não começou em uma loja da Cantão e, por isso, vai muito bem. Claro que no próximo ano ele não vai arriscar só para garantir vai ficar bem longe da Cantão.

Enfim, só mais um caso,   já falamos sobre esse descaso das marcas aqui no über - TNG, ARMADA, TOULON, FERRACINI e tantas outras.


As marcas querem ser fortes, mas com porcaria não se constrói uma marca amada pelos consumidores e um dia eu espero muito que elas aprendam que só o glamour construído com a presença de grandes tops não é suficiente.



E viva as redes fast fashion, se é pra comprar coisas medianas, que, pelo menos, não custem caro.

Quem entrou na campanha contra essas marcas que brincam com os consumidores foi o site Fashion Export do querido Giordano Bruno en la Red Fashíonísíma.es  Leia: Cantao Brasil 100% belleza 0% calidad e La firma Cantão Brasil Pésima Calidad

Outra que está na luta contra essas marcas que brincam com seus consumidores é a Julia Salqgueiro do M³ - Cantão: Qualidade contestável

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

As marcas precisam perder a qualidade quando crescem?



Falar sobre acabamento de roupa não é o meu forte, mas ao longo doa anos vejo que algumas marcas crescem e perdem a qualidade de seus produtos, detalhes bobos, mas detalhes que não precisavam ser deixados de lado, afinal de contas, se essas marcas querem crescer e virar referencia de moda o cuidado com todos os detalhes é muito importante.


Hoje escolhi quatro marcas, em três eu só comprei uma vez e não compro nunca mais (ARMADA, FERRACINI e TOULON) e a outra é a TNG, marca que eu gosto muito e, apesar de tudo, continuo comprando - detalhe: quase todos os produtos foram fabricados na CHINA.


Armada - comprei um casaco e na semana seguinte encontrei o mesmo casaco em uma loja mais popular por um preço super menor, escrevi pra eles e a resposta que eles me deram foi que isso acontece porque o importador não cumpriu o acordo... Fiquei impressionado com a falta de responsabilidade e de cuidado com a marca, se o importador não cumpriu com o acordo devolva tudo e processe-o. Enfim uma marca fora da minha lista de marcas que amo.


Ferracini - tem uma linha de sapatos bem bacanas, mas comprei um que não durou nada, rapidamente descolou a sola, quando entrei em contato com a fábrica eles me pediram tanta coisa que decidi desistir de trocar o sapato... Tinha que preencher um documento, tirar fotos do produto e esperar que eles decidissem se o problema era meu ou deles. Com tanta marca de sapato por aí será que eles acham que eu ia fazer todo esse ritual pra ficar satisfeito com a marca? DICA: sigam o exemplo de procedimentos pós-venda da Apple, não por acaso que ela é uma das marcas mais amadas do mundo.

Toulon - uma rede fast fashion bem sofrível, mas de vez em quando tem alguma coisa que salva, uma vez comprei uma bermuda básica, bem simples, mas quando cheguei a casa percebi que a desgraça estava sem etiqueta da marca, vinha só com uma etiqueta de composição e o "made in China". Escrevi pra lá reclamando e dizendo que poderia comprar aquilo em qualquer rua do Rio de Janeiro e mais um monte de coisas... Pelo menos eles me responderam e pediram desculpas, dizendo que foi correria de fim de ano e umas outras desculpas prontas - todas made in China também.


TNG - essa é uma marca que eu curto muito, acho que eles fazem uma moda urbana muito boa, comprei várias peças da coleção de verão, mas em duas eu fiquei bastante chateado com a falta de cuidado no acabamento... O botão do blazer não durou um dia e já caiu, levei pra minha costureira e ela disse que o segundo ia cair também, que não tinha acabamento e etc.


O que vemos é que a moda brasileira tem muito a melhorar, crescer sem perder a qualidade é um desafio e comprar da China é uma realidade. Mas deixar a qualidade cair é uma é amadorismo e pressa em lucrar em curto prazo, já vi outras marcas com problemas semelhantes, uma vez a ELLUS comprou uns casacos da China que vieram cheios de defeito – ficavam cheio de bolinha e o símbolo da marca parecia outra coisa, totalmente deformado – mas eu só vi isso uma vez na marca, depois a qualidade da marca voltou ao normal e é por isso que ela continua no topo.


Marcas nacionais, antenái-vos!

Fábio Monnerat

Über Fashion

O Über Fashion existe desde 2009 e tem como publisher o blogger Fábio Monnerat.

O blog ainda conta com colunistas convidados.

O blog é indicado pelo EnModa e pelo curso de Fashion Business da FGV-RIO, já promoveu a abertura do verão de Búzios e faz palestras sobre moda masculina e comunicação de moda em todo o Brasil.

Alguns dos nossos parceiros: Handred, Cavalera, Profuse, Divertees, Poggio, Von Der Volke, Natura, Vichy, La Roche-Posay, Couthe, SkinCeuticals, Joias
Coacci, Sobre Barba,

Sua marca no Über, escreva para: ubermcom@gmail.com