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quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Über-Recomenda: Workshop de Pesquisa de tendência, marketing e jornalismo de moda




O Moda360 é um workshop voltado para profissionais e estudantes da área de moda, comunicação e marketing, interessados em conhecer melhor o atual mercado da moda no país através de cases apresentados por três importantes nomes do jornalismo, marketing e pesquisa de tendências:

André Carvalhal, professor de grandes instituições como ESPM e FGV e responsável há mais de cinco anos pelo marketing de uma das maiores marcas nacionais, a Farm;

Fernanda Baldioti, repórter do caderno Ela, do jornal O Globo, com vasta experiência em cobertura de grandes eventos de moda, como o São Paulo Fashion Week e Fashion Rio e na produção de matérias sobre moda, beleza e comportamento, e

Elis Vasconcelos, jornalista de moda e pós-graduada em Pesquisa de Comportamento e Consumo, colunista do RIOetc, professora da ESPM e trendhunter há mais de 6 anos no Bureau de Estilo Renata Abranchs. 

Inscrições na loja Chilli Beans (rua São João, 325) ou através do e-mail 360moda@gmail.com . 
Valores até o dia 15/08:
R$30, para estudantes;
R$60, para não estudantes. 

Valores de 16 a 30/08:
R$40, para estudantes;
R$80, para não estudantes.


 O endereço do Ritz é:
Av. Barão do Rio Branco, 2000 - Centro  Juiz de Fora - MG, 36015-510
(32) 3249-7300

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Pode uma marca como a Reserva ter tanta variação de tamanho?

 O tênis preto (mais que usado - amo) é da Reserva e o nº é 42 o outro também é Reserva nº 42


Pode uma marca como a Reserva ter tanta variação de tamanho? Claro que não! Isso passa uma ideia bastante ruim e deixa uma certa dúvida se ela pode mesmo estar com o título de marca premium. Claro que isso não é uma exclusividade da Reserva, mas as marcas "grandes" precisam ficar atentas para um mercado cada vez mais competitivo, principalmente o virtual.

Os números de vendas no e-commerce de moda seguem em crescimento, mas a padronização ainda é um desafio para muitas marcas e um fator de "medo" para os clientes que muitas vezes preferem ir a uma loja física para evitar surpresinhas desagradáveis. 

Essa semana eu recebi um sapato que comprei na Privalia em uma campanha da marca Reserva. Como já conheço a marca e tenho outros produtos, achei que não teria problema algum em comprar o tal sapato. Quando recebi, percebi que algo estava 2 dedos mais estranho. O sapato 42 estava mais para 43. Entrei em contato com a Reserva e eles disseram que não podem trocar e que só a Privalia vai poder resolver (a famosa má vontade e falta de um marketing moderno e preocupado com a experiência de marca).

 Já entrei em contato com eles e vão me devolver o dinheiro. Fora a burocracia e a perda de tempo, tudo bem, melhor que ficar com um sapato muito maior que meu pé. 

A parte ruim é que queria muito esse sapato e vou ficar sem, mas fica a certeza que a Reserva anda buscando diversos fornecedores, para ter um preço melhor (pra eles, claro), e não tem uma preocupação com a padronização de seus produtos. 

Com a entrada das marcas internacionais que vieram com preços competitivos e marcas mais fortes, as marcas brasileiras andam passando por um momento de crise e se não aprenderem a surpreender seus clientes e ter muita qualidade no que fazem com um preço competitivo, vamos ver muitas marcas morrendo... Mas isso é outro papo.

Com certeza que peças da Reserva eu não compro mais sem antes experimentar. Foi uma experiência bastante frustrante com a marca.

Fábio Monnerat

segunda-feira, 30 de julho de 2012

A Amazon está chegando no Brasil. E agora?

 Um dos assuntos que está deixando os país totalmente louco é a chegada a Amazon no Brasil, se o site conseguir ser tão atrativo aqui quanto é nos EUA, muita gente vai ter que fechar as portas ou se adaptar, enfim, mudanças estão por vir. Hoje eu achei essa matéria no Mundo do Marketing e decidi compartilhar com vocês. Enjoy!

A chegada da Amazon ao Brasil, prevista para o dia 1º de setembro, promete ser apenas a ponta do iceberg na movimentação do e-commerce no país. Focada no primeiro momento no setor de livros, com destaque para os e-books, a marca terá como concorrentes diretos as livrarias Saraiva e Cultura e os grupos B2W, que inclui Submarino, Americanas.com e Shoptime, e Nova Pontocom, com Ponto Frio, Casas Bahia e Extra. As metas da norte-americana são ousadas: até o fim de 2012, a Amazon espera vender 1,1 milhão de produtos e, em 2013, chegar a 4,8 milhões.

A principal diferença da gigante do varejo mundial em relação às empresas atuantes no mercado brasileiro, indicam especialistas da área, é que a marca fundada por Jeff Bezos em 1994 assimilou desde sua origem a importância da experiência de compra dos consumidores. Com interação customizada, a Amazon proporciona uma loja ideal para cada tipo de perfil e dialoga bem com todos eles, o que parece estar ainda longe da realidade dos grupos brasileiros.

Entre as dificuldades, o consumidor encontra desrespeito no tratamento e justificativas desnecessárias. “Aqui se aceita baixo nível no atendimento ao cliente, com prazos ridículos, quebras de promessa constantes e problemas de reclamação e devolução. Nosso pós-venda ainda tem muita percepção de risco. A Amazon não discute, ela troca seu produto e pronto. No Brasil, as marcas exigem provas constantes da necessidade real de trocar qualquer coisa”, avalia Nino Carvalho, Coordenador dos Cursos de Marketing Digital da FGV no Brasil e Consultor em Estratégias de Marketing Digital, em entrevista ao Mundo do Marketing.

A boa política de relacionamento com o consumidor será uma das armas da norte-americana na hora de deixar as concorrentes para trás. Somado a isso, muitos brasileiros já realizam compras no site e a vinda da Amazon para o país reflete no estreitamento dos laços. Com força local, os analistas preveem uma aceleração no tempo de entrega dos produtos e, vencida as barreiras burocráticas, uma consolidação que levará entre 12 e 18 meses. “A distância em relação a outros players será folgada”, completa Carvalho.

Com um faturamento de US$ 48 bilhões em 2011, os livros digitais serão apenas o começo da estratégia da Amazon no Brasil. O objetivo é inserir no e-commerce nacional, aos poucos, 131 outras categorias em que atua nos Estados Unidos. A chegada da norte-americana deve alavancar ainda mais as vendas do varejo eletrônico brasileiro, que em 2011 registrou 31,9 milhões de e-consumidores e movimentou R$ 18,7 bilhões, um aumento de 26% comparado a 2010, segundo dados da e-bit.

Aprendizado e crescimento

As dificuldades das marcas brasileiras em concorrer com a Amazon em um primeiro momento podem se transformar em aprendizado e adaptação a médio prazo. O principal passo é a atualização nos sistemas de inteligência, banco de dados, sistema de estruturas e até mesmo novas contratações. “Isso vai imprimir nos players brasileiros conhecimento em tecnologia, estrutura, infraestrutura, pessoal, cultura organizacional e desenho do fluxo de processos”, indica Carvalho.

Outro ponto positivo é que a entrada de uma empresa de grande porte representa aumento de concorrência e, por consequência, disputa por melhores preços. A união dos fatores reflete nas escolhas dos consumidores do e-commerce, que passaram de 9,5 milhões em 2007 para 31,9 milhões no último ano, número que representa 53,7 milhões de pedidos pela internet.

Para a disputa acirrada não ficar só no papel, no entanto, um obstáculo da Amazon é na logística e distribuição dos produtos. Apesar de gigante, a companhia encontra dificuldades em reunir conteúdo para a venda de e-books. Com o objetivo de fechar acordos com 100 editoras até abril deste ano, em março, a Amazon havia assinado apenas 10 contratos, um provável reflexo da força dos concorrentes nacionais.

A plataforma para leitura dos livros digitais também é outro desafio. Para ter acesso às obras, é necessária a aquisição do leitor Kindle, aparelho que a Amazon quer vender na faixa de R$ 149,00 a R$ 199,00 no país. O preço seria tentador, já que produtos de outras marcas no Brasil, como o Alfa, da Positivo, e o Cool-er, importado pela primeira livraria virtual do país, a Gato Sabido, não saem por menos de R$ 600,00. Especialistas apontam, no entanto, que para ter um preço abaixo dos aparelhos disponíveis hoje no mercado brasileiro, a Amazon teria de fabricar o Kindle aqui ou importá-lo com isenção de impostos.
 Amazon,Brasil,e-commerce,norte-americana,Saraiva,Livraria CulturaEsbarrando na lei

O momento considerado economicamente positivo para a inserção de uma empresa de grande porte como a Amazon, em um mercado emergente como o do Brasil, não impede que a marca encontre dificuldades com a legislação brasileira. O grande desafio é o despreparo do país, que não possui leis específicas para a internet e para o comércio eletrônico.

Os conteúdos digitais não têm tributação específica e a interpretação é vaga quanto ao item comprado ser serviço ou mercadoria. “Essa é uma barreira de entrada da Amazon e a empresa precisa olhar com atenção na hora de chegar a países assim. Ela precisará fazer um investimento e não sabe se calcula os ganhos, ou melhor, se tem lucro ou prejuízo, porque também desconhece quanto terá que pagar de imposto”, explica Mauricio Salvador, Sócio Diretor da GS&Virtual, braço da GS&MD, e especialista em Comércio Eletrônico e Cross Channel, em entrevista ao portal.

Na opinião de Salvador, a entrada da empresa no mercado brasileiro pode chamar a atenção do poder público e ser o empurrão necessário para discutir a criação de legislações tributárias no mundo digital. Com a definição de parâmetros, grupos internacionais poderiam definitivamente mirar no país sem receio de investir. “Temos três problemas graves: a burocracia, a corrupção e a tributação. Quando qualquer investidor estrangeiro olha para o Brasil e vê essas barreiras titubeiam. Temos confusão e deslealdade e a entrada de um grande player mostra ao mundo inteiro o que está acontecendo. A torcida é para que dê certo e que novos empreendimentos sejam abertos”, diz. 

domingo, 20 de maio de 2012

A importância do sound branding para sua marca

 Reprodução

Não é mais novidade que os comerciais de margarina não abrem mão da fumaça saindo do bule do café pela manhã para que recordemos o aroma mais enraizado da infância: o café sendo preparado e a família ao redor da mesa. Parece que conseguimos sentir o cheiro! A sensação de bem-estar é imediata. Automaticamente, criamos associações positivas com aquela marca.

Mas o aroma não está sozinho. Vivemos diariamente um intenso processo cognitivo através de formas, cores e inúmeras outras sensações que as marcas nos proporcionam. Em um mundo onde qualidade já é commodity, os marqueteiros precisam se superar a cada dia. A música sempre foi capaz de traçar a identidade de uma pessoa ou de uma sociedade. Quando bem escolhida, reconhecemos marcas, associamos a sentimentos e guardamos aquela sensação na memória.

Hoje em dia, a busca desenfreada das empresas para se posicionarem positivamente na mente dos consumidores fez da memória auditiva uma das grandes forças do marketing sensorial (scent marketing). A música corporativa (sound branding) transforma o conceito e a linguagem visual da empresa, dá voz à marca, evidencia sua personalidade e cria um vínculo emocional com o cliente, conectando-o diretamente a suas emoções, estado de espírito e estilo.

Com algumas marcas, já ficou impossível desconectar alguns sons da sua imagem.

Os roncos dos motores de marcas como Ferrari, Harley Davidson e Porsche, por exemplo, já são patenteados.
Ronco da Harley Davidson:

Existem os logotipos sonoros:
Mercedes:

LG:



No link a seguir há um vídeo de 6:29 minutos com vários outros exemplos:


Mas a música vem tomando conta do mundo corporativo e indo muito além dos logotipos e sons patenteados das suas máquinas. As indústrias de entretenimento e hospitalidade têm investido pesado para tornar seus ambientes agradáveis (fazendo seus clientes se esquecerem do tempo e do espaço) e conectá-los a um certo estilo de vida.

Shopping centers, restaurantes e hotéis de alto padrão saíram na frente e vêm trabalhando muito para que seus clientes levem algo mais na memória do que somente um lindo design e aromas agradáveis. O Fashion Mall no Rio de Janeiro investe em sound branding há anos, e a empresa Zanna Sound é responsável pelo seu tema musical, logo sonoro, espera telefônica e várias outras peças. Ouça e veja neste vídeo as peças sonoras e a rádio criada para o empreendimento: 
Em restaurantes, as estatísticas não mentem. De acordo com os estudiosos Lovelock e Wirtz, o comportamento dos clientes é extremamente impactado pela música ambiente. Os valores estão em dólar, por ser uma pesquisa de 2006 feita nos Estados Unidos:
  • Tempo gasto pelo consumidor à mesa: 45 minutos com música rápida e 56 minutos com música lenta.
  • Despesa com comida: US$ 55,12 com música rápida e US$ 55,81 com música lenta.
  • Despesa com bebidas: US$ 21,62 com música rápida e US$ 30,47 com música lenta.
  • Depesa total: US$ 76,74 com música rápida e US$ 86,28 com música lenta.
Seguindo a tendência, hotéis não param de inovar. O Sofitel Montreal oferece um MP3 estilizado, com o logo do hotel e todas as músicas que tocam no lobby ao final da hospedagem dos hóspedes VIPs.

Já a rede Starwood Hotels & Resorts fez uma parceria com o Jazz at Lincoln Center, em Nova York, e vai abrir uma série de clubes de jazz em propriedades da sua marca hoteleira St. Regis no  mundo todo.

A programação de jazz será levada aos hotéis para entreter e educar os clientes sobre a história do gênero e seu valor cultural. O primeiro clube do jazz será no St. Regis Doha, no Catar, que abrirá em abril de 2012. Outros cinco clubes de jazz já estão programados para os próximos cinco anos.
Em resumo, as marcas líderes estão cada vez mais abertas e vigilantes na construção de parcerias estratégicas ressonantes, on-line e off-line. Oferecer narrativas mais ricas e uma forte afinidade cultural nos principais pontos de contato com o cliente pode se tornar uma das grandes vantagens competitivas dessas marcas.

Fonte: www.stregisdoha.com.

sábado, 7 de abril de 2012

Marlon Teixeira, Juliana Imai, Marcélia Freesz.... Mas a Malwee continua a mesma

A Malwee continua investindo pesado em super tops nas suas campanhas, para a edição de inverno 2012 a marca trouxe Gabriela Vieira, Juliana Imai, Marcélia Freesz, Marlon Teixeira e Rael Costa. Um time mais que estrelado para lançar uma coleção bem "comprei em qualquer loja".

No verão foi a mesma coisa - Malwee traz topos como Bruna Tenório e Renata Sozzi... Mas, a coleção... - só queria saber se essa estratégia é capaz de realmente fazer a marca vender mais? Com uma Gisele Bündchen ou uma outra celebridade a gente até entende, mas será que o público que consome Malwee sabe quem são esses tops? 

Na minha opinião é muito barulho para pouco resultado.

Fábio Monnerat

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

10 itens explicam o que os consumidores querem

 

Se você acha que isso não tem nada haver com moda - ENGANA-SE! Entender comportamento de consumo é o segredo para entender o que seu cliente deseja e espera da sua marca... Em um mundo tão rápido, é bom você ficar atento, vai que a verdade de ontem não serve mais para amanhã.

Trouxe esse artigo do Adnews e espero que gostem. 

Fábio Monnerat

10 itens explicam o que os consumidores querem 
 
Uma vez conectados, a internet é uma das últimas coisas de que os consumidores estariam dispostos a desistir se tivessem de reduzir gastos, de acordo com as descobertas do ConsumerLab.
 
Por mais de 15 anos, a área de pesquisas de comportamento da Ericsson tem realizado estudos sobre os valores, comportamentos e maneiras de pensar das pessoas sobre produtos e serviços de TIC. O programa de pesquisa global é baseado em entrevistas anuais com 100.000 pessoas, em mais de 40 países e de 10 megacidades.
 
Michael Björn, responsável pelo ConsumerLab, diz: “Os consumidores aderiram aos aplicativos de smartphones naturalmente. O acesso direto e o formato touch via ícones escondem a complexidade dos serviços de internet. As pessoas agora estão dispostas a explorar várias áreas novas da vida cotidiana que se beneficiam da conectividade. Acabamos de concluir um estudo em mercados emergentes e descobrimos que até mesmo as pessoas que usam celulares pela primeira vez tornam-se rapidamente usuárias da internet. A conectividade está se tornando uma parte crescente de suas atividades diárias.”
 
As 10 maiores tendências do consumidor:
 
1. A conectividade domina.
A conectividade tornou-se tão essencial como o ar que respiramos. Uma vez conectados, os consumidores dizem que a internet é uma das últimas coisas que eles estariam dispostos a cortar se tivessem que reduzir gastos. 
 
2. Todo mundo pode ser um provedor de serviços.
Há uma enorme demanda por novos serviços. A internet possibilita tanto às empresas como aos consumidores inventar novas soluções, como aplicativos.
 
3. Mídias sociais redefinem os relatos de notícias.
As mídias sociais movimentam o consumo de fotos, videoclipes e músicas, e agora elas também ajudam os consumidores a julgar a relevância das notícias, fornecendo os comentários sociais necessários.  
 
4. Celulares têm um papel significativo na vida cotidiana.
Os consumidores mostram mais interesse em serviços móveis que estão diretamente relacionados com lugares próximos ou serviços locais. Enquanto 90% de todos os donos de smartphones carregam seus celulares com eles, apenas 80% dizem carregar dinheiro.
 
5. Mais transparência.
As pessoas estão se acostumando a viver suas vidas com transparência e elas também esperam que empresas e outras organizações ajam dessa mesma maneira. 
  
6. A nuvem faz as coisas serem mais fáceis de usar.
Dividir informações e ter vários dispositivos conectados o tempo todo está se tornando a regra para os consumidores, resultando na introdução de mais serviços baseados em nuvem. O principal motivo é a facilidade de uso.
 
7. As mulheres conduzem a adoção de smartphones.
O estudo de usuários de smartphones de 2011 da Ericsson mostrou que os homens ainda dominam o uso de serviços de nicho em smartphones, enquanto mais mulheres usam serviços regulares como chamada de voz, SMS e Facebook. Ao integrar todos os canais de comunicação em um único dispositivo, as mulheres estão conduzindo a adoção em massa de smartphones.
 
8. Compras facilitadas.
A pesquisa mostrou que 67% dos usuários de smartphones estão interessados em pagamentos móveis. Os pagamentos não devem ser vistos de forma isolada, mas devem ser colocados em um contexto de compras cotidianas – por exemplo, em informações do produto, pontos de bônus e recibos.
 
9. Tudo se conecta.
Os dados móveis ultrapassaram o tráfego de voz no último trimestre de 2009 e os dobraram no primeiro trimestre de 2011. Os consumidores estão cada vez mais conectados à internet e às coisas ao redor deles, como carros, ônibus públicos ou vending machines (máquinas de autosserviço).
 
10. Tempos incertos
Consumidores querem mais controle. Em tempos de instabilidade econômica ou quando desastres como terremotos ocorrem, aumenta o interesse dos consumidores por serviços relacionados a utilities, como água e eletricidade. Do mesmo modo, uma mudança na renda disponível está impulsionando as necessidades dos consumidores em estarem no controle do consumo de serviços.
 
Fonte:ADNEWS

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

E-commerce nas redes sociais: lucro, cautela e atenção


Não é de hoje que as redes sociais vêm dominando a nova forma de se fazer marketing e propaganda, e, recentemente, adquiriram também um caráter de e-commerce livre. No twitter, milhares de promoções de livros, CD’s, DVD’s, jogos, etc, e no Facebook, as Fan Pages dominam o mercado de compras online, disponibilizando comentários mil. O mundo corporativo invade as redes sociais e isto é muito bom. No entanto, há de se ter cuidados e cada passo deverá ser pensado e planejado. Uma Fan Page bem administrada sabe que o sucesso não depende de quantos seguidores você tem, sendo que o conceito é sutil e bem mais profundo do que isso. Para pensar no caso basta responder a perguntas simples, tais como: Os seus seguidores tem alguma interação com a sua marca? Sua empresa conhece o seu seguidor? Sua empresa dispõe de informações e oportunidades relevantes aos seus seguidores? O seu seguidor ao clicar em “Curtir”, será que realmente ele está “Curtindo”?

Hoje é possível vender produtos pelo Facebook, Twitter e até mesmo o Orkut, que apesar de ter perdido a sua força de antes no Brasil, continua sendo um mecanismo para levantar ou não o seu ibope com o consumidor final. Por isso não devem ser ignoradas e colocadas apenas para dizer que a empresa “está ali”. Eles são as novas modalidades do e-commerce mundialmente falando. É o “Facecommerce” da internet, o Twitcommerce do planeta, em que o consumidor não precisa nem sair da sua página para adquirir o que quiser. A grande vantagem para quem vende é o baixo custo desta vitrine virtual, além da enorme chance de divulgar (gratuitamente) o seu produto ou serviço, pois, aproveitará do “boca a boca” da rede social. É importante também, haver sinergia da sua página com outros sites do segmento, por exemplo, o Youtube, adicionando abas e aplicativos, além de reunir elementos e palavras-chave relevantes para o negócio, de modo a oferecer um bom posicionamento nos mecânismos de buscas.

Mesmo a rede da gigantesca da internet que ainda não vingou como o Google+ merece atenção, além é claro dos blogs – que ganham força cada dia que passa, por isso não subestime o blogueiro – e dos sites de reclamações dos consumidores que esperam uma resposta ao problema que sua empresa causou. Se as redes sociais ainda não fazem parte do dia a dia do seu planejamento, da sua empresa, não perca tempo, porque de uma maneira ou de outra, em algum dia, elas terão que fazer.

Fontes: Estilo Press e Textília.net
Por: Arnaldo Korn

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Olay faz promoção que TINHA tudo para ser über, mas... Uma vergonha

Imagens de reprodução

A Olay é uma marca de cosméticos muito forte nos EUA - partence a gigante P&G (Procter & Gamble), há pouco tempo ela decidiu entrar em solo brasileiro para brigar de frente com L'Oréal, Nivea, Avon, Natura, Lâncome, Vichy, Neutrogena e cia, afinal de contas, o mercado de cosméticos brasileiro é super disputado e lucrativo.

A mais nova estratégia da Olay tinha tudo para ser bombástica e fazer com que todas as mulheres e homens quisessem experimentar seus produtos e, no caso de gostarem, se fidelizarem por muito tempo. Trata-se da promoção "MUDE GRÁTIS PARA OLAY", a primeira vista é algo fantástico, único e mega audacioso, considerando que o Brasil é um país gigantesco, mas a P&G tem logística de sobra pra fazer isso funcionar... Bem, pelo menos é o que eu achava.

Fiquei todo empolgado em fazer a troca do pote de creme velho por um novo da Olay e experimentar essa nova marca, aqui em casa todos estávamos dispostos a topar o desafio Olay, mas quando entrei na página da marca no Facebook, vi que minha cidade não estava entre as contempladas, diga-se de passagem, a lista tem uma quantidade micro de cidades... Mas logo abaixo tinha o telefone da Onofre para quem não morava em uma cidade listada... Liguei para o 0300 (paguei por isso) e a atendente disse para mim que a Olay cancelou o contrato com a Onofre, mas não atualizou sua página no Facebook. #UmaVergonha

Isso é a mais pura "PROPAGANDA ENGANOSA", mas eu achei melhor não processar a Olay, decidi dividir aqui com vocês a minha frustração em saber que a marca não se importa com quem mora fora dos grandes centros... E, se ela ignora boa parte do país, será que vale a pena a gente confiar na Olay e comprar seus produtos? #NOT

Olay sua linda, a ideia foi boa, mas como dizia vovó: "de boas ideias o inferno está cheio" 

Bem, agora vou passar meu creme, de outra marca, claro, porque essa promoção enganosa da Olay envelhece. 

Fábio Monnerat

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Que tal criar o slogan do New Balance V50? E ganhar 12 pares do it-tênis



Adorei a ação que a New Balance disponibilizou em sua pagina do Facebook... Trata-se de um concurso cultural que elegerá a nova campanha do modelo V50. O vencedor receberá um par de tênis por mês durante um ano. #todosQuerem!

Para concorrer basta escrever o melhor slogan para a campanha do V50 (vale lembrar que slogan sempre é pequeno, tem que ser fácil de falar e memorizar)... O melhor receberá doze pares de tênis New Balance. A melhor frase será anunciada no próximo dia 21.

Com conceito clássico, leve e simples, o New Balance V50 é inspirado nos retro-trainers, sucesso dos anos 70. Atualmente o modelo unissex segue pela linha do old school e day-by-day, ideal para looks jovens e descolados e anda fazendo os pés da garotada. O lançamento acaba de chegar às lojas e aguarda o slogan da sua campanha.

Acho über participar! Se joga no V50!

Fábio Monnerat

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Über-green: Container Ecology Store - sustentabilidade, mobilidade e design moderno

Transformar lixo em pontos de venda de sucesso, com base na sustentabilidade, apresentando ainda design moderno e mobilidade. Esta é a proposta da empresa Container Ecology Store, que, seguindo tendências mundiais, utiliza containers abandonados e transforma-os em lojas de roupas multimarcas. O negócio criado há dois anos já tem 40 franquias em todo país, além de contratos assinados para mais de 100 lojas só no ano que vem. A loja reúne produtos de 500 marcas, entre elas Coca-Cola Clothing, Triton, Abercrombie & Fitch, Polo Ralph Lauren, Lacoste, Hollister e Aéropostale.


A ideia surgiu de uma necessidade. “Eu queria abrir uma rede de lojas no sul do país, mas os alugueis de terreno e em shoppings eram muito caros. Então pensei em adaptar um projeto que vi em Cingapura, de lojas em caixas de metal”, diz André Krai (foto), fundador da rede de franquias Container Ecology Store, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Cada container custa cerca de R$ 10 mil, mas o valor mais alto vai para a reforma, que não sai por menos de R$ 20 mil. O maior investimento, portanto, é na estruturação, no suporte e na decoração. “Custa caro transformar lixo em algo útil”, conta Krai.

Mas dá resultado. O faturamento anual da empresa foi de R$ 12 milhões este ano e as perspectivas são de triplicar este valor com a ampliação da rede planejada para os próximos anos. Cada franquia paga à Container royalties de cerca de R$ 1,5 mil por mês. “O maior obstáculo para o empreendimento é encontrar terrenos livres em bons locais, principalmente na zona sul do Rio de Janeiro e em São Paulo”, diz Krai.

Chave na Mão
O modelo de negócios da Container Ecology Store, chamado Sistema Franquia Chave na Mão, provém diversos serviços para o franqueado. “A empresa busca o terreno que será o ponto comercial, instala a loja em uma semana com tudo pronto para o cliente e faz a gestão do negócio dele. O franqueado está comprando um pacote”, explica Krai.

Outra facilidade é a lista de 500 marcas, nacionais e internacionais, que já vêm como opção com a loja, disponíveis para o franqueado vender, como a Coca-Cola Clothing, a Forum e a Abercrombie & Fitch. Todas voltadas para a moda jovem, que se relacionam com o target da empresa.

“O modelo exige um operador moderno devido ao tipo de loja, que é diferente. Podemos treinar qualquer um para o perfil, mas o franqueado precisa ter, acima de tudo, garra e tino para inovação”, diz Krai, explicando que para adquirir uma loja da Container o valor mínimo a ser investido é de R$ 100 mil.

Conquistando clientes
Uma das franquias de maior sucesso, segundo Krai, é a da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. O empreendimento tem dois containers e vende sete marcas: Abercrombie & Fitch, Hollister, Adidas Originals, Calvin Klein, Lança Perfume, Coca-Cola Clothing e Labellamafia, algumas delas conquistadas pelos próprios franqueados.

“O maior benefício que tirei com essa franquia é um aluguel muito mais barato do que em shoppings, então dá para vender os produtos a um preço mais acessível, além de poder remover o container para outro ponto, se achar necessário”, diz Luiz Otavio de Azevedo, dono da loja na Barra da Tijuca (foto), em entrevista.

 A unidade foi inaugurada em setembro de 2010 e o faturamento mensal é de cerca de R$ 45 mil. “O valor ainda não pagou o investimento inicial. Estamos fazendo clientes neste primeiro ano. Acredito que a partir do ano que vem já ultrapassaremos o investimento inicial”, diz. “A previsão para 2012 é faturar de R$ 60 mil a R$ 70 mil por mês com a loja”.              

Solução ambiental
Um dos grandes trunfos do negócio é seu apelo ambiental e ecológico, tendência mundial que a rede aproveita na divulgação da empresa desde o nome até o texto no site, dizendo ser a única franquia totalmente sustentável do mundo e chamando os clientes a participar do movimento para salvar o planeta.

Efetivamente, a utilização de materiais reciclados como containers com mais de 20 anos de uso já é uma ação que contribui para o meio ambiente. Além disso, as lojas contam com itens como araras feitas de corrimão de ônibus e decks de casca de arroz na decoração. A rede também não usa nenhum produto que polua o meio ambiente e 50% do ponto de venda é reciclado.

 Modelos internacionais
A inovação já existe internacionalmente, com algumas lojas feitas em containers de navios. Nos Estados Unidos, a incubadora de design 3rd Ward criou em agosto deste ano uma loja utilizando o objeto, que foi chamado de Shopbox (foto).

Os produtos, como mochilas e objetos de decoração, ficam expostos no container e os consumidores podem escolher o produto desejado, sem a ajuda de um vendedor, e se cadastrar utilizando um iPad disponível no local. O cliente então envia uma mensagem de texto e a mercadoria é entregue em seu endereço.

No Canadá, a Nescafé fez recentemente uma ação de loja pop-up em um container para divulgar a linha Dolce Gusto. A instalação fez uma turnê pelos locais mais movimentados de Toronto e Montreal como uma cafeteria itinerante.

 Lojas viajam pelo mundo
A agência de design LOT-EK tem um histórico em trabalhar com projetos criados a partir de container abandonados, de instalações de arte a lojas. Há dois anos, a empresa criou um ponto de venda para a Uniqlo em Nova York, nos Estados Unidos, pequeno e eficiente.

Seu case de maior sucesso, no entanto, foi para a Puma, chamado de Puma City. O espaço de 24 containers criado em 2008 tem escritórios, área para a imprensa, um bar, local para eventos e ainda uma grande varanda aberta no teto. A loja é móvel, passando por algumas cidades dos Estados Unidos, e já foi até a Espanha e África do Sul, vendendo os produtos da marca durante a Copa do Mundo de 2010.

Fonte:MundodoMarketing

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Über-varejo: Se diferenciar ao presentear é preciso


Espaço Tok&Stok para o consumidor criar suas próprias embalagens de presente.
O varejo foi uma invenção muito importante para a vida dos consumidores. Além de proporcionar-lhes a possibilidade de comprar produtos para uso próprio, lhes permite comprar produtos para presentear. Nesta tarefa de doar um pouco de si ao outro, comemorar uma data importante, e conquistar alguém, o varejo tem um papel importantíssimo, o de vender presentes aos seus clientes. Em alguns setores do varejo, como o de Moda, os produtos adquiridos para presente chegam a representar 40% das vendas da loja.

É uma grande importância, não é mesmo?

Contudo, os varejistas fazem bem seu papel até na hora de vender, com bom atendimento, soluções para o consumidor, kits de presentes e tudo mais. Já na hora de embalar, o empenho do varejista não é o mesmo. A embalagem é muito negligenciada, com pouca criatividade, falta de um cuidado especial, e pouca qualidade das caixas e papéis. E acreditem varejistas, para a maioria dos consumidores, a embalagem é fator de escolha de uma loja para comprar um presente para seu ente querido. O consumidor estará carregando sua imagem própria no presentear alguém e não quer errar!

Entendo que para muitos varejistas manter embalagens especiais para presentes ou até mesmo atendentes com habilidade manuais para criarem os melhores embrulhos não é fácil. Mas isto não deve ser uma desculpa para o descuido daquele item que pode trazer para a loja um mais novo cliente encantado, o presenteado com seu produto.

A rede de móveis e artigos de decoração Tok&Stok, solucionou estes dois problemas e aproveita para surpreender consumidores que encontram em suas lojas algo para presentear. A rede criou nas lojas, na saída dos caixas o espaço “Dê um toque ao seu pacote”, onde o próprio consumidor pode elaborar a sua embalagem de presente com sacolas de diversas cores e tamanhos, papéis para proteger os produtos mais frágeis, etiquetas graciosas com a logomarca e uma linda fita de cetim branca para dar o toque final ao presente. A Tok&Stok surpreende ainda mais o consumidor sinalizando em um display que as embalagens são recicladas e que este é também um presente à natureza, de uma empresa consciente e responsável.

Embalagens da marca Fábula

As lojas da Fábula, grife infantil do Grupo Farm, também acredita no poder das embalagens para presentear e encantar o consumidor. Suas embalagens são em forma de bichinhos, como o tamanduá, zebra e tigre, que são o tema de decoração da loja. As crianças que recebem os presentes da Fábula, não só se comovem com os produtos de grande apelo lúdico, como também brincam com as criativas embalagens.

Na Galeria Melissa, na Rua Oscar Freire, em São Paulo, os inúmeros consumidores que visitam a loja e não resistem em comprar só para si uma sandália da marca, podem levar para casa um presente com grande potencial de se tornar inesquecível, principalmente pela embalagem. Em 2009, a Melissa se superou em duas embalagens de presente. Uma feita em plástico-bolha da cor preta (quando a maioria é transparente) e uma fita adesiva na cor pink, escrita “Galeria Melissa” comprova ao presenteado que o produto foi adquirido na mais original das lojas da marca. A outra embalagem era para um kit de 3 sapatilhas Melissa criadas pelos Irmãos Campana. Em uma caixa, que por fora parecia um livro, os 3 pares de sandália eram acomodados em espaços separados. Definitivamente, o presenteado com Melissa se sente lisonjeado por ter sido lembrado em um lugar tão maravilhoso!

Realmente, caro varejista, não vale a pena negligenciar, nem mesmo economizar nas embalagens de presente da sua loja. O ato de presentear é recheado de alegria e surpresa, e você pode fazer parte deste momento na vida de seu consumidor. Esta é também uma grande chance de se diferenciar de seus concorrentes com produtos similares, mas que não inovam na embalagem.

Tudo o que se refere ao aspecto emocional da compra não se pode relaxar. A dica é ser criativo e surpreender seu consumidor, e melhor ainda, o presenteado dele, que não verá a hora de conhecer sua loja de perto e recorrer a ela quando quiser presentear alguém e proporcionar a mesma sensação que sentiu.

Diferencie-se nos presentes! Com certeza, valerá a pena!


Por: Cristina Marinho - Consultora de Marketing e Comportamento
Fonte:Portal Textília.net

sábado, 20 de agosto de 2011

Burberry lança perfume exclusivo no Facebook




Mais uma marca está apostando suas fichas no engajamento de fãs no Facebook para ativar a experimentação por meio do lançamento de produto. A marca em questão é a Burberry, grife que conquista milhões de brand lovers no mundo todo pela sofisticação e qualidade que só fortalece a aspiração.

O sucesso também entre os mais jovens é tanto que a fanpage da marca chega a ultrapassar os sete milhões de fãs. Não é pouca coisa para uma grife nada democrática.

Para estabelecer uma relação mais íntima com essa legião de brand lovers, a Burberry lança em primeira mão a nova linha de perfume Body no Facebook, com direito a vídeo do CCO da marca convidando os fãs a experimentar a novidade.
Über-curti!
Fábio Monnerat

Fonte:proxxima.com.br

domingo, 31 de julho de 2011

Über-branding: É preciso ousar...

 LouisVuitton, fachada da loja na rua Champs Elysèes em Paris

 Loja Merci - carro que é marga registrada da loja.

Diesel, fachada da loja de Londres.
Maria Filó - cachecóis em forma de sorvete de casquinha e camisetas em pacote de pipoca.
Loja da Calvin Klein com manequins dançando hip hop.


O varejo sempre desfrutou do privilégio de ser o setor econômico mais próximo do consumidor.

Por esse motivo, poderíamos concluir que o varejo, principalmente o de moda, é o setor mais atualizado, inovador, ousado e surpreendente se comparado com todos os demais varejos.

Errado!

O varejo de moda brasileiro está sonolento, estagnado, tímido e atrasado. Não temos coragem de ousar! Temos medo de errar! É preciso ousar já!

Pode-se perceber claramente a falta de ousadia, quando um empreendedor vai abrir uma nova loja de roupas. Ele tem nas mãos a chance de fazer algo novo e inusitado. E então o que ele faz? O “feijão com arroz” de sempre: uma fachada tímida, paredes da loja pintadas de bege, prateleiras de metal cinzas, manequins com cabelos descuidados e rostos desfigurados e um provador com cortinas de pano cor bordô... Sua loja some na paisagem e se torna mais uma no varejo de moda. O medo de errar leva-o para o esquecimento e seu fracasso é atribuído aos fornecedores, preços e consumidores chatos. E seu maior erro, foi a falta de coragem de ousar.

Nos dias de hoje, com a grande concorrência, várias lojas de moda em uma mesma rua, e até no mesmo corredor de um shopping, você precisa se destacar. É preciso fazer sua loja gritar muito alto para o consumidor ver e ouvir!

Comece pela fachada, ela é a primeira chance para você impactar seu consumidor. Você alguma vez já pensou em uma forma diferente de colocar o letreiro de sua marca? Já pensou em uma frente diferente do que simplesmente uma parede lisa e de cor branca? A Louis Viutton transformou sua loja de Paris em uma mala, produto característico da marca. A Diesel, fez a fachada de sua loja em Londres em forma de um rádio. Olhe as lojas ao seu redor, e tente fazer diferente. Você já vai se destacar só por esta primeira atitude.

Inove nas vitrines. Recicle seus manequins. Pinte-os, forre-os com tecido ou jornal, e tire-os da mesmice. A Calvin Klein colocou seus manequins de cabeça para baixo, como se estivessem dançando hip hop. Mude os seus manequins de posição, vire-os de costas, coloque-os deitados e promova comentários sobre a sua vitrine. Ela fala e vende!

E com seus produtos, então, eles devem ser sua principal atração! Pense em formas diferentes de expô-los. A Maria Filó colocou cachecóis em cones como se fossem sorvetes de casquinha e camisetas em pacotes de pipoca. A Diesel pendurou tênis em ganchos feito carnes em um açougue. E a loja Merci de Paris, a meca das exposições diferentes, expõe roupas em cestos, almofadas em gavetas e malas em um bagageiro de um carrinho vintage tipo Fusca, que é marca registrada da loja e é vestido de forma diferente , dependendo da ocasião.

Coloque cores nas paredes, iluminação focada e use elementos dificilmente associados como expositores como lustres, cadeiras e armários! Deixe seu consumidor boquiaberto!

Então lojista, varejar é uma arte! É preciso criar, inovar, brincar, para atrair mais e mais consumidores. E sem medo de errar!

Por isso, ouse e saia do bege já!

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Por: Cristina Marinho - Portal Textília.net
Consultora de Marketing e Comportamento

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Uma tournèe de Marketing pelo SPFW


 Preparem suas malas e suspiros que vamos fazer uma viagem pelo lado B do SPFW! Mais do que desfiles, modelos e roupas, veremos ações promocionais apimentadas, vibrantes, coloridas, plastificadas, esmaltadas e até saborosas com aroma de café!Uma viagem emocionante que toca a fundo todos os nossos sentidos!

Nossa primeira parada, é para explicar a você o papel do Marketing em uma semana de Moda. Um evento de moda com as proporções do SPFW fica muito mais interessante com patrocinadores e ações promocionais das marcas. E estas marcas passam a viver melhor (ou simplesmente viver) por causa da moda. Um fortalece o outro. O SPFW mostra sua força atraindo marcas de diferentes setores e recheando os lounges da Bienal. As marcas se aproveitam da audiência e freqüência do evento para se aproximar de consumidores, lojistas formadores de opinião e jornalistas que comentarão tudo o que viram, ouviram e sentiram. Todas as marcas se aproveitam para fincar sua âncora na plataforma da moda. Afinal de contas, não há setor mais jovem, moderno, atualizado e contemporâneo que a moda. Esse é o papel do Marketing, unir marcas e seus consumidores para fortalecerem cada vez mais as relações entre eles.

Agora, apertem os cintos que vamos viajar pelas as ações de Marketing das principais marcas presentes no SPFW. Ações que são apresentadas principalmente nos lounges, que são uma atração atração à parte no evento.

O Boticário, sem dúvidas, “causou” no SPFW, arrancando suspiros em todos os circulantes peloevento. Aproveitando o seu slogan, “a vida é bonita, mas pode ser linda”posso garantir que a inspiração foi “um lounge é bonito, mas pode ser lindo!”

Em um espaço de 620 metros quadrados, o destaque especial ficou para a nova logomarca da empresa e, é claro, para a nova linha de maquiagem, a Make B. Os visitantes interessados participavam de cursos de automaquiagem e recebiam brindes. Nada foi economizado!

Os participantes assistiam ao curso como se estivessem no camarim dos desfiles. Sentado em uma confortável cadeira, tendo a sua frente aquele espelho das modelos cheio de luzinhas e logo abaixo, um completo e tentador kit de maquiagem. Lá em cima e a frente de todos, o instrutor maquiador, com o seu microfone de cabeça, passava os valiosos ensinamentos para os participantes que, mais abaixo, ouviam atentamente cada instrução através de um fone de ouvido de excelente som.

O objetivo do O Boticário era mesmo o de deixar todas as pessoas lindas e felizes, pois quem não quisesse esperar pela longa fila para participar do curso, podia se dirigir a outro espaço ao lado, para então desfrutar de um serviço completo de maquiagem feito por um profissional do ramo que levava em média 20 minutos. Pronto! A pessoa estava fashioníssima para circular linda e colorida pelos corredores da Bienal. E, mesmo quem não quisesse participar de nenhuma das duas possibilidades para ficar linda, bastava ficar próximo ao lounge e deixar se contagiar por aquele clima de beleza no ar irradiado pelo burburinho das pessoas bonitas e celebridades que ali estavam. Com todos os meus sentidos sendo explorados, pude perceber o poder da maquiagem em atrair pessoas. Foi realmente uma experiência incrível que O Boticário proporcionava!

Mas aquilo ainda não era tudo e o auge ainda estava por vir, e veio.

Com tudo muito bem organizado por profissionais educados e competentes, me dirigi para uma das áreas destinadas aos desfiles e mais uma vez todos os meus sentidos vieram à tona. Estava eu, diante do primeiro desfile de maquiagem + moda no SPFW onde modelos desfilando com peças criadas por André Lima em frente a imagens iluminadas de rostos gigantescos maquiados por Fernando Torquato emocionaram e deixaram boquiaberta a platéia repleta de celebridades e imprensa da várias partes do mundo. Sem dúvidas, uma ação para o consumidor nunca mais esquecer.

A intenção mercadológica ficou muito clara, pois foi a Andrea Mota, Diretora de Marketing e Vendas do Boticário quem apresentou o desfile e não algum estilista ou celebridade.

Continuando nosso vôo de marketing pelo SPFW, é hora de aterrissarmos no lounge da Melissa. Há 19 temporadas, que a Grendene percebeu que estar no SPFW era uma grande estratégia de marketing para a marca. Um produto tão diferente e contemporâneo quanto é a Melissa, tem que estar onde se reúnem os maiores fashionistas do país.

Sendo o lounge mais esperado do evento, como não poderia ser diferente, a primeira patrocinadora do SPFW arrasou mais uma vez! O tema escolhido para o lounge The Power of Love mostrou, na minha opinião, “the power of a fashion brand”. Muito bem decorado e vibrante. Os produtos saltavam aos olhos, e o gostoso aroma característico da marca era um forte apelo sensorial que hipnotizava qualquer visitante. O lounge foi inspirado nos anos 70, na temática paz e amor influenciado pelo movimento hippie da época e foi muito bem representando pelo artista Eli Sudbrack que também criou o modelo estilizado que estava sendo distribuído de brinde no game Melissa (a sorte me ajudou, e consegui garantir a minha!). Era nítida a satisfação dos consumidores, lojistas e jornalistas que visitavam o lounge da Melissa!

E assim, como no O Boticário, a localização do lounge da Melissa era estratégica. Logo na entrada da Bienal! Os visitantes eram surpreendidos com uma linda recepcionista em uniforme, maquiagem e cabelos impactantes que mostravam para qualquer participante que na Moda é preciso impressionar.

Hora de aterrissar, pois chegamos ao fim desta primeira etapa da nossa tournée de Marketing pelo SPFW. Espero que todos tenham conseguido captar as grandes lições que podemos tirar para os nossos negócios através das ações impecáveis destas duas grandes marcas, que mais uma vez demonstraram astúcia mercadológica em aproveitar o 5º maior evento de Moda do Mundo para se posicionarem e se aproximarem mais ainda do coração e mente de seus consumidores!


Por: Cristina Marinho
Consultora de Marketing e Comportamento

Fonte:Textila

sábado, 11 de junho de 2011

Como a SPFW pode ajudar no seu negócio


Qual a finalidade de uma Semana de Moda como a São Paulo Fashion Week para o nosso país? E para o varejo? E para os consumidores?

Você já deve ter se questionado sobre isto. E não está sozinho nesta dúvida, tenho certeza. A SPFW está tão distante de muitos profissionais e varejistas do mundo da Moda que gera dúvidas sobre a sua real finalidade.

Mas não era para ser assim. Quando Paulo Borges idealizou e incluiu o evento no calendário de moda do Brasil, o fez para exercitar, segundo ele, a apresentação coletiva de designers e marcas para a imprensa, compradores e varejistas, para que tivessem uma visão mais ampla da moda brasileira.

E parte do seu objetivo, Paulo Borges cumpriu. Comparecem, a cada edição, em média 150 compradores internacionais, representantes de grandes redes de varejo da Europa, Estados Unidos, Oriente Médio, Índia e América Latina. A semana em suas duas edições anuais, em Janeiro e Junho, impulsiona R$ 1,8 bilhão em negócios relacionados direta e indiretamente ao evento. E também, a SPFW tornou-se um pólo de investimento das marcas que não necessariamente desfilam nas passarelas, mas que buscam, por meio de patrocínios e ativações, aproximar-se de atributos comumente vinculados à moda, como contemporaneidade, estilo, arte e modernidade. O Evento é um sucesso.

Contudo, há um porém, que não depende dos organizadores do SPFW, mas é motivado pela alienação de boa parte do varejo brasileiro de Moda a tudo o que acontece fora de sua loja. Muitos mal sabem que este evento existe. Pensam no evento como um aglomerado de modelos, celebridades e informações que “não servem de nada”.Tenho certeza que, se na próxima semana eu saísse pelo Brasil, entrevistando lojistas de moda do interior (e até das capitais!) e perguntasse quando acontece a SPFW, muitos deles me responderiam que não sabem, ou falariam datas erradas.

A verdade é: nosso varejista não se vê como um informador de tendências, um selecionador do que é moda para seu cliente, muito menos um atualizador do que acontece nos eventos de moda do país. Muitos varejistas se vêem como um mero ponto de venda de confecção e calçados. Estes varejistas correm o grande risco, de seus clientes estarem muito mais informados do que eles.

Uma explicação, para esta alienação do varejista, mas que não deve servir como desculpa, é o fato de as informações apresentadas na mídia sobre o que acontece no SPFW não estarem “traduzidas” para uma linguagem comum, de imediata aplicação. A Glória Kalil, por exemplo, já faz isto muito bem no seu site Chic, logo no dia seguinte ao último dia do evento, inclusive apresentando suas apostas sobre “ o que vai pegar” e o que não vai. Portanto, a informação traduzida é pouca, eu sei, mas ela já existe. Basta o varejista se envolver e buscar.

O varejo não deve esperar que o cliente dite as regras. O varejo deve estar à frente, deixar de ser um mero ponto de venda, para passar a ser um ponto de descoberta, de informação e de atualização. Ainda mais o varejo de moda, que tem uma ligação direta com tudo o que é novo e atual. Quando uma loja está intimamente ligada ao seu consumidor, e atualizada com tudo o que há de mais novo no mundo da moda, muitos de seus clientes, nem visitam só com a intenção de nela comprar, mas passam lá para saber o que está acontecendo no mundo fashion. É como “dar uma volta” no shopping e se energizar de moda apenas olhando vitrines e as pessoas que por lá circulam. Isso faz com que ele volte sempre. Uma loja de moda precisa provocar isto nos consumidores, é este seu verdadeiro papel, a venda vira uma consequência natural.

Por isso, estar envolvido com os acontecimentos da SPFW é fundamental para o varejista de moda. Não é a toa, que muitas marcas, que pouco tem a ver como moda, como Banco do Brasil, Oi, e Boticário, se associam e patrocinam o SPFW, para mostrar aos seus consumidores que compactuam como todo aquele clima de beleza e festa.

Portanto, varejista de moda, o aviso está dado. Na segunda feira, dia 13 começa no seu país o 5º maior evento de Moda do mundo, e você precisa acompanhar tudo o que acontece por lá. Investigue na internet, assista nos canais de TV a cabo, leia nos jornais e imediatamente transmita para seus clientes que seu negócio está por dentro de tudo o que acontece no mundo da moda!
 
Fonte:Textília.net 
Por: Cristina Marinho
Consultora de Marketing e Comportamento

Über Fashion

O Über Fashion existe desde 2009 e tem como publisher o blogger Fábio Monnerat.

O blog ainda conta com colunistas convidados.

O blog é indicado pelo EnModa e pelo curso de Fashion Business da FGV-RIO, já promoveu a abertura do verão de Búzios e faz palestras sobre moda masculina e comunicação de moda em todo o Brasil.

Alguns dos nossos parceiros: Handred, Cavalera, Profuse, Divertees, Poggio, Von Der Volke, Natura, Vichy, La Roche-Posay, Couthe, SkinCeuticals, Joias
Coacci, Sobre Barba,

Sua marca no Über, escreva para: ubermcom@gmail.com