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domingo, 21 de dezembro de 2014

Recuperação do varejo no Brasil deve acontecer só no 2º semestre de 2015


O comércio paulista apresentará uma leve recuperação de 1,2% em suas vendas reais em 2015. Velhos fantasmas como a inflação e elevada taxa de juro farão com que o primeiro semestre venha lento ao setor. Mudanças poderão vir, mas tudo dependerá de como o governo contornará a atual conjuntura econômica.

“Tanto o consumidor quanto o empresário do varejo se programam baseados em expectativas. Se o governo sinalizar mudanças no crescimento da economia, as vendas podem aumentar no segundo semestre”, afirmou ao DCI o assessor econômico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), Guilherme Dietze. O especialista afirmou também que, o novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy (que ainda não assumiu o cargo), será o responsável em fazer com que o empresário brasileiro e o consumidor retomem a fé na economia. “Se o governo não conseguir elevar o ânimo, e isso é feito com investimentos, teremos mais um ano desafiador pela frente”, argumentou ele.

Como o governo precisará de caixa para fazer investimentos, Dietze acredita que as medidas de fomento ao consumo não virão tão cedo. “Eles não vão abrir mão do Imposto sobre Produto Industrializado [IPI]. Se houver algum estimulo ele virá no segundo semestre e não chegará perto do que foi feito nos últimos anos.”

A leve recuperação de 1,2% – na comparação com a queda de 1,6% que o setor terá no fechamento deste ano – não é motivo para comemoração. “Se continuarmos com a inflação deteriorando a renda como temos visto ao longo deste ano, a recuperação do varejo pode demorar mais a vir”, explicou o especialista.

Desempenho

Assim como neste ano, os segmentos automotivo e de eletroeletrônicos serão os que mais irão registrar queda nas vendas com o primeiro semestre fraco, já que estão diretamente relacionados à concessão de crédito. “No ano passado o cenário era de alto índice de inadimplência. Já esse ano temos queda nas famílias endividadas, pois contrataram menos crédito. Isso significa que o consumidor está mais preocupado com as suas finanças na comparação com os anos anteriores.”

Na contramão do baixo desempenho do estado de São Paulo, no Rio Grande do Sul a projeção é que o comércio varejista encerre o ano com alta de 2,5%, como apontou o Relatório Econômico da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul (FCDL-RS).

Segundo a instituição, o período mais crítico para o setor na região aconteceu entre os meses de junho e agosto, devido à realização da Copa do Mundo no País.

Ao projetar um cenário econômico positivo para o comércio gaúcho no próximo ano, o otimismo da Federação está associado ao baixo nível de desemprego na região. De acordo com a FCDL-RS, a perspectiva é que o consumo cresça entre 1,5% e 2,8% nas vendas.

Categorias

De acordo com o presidente da instituição no Sul, Vitor Augusto Koch, entre os setores que apresentaram maior crescimento entre janeiro e setembro deste ano, destaque para a categoria de serviços que apresentou alta de 1,9% no estado, contra 0,4% na média nacional. O pior desempenho ficou com o segmento industrial que registrou queda de 3,9%, ante retração de 1,62% do País.

Outros setores como artigos de uso pessoal e doméstico, que incluem itens como brinquedos, joias e acessórios para o lar, foram os que mais cresceram em volume de vendas no estado, com alta de 8,33%, no período. Já os combustíveis e lubrificantes ficaram na segunda posição, com crescimento de 6,44%, seguidos por artigos farmacêuticos e médicos (6,19%).

A maior queda em volume de vendas foi no segmento de equipamentos e materiais para escritórios, de informática e comunicação (-17,49%), seguido de livros, jornais, revistas e papelaria (-2,96%) e veículos e motocicletas (-1%).

Fonte: DCI e onegociodovarejo.com.br

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Über-Recomendo: Curso - Planejamento de Vendas

AZOV | Curso - Planejamento de Vendas Data | dias 27 - 30 de agosto
Horário | das 19h às 22h
Local | Av. Epitácio Pessoa 1664, Lagoa - RJ
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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Über-Recomendo: AZOV | Curso - Vendendo Online no Varejo de Moda

AZOV | Curso - Vendendo Online no Varejo de Moda
Data | dias 16, 21, e 23 de Agosto
Horário | das 19h às 22h
Local | Av. Epitácio Pessoa 1664, Lagoa - RJ
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segunda-feira, 30 de julho de 2012

A Amazon está chegando no Brasil. E agora?

 Um dos assuntos que está deixando os país totalmente louco é a chegada a Amazon no Brasil, se o site conseguir ser tão atrativo aqui quanto é nos EUA, muita gente vai ter que fechar as portas ou se adaptar, enfim, mudanças estão por vir. Hoje eu achei essa matéria no Mundo do Marketing e decidi compartilhar com vocês. Enjoy!

A chegada da Amazon ao Brasil, prevista para o dia 1º de setembro, promete ser apenas a ponta do iceberg na movimentação do e-commerce no país. Focada no primeiro momento no setor de livros, com destaque para os e-books, a marca terá como concorrentes diretos as livrarias Saraiva e Cultura e os grupos B2W, que inclui Submarino, Americanas.com e Shoptime, e Nova Pontocom, com Ponto Frio, Casas Bahia e Extra. As metas da norte-americana são ousadas: até o fim de 2012, a Amazon espera vender 1,1 milhão de produtos e, em 2013, chegar a 4,8 milhões.

A principal diferença da gigante do varejo mundial em relação às empresas atuantes no mercado brasileiro, indicam especialistas da área, é que a marca fundada por Jeff Bezos em 1994 assimilou desde sua origem a importância da experiência de compra dos consumidores. Com interação customizada, a Amazon proporciona uma loja ideal para cada tipo de perfil e dialoga bem com todos eles, o que parece estar ainda longe da realidade dos grupos brasileiros.

Entre as dificuldades, o consumidor encontra desrespeito no tratamento e justificativas desnecessárias. “Aqui se aceita baixo nível no atendimento ao cliente, com prazos ridículos, quebras de promessa constantes e problemas de reclamação e devolução. Nosso pós-venda ainda tem muita percepção de risco. A Amazon não discute, ela troca seu produto e pronto. No Brasil, as marcas exigem provas constantes da necessidade real de trocar qualquer coisa”, avalia Nino Carvalho, Coordenador dos Cursos de Marketing Digital da FGV no Brasil e Consultor em Estratégias de Marketing Digital, em entrevista ao Mundo do Marketing.

A boa política de relacionamento com o consumidor será uma das armas da norte-americana na hora de deixar as concorrentes para trás. Somado a isso, muitos brasileiros já realizam compras no site e a vinda da Amazon para o país reflete no estreitamento dos laços. Com força local, os analistas preveem uma aceleração no tempo de entrega dos produtos e, vencida as barreiras burocráticas, uma consolidação que levará entre 12 e 18 meses. “A distância em relação a outros players será folgada”, completa Carvalho.

Com um faturamento de US$ 48 bilhões em 2011, os livros digitais serão apenas o começo da estratégia da Amazon no Brasil. O objetivo é inserir no e-commerce nacional, aos poucos, 131 outras categorias em que atua nos Estados Unidos. A chegada da norte-americana deve alavancar ainda mais as vendas do varejo eletrônico brasileiro, que em 2011 registrou 31,9 milhões de e-consumidores e movimentou R$ 18,7 bilhões, um aumento de 26% comparado a 2010, segundo dados da e-bit.

Aprendizado e crescimento

As dificuldades das marcas brasileiras em concorrer com a Amazon em um primeiro momento podem se transformar em aprendizado e adaptação a médio prazo. O principal passo é a atualização nos sistemas de inteligência, banco de dados, sistema de estruturas e até mesmo novas contratações. “Isso vai imprimir nos players brasileiros conhecimento em tecnologia, estrutura, infraestrutura, pessoal, cultura organizacional e desenho do fluxo de processos”, indica Carvalho.

Outro ponto positivo é que a entrada de uma empresa de grande porte representa aumento de concorrência e, por consequência, disputa por melhores preços. A união dos fatores reflete nas escolhas dos consumidores do e-commerce, que passaram de 9,5 milhões em 2007 para 31,9 milhões no último ano, número que representa 53,7 milhões de pedidos pela internet.

Para a disputa acirrada não ficar só no papel, no entanto, um obstáculo da Amazon é na logística e distribuição dos produtos. Apesar de gigante, a companhia encontra dificuldades em reunir conteúdo para a venda de e-books. Com o objetivo de fechar acordos com 100 editoras até abril deste ano, em março, a Amazon havia assinado apenas 10 contratos, um provável reflexo da força dos concorrentes nacionais.

A plataforma para leitura dos livros digitais também é outro desafio. Para ter acesso às obras, é necessária a aquisição do leitor Kindle, aparelho que a Amazon quer vender na faixa de R$ 149,00 a R$ 199,00 no país. O preço seria tentador, já que produtos de outras marcas no Brasil, como o Alfa, da Positivo, e o Cool-er, importado pela primeira livraria virtual do país, a Gato Sabido, não saem por menos de R$ 600,00. Especialistas apontam, no entanto, que para ter um preço abaixo dos aparelhos disponíveis hoje no mercado brasileiro, a Amazon teria de fabricar o Kindle aqui ou importá-lo com isenção de impostos.
 Amazon,Brasil,e-commerce,norte-americana,Saraiva,Livraria CulturaEsbarrando na lei

O momento considerado economicamente positivo para a inserção de uma empresa de grande porte como a Amazon, em um mercado emergente como o do Brasil, não impede que a marca encontre dificuldades com a legislação brasileira. O grande desafio é o despreparo do país, que não possui leis específicas para a internet e para o comércio eletrônico.

Os conteúdos digitais não têm tributação específica e a interpretação é vaga quanto ao item comprado ser serviço ou mercadoria. “Essa é uma barreira de entrada da Amazon e a empresa precisa olhar com atenção na hora de chegar a países assim. Ela precisará fazer um investimento e não sabe se calcula os ganhos, ou melhor, se tem lucro ou prejuízo, porque também desconhece quanto terá que pagar de imposto”, explica Mauricio Salvador, Sócio Diretor da GS&Virtual, braço da GS&MD, e especialista em Comércio Eletrônico e Cross Channel, em entrevista ao portal.

Na opinião de Salvador, a entrada da empresa no mercado brasileiro pode chamar a atenção do poder público e ser o empurrão necessário para discutir a criação de legislações tributárias no mundo digital. Com a definição de parâmetros, grupos internacionais poderiam definitivamente mirar no país sem receio de investir. “Temos três problemas graves: a burocracia, a corrupção e a tributação. Quando qualquer investidor estrangeiro olha para o Brasil e vê essas barreiras titubeiam. Temos confusão e deslealdade e a entrada de um grande player mostra ao mundo inteiro o que está acontecendo. A torcida é para que dê certo e que novos empreendimentos sejam abertos”, diz. 

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

eBay inaugura loja inspiração em Nova York

 

  Uma das maiores lojas virtuais do mundo, eBay acaba de inaugurar uma versão física para seus clientes. O projeto, desenvolvido em parceria com o designer Jonathan Adler, aplicou uma nova forma de comportamento de compra, em um ambiente chamado "The Inspiration Shop", localizado na Park Avenue, em Nova York.

   

A empresa convidou cerca de 20 formadores de opinião para elegerem seus produtos preferidos e criarem listas de presente para as festas de final de ano. Esses produtos foram expostos na loja, acompanhados de informações e QR codes. Através dos códigos, que são lidos por um aplicativo para smartphones do eBay, o usuário pode comprar o produtos escolhido via internet, com rapidez e comodidade, 24 horas por dia (caso esteja observando o produto na vitrine, por exemplo).
 
 
 
Mais informações e o download do aplicativo podem ser obtidos na página do Facebook da marca.
 
Fotos: Divulgação
Fonte:UseFashion

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Über-green: Container Ecology Store - sustentabilidade, mobilidade e design moderno

Transformar lixo em pontos de venda de sucesso, com base na sustentabilidade, apresentando ainda design moderno e mobilidade. Esta é a proposta da empresa Container Ecology Store, que, seguindo tendências mundiais, utiliza containers abandonados e transforma-os em lojas de roupas multimarcas. O negócio criado há dois anos já tem 40 franquias em todo país, além de contratos assinados para mais de 100 lojas só no ano que vem. A loja reúne produtos de 500 marcas, entre elas Coca-Cola Clothing, Triton, Abercrombie & Fitch, Polo Ralph Lauren, Lacoste, Hollister e Aéropostale.


A ideia surgiu de uma necessidade. “Eu queria abrir uma rede de lojas no sul do país, mas os alugueis de terreno e em shoppings eram muito caros. Então pensei em adaptar um projeto que vi em Cingapura, de lojas em caixas de metal”, diz André Krai (foto), fundador da rede de franquias Container Ecology Store, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Cada container custa cerca de R$ 10 mil, mas o valor mais alto vai para a reforma, que não sai por menos de R$ 20 mil. O maior investimento, portanto, é na estruturação, no suporte e na decoração. “Custa caro transformar lixo em algo útil”, conta Krai.

Mas dá resultado. O faturamento anual da empresa foi de R$ 12 milhões este ano e as perspectivas são de triplicar este valor com a ampliação da rede planejada para os próximos anos. Cada franquia paga à Container royalties de cerca de R$ 1,5 mil por mês. “O maior obstáculo para o empreendimento é encontrar terrenos livres em bons locais, principalmente na zona sul do Rio de Janeiro e em São Paulo”, diz Krai.

Chave na Mão
O modelo de negócios da Container Ecology Store, chamado Sistema Franquia Chave na Mão, provém diversos serviços para o franqueado. “A empresa busca o terreno que será o ponto comercial, instala a loja em uma semana com tudo pronto para o cliente e faz a gestão do negócio dele. O franqueado está comprando um pacote”, explica Krai.

Outra facilidade é a lista de 500 marcas, nacionais e internacionais, que já vêm como opção com a loja, disponíveis para o franqueado vender, como a Coca-Cola Clothing, a Forum e a Abercrombie & Fitch. Todas voltadas para a moda jovem, que se relacionam com o target da empresa.

“O modelo exige um operador moderno devido ao tipo de loja, que é diferente. Podemos treinar qualquer um para o perfil, mas o franqueado precisa ter, acima de tudo, garra e tino para inovação”, diz Krai, explicando que para adquirir uma loja da Container o valor mínimo a ser investido é de R$ 100 mil.

Conquistando clientes
Uma das franquias de maior sucesso, segundo Krai, é a da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. O empreendimento tem dois containers e vende sete marcas: Abercrombie & Fitch, Hollister, Adidas Originals, Calvin Klein, Lança Perfume, Coca-Cola Clothing e Labellamafia, algumas delas conquistadas pelos próprios franqueados.

“O maior benefício que tirei com essa franquia é um aluguel muito mais barato do que em shoppings, então dá para vender os produtos a um preço mais acessível, além de poder remover o container para outro ponto, se achar necessário”, diz Luiz Otavio de Azevedo, dono da loja na Barra da Tijuca (foto), em entrevista.

 A unidade foi inaugurada em setembro de 2010 e o faturamento mensal é de cerca de R$ 45 mil. “O valor ainda não pagou o investimento inicial. Estamos fazendo clientes neste primeiro ano. Acredito que a partir do ano que vem já ultrapassaremos o investimento inicial”, diz. “A previsão para 2012 é faturar de R$ 60 mil a R$ 70 mil por mês com a loja”.              

Solução ambiental
Um dos grandes trunfos do negócio é seu apelo ambiental e ecológico, tendência mundial que a rede aproveita na divulgação da empresa desde o nome até o texto no site, dizendo ser a única franquia totalmente sustentável do mundo e chamando os clientes a participar do movimento para salvar o planeta.

Efetivamente, a utilização de materiais reciclados como containers com mais de 20 anos de uso já é uma ação que contribui para o meio ambiente. Além disso, as lojas contam com itens como araras feitas de corrimão de ônibus e decks de casca de arroz na decoração. A rede também não usa nenhum produto que polua o meio ambiente e 50% do ponto de venda é reciclado.

 Modelos internacionais
A inovação já existe internacionalmente, com algumas lojas feitas em containers de navios. Nos Estados Unidos, a incubadora de design 3rd Ward criou em agosto deste ano uma loja utilizando o objeto, que foi chamado de Shopbox (foto).

Os produtos, como mochilas e objetos de decoração, ficam expostos no container e os consumidores podem escolher o produto desejado, sem a ajuda de um vendedor, e se cadastrar utilizando um iPad disponível no local. O cliente então envia uma mensagem de texto e a mercadoria é entregue em seu endereço.

No Canadá, a Nescafé fez recentemente uma ação de loja pop-up em um container para divulgar a linha Dolce Gusto. A instalação fez uma turnê pelos locais mais movimentados de Toronto e Montreal como uma cafeteria itinerante.

 Lojas viajam pelo mundo
A agência de design LOT-EK tem um histórico em trabalhar com projetos criados a partir de container abandonados, de instalações de arte a lojas. Há dois anos, a empresa criou um ponto de venda para a Uniqlo em Nova York, nos Estados Unidos, pequeno e eficiente.

Seu case de maior sucesso, no entanto, foi para a Puma, chamado de Puma City. O espaço de 24 containers criado em 2008 tem escritórios, área para a imprensa, um bar, local para eventos e ainda uma grande varanda aberta no teto. A loja é móvel, passando por algumas cidades dos Estados Unidos, e já foi até a Espanha e África do Sul, vendendo os produtos da marca durante a Copa do Mundo de 2010.

Fonte:MundodoMarketing

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Über-varejo: Se diferenciar ao presentear é preciso


Espaço Tok&Stok para o consumidor criar suas próprias embalagens de presente.
O varejo foi uma invenção muito importante para a vida dos consumidores. Além de proporcionar-lhes a possibilidade de comprar produtos para uso próprio, lhes permite comprar produtos para presentear. Nesta tarefa de doar um pouco de si ao outro, comemorar uma data importante, e conquistar alguém, o varejo tem um papel importantíssimo, o de vender presentes aos seus clientes. Em alguns setores do varejo, como o de Moda, os produtos adquiridos para presente chegam a representar 40% das vendas da loja.

É uma grande importância, não é mesmo?

Contudo, os varejistas fazem bem seu papel até na hora de vender, com bom atendimento, soluções para o consumidor, kits de presentes e tudo mais. Já na hora de embalar, o empenho do varejista não é o mesmo. A embalagem é muito negligenciada, com pouca criatividade, falta de um cuidado especial, e pouca qualidade das caixas e papéis. E acreditem varejistas, para a maioria dos consumidores, a embalagem é fator de escolha de uma loja para comprar um presente para seu ente querido. O consumidor estará carregando sua imagem própria no presentear alguém e não quer errar!

Entendo que para muitos varejistas manter embalagens especiais para presentes ou até mesmo atendentes com habilidade manuais para criarem os melhores embrulhos não é fácil. Mas isto não deve ser uma desculpa para o descuido daquele item que pode trazer para a loja um mais novo cliente encantado, o presenteado com seu produto.

A rede de móveis e artigos de decoração Tok&Stok, solucionou estes dois problemas e aproveita para surpreender consumidores que encontram em suas lojas algo para presentear. A rede criou nas lojas, na saída dos caixas o espaço “Dê um toque ao seu pacote”, onde o próprio consumidor pode elaborar a sua embalagem de presente com sacolas de diversas cores e tamanhos, papéis para proteger os produtos mais frágeis, etiquetas graciosas com a logomarca e uma linda fita de cetim branca para dar o toque final ao presente. A Tok&Stok surpreende ainda mais o consumidor sinalizando em um display que as embalagens são recicladas e que este é também um presente à natureza, de uma empresa consciente e responsável.

Embalagens da marca Fábula

As lojas da Fábula, grife infantil do Grupo Farm, também acredita no poder das embalagens para presentear e encantar o consumidor. Suas embalagens são em forma de bichinhos, como o tamanduá, zebra e tigre, que são o tema de decoração da loja. As crianças que recebem os presentes da Fábula, não só se comovem com os produtos de grande apelo lúdico, como também brincam com as criativas embalagens.

Na Galeria Melissa, na Rua Oscar Freire, em São Paulo, os inúmeros consumidores que visitam a loja e não resistem em comprar só para si uma sandália da marca, podem levar para casa um presente com grande potencial de se tornar inesquecível, principalmente pela embalagem. Em 2009, a Melissa se superou em duas embalagens de presente. Uma feita em plástico-bolha da cor preta (quando a maioria é transparente) e uma fita adesiva na cor pink, escrita “Galeria Melissa” comprova ao presenteado que o produto foi adquirido na mais original das lojas da marca. A outra embalagem era para um kit de 3 sapatilhas Melissa criadas pelos Irmãos Campana. Em uma caixa, que por fora parecia um livro, os 3 pares de sandália eram acomodados em espaços separados. Definitivamente, o presenteado com Melissa se sente lisonjeado por ter sido lembrado em um lugar tão maravilhoso!

Realmente, caro varejista, não vale a pena negligenciar, nem mesmo economizar nas embalagens de presente da sua loja. O ato de presentear é recheado de alegria e surpresa, e você pode fazer parte deste momento na vida de seu consumidor. Esta é também uma grande chance de se diferenciar de seus concorrentes com produtos similares, mas que não inovam na embalagem.

Tudo o que se refere ao aspecto emocional da compra não se pode relaxar. A dica é ser criativo e surpreender seu consumidor, e melhor ainda, o presenteado dele, que não verá a hora de conhecer sua loja de perto e recorrer a ela quando quiser presentear alguém e proporcionar a mesma sensação que sentiu.

Diferencie-se nos presentes! Com certeza, valerá a pena!


Por: Cristina Marinho - Consultora de Marketing e Comportamento
Fonte:Portal Textília.net

sábado, 15 de outubro de 2011

Como o Varejo de Moda pode aprender com a Apple e Steve Jobs?



Ok, todos estão falando sobre Steve Jobs, já está chato esse excesso de fotinhas da Apple e do Jobs nas redes sociais depois de sua morte, mas podem ficar tranquilos que não se trata de mais um tributo. A matéria a seguir é da ótima Cristina Marinho, para a revista Textila, e fala sobre a força da marca e de seu varejo e de como nós da moda podemos aprender com a Apple. Espero que gostem...

Fábio Monnerat
A contribuição de Steve Jobs não se limita apenas ao universo tecnológico e ao design de produtos. Ele também revolucionou o varejo e o relacionamento com o consumidor. O varejo de moda, tão envolvido pela emoção quanto o consumo dos produtos da Apple, merece uma relação com um cartaz publicado pela Apple nas lojas em comemoração aos 10 anos de existência de lojas Apple pelo mundo. O cartaz descreve os aprendizados que Jobs teve nos 10 anos de varejo. Transcreverei alguns trechos abaixo, e transmitirei meu ponto de vista:

“Nos últimos 10 anos aprendemos muito. Aprendemos a tratar todo dia com o mesmo entusiasmo que tivemos no primeiro dia...”

Este é realmente o segredo para o amor eterno entre os casais, e o segredo para a vida eterna de uma loja e seu relacionamento com os clientes. O perigo desta afirmação é que ela é mais fácil de falar do que praticar. O varejista vai aos poucos se cansando do dia-a-dia da loja e se esquece que o entusiasmo do consumidor em comprar é sempre o mesmo, e o consumidor quer um atendimento no mesmo ritmo de sua vontade de comprar coisas novas e de achar soluções para seus problemas.

Varejista, não se esqueça que cada vez mais, o consumidor considera a compra de moda uma atividade de lazer. Ele quer diversão, e isto inclui a sensação de ser muito bem recebido quando entra na loja e receber um caloroso agradecimento quando paga sua compra. É isto que recebem os apaixonados consumidores da Apple, tendo os atendentes recepcionando os clientes com um largo e sincero sorriso e com bottons de bandeirinhas dos países cujas línguas sabem falar, presos na camisa do uniforme azul Apple, para que os consumidores possam se sentir seguros e em casa, mesmo estando tão longes de sua cidade.

...aprendemos que é melhor se adaptar ao bairro ao invés de esperar que o bairro se adapte a nós...

Isto quer dizer realmente “servir” ao consumidor, e que ele é a pessoa mais importante de seu negócio. O consumidor percebe quando sua loja está realmente disposta a servi-lo.

Quando sua loja estiver abrindo uma franquia em uma outra cidade ou bairro que é muito diferente do seu, procure entender o ritmo de vida e hábitos dos seus clientes. Detalhes como servir um chimarrão se sua loja vai para o Rio Grande do Sul, tocar um samba se sua loja fica no Rio de Janeiro, ou servir deliciosos pães de queijo no meio da tarde para sua loja em Minas Gerais encantam qualquer consumidor local. O mesmo funciona para horários de atendimento, gírias locais no atendimento, vitrines decoradas com temas de festas da cidade. Tudo contribui para o consumidor se sentir prestigiado pelo seu envolvimento com a cultura e hábitos dele.

Em Blumenau, Santa Catarina, onde está acontecendo a Oktoberfest, as franquias de fast food como Burger King tem seus atendentes e preparadores de lanches vestidos com roupa típica alemã. Os blumenauenses se sentem extremamente lisonjeados !

A loja da Apple no centro de Londres, e no centro de Paris ficam em prédios que obedecem à centenária arquitetura local, sem perder para o charme da loja toda envidraçada de Nova York. É um respeito à cultura européia.

...e aprendemos que mesmo quando nossas lojas são grandes, nenhum detalhe é tão pequeno...
Já é um mantra do varejo americano que “retail is detail” (o varejo é feito de detalhes) e esta é uma grande verdade, especialmente no varejo de moda, onde os consumidores são tão sensíveis aos mimos e ao design.

Por isso, não economize nos detalhes. Com certeza seus clientes mais cedo ou mais tarde perceberão. Se você resolve negligenciar suas embalagens de presente porque a maioria de seus consumidores compra para si e não para presentear, saiba que está perdendo a grande oportunidade de surpreendê-lo e encantá-lo. Uma embalagem de presente criativa e caprichosa garante a boa imagem de sua marca para pelo menos duas pessoas: a que está presenteando e a presenteada.

A mesma regra vale para partes esquecidas e evitadas da loja, como os banheiros. E quando questiono aos varejistas porque negligenciam o banheiro, eles me respondem que um “consumidor não entre na loja para ir ao banheiro!”. Com certeza não, mas se ele algum dia precisar, um banheiro limpo (pelo menos!) e bem decorado vai encantá-lo!

Nas lojas da Apple, você é surpreendido pelos detalhes, até na hora de pagar. Em vários lugares pela loja, embaixo das mesas onde os produtos estão expostos, há máquinas de cartão de crédito para o consumidor pagar sua compra ali mesmo e não precisar enfrentar filas, e sentir a razão tomar conta da emoção. O encantamento acontece em todas as etapas da compra, mesmo naquelas extremamente racionais e banais.

Em sua biografia, Jobs conta que foi desafiado pelos seus engenheiros quando quis melhorar o aspecto visual do componente placa-mãe de seus computadores, porque eles diziam que nenhum consumidor abriria seu computador para ver como era a placa mãe. E Jobs retrucou: “um grande carpinteiro, não vai usar madeira ruim para a parte de trás de um armário, ainda que ninguém a veja”.

Isto é realmente dar valor aos detalhes!

...nos últimos 10 anos, aprendemos que nossas lojas são a personificação da marca Apple para nossos clientes...

Por isto, caro varejista de Moda, todo empenho vale a pena para valorizar e eternizar a sua marca no mercado. Um varejo de sucesso se sustenta pela imagem que tem entre seus consumidores, que estão diante de tantas possibilidades de escolha e dispostos a dar valor e fidelizar a quem reconhecê-los como importantes.

...Nós não nos contentamos em descansar nos nossos ontens. Continuaremos a ir para frente. Para fazer o melhor do amanhã. E todos os dias seguintes...
E finalizo este Ponto de Vista com umas da últimas frases de Jobs neste cartaz e que nos ensina o caminho para um negócio tão bem sucedido quanto a Apple e que não tem só a ver com inovação, que é SERVIR AO CONSUMIDOR.

...nos últimos 10 anos aprendemos que os consumidores são a razão de estarmos aqui, então vamos dedicar algumas breves palavras a eles...
 
Por: Cristina Marinho
Consultora de Marketing e Comportamento
Fonte:Textila.com

domingo, 31 de julho de 2011

Über-branding: É preciso ousar...

 LouisVuitton, fachada da loja na rua Champs Elysèes em Paris

 Loja Merci - carro que é marga registrada da loja.

Diesel, fachada da loja de Londres.
Maria Filó - cachecóis em forma de sorvete de casquinha e camisetas em pacote de pipoca.
Loja da Calvin Klein com manequins dançando hip hop.


O varejo sempre desfrutou do privilégio de ser o setor econômico mais próximo do consumidor.

Por esse motivo, poderíamos concluir que o varejo, principalmente o de moda, é o setor mais atualizado, inovador, ousado e surpreendente se comparado com todos os demais varejos.

Errado!

O varejo de moda brasileiro está sonolento, estagnado, tímido e atrasado. Não temos coragem de ousar! Temos medo de errar! É preciso ousar já!

Pode-se perceber claramente a falta de ousadia, quando um empreendedor vai abrir uma nova loja de roupas. Ele tem nas mãos a chance de fazer algo novo e inusitado. E então o que ele faz? O “feijão com arroz” de sempre: uma fachada tímida, paredes da loja pintadas de bege, prateleiras de metal cinzas, manequins com cabelos descuidados e rostos desfigurados e um provador com cortinas de pano cor bordô... Sua loja some na paisagem e se torna mais uma no varejo de moda. O medo de errar leva-o para o esquecimento e seu fracasso é atribuído aos fornecedores, preços e consumidores chatos. E seu maior erro, foi a falta de coragem de ousar.

Nos dias de hoje, com a grande concorrência, várias lojas de moda em uma mesma rua, e até no mesmo corredor de um shopping, você precisa se destacar. É preciso fazer sua loja gritar muito alto para o consumidor ver e ouvir!

Comece pela fachada, ela é a primeira chance para você impactar seu consumidor. Você alguma vez já pensou em uma forma diferente de colocar o letreiro de sua marca? Já pensou em uma frente diferente do que simplesmente uma parede lisa e de cor branca? A Louis Viutton transformou sua loja de Paris em uma mala, produto característico da marca. A Diesel, fez a fachada de sua loja em Londres em forma de um rádio. Olhe as lojas ao seu redor, e tente fazer diferente. Você já vai se destacar só por esta primeira atitude.

Inove nas vitrines. Recicle seus manequins. Pinte-os, forre-os com tecido ou jornal, e tire-os da mesmice. A Calvin Klein colocou seus manequins de cabeça para baixo, como se estivessem dançando hip hop. Mude os seus manequins de posição, vire-os de costas, coloque-os deitados e promova comentários sobre a sua vitrine. Ela fala e vende!

E com seus produtos, então, eles devem ser sua principal atração! Pense em formas diferentes de expô-los. A Maria Filó colocou cachecóis em cones como se fossem sorvetes de casquinha e camisetas em pacotes de pipoca. A Diesel pendurou tênis em ganchos feito carnes em um açougue. E a loja Merci de Paris, a meca das exposições diferentes, expõe roupas em cestos, almofadas em gavetas e malas em um bagageiro de um carrinho vintage tipo Fusca, que é marca registrada da loja e é vestido de forma diferente , dependendo da ocasião.

Coloque cores nas paredes, iluminação focada e use elementos dificilmente associados como expositores como lustres, cadeiras e armários! Deixe seu consumidor boquiaberto!

Então lojista, varejar é uma arte! É preciso criar, inovar, brincar, para atrair mais e mais consumidores. E sem medo de errar!

Por isso, ouse e saia do bege já!

O  não autoriza a reprodução total ou parcial de qualquer conteúdo aqui publicado, sem prévia e expressa autorização. Infrações sujeitas a sanções.



Por: Cristina Marinho - Portal Textília.net
Consultora de Marketing e Comportamento

sábado, 11 de junho de 2011

Como a SPFW pode ajudar no seu negócio


Qual a finalidade de uma Semana de Moda como a São Paulo Fashion Week para o nosso país? E para o varejo? E para os consumidores?

Você já deve ter se questionado sobre isto. E não está sozinho nesta dúvida, tenho certeza. A SPFW está tão distante de muitos profissionais e varejistas do mundo da Moda que gera dúvidas sobre a sua real finalidade.

Mas não era para ser assim. Quando Paulo Borges idealizou e incluiu o evento no calendário de moda do Brasil, o fez para exercitar, segundo ele, a apresentação coletiva de designers e marcas para a imprensa, compradores e varejistas, para que tivessem uma visão mais ampla da moda brasileira.

E parte do seu objetivo, Paulo Borges cumpriu. Comparecem, a cada edição, em média 150 compradores internacionais, representantes de grandes redes de varejo da Europa, Estados Unidos, Oriente Médio, Índia e América Latina. A semana em suas duas edições anuais, em Janeiro e Junho, impulsiona R$ 1,8 bilhão em negócios relacionados direta e indiretamente ao evento. E também, a SPFW tornou-se um pólo de investimento das marcas que não necessariamente desfilam nas passarelas, mas que buscam, por meio de patrocínios e ativações, aproximar-se de atributos comumente vinculados à moda, como contemporaneidade, estilo, arte e modernidade. O Evento é um sucesso.

Contudo, há um porém, que não depende dos organizadores do SPFW, mas é motivado pela alienação de boa parte do varejo brasileiro de Moda a tudo o que acontece fora de sua loja. Muitos mal sabem que este evento existe. Pensam no evento como um aglomerado de modelos, celebridades e informações que “não servem de nada”.Tenho certeza que, se na próxima semana eu saísse pelo Brasil, entrevistando lojistas de moda do interior (e até das capitais!) e perguntasse quando acontece a SPFW, muitos deles me responderiam que não sabem, ou falariam datas erradas.

A verdade é: nosso varejista não se vê como um informador de tendências, um selecionador do que é moda para seu cliente, muito menos um atualizador do que acontece nos eventos de moda do país. Muitos varejistas se vêem como um mero ponto de venda de confecção e calçados. Estes varejistas correm o grande risco, de seus clientes estarem muito mais informados do que eles.

Uma explicação, para esta alienação do varejista, mas que não deve servir como desculpa, é o fato de as informações apresentadas na mídia sobre o que acontece no SPFW não estarem “traduzidas” para uma linguagem comum, de imediata aplicação. A Glória Kalil, por exemplo, já faz isto muito bem no seu site Chic, logo no dia seguinte ao último dia do evento, inclusive apresentando suas apostas sobre “ o que vai pegar” e o que não vai. Portanto, a informação traduzida é pouca, eu sei, mas ela já existe. Basta o varejista se envolver e buscar.

O varejo não deve esperar que o cliente dite as regras. O varejo deve estar à frente, deixar de ser um mero ponto de venda, para passar a ser um ponto de descoberta, de informação e de atualização. Ainda mais o varejo de moda, que tem uma ligação direta com tudo o que é novo e atual. Quando uma loja está intimamente ligada ao seu consumidor, e atualizada com tudo o que há de mais novo no mundo da moda, muitos de seus clientes, nem visitam só com a intenção de nela comprar, mas passam lá para saber o que está acontecendo no mundo fashion. É como “dar uma volta” no shopping e se energizar de moda apenas olhando vitrines e as pessoas que por lá circulam. Isso faz com que ele volte sempre. Uma loja de moda precisa provocar isto nos consumidores, é este seu verdadeiro papel, a venda vira uma consequência natural.

Por isso, estar envolvido com os acontecimentos da SPFW é fundamental para o varejista de moda. Não é a toa, que muitas marcas, que pouco tem a ver como moda, como Banco do Brasil, Oi, e Boticário, se associam e patrocinam o SPFW, para mostrar aos seus consumidores que compactuam como todo aquele clima de beleza e festa.

Portanto, varejista de moda, o aviso está dado. Na segunda feira, dia 13 começa no seu país o 5º maior evento de Moda do mundo, e você precisa acompanhar tudo o que acontece por lá. Investigue na internet, assista nos canais de TV a cabo, leia nos jornais e imediatamente transmita para seus clientes que seu negócio está por dentro de tudo o que acontece no mundo da moda!
 
Fonte:Textília.net 
Por: Cristina Marinho
Consultora de Marketing e Comportamento

segunda-feira, 9 de maio de 2011

über-recomendo: A moda fora da loja


ARCAS CONSAGRADAS. NO ATACADO. NO E-COMMERCE. NOS BAZARES.

★ HOTEL SOFITEL RIO   11 DE MAIO | 9h às 13h  
✎ INSCRIÇÕES, aqui. Até o dia 3/05, R$294. Após esta data, R$388.

domingo, 8 de maio de 2011

Faça da sua loja uma atração turística!


 
A&F - antes da inaguração da loja lá em 2009
Fila de pessoas para entrar na loja da A&F de Milão após a Páscoa. A maioria das pessoas eram mulheres
Atendente modelo ao fundo na entrada da loja.
Uma loja A&F por dentro. Iluminação cria clima de mistério

Estive há pouco tempo na Europa guiando alunos de Moda e Varejo, realizando pesquisas no varejo de Paris, Londres, Veneza e Milão e também observando o comportamento dos consumidores por lá. São muitos os insights em cada esquina das ruas européias, e em um destes, constatei uma tendência, que não é mais novidade há tempos, mas que agora é nítida está entranhada na cultura da nova geração. É o desejo dos consumidores em visitar uma loja como atividade de lazer! O desejo é tão forte, a ponto de uma loja virar uma atração turística, com tanta procura e visitas quanto um museu, ou um monumento histórico.

Já conhecíamos a compra como atividade de lazer, principalmente entre as mulheres, que resolvem muitos problemas com visitas ao shopping e algumas sacolinhas na mão! Mas uma loja, que não seja de souvenirs, atrair centenas de turistas se consagra agora!

Me dei conta disto, quando estava em Milão, e andando pela famosa Corso Giacomo Matteotti, me deparei com uma organizada fila européia de mais de 500 pessoas, a maioria adolescentes, aguardando para entrar e conhecer, a Abercrombie & Fitch, uma loja de confecção jovem! Isto mesmo, leitor, pessoas aguardando mais de uma hora na fila, ansiosas para conhecer uma loja! E não era o dia da inauguração. Era um dia comum, em uma 3ª feira após o feriado de Páscoa na cidade italiana. E o interessante é que com certeza, todas aquelas jovens entusiasmadas sabem que os produtos da loja se resumem a camisetas com a logomarca na frente, moletons confortáveis, calças jeans, e alguns outros itens de design pouco surpreendente!

O que aquelas pessoas estavam esperando para ver era “a loja”, seus atendentes e seu visual interno. Enfim, desvendar o mistério do sucesso americano no varejo de Moda! As lojas da Abercrombie & Fitch, com 118 anos de existência (mas há 10 anos com estrondoso sucesso), não tem vitrines, são bem escuras por dentro, tem o som bem alto e com um intenso perfume, que é sentido até do lado de fora da loja. Aquelas pessoas da fila estavam esperando para ver os vendedores que parecem modelos e atendem sem camisa ou com uma camisa aberta aparecendo o peito malhado, também estavam esperando para ouvirem uma música estridente, e se sentirem em uma danceteria, e , é claro, esperando para comprarem algum dos produtos que vem com um cheiro delicioso, o mesmo do perfume da marca, que pode ser comprado na mesma loja.

Enfim, aquelas pessoas esperavam por uma experiência maravilhosa! Elas esperavam pela mesma sensação que se tem quando você visita um ponto turístico, um monumento histórico, ou uma praia paradisíaca.

A loja da Abercrombie & Fitch se transformou em uma atração turística!

Varejista de moda reflita... O que você tem criado de atrativos na sua loja para que seus consumidores se dirijam a ela pensando em ter uma experiência de lazer? O que você tem feito para proporcionar aos seus clientes a mesma sensação de visitarem uma atração turística?

Se sua resposta é nada, ou muito pouco, comece pelo inusitado. Como a Abercrombie & Fitch transformou sua loja em uma balada, sua loja pode ter o mesmo clima de diversão que um parque, uma feira, uma festa, um evento!

Transforme seus atendentes em atores, artistas da venda. Invista em uniformes diferentes, exija maquiagem e cabelos impecáveis da equipe. Não é necessário ter uma equipe de modelos para divertir os consumidores. Basta um sorriso, bom humor e capricho no visual para encantar e se diferenciar.

Com sua loja associada à diversão, a chance de atrair novos consumidores e fidelizar os atuais é maior. No Brasil, temos o exemplo da Galeria Melissa e da loja da Havaianas na Oscar Freire, que atraem turistas do Brasil inteiro e também do exterior em busca de uma inesquecível experiência. E o resultado é que fica muito difícil algum consumidor entrar lá, sem uma sacolinha na mão para materializar a lembrança de um lugar divertido e inesquecível.

Portanto, pense sobre isto... vender moda é vender emoção! A emoção é promovida no coração e na mente do consumidor em um clima de alegria, lindo visual e do inusitado!

Que seu objetivo seja formar filas de consumidores esperando para conhecer sua loja e não se sentirem plenamente felizes enquanto não saíram com uma sacolinha da sua marca na mão! Você consegue!
 


Entre em contato comigo através do e-mail cristina@nmarinho.com.br
Por: Cristina Marinho
Consultora de Marketing e Comportamento
Fonte:Textila

domingo, 1 de maio de 2011

Aprenda como rastrear o consumidor




 Há um provérbio inglês que diz: “Observe to Serve” e quer dizer “Prever para prover”. Isto é, descubra o que está para acontecer para se preparar e oferecer o que o mercado necessitará. E sendo o consumidor a razão de existir de todo varejo, temos que estar atentos às mudanças e novos comportamentos para servi-lo mais e melhor.

Quase como com bola de cristal, os debates sobre o futuro do varejo, que aconteceram em Nova York durante a feira de inovações NRF 2011 – National Retail Federation, em janeiro deste ano, apontam caminhos que podemos aproveitar para colocarmos nossos negócios rumo ao sucesso. São as tendências para o varejo, mas que devem ser colocadas em prática o mais rápido possível pelos lojistas. O novo comportamento do consumidor, quando observado detalhadamente e traduzido em estratégias, traz para o comércio de lingerie, moda praia e fitness possibilidades para revolucionar estes segmentos do varejo de moda, e a tecnologia pode ser aliada para mapear este comportamento.


Tempo é dinheiro

 

A maioria das discussões sobre o novo consumidor recai no impacto das novas tecnologias em suas vidas, principalmente na forma como compram e escolhem os produtos. A nova geração de consumidores não se contenta mais com os velhos argumentos de vendas, não se comove mais com os antigos benefícios e não tem tempo para “firulas” sem objetivos práticos. Vemos que as novas tecnologias permitiram ao consumidor assumir várias atividades ao mesmo tempo, mas, por outro lado, fazem com que eles tenham cada vez menos tempo para suas compras.

Produtos de necessidades básicas, como é o caso do lingerie, tendem a ter o seu consumo adiado até o “último suspiro” das peças que estão em uso. Com pouco tempo, o consumidor vai comprá-la somente quando precisar. Por isso, o varejista deve diminuir ao máximo o tempo de atendimento após a decisão de compra do cliente e transformar o tempo de escolha do produto no mais prazeroso o possível.

O consumidor pós-crise está mais consciente, exige que os produtos, sua exposição e as promoções façam realmente sentido, possam ser utilizáveis e tenham informações confiáveis. Ele não quer mais desperdiçar suas compras e seu tempo. O varejista precisa descobrir o que desagrada o consumidor na hora da compra em sua loja e eliminar os entraves com o uso das novas tecnologias. Então ficará somente a parte boa da compra e a sensação de aproveitamento de tempo e plena diversão. E para o consumidor impaciente a atarefado, compra divertida e intensa é o equivalente a compra rápida, por mais tempo que tenha levado. A tabela a seguir apresenta um resumo das tendências com suas soluções para o varejo.


Tendências apontadas na NRF 2011

 
Como varejistas de lingerie, moda praia e fitness podem aproveitá-la
Tendências
Consumidor quer fazer compras relevantes, com benefícios que façam sentido em suas vidas.
Soluções para o varejo
Descubra qual é, e elimine a parte ruim da compra em sua loja, que em lingerie, moda praia e fitness geralmente está na hora de provar e de pagar. Por isso, agilize a escolha do consumidor, coloque em sua loja tecnologias que tornem o atendimento mais rápido. Inove no provador.
Consumidor quer fazer compras rápidas e certeiras 
Consumidor buscando comprar em multicanais
Insira sua loja nas redes sociais e implante um sistema de e-commerce para ampliar os canais de vendas dos seus produtos. Inclua sua loja em mini pontos de venda localizados em danceterias e até hotéis.
Consumidor consciente do desperdício zero e atento ao meio ambiente.
Aperfeiçoe o tempo do atendimento, elimine saquinhos e embalagens desnecessárias. Informe sobre inovações de materiais ecológicos utilizados nos produtos.
Consumidor em busca do atendimento individualizado.
Crie mecanismos através de cadastros, scanners ou até mesmo fichas para reunir o maior número de informações de preferências e hábitos dos seus clientes. Use estas informações no atendimento e entregue-lhes o que eles querem.
O atendimento é agilizado e focado.

Diferencial é fundamental




As lojas de moda praia e fitness têm um campo enorme para explorar as sensações no consumidor. A compra destes artigos tão específicos do vestuário ainda é percebida como desgastante, carregada de dúvidas e demorada. Equipamentos de ginástica na loja para testar os produtos, provadores equipados com luzes que simulam a pele bronzeada e até areia no chão da loja facilitam a escolha do melhor produto. Algumas destas sugestões podem motivar a compra de produtos que “quase caem” no cesto dos supérfluos. 

A loja alemã de artigos esportivos e fitness Globe- trotter tem espaços que simulam cenários, tais como paredes de escalada para roupas de alpinismo; bicicletas ergométricas para testar uma calça ou bermuda legging e até mesmo um lago artificial como “provador” de roupas de mergulho, ou seja, em uma loja assim é impossível haver dúvidas se a compra de determinado produto é certa! 

Outra tecnologia, que podemos dar como exemplo, foi lançada pela empresa Fictix no Rio Fashion Business Tech, evento de inovações tecnológicas para lojistas, apresentado junto com o Fashion Rio, em janeiro. Funciona da seguinte forma: a consumidora seleciona e leva para o provador tudo de que gostou. A cada modelo provado, ela toca no espelho (que é uma tela touch screen) instalado dentro do provador para ser fotografada. No final, as fotos com as diversas peças experimentadas estarão disponíveis no espelho para que possam ser escolhidas.

Destaque ainda para o sistema MFace, da empresa de tecnologia Milonga, que oferece aos lojistas a possibilidade de rastrear o cliente.

Em segundos, uma câmera registra a imagem do consumidor, que diz seu nome, telefone e e-mail e pode também apresentar suas características especiais. O sistema fornece informações sobre as lojas da rede que ele mais visitou, por onde passou, quais compras fez e quanto gastou. Não se pode deixar de mencionar a importância da presença do negócio nos mais diversos canais de vendas, principalmente os virtuais. Inserir a loja nas redes sociais, entrar no e-commerce e investir no e-mail marketing já são itens básicos de sobrevivência junto aos novos consumidores.

Imagine o novo cenário: uma consumidora, que trabalha e estuda, vai ao shopping comprar novas lingeries. A atendente reconhece que ela é aquela cliente que recentemente fez cirurgia de implante de silicone nos seios e também adora lingeries de cor preta. A consumidora prova cinco modelos de sutiã de acordo com suas medidas; o inovador espelho do provador mostra a peça de frente e costas; uma música francesa toca no som ambiente e um aroma floral marcante sopra no ar. 

A consumidora, entusiasmada com as provas bem sucedidas, certamente levará todos os cinco modelos, porque lhe faltará oportunidade para voltar à loja e, além do mais, faz tempo que ela não recebe um atendimento tão eficiente e encontra produtos tão bem feitos para suas necessidades. Eis uma compra perfeita! Hoje, os consumidores vão em busca de um atendimento de acordo com suas preferências e necessidades e o varejo vem percebendo que conhecer bem (e mostrar que conhece) o consumidor é garantia certa de venda e além disso, economiza-se tempo, recursos e dinheiro.



Por: Cristina Marinho
Consultora de Marketing e Comportamento
Fonte:Textila

sábado, 23 de abril de 2011

Tendências para o consumo no varejo de moda

 
Identificamos algumas tendências que influenciam diretamente no sucesso ou fracasso do branding de moda e Marketing. Para isso foi preciso medir a direção dos valores de consumo para esse período. Confira abaixo:

O valor é a primeira tendência. Aquilo que é percebido pelo consumidor, pois ele é quem define o valor. Na prática, os gastos excessivos serão substituídos pelo consumo racional. A marca deve expressar esse valor. Sua essência deve envolver os consumidores, em todas as ações onde está presente.

A conexão emocional entre as empresas e os clientes permanece. Os varejistas terão que captar aquilo que impulsiona a sua categoria de produtos. É fundamental conhecer o que os consumidores esperam e só então concentrar as estratégias nessa direção. Se os clientes esperam atendimento personalizado, interatividade, inovação, enfim, prestar atenção nos serviços e valores que estão ao redor da marca. 

As marcas devem construir algo próprio e original. Não basta fazer o que os outros estão fazendo, porque não vai funcionar. As ações sociais, ou de sustentabilidade, devem ter credibilidade. A diferenciação virá do apelo emocional. A proliferação de produtos e serviços continua, mas não é garantia de inovação. Essa inovação é melhor percebida pelas experiências em consumo, que as marcas podem oferecer.

A interatividade permitiu que os consumidores falem entre si antes de conversar com a marca. As redes sociais estabeleceram a troca de informações e tendem a aumentar, na medida em que os consumidores estão mais confortáveis para obter essa opinião de estranhos. A missão das marcas será projetar um feedback positivo no mundo virtual. 

A influência dos amigos também vai aumentar. Há uma confiança nas comunidades, que se estendem para a confiança que eles têm na marca. O boca a boca somente não se impõe. Hoje, a palavra certa nesse processo é o que importa.

Fazer uso do Facebook Connect é básico. Colocar o canal de venda nas mãos do consumidor.
 
O mobile marketing está crescendo, fazendo com que as empresas criem tecnologia portátil que facilite as transações, pelos smartphones. Facilitar esse consumo estimula a compra por impulso, junto às diversas promoções, em especial se a marca personalizar essa experiência.

Olhar para a concorrência, e não apenas para as marcas tradicionais. As proliferações de marcas e novos produtos se espalham facilmente na rede, portanto, é preciso superar com comentários sobre a sua marca. Oferecer aquilo o que os consumidores esperam se transforma em fidelidade e garante uma vantagem significativa em relação às novas marcas. 

Estar antenado às expectativas, que hoje mudam a toda hora. Todos os dias surgem novas tecnologias e inovações. Os aplicativos tornaram-se necessários à vida das pessoas, e as marcas vão brigar por esse espaço móvel. Oferecer serviços de forma criativa nessas ferramentas será o grande diferencial. O engajamento com a marca continua a ser o objetivo principal.

O uso dos métodos é que está mudando a cada dia, como as plataformas de relacionamento criativas, aliando a moda ao entretenimento.

Juliana Dornelles (Publicitária, professora e pesquisadora na área de Moda e Cibercultura. Pós-graduada em Moda e Comunicação pela Universidade Anhembi Morumbi e mestre em Estética e História da Arte – MAC/USP - juliana@julianadornelles.com.br @judornelles)

Fonte:Portal HSM

sábado, 9 de abril de 2011

As compras coletivas estão na moda!...E agora?



É bem provável que se você ainda não comprou, pelo menos já pensou em comprar ou vender em um dos sites de compra coletiva! Eles são o comentário do momento à medida que chegam às cidades. Febre nas grandes cidades, estes sites começam agora a chegar no interior. E sua chegada é avassaladora, consumidores compram produtos que nem precisavam tanto e varejistas vendem volumes que nunca imaginavam vender.

A compra coletiva é uma modalidade de comércio pela internet e tem como objetivo vender produtos e serviços para um número pré-estabelecido e fechado de consumidores através de uma oferta. Este formato já existe desde 2008 nos Estados Unidos e chegou ao Brasil no ano passado!

Quem vende ganha no volume e quem compra ganha na economia!

E além do mais, quem vende e quer ganhar uma divulgação eficiente e com pouquíssimo custo em sua cidade, apostar em uma venda coletiva é um excelente negócio!

E este varejista arrojado ganha também na experimentação dos consumidores por seus produtos. Na maioria das vezes, o consumidor nem conhecia ou nunca entraria na loja se não fosse impulsionado pelo desconto e pela diversão de fazer uma compra coletiva. Este consumidor pode gostar dos seus produtos, e voltar a comprar sem o desconto. Bingo! Fidelização! Também podem comprar outros itens da loja fora da oferta. Bingo! Venda adicional!

E no momento, as oportunidades para os varejistas de moda são grandes! Poucas empresas de moda estão vendendo através dos SCC. É hora de aproveitar a grande onda, antes que o mar se acalme.

Geralmente ofertando serviços de gastronomia e estética, os sites de compra coletiva passam agora por uma evolução: a segmentação. Há sites de compra coletiva para noivas, para homens, para festas e agora sites de compra coletiva de moda. As lojas ofertam vale compras, com grandes descontos. Por exemplo, no site Vale Moda da cidade de Petrópolis, foi ofertado R$ 100,00 em compras na loja Shop Teen, pelo preço de R$ 59,90. E funciona assim: o consumidor entra no grupo, paga sua compra pelo site com cartão de crédito, e quando o grupo mínimo de 15 pessoas fechar, ele imprime um voucher(ou cupom) pela internet e se dirige a loja para fazer suas compras. Caso o grupo não feche ele recebe seu dinheiro de volta. O sucesso destes sites entre os consumidores é porque tem a sensação de que só ganham, nunca perdem nada. E os sites ganham um percentual sobre a venda dos cupons.

Para o varejista de moda que ainda não vendem pela internet, esta é uma grande oportunidade para experimentarem como funciona o varejo on line, com poucos riscos e também de uma forma que é tendência. Vender em sites de compra coletiva demonstra modernidade e atualização.

Alguns cuidados devem ser tomados pelo varejista de moda quando ingressar nestes sites:
  • Procure sites bem estruturadas e que já tenham a experiência de vendas coletivas. Você pode conversar com empresas de outros setores (como salões de estática e restaurantes) que já ofertaram através do site e colher a opinião deles.
  • Acompanhe e seja exigente na produção dos banners da divulgação com fotos de qualidade e texto adequado, para que a imagem de sua loja não seja prejudicada. Lembre-se que na moda a imagem é tudo.
  • Faça um planejamento de vendas para evitar que o fluxo de consumidores e a demanda não sejam maiores do que sua loja pode comportar. Não subestime as vendas, prepare-se com estoque e atendimento para grande movimento. A sugestão é limitar o número de cupons de vendas e estar preparado para este volume que você estabeleceu.
  •  Seja coerente nos descontos oferecidos para que não causem problema no fluxo de caixa. Em moda, preços muito baratos desvalorizam os produtos. O desconto de 50% é o máximo, além desse valor parecerá uma liquidação e não uma promoção.
Varejista de moda, cuidados tomados, siga em frente! As compras coletivas não são um modismo! Muito menos as compras pela internet! Elas vieram para ficar. E como chegaram ao varejo de moda, chegou a sua vez!

Fonte:Textila

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Ellus do Leblon tem atendimento über


Todos já sabemos que os vendedores precisam ser mais que vendedores no mercado competitivo e complexo de hoje, ainda mais se você é uma marca brasileira que caminha pelo concorrido mundo do luxo.

Essa semana eu vivi uma experiência muito agradável e rara – ando cansado de vendedores que forçam ser simpáticos, mas que não convencem – No domingo eu fui almoçar no Shopping Leblon com uns amigos, mas a possessão fashion é maior, deixei o povo comendo e fui com um outro amigo – desses que adoram comprar – ver as novidades de inverno, passamos por muitas lojas e fui bem atendido em todas, mas na ELLUS foi surpreendente. O talento do vendedor superou todas as expectativas.

Mal eu entrei na loja e ele já reparou que minha calça era da Ellus, que precisava de uns ajustes na cintura e que a loja poderia fazer isso, nem me perguntou onde eu comprei ou coisa do tipo, a vontade era melhorar ainda mais minha experiência com a marca.

O nome do vendedor é Gabriel, um cara incrível, educado, gentil, divertido e BOM VENDEDOR, ou melhor, quase um consultor de moda. Fiquei na loja sei lá quanto tempo, a boa loucura do Gabriel era tão interessante que perdi a noção do tempo, do nada ele contava algo interessante, trazia um café e mais um monte de roupas para eu ver – acho que nunca experimentei tanta coisa, na verdade eu odeio essa coisa de tira uma e coloca outra, mas o clima era tão familiar que nem me senti em uma loja.

Sorte a minha que sou bem controlado e que trabalho com moda já faz algum tempo, se não teria gastado todo o meu salário naquela loja... Meu amigo não teve a mesma sorte, bem nem sei, as compras foram tão boas que Eu acho que ele fez um ótimo negócio... Eu ando mesmo em uma onda Eco Fashion e tenho me segurado ao máximo para não ficar com aquela sensação de “não tenho nada” mesmo que o armário esteja abarrotado.

Seja como for, a coleção da Ellus está cheia de peças ótimas – ainda estou arrependido de não ter comprado um coturno verde, que era maravilhoso. Enfim, uma experiência que vou contar para meus alunos... Quando estiverem no Leblon não deixem de visitar a loja e procurem o Gabriel – ele é ótimo!

Über-adorei! Über-recomendo!

Fábio Monnerat

Qual é a lógica dos eventos de moda?





 
Certamente haverá vozes contrárias ao nosso posicionamento, o que é compreensível, porém, já está mais do que na hora de repensarmos o modelo de eventos do setor têxtil/ confecção e moda no Brasil. Fazemos aqui uma crítica construtiva, não ao conceito, mas a maneira pela qual os eventos estão sendo realizados. Tanto as semanas de moda quanto as feiras de negócios parecem estar desconectadas da realidade do mercado. A demanda existente no Brasil reforça o grande potencial de consumo interno do nosso País.

Mas também mostra claramente o quanto a forma de expor ou lançar as novidades para o mercado está equivocada. O principal objetivo de um evento comercial, seja desfile ou feira, é estreitar o relacionamento com o varejo, seja de pequeno, médio ou grande porte. Na primeira fila de importância de qualquer evento tem que estar “Sua Excelência”,

O Comprador! É ele quem faz movimentar o comércio, a indústria e as receitas dos promotores de eventos. Salvo algumas exceções, muitos destes organizadores de evento não sabem sequer identificar seu publico alvo.  Por outro lado, a mídia dirigida ou de banca, atuante neste mercado, precisa ser tratada com mais consideração. Não com mimos e favores, mas com profissionalismo. São estes segmentos que fazem com que as coisas aconteçam em termos de negócios no curto, médio e longo prazo. Em busca de visibilidade midiática, muitos promotores apostam em fórmulas que não repercutem a real relevância de um setor tão importante para economia do País, e também para as empresas, estilistas, varejo e profissionais que dele dependem.



O que tem que ser feito é:

1) Mudar o foco e o formato para que tais eventos sejam capazes de atrair um público mais qualificado;

2) Utilizar os recursos disponibilizados pelas entidades e organismos governamentais para promover eventos que realmente divulguem os produtos e as marcas brasileiras.

Estes devem ser os principais compromissos daqueles que se propõem a divulgar o setor têxtil/confecção no Brasil. Caso contrario, correm o risco de cair no vazio.
  
Por: Maria José de Carvalho - Revista Textila



über-opinião: Concordo totalmente com a Maria José, tenho visto muito evento "show" o que não é ruim, mas sem foco comercial. Aqui em Nova Friburgo sempre existiu uma feira chamada FEVEST, já foi a mior feira de lingerie da América Latina, mas desde o ano passado ela não acontece, exatamente, porque perdeu a credibilidade dos seus expositores. Culpa de uma administração ruim, pouco competitiva e nada antenada aos novos tempos... Enfim, espero que o que aconteceu aqui em N. Friburgo não se repita em outros lugares.

Antenái-vos!

Fábio Monnerat




sábado, 19 de março de 2011

über-varejo: A loja como Ponto de Encontro




A loja é realmente um espaço cheio de vida! Dentro da loja se percebem emoções, acontecem conversas, trocas de experiências, encontros! Clientes se encontram com outros clientes, vendedores se encontram com clientes, os clientes se encontram com produtos, enfim, um ambiente de relacionamentos. A loja é um Ponto de Encontro!

 
E isto é muito positivo para o varejo de Moda!
 
Muitos varejistas se incomodam com pessoas que chegam e ficam na loja sem intenção direta de comprar, que podem estar ali simplesmente para conversar, passar o tempo ou conhecer as novidades. Mal eles reconhecem que o empenho para trazer clientes à loja deve ser o mesmo ou maior para mantê-los dentro dela. Se o consumidor está na sua loja, é porque ele se sente bem, se identifica e vê seu espaço como um ambiente de lazer e informação. Jamais se deve desperdiçá-lo!
 
Em tempos de busca do consumidor por experiências inesquecíveis dentro da loja, o varejista precisa transformar seu espaço de vendas em um excelente ponto de encontro. Promover eventos, fornecer cursos, trazer especialistas, blogueiras ou famosos, são ações que atraem para a loja tanto homens quanto mulheres e que podem ser realizados em parcerias com alguns fornecedores.
 
Estudos comprovam que mulheres que saem juntas para fazer compras, ficam mais tempo e compram mais do que se estivessem sozinhas na loja. Veja:
 
- mulher comprando sozinha: 5 minutos e 2 segundos

- mulher comprando com outra mulher: 8 minutos e 15 segundos.
 
Isto acontece, porque quando saem juntas, as mulheres conversam, dão conselhos, sugerem  e pedem opiniões entre si  até ficarem satisfeitas com suas decisões, o que demonstra que o encontro foi fundamental para incentivar a compra e garantir sua satisfação de uma boa compra.


O mesmo acontece para os homens, de um jeito um pouco diferente. Se uma loja promove encontros, este passa a ser o grande motivo de sua ida á loja e não a compra em si, como acontece com as mulheres. A loja Poderoso Timão, do time Corinthians, em São Paulo, promove encontros dos torcedores para discutirem as novidades sobre os resultados dos jogos, vida dos jogadores, etc. As compras dos itens da loja são uma conseqüência.
 
Em uma loja teen feminina, a Young Force, a empresa contratou Renan Grassi, um galã teen eleitos pelas leitoras da Capricho, para a inauguração da loja. Foi um sucesso! Mais de 300 meninas, acompanhadas de pelo menos 200 mães passaram pela loja para ver de perto o garoto, e é claro, conhecer a coleção. O clima de excitação estimulou muitas trocas de experiências e compras neste dia.
 
Mas para que uma loja seja percebida como um ponto de encontro pelo consumidor, ela precisa ter também uma atmosfera de conforto e outros estímulos que incentivem o relacionamento dentro dela. O espaço da loja bem iluminado, decorado, com som e cheiro agradável rendem a este “encontro” e à atividade de compra mais diversão e satisfação.
 
E o varejista também não deve esquecer que o encontro entre cliente e vendedor deve ser uma experiência inesquecível. Positivamente, é claro! 
 
A equipe de vendas deve ser orientada para aumentar a interação com os clientes, para ensinar os clientes a fazerem as melhores escolhas e criarem sempre um clima de alto astral na loja. O cliente quer ser recebido por pessoas felizes e apaixonadas pelo que fazem!
 
Todos os dias, o varejista de moda deve preparar seu local de encontro com os clientes em um espaço tão prazeroso, ao ponto de sempre que o cliente pense em um espaço para se divertir e ter relações inesquecíveis, se dirija até ela!
 
Varejista, transforme sua loja em um excelente ponto de encontro! Encha de vida seu negócio!


Por: Cristina Marinho
Consultora de Marketing e Comportamento
Entre em contato comigo através do e-mail cristina@nmarinho.com.br
Fonte:Textila

quinta-feira, 17 de março de 2011

As estratégias da Mercatto para conquistar a classe C



 De olho nos consumidores emergentes, a Mercatto busca se tornar referência em moda para a classe C com estratégias para dar às clientes a sensação de comprar em uma boutique, pagando o preço de lojas de departamento. Para isso, a marca investe em coleções inspiradas na moda europeia adaptadas à realidade brasileira, com um calendário de lançamentos acelerado, para oferecer às consumidoras novidades em um curto espaço de tempo.

A Mercatto iniciou suas atividades em 1993, desejando oferecer uma opção de moda básica e casual para consumidoras da classe C, porém sem ações definidas para o seu público alvo feminino. Em 2003, a empresa percebeu a necessidade de investir em coleções de moda, com um mix de produtos mais trabalhado, realizando viagens internacionais para pesquisa de tendências e trazendo alguma essência do exterior para o seu conceito de vestuário, sem perder o foco nas mulheres emergentes.

Uma das estratégias que a marca trabalha para atrair as consumidoras é a produção de pequenas coleções entre os lançamentos oficiais de primavera-verão e outono-inverno. “Desde 2008, lançamos uma minicoleção a cada quinzena, composta geralmente por 12 a 15 itens, o que nos obriga a trabalhar num ritmo alucinante de produção e logística de distribuição”, afirma Patrícia Rodrigues, Gestora de Marketing da Mercatto, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Calendário diferenciado e distribuição acelerada

As lojas da Mercatto são abastecidas às segundas, quartas e sextas-feiras. Cerca de 80% das peças são cortadas no Rio de Janeiro e enviadas para o interior do estado, São Paulo e Minas Gerais para serem confeccionadas.  Após a produção, elas retornam ao Rio, sendo distribuídas para as outras praças da marca. “A distribuição veloz sempre fez parte do DNA da Mercatto. Para manter o novo plano de moda da nossa marca, inaugurado em setembro de 2008, resolvemos investir fortemente em uma estrutura de transporte e logística para atender a essa demanda”, explica Patrícia.

O maior benefício de uma política de criação e distribuição ágil é a proximidade maior com a realidade de venda das lojas. “Esse ritmo de produção evita a sobra de produtos nos estoques e proporciona um ajuste melhor com a demanda do mercado, porém eleva o custo dos transportes”, afirma Vítor Pires, professor da ESPM-RJ, especialista em Distribuição, Vendas e Varejo, em entrevista ao portal.

Além do lançamento de coleções com foco em períodos como Natal, Carnaval e Dias das Mães, a Mercatto tem investido em outras datas comemorativas para promover seus produtos. Há dois anos, a empresa fez uma experiência com o Dia dos Namorados, a princípio com divulgação apenas na internet. “Namorados é uma data que cresceu muito nos dois últimos anos para nós. Em 2011, além dos folhetos com produtos e decoração estilizada nas lojas, vamos produzir um filme para TV. Isso aponta um amadurecimento da marca”, conta a executiva da Mercatto.

O conceito de fast-fashion que predomina na cadeia produtiva da Mercatto não é exclusividade da marca. “Esta é uma tendência do setor de moda massificada e das lojas de departamento. Quando as coleções das grandes grifes saem, as redes do varejo de vestuário ainda conseguem remodelar e aproveitar os conceitos da estação e colocar à venda a preços acessíveis ao consumidor da classe C”, diz Pires, da ESPM.

Estratégias de aproximação

Não bastam apenas preços acessíveis para atrair as exigentes consumidoras emergentes. É preciso trazer o conceito de moda para o universo delas, fazendo as adaptações necessárias. “Nós entendemos que a nossa consumidora tem outro código de beleza e valores e, por isso, ao escolhermos uma personagem para nossas campanhas, não procuramos o biotipo da modelo clássica”, explica Patrícia. Entre as celebridades que já estamparam a comunicação da marca estão Luma de Oliveira, Taís Araújo e Juliana Paes.

Além de uma escolha estética diferenciada, a empresa também busca promover interatividade com suas clientes no meio digital. No ano passado, as consumidoras foram convidadas a votar em um dos looks anunciados em um comercial de TV protagonizado pela atriz Paola Oliveira e escrever uma frase para concorrer a roupas da marca.Outra estratégia em que a rede aposta para manter um relacionamento próximo das consumidoras é a escolha de lojas menores, chegando a 50m2.

Para competir com suas principais concorrentes, as lojas de departamento, que chegam a ter mais de 1.500m2, a Mercatto resolveu criar uma atmosfera de boutique, com aspecto mais clean, permitindo maior visibilidade dos produtos. “Com lojas de 50m2 é possível chegar a cidades com menos habitantes, onde talvez uma grande loja de departamento não tenha espaço físico para se implantar. Tudo isso só é permitido pela nossa experiência no Rio de Janeiro, onde nossa maior loja, na Uruguaiana, tem 240m2”, comenta Patrícia.

Planos de expansão multicanal

A Mercatto conta atualmente com 37 lojas próprias no Rio de Janeiro e uma em São Paulo, além de três franquias nas cidades de Salvador, Goiânia e Brasília, inauguradas no fim de 2010. A empresa esperou 10 anos para iniciar seu trabalho com franquias, até se ver capaz de atender a demanda de produção e distribuição para essa modalidade de varejo. Para 2011, a rede planeja a abertura de mais nove unidades franqueadas, três ainda no inicio de abril, nas cidades de Cariacica e Guarapari (ES), e mais uma em Salvador.

Já nos canais digitais de venda, a empresa realiza experiências com o Businnes to Businnes, mais conhecido como B2B. A estratégia, iniciado em dezembro de 2010, tem com objetivo vender peças para pequenos lojistas locados fora do estado do Rio de Janeiro. “Percebemos que não foi o momento correto para lançar o programa, pois os comerciantes já tinham preparado o estoque para o Natal. Vamos promover novamente o B2B no fim de março, para a coleção de outono-inverno deste ano”, conta a executiva da Mercatto (foto).

Outro desafio da marca para 2011 é a venda para pessoa física na internet. A empresa recebe muitas solicitações de consumidoras que moram fora do estado do Rio de Janeiro e apreciam os produtos. Por isso, a Mercatto pretende inaugurar um e-commerce em breve. Por enquanto, o site da rede conta apenas com informações das coleções, dicas de moda e divulgação das ações de Marketing. Com as iniciativas, a Mercatto espera superar em 35% a 37% o faturamento de R$ 100 milhões conquistado em 2010.
 
Fonte:MundodoMarketing

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