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sábado, 19 de novembro de 2011

Pesquisa revela quem é a nova geração de consumidores


A edição do Retail Trend 2012, o mais completo dossiê de tendências do varejo, mostra que os consumidores dessa nova década estão mais preocupados com questões de sustentabilidade: aspecto essencial à motivação de compra. Outro destaque é que a segunda geração de consumidores online é formada por jovens que, em sua maioria, estão migrando do e-commerce para o m-commerce (mobile commerce). Nos Estados Unidos, as compras com celular devem atingir a marca de US$ 8,6 bilhões em 2014. Conduzido pelo The Future Laboratory, o estudo internacional aponta o surgimento de um novo consumidor – forjado pelas crises econômicas, pelo impacto de novas tecnologias e pelo amplo questionamento sobre o consumo contemporâneo. Foi ele quem deu origem à tendências como a Rurbanism, que tem demandado dos gestores de marcas e produtos a criação de novas fórmulas de relacionamento com o mercado. O Retail Report 2012 é parte integrante do dossiê Global Trend Briefing Dossiers do LifeStyle News Network – portal internacional da The Future Laboratory que no Brasil é representado com exclusividade pela Voltage, agência produtora de insights aplicáveis ao negócio. Segundo Paulo Al-Assal – diretor-geral da Voltage –, o consumidor contemporâneo exige uma reinvenção do varejo; o que os estudiosos de tendências têm classificado como a Idade da Transformação. “Ele prestigia marcas com uma postura ética, unindo valores do passado aos avanços digitais do futuro. De modo geral, autenticidade é a palavra que mais define essa demanda”, afirma o especialista. O estudo engloba os países integrantes dos BRICs (Brasil, Índia, Rússia e China); N-11 (Bangladesh, Egito, Indonésia, Irã, Coreia do Sul, México, Nigéria, Paquistão, Filipinas, Turquia e Vietnã); Europa e Estados Unidos.

Crise e consumo

Como era de se esperar, diante da crise que se abateu sobre os países desenvolvidos, a pesquisa revela que enquanto o consumidor europeu e norte-americano está mais cauteloso, os dos países emergentes declaram que vão gastar mais em 2011 e 2012. A pesquisa revela que na Alemanha, 72% dos consumidores afirmaram que gastarão este ano menos do que em 2010 – quadro semelhante ao da Espanha e França onde 82% e 74% dos consumidores, respectivamente, declararam a mesma intenção de reduzir gastos. Por outro lado, os consumidores de Brasil, Rússia, Índia e China revelam mais otimismo. Na Índia, de acordo com dados do India Brand Equity Foundation, até 2013 o varejo deverá faturar US$ 833 bilhões, subindo para US$ 1,3 trilhão até 2018, enquanto que na China, o crescimento será de 47% em cinco anos, chegando a US$ 2,5 trilhões em 2014. Há, também, boas perspectivas de crescimento do consumo para os países que compõem o N11.

As tendências mostram que é necessário construir formas diferenciadas de chegar ao clientes e entender de que maneira a marca é percebida pelo consumidor. “Essa percepção envolve tudo em torno do produto. Há muito a dizer, por exemplo, na forma como a mercadoria é entregue ao cliente. Algumas empresas na Europa perceberam que mesmo nas compras online, o cliente gosta de ter a experiência de retirar o produto como em uma compra convencional. Diante dessa demanda, criaram armazéns para que os compradores pudessem ter essa experiência, ou seja, entenderam que alguns consumidores não querem que a compra seja desprovida de estímulos táteis. Trata-se de uma alternância; a combinação entre os mundos online e offline”, detalha Al-Assal, acrescentando que o formato é chamado de drive-through.

Com mais informações e ferramentas online, os consumidores são mais exigentes e pesquisam muito antes de comprar. “Na Europa, por exemplo, vemos uma geração que busca conveniência de maneira ampla. Então, as marcas tendem a reduzir a gama de produtos oferecidos, focando nos essenciais – uma tentativa concreta de ser ágil e eficiente. Esse consumidor quer comprar um número reduzido de produtos que resolvam as necessidades diárias. Há o anseio por uma vida mais simples, descomplicada”, detalha o diretor da Voltage. Ainda segundo Paulo Al-Assal, o consumidor – em especial o norte-americano e europeu – está fascinado pela procedência da alimentação. “Eles querem saber de onde vem o produto alimentício adquirido e, sobretudo, a história da empresa. Alguns varejistas têm investido, inclusive, em exposições interativas e educacionais destinadas a aproximar o cliente do processo de produção”, afirma o especialista.

Nova tendência

A pesquisa também revela que o novo consumidor busca autenticidade. É nesse contexto que a tendência Rurbanism está inserida. Estreitamente relacionada com a redescoberta do convívio – uma reação avessa à onipresença da vida online e digital – a tendência revela-se na valorização dos “bastidores” do processo de produção. “Os consumidores, sobretudo europeus, estão cansados do anonimato das corporações multinacionais, ou seja, querem saber a procedência dos produtos; querem saber sobre o trabalho qualificado que está por trás dos produtos”, afirma Al-Assal. A Revolução Rurban está sendo impulsionada por uma mudança da geração do “eu” que será substituída pela geração do “nós”. Fiéis a marcas e varejistas que norteiam a atuação pela responsabilidade socioambiental, esses consumidores têm o serviço comunitário como parte do seu DNA. Alguns, inclusive, estão investindo na produção de alimentos para consumo próprio. Na esteira da tendência, redes de supermercado na Europa aumentaram a oferta de alimentos orgânicos e feitos caseiros, produzidos por cozinheiros locais.

Sem fronteira, por telefone

Por outro lado, os gestores das lojas “convencionais” devem atentar para a presença online como forma de maximizar as vendas. Uma outra vértice da questão revela que os varejos locais devem investir para ampliar a atuação por uma questão de sobrevivência do negócio. Na Europa, o varejo online deve crescer 11% em 2011 – segundo análises do Centre for Retail Research. Nos Estados Unidos, as compras online devem registrar um aumento de 10% ao ano até 2014, com faturamento de US$ 249 bilhões, o que corresponde a 8% das vendas do varejo norte-americano. O mundo está diante da segunda geração de e-compradores. Na prática, o varejo online migrou dos computadores para os smartphones. A pesquisa revela que até 2015, os consumidores de todo o mundo devem gastar cerca de US$ 119 bilhões em bens e serviços adquiridos via celular. No Japão, o m-commerce (mobile commerce) é responsável por 50% de todas as transações, de acordo com a operadora O2, principalmente pela facilidade em pesquisar preços. Nos Estados Unidos, as compras com celular devem atingir a marca de US$ 8,6 bilhões em 2014, de acordo com a ABI Research. “Na Starbucks, por exemplo, o cliente paga suas despesas pelo celular, tornando o aparelho um cartão de crédito e débito”, conta Paulo Al-Assal, acrescentando que nos Estados Unidos, 30% dos adultos usam o telefone móvel para comparar preços antes de comprar.

Edição: Marcia Mariano
Fotos: Stock.xchng
Fonte: Printec Comunicação e Textília.net

domingo, 13 de novembro de 2011

Pesquisa traça perfil do consumidor brasileiro de vestuário


Estudo inédito realizado pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) e pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) vai ajudar as empresas do setor a traçarem estratégias competitivas para seus negócios. A “Pesquisa sobre Usos, Hábitos e Costumes do  Consumidor Brasileiro de Vestuário”, que acaba de ser concluída, mapeou os novos padrões de consumo dos brasileiros, com objetivo de compreender melhor o cenário atual da industria do vestuário, que enfrenta crescente concorrência de produtos vindos da Ásia. Tanto a Abit quanto o Ministério acreditam que com esta pesquisa, cujas informações completas estão disponíveis nos sites do MDIC (www.mdic.gov.br) e da Abit (www.abit.org.br) a partir de novembro, será possível traçar estratégias mais acertadas, o que possibilitará uma vantagem competitiva frente aos importados. De acordo com a Abit, o setor Têxtil e de Confecção brasileiro é o quarto maior do mundo na produção de vestuário, emprega cerca de 1,7 milhão de trabalhadores diretos e faturou US$ 60 bilhões em 2010.

Pontos importantes da pesquisa

O estudo identificou os principais hábitos dos consumidores e a existência de uma forte relação deles com a moda. Algumas características presentes nas peças de vestuário e artigos de moda foram consideradas muito importantes no momento da compra: conforto, bom preço, qualidade e durabilidade. Também foi identificada uma grande demanda  de consumo interno decorrente do crescimento econômico. Veja alguns resultados importantes desta pesquisa:

  • apenas 27,1% dos entrevistados costumam olhar as etiquetas das peças de vestuário/artigos de moda para saber a origem do produto;
  • as mulheres são as maiores responsáveis, com participação de 84,6%, pela escolha de peças de vestuário/artigos de moda para si próprias ou para membros da família;
  • a frequência de compra de peças de vestuário/artigos de moda é de uma vez por mês para 37,7% dos entrevistados e a cada três meses para 30,4% dos consumidores;
  • as lojas de rua são o local preferido para compra de 56,2% dos entrevistados, sendo que quanto mais jovem o consumidor, maior a preferência pelas compras em shoppings;
  • o dinheiro ainda é a principal forma de pagamento utilizada para comprar vestuário/artigos de moda, com 56,4% das preferências, seguido de cartão de crédito, com 30,4%;
  • somente 15,2% dos consumidores já compraram peças de vestuário/artigos de moda pela internet;
  • No Brasil, a participação do gasto com vestuário no total de despesas das famílias é de 5,5%, sendo que a região Norte apresentou o maior índice: 7,4%;
  • televisão é apontada como principal fonte de informação sobre moda, com participação de72%;
  • 47,5% dos entrevistados já compraram produtos de moda por causa de propagandas. Este índice é maior entre as mulheres, com 52,7%
  • 84,7% dos entrevistados costumam se informar a respeito de moda, sendo que a cidade que mais se destaca é Porto Alegre (RS), com 98,5%; a de menor participação é Belo Horizonte (MG), com 59%;
  • apenas 32,1% dos entrevistados acompanham as Semanas de Moda, sendo que as mulheres costumam seguir mais que os homens (40,4% e 22,9%, respectivamente)
 
  • a maneira de vestir das personalidades (artistas, modelos, cantores e jogadores de futebol) influencia 62,2% dos entrevistados, sendo que as mulheres são as mais influenciadas, com 70,7%;
O estudo foi realizado em duas etapas. Na primeira, foi feita uma pesquisa qualitativa que levantou conhecimentos preliminares sobre o assunto. Foram entrevistados consumidores das cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro e formadores de opinião de São Paulo. Na segunda etapa, foi aplicada a técnica quantitativa, com dados conclusivos sobre o tema. Foram ouvidos consumidores das principais capitais do Brasil: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Porto Alegre, Recife e Salvador. Segundo Aguinaldo Diniz Filho, presidente da Abit, uma das estratégias competitivas do setor é oferecer ao consumidor produtos e serviços que respondam aos seus anseios e necessidades de modo mais amplo e efetivo. “Este estudo tem por objetivo proporcionar informações a um dos segmentos industriais mais impactados pelo acirramento da concorrência asiática. Esta é uma ação conjunta do governo e da iniciativa privada para proporcionar à indústria nacional um ganho de competitividade”, explica o dirigente. Para o ministro Fernando Pimentel do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o estudo é fundamental para aumentar a produtividade e a competitividade do setor. “Temos trabalhado pelo fortalecimento do setor têxtil, portanto, todas as ações que possam agregar valor terão o incentivo e o apoio do governo federal”.

Fiscalização mais rigorosa

A indústria têxtil e de confecção também será beneficiada com a ampliação das atribuições do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), autarquia vinculada ao MDIC. Com a medida, que faz parte do Programa Brasil Maior, a autarquia passará a se chamar Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia e irá atuar em aeroportos e portos para atestar a qualidade das mercadorias importadas.  A alteração integra a Medida Provisória 541/11, aprovada pela Câmara no final de outubro e que seguiu para votação no Senado. A MP determina que o Inmetro atue em conjunto com a Receita Federal para verificar se produtos têxteis, assim como outras mercadorias estrangeiras, cumprem todos os requisitos exigidos para os produtos brasileiros. Para isso, o Inmetro terá livre acesso às alfândegas de portos e aeroportos do País, exercendo o poder de polícia administrativa e expedindo regulamentos técnicos nas áreas de avaliação da conformidade de produtos, insumos e serviços, para proteger a vida, a saúde, o meio ambiente, e prevenir práticas enganosas de comércio, como a que acorreu recentemente em Pernambuco, com a importação de lixo hospitalar dos Estados Unidos, que entraram no País como sendo retalhos e refugos para reciclagem de fibras têxteis.

Fonte:Textilia

sábado, 15 de outubro de 2011

Como o Varejo de Moda pode aprender com a Apple e Steve Jobs?



Ok, todos estão falando sobre Steve Jobs, já está chato esse excesso de fotinhas da Apple e do Jobs nas redes sociais depois de sua morte, mas podem ficar tranquilos que não se trata de mais um tributo. A matéria a seguir é da ótima Cristina Marinho, para a revista Textila, e fala sobre a força da marca e de seu varejo e de como nós da moda podemos aprender com a Apple. Espero que gostem...

Fábio Monnerat
A contribuição de Steve Jobs não se limita apenas ao universo tecnológico e ao design de produtos. Ele também revolucionou o varejo e o relacionamento com o consumidor. O varejo de moda, tão envolvido pela emoção quanto o consumo dos produtos da Apple, merece uma relação com um cartaz publicado pela Apple nas lojas em comemoração aos 10 anos de existência de lojas Apple pelo mundo. O cartaz descreve os aprendizados que Jobs teve nos 10 anos de varejo. Transcreverei alguns trechos abaixo, e transmitirei meu ponto de vista:

“Nos últimos 10 anos aprendemos muito. Aprendemos a tratar todo dia com o mesmo entusiasmo que tivemos no primeiro dia...”

Este é realmente o segredo para o amor eterno entre os casais, e o segredo para a vida eterna de uma loja e seu relacionamento com os clientes. O perigo desta afirmação é que ela é mais fácil de falar do que praticar. O varejista vai aos poucos se cansando do dia-a-dia da loja e se esquece que o entusiasmo do consumidor em comprar é sempre o mesmo, e o consumidor quer um atendimento no mesmo ritmo de sua vontade de comprar coisas novas e de achar soluções para seus problemas.

Varejista, não se esqueça que cada vez mais, o consumidor considera a compra de moda uma atividade de lazer. Ele quer diversão, e isto inclui a sensação de ser muito bem recebido quando entra na loja e receber um caloroso agradecimento quando paga sua compra. É isto que recebem os apaixonados consumidores da Apple, tendo os atendentes recepcionando os clientes com um largo e sincero sorriso e com bottons de bandeirinhas dos países cujas línguas sabem falar, presos na camisa do uniforme azul Apple, para que os consumidores possam se sentir seguros e em casa, mesmo estando tão longes de sua cidade.

...aprendemos que é melhor se adaptar ao bairro ao invés de esperar que o bairro se adapte a nós...

Isto quer dizer realmente “servir” ao consumidor, e que ele é a pessoa mais importante de seu negócio. O consumidor percebe quando sua loja está realmente disposta a servi-lo.

Quando sua loja estiver abrindo uma franquia em uma outra cidade ou bairro que é muito diferente do seu, procure entender o ritmo de vida e hábitos dos seus clientes. Detalhes como servir um chimarrão se sua loja vai para o Rio Grande do Sul, tocar um samba se sua loja fica no Rio de Janeiro, ou servir deliciosos pães de queijo no meio da tarde para sua loja em Minas Gerais encantam qualquer consumidor local. O mesmo funciona para horários de atendimento, gírias locais no atendimento, vitrines decoradas com temas de festas da cidade. Tudo contribui para o consumidor se sentir prestigiado pelo seu envolvimento com a cultura e hábitos dele.

Em Blumenau, Santa Catarina, onde está acontecendo a Oktoberfest, as franquias de fast food como Burger King tem seus atendentes e preparadores de lanches vestidos com roupa típica alemã. Os blumenauenses se sentem extremamente lisonjeados !

A loja da Apple no centro de Londres, e no centro de Paris ficam em prédios que obedecem à centenária arquitetura local, sem perder para o charme da loja toda envidraçada de Nova York. É um respeito à cultura européia.

...e aprendemos que mesmo quando nossas lojas são grandes, nenhum detalhe é tão pequeno...
Já é um mantra do varejo americano que “retail is detail” (o varejo é feito de detalhes) e esta é uma grande verdade, especialmente no varejo de moda, onde os consumidores são tão sensíveis aos mimos e ao design.

Por isso, não economize nos detalhes. Com certeza seus clientes mais cedo ou mais tarde perceberão. Se você resolve negligenciar suas embalagens de presente porque a maioria de seus consumidores compra para si e não para presentear, saiba que está perdendo a grande oportunidade de surpreendê-lo e encantá-lo. Uma embalagem de presente criativa e caprichosa garante a boa imagem de sua marca para pelo menos duas pessoas: a que está presenteando e a presenteada.

A mesma regra vale para partes esquecidas e evitadas da loja, como os banheiros. E quando questiono aos varejistas porque negligenciam o banheiro, eles me respondem que um “consumidor não entre na loja para ir ao banheiro!”. Com certeza não, mas se ele algum dia precisar, um banheiro limpo (pelo menos!) e bem decorado vai encantá-lo!

Nas lojas da Apple, você é surpreendido pelos detalhes, até na hora de pagar. Em vários lugares pela loja, embaixo das mesas onde os produtos estão expostos, há máquinas de cartão de crédito para o consumidor pagar sua compra ali mesmo e não precisar enfrentar filas, e sentir a razão tomar conta da emoção. O encantamento acontece em todas as etapas da compra, mesmo naquelas extremamente racionais e banais.

Em sua biografia, Jobs conta que foi desafiado pelos seus engenheiros quando quis melhorar o aspecto visual do componente placa-mãe de seus computadores, porque eles diziam que nenhum consumidor abriria seu computador para ver como era a placa mãe. E Jobs retrucou: “um grande carpinteiro, não vai usar madeira ruim para a parte de trás de um armário, ainda que ninguém a veja”.

Isto é realmente dar valor aos detalhes!

...nos últimos 10 anos, aprendemos que nossas lojas são a personificação da marca Apple para nossos clientes...

Por isto, caro varejista de Moda, todo empenho vale a pena para valorizar e eternizar a sua marca no mercado. Um varejo de sucesso se sustenta pela imagem que tem entre seus consumidores, que estão diante de tantas possibilidades de escolha e dispostos a dar valor e fidelizar a quem reconhecê-los como importantes.

...Nós não nos contentamos em descansar nos nossos ontens. Continuaremos a ir para frente. Para fazer o melhor do amanhã. E todos os dias seguintes...
E finalizo este Ponto de Vista com umas da últimas frases de Jobs neste cartaz e que nos ensina o caminho para um negócio tão bem sucedido quanto a Apple e que não tem só a ver com inovação, que é SERVIR AO CONSUMIDOR.

...nos últimos 10 anos aprendemos que os consumidores são a razão de estarmos aqui, então vamos dedicar algumas breves palavras a eles...
 
Por: Cristina Marinho
Consultora de Marketing e Comportamento
Fonte:Textila.com

domingo, 8 de maio de 2011

Faça da sua loja uma atração turística!


 
A&F - antes da inaguração da loja lá em 2009
Fila de pessoas para entrar na loja da A&F de Milão após a Páscoa. A maioria das pessoas eram mulheres
Atendente modelo ao fundo na entrada da loja.
Uma loja A&F por dentro. Iluminação cria clima de mistério

Estive há pouco tempo na Europa guiando alunos de Moda e Varejo, realizando pesquisas no varejo de Paris, Londres, Veneza e Milão e também observando o comportamento dos consumidores por lá. São muitos os insights em cada esquina das ruas européias, e em um destes, constatei uma tendência, que não é mais novidade há tempos, mas que agora é nítida está entranhada na cultura da nova geração. É o desejo dos consumidores em visitar uma loja como atividade de lazer! O desejo é tão forte, a ponto de uma loja virar uma atração turística, com tanta procura e visitas quanto um museu, ou um monumento histórico.

Já conhecíamos a compra como atividade de lazer, principalmente entre as mulheres, que resolvem muitos problemas com visitas ao shopping e algumas sacolinhas na mão! Mas uma loja, que não seja de souvenirs, atrair centenas de turistas se consagra agora!

Me dei conta disto, quando estava em Milão, e andando pela famosa Corso Giacomo Matteotti, me deparei com uma organizada fila européia de mais de 500 pessoas, a maioria adolescentes, aguardando para entrar e conhecer, a Abercrombie & Fitch, uma loja de confecção jovem! Isto mesmo, leitor, pessoas aguardando mais de uma hora na fila, ansiosas para conhecer uma loja! E não era o dia da inauguração. Era um dia comum, em uma 3ª feira após o feriado de Páscoa na cidade italiana. E o interessante é que com certeza, todas aquelas jovens entusiasmadas sabem que os produtos da loja se resumem a camisetas com a logomarca na frente, moletons confortáveis, calças jeans, e alguns outros itens de design pouco surpreendente!

O que aquelas pessoas estavam esperando para ver era “a loja”, seus atendentes e seu visual interno. Enfim, desvendar o mistério do sucesso americano no varejo de Moda! As lojas da Abercrombie & Fitch, com 118 anos de existência (mas há 10 anos com estrondoso sucesso), não tem vitrines, são bem escuras por dentro, tem o som bem alto e com um intenso perfume, que é sentido até do lado de fora da loja. Aquelas pessoas da fila estavam esperando para ver os vendedores que parecem modelos e atendem sem camisa ou com uma camisa aberta aparecendo o peito malhado, também estavam esperando para ouvirem uma música estridente, e se sentirem em uma danceteria, e , é claro, esperando para comprarem algum dos produtos que vem com um cheiro delicioso, o mesmo do perfume da marca, que pode ser comprado na mesma loja.

Enfim, aquelas pessoas esperavam por uma experiência maravilhosa! Elas esperavam pela mesma sensação que se tem quando você visita um ponto turístico, um monumento histórico, ou uma praia paradisíaca.

A loja da Abercrombie & Fitch se transformou em uma atração turística!

Varejista de moda reflita... O que você tem criado de atrativos na sua loja para que seus consumidores se dirijam a ela pensando em ter uma experiência de lazer? O que você tem feito para proporcionar aos seus clientes a mesma sensação de visitarem uma atração turística?

Se sua resposta é nada, ou muito pouco, comece pelo inusitado. Como a Abercrombie & Fitch transformou sua loja em uma balada, sua loja pode ter o mesmo clima de diversão que um parque, uma feira, uma festa, um evento!

Transforme seus atendentes em atores, artistas da venda. Invista em uniformes diferentes, exija maquiagem e cabelos impecáveis da equipe. Não é necessário ter uma equipe de modelos para divertir os consumidores. Basta um sorriso, bom humor e capricho no visual para encantar e se diferenciar.

Com sua loja associada à diversão, a chance de atrair novos consumidores e fidelizar os atuais é maior. No Brasil, temos o exemplo da Galeria Melissa e da loja da Havaianas na Oscar Freire, que atraem turistas do Brasil inteiro e também do exterior em busca de uma inesquecível experiência. E o resultado é que fica muito difícil algum consumidor entrar lá, sem uma sacolinha na mão para materializar a lembrança de um lugar divertido e inesquecível.

Portanto, pense sobre isto... vender moda é vender emoção! A emoção é promovida no coração e na mente do consumidor em um clima de alegria, lindo visual e do inusitado!

Que seu objetivo seja formar filas de consumidores esperando para conhecer sua loja e não se sentirem plenamente felizes enquanto não saíram com uma sacolinha da sua marca na mão! Você consegue!
 


Entre em contato comigo através do e-mail cristina@nmarinho.com.br
Por: Cristina Marinho
Consultora de Marketing e Comportamento
Fonte:Textila

domingo, 1 de maio de 2011

Aprenda como rastrear o consumidor




 Há um provérbio inglês que diz: “Observe to Serve” e quer dizer “Prever para prover”. Isto é, descubra o que está para acontecer para se preparar e oferecer o que o mercado necessitará. E sendo o consumidor a razão de existir de todo varejo, temos que estar atentos às mudanças e novos comportamentos para servi-lo mais e melhor.

Quase como com bola de cristal, os debates sobre o futuro do varejo, que aconteceram em Nova York durante a feira de inovações NRF 2011 – National Retail Federation, em janeiro deste ano, apontam caminhos que podemos aproveitar para colocarmos nossos negócios rumo ao sucesso. São as tendências para o varejo, mas que devem ser colocadas em prática o mais rápido possível pelos lojistas. O novo comportamento do consumidor, quando observado detalhadamente e traduzido em estratégias, traz para o comércio de lingerie, moda praia e fitness possibilidades para revolucionar estes segmentos do varejo de moda, e a tecnologia pode ser aliada para mapear este comportamento.


Tempo é dinheiro

 

A maioria das discussões sobre o novo consumidor recai no impacto das novas tecnologias em suas vidas, principalmente na forma como compram e escolhem os produtos. A nova geração de consumidores não se contenta mais com os velhos argumentos de vendas, não se comove mais com os antigos benefícios e não tem tempo para “firulas” sem objetivos práticos. Vemos que as novas tecnologias permitiram ao consumidor assumir várias atividades ao mesmo tempo, mas, por outro lado, fazem com que eles tenham cada vez menos tempo para suas compras.

Produtos de necessidades básicas, como é o caso do lingerie, tendem a ter o seu consumo adiado até o “último suspiro” das peças que estão em uso. Com pouco tempo, o consumidor vai comprá-la somente quando precisar. Por isso, o varejista deve diminuir ao máximo o tempo de atendimento após a decisão de compra do cliente e transformar o tempo de escolha do produto no mais prazeroso o possível.

O consumidor pós-crise está mais consciente, exige que os produtos, sua exposição e as promoções façam realmente sentido, possam ser utilizáveis e tenham informações confiáveis. Ele não quer mais desperdiçar suas compras e seu tempo. O varejista precisa descobrir o que desagrada o consumidor na hora da compra em sua loja e eliminar os entraves com o uso das novas tecnologias. Então ficará somente a parte boa da compra e a sensação de aproveitamento de tempo e plena diversão. E para o consumidor impaciente a atarefado, compra divertida e intensa é o equivalente a compra rápida, por mais tempo que tenha levado. A tabela a seguir apresenta um resumo das tendências com suas soluções para o varejo.


Tendências apontadas na NRF 2011

 
Como varejistas de lingerie, moda praia e fitness podem aproveitá-la
Tendências
Consumidor quer fazer compras relevantes, com benefícios que façam sentido em suas vidas.
Soluções para o varejo
Descubra qual é, e elimine a parte ruim da compra em sua loja, que em lingerie, moda praia e fitness geralmente está na hora de provar e de pagar. Por isso, agilize a escolha do consumidor, coloque em sua loja tecnologias que tornem o atendimento mais rápido. Inove no provador.
Consumidor quer fazer compras rápidas e certeiras 
Consumidor buscando comprar em multicanais
Insira sua loja nas redes sociais e implante um sistema de e-commerce para ampliar os canais de vendas dos seus produtos. Inclua sua loja em mini pontos de venda localizados em danceterias e até hotéis.
Consumidor consciente do desperdício zero e atento ao meio ambiente.
Aperfeiçoe o tempo do atendimento, elimine saquinhos e embalagens desnecessárias. Informe sobre inovações de materiais ecológicos utilizados nos produtos.
Consumidor em busca do atendimento individualizado.
Crie mecanismos através de cadastros, scanners ou até mesmo fichas para reunir o maior número de informações de preferências e hábitos dos seus clientes. Use estas informações no atendimento e entregue-lhes o que eles querem.
O atendimento é agilizado e focado.

Diferencial é fundamental




As lojas de moda praia e fitness têm um campo enorme para explorar as sensações no consumidor. A compra destes artigos tão específicos do vestuário ainda é percebida como desgastante, carregada de dúvidas e demorada. Equipamentos de ginástica na loja para testar os produtos, provadores equipados com luzes que simulam a pele bronzeada e até areia no chão da loja facilitam a escolha do melhor produto. Algumas destas sugestões podem motivar a compra de produtos que “quase caem” no cesto dos supérfluos. 

A loja alemã de artigos esportivos e fitness Globe- trotter tem espaços que simulam cenários, tais como paredes de escalada para roupas de alpinismo; bicicletas ergométricas para testar uma calça ou bermuda legging e até mesmo um lago artificial como “provador” de roupas de mergulho, ou seja, em uma loja assim é impossível haver dúvidas se a compra de determinado produto é certa! 

Outra tecnologia, que podemos dar como exemplo, foi lançada pela empresa Fictix no Rio Fashion Business Tech, evento de inovações tecnológicas para lojistas, apresentado junto com o Fashion Rio, em janeiro. Funciona da seguinte forma: a consumidora seleciona e leva para o provador tudo de que gostou. A cada modelo provado, ela toca no espelho (que é uma tela touch screen) instalado dentro do provador para ser fotografada. No final, as fotos com as diversas peças experimentadas estarão disponíveis no espelho para que possam ser escolhidas.

Destaque ainda para o sistema MFace, da empresa de tecnologia Milonga, que oferece aos lojistas a possibilidade de rastrear o cliente.

Em segundos, uma câmera registra a imagem do consumidor, que diz seu nome, telefone e e-mail e pode também apresentar suas características especiais. O sistema fornece informações sobre as lojas da rede que ele mais visitou, por onde passou, quais compras fez e quanto gastou. Não se pode deixar de mencionar a importância da presença do negócio nos mais diversos canais de vendas, principalmente os virtuais. Inserir a loja nas redes sociais, entrar no e-commerce e investir no e-mail marketing já são itens básicos de sobrevivência junto aos novos consumidores.

Imagine o novo cenário: uma consumidora, que trabalha e estuda, vai ao shopping comprar novas lingeries. A atendente reconhece que ela é aquela cliente que recentemente fez cirurgia de implante de silicone nos seios e também adora lingeries de cor preta. A consumidora prova cinco modelos de sutiã de acordo com suas medidas; o inovador espelho do provador mostra a peça de frente e costas; uma música francesa toca no som ambiente e um aroma floral marcante sopra no ar. 

A consumidora, entusiasmada com as provas bem sucedidas, certamente levará todos os cinco modelos, porque lhe faltará oportunidade para voltar à loja e, além do mais, faz tempo que ela não recebe um atendimento tão eficiente e encontra produtos tão bem feitos para suas necessidades. Eis uma compra perfeita! Hoje, os consumidores vão em busca de um atendimento de acordo com suas preferências e necessidades e o varejo vem percebendo que conhecer bem (e mostrar que conhece) o consumidor é garantia certa de venda e além disso, economiza-se tempo, recursos e dinheiro.



Por: Cristina Marinho
Consultora de Marketing e Comportamento
Fonte:Textila

segunda-feira, 28 de março de 2011

über-green: Akatu lança Portal Mirim

 
 
A partir de hoje, os pequenos internautas poderão navegar pelo mundo do consumo consciente. Basta digitar www.akatumirim.org.br para descobrirem de onde vêm e para onde vão os diversos produtos que consomem, além de saberem os impactos de suas cadeias produtivas sobre o meio ambiente.

Com animações, brincadeiras, jogos e muita interatividade, o site é uma iniciativa inédita do Instituto Akatu sobre o consumo consciente pensada e desenvolvida para crianças. A ação é patrocinada pelo refresco em pó Tang, da Kraft Foods Brasil, apoiador benemérito do Akatu.

“O Akatu Mirim surge como uma ferramenta de conscientização sobre o consumo consciente para as crianças, despertando o interesse pelo tema por meio da diversão e aproveitando a curiosidade natural para saberem do que é feito o tênis que ela está usando, o caderno no qual ele escreve ou qualquer outro produto que está presente no seu dia-a-dia” explica Helio Mattar, diretor-presidente do Instituto Akatu.

Segundo Mattar, desse modo, desde pequenos, as crianças descobrem que nossos atos causam impactos em nós mesmos, na nossa cidade e no planeta e, de maneira divertida, elas percebem que pequenos atos repetidos ao longo da vida e por muitas pessoas podem fazer um planeta melhor.

O petróleo será o primeiro tema tratado. Depois será a vez da sacola plástica, da garrafa d'água, do celular e da bala, entre outros.

Todos os temas serão abordados também por meio de ilustrações que vão mostrar o conceito "de onde vem?" e "para onde vai?", para explicar que bens e serviços vêm de uma cadeia produtiva e causam impactos, da origem até o descarte do resíduo.

Jogos e atividades
O portal trará jogos on-line e sugestões para serem feitas também fora do computador. "Já parou para pensar quantas coisas legais você deixa de ver por usar sempre o carro, ônibus ou metrô?", é uma das perguntas do Akatu Mirim.

“Esperamos que a partir daí, as crianças se sintam motivadas a ir à escola a pé, por exemplo. E, com isso, elas estarão cuidando da sua saúde, do meio ambiente, já que estarão evitando a emissão de mais gases no efeito causados pelo uso excessivo do automóvel, que contribuem para as mudanças climáticas”, diz Mattar.

A atividade estimula os consumidores a deixarem o carro em casa. Assim, a criança se conscientiza e ajuda a mobilizar a família.

Por que ir sozinho para a escola? Que tal juntar os amiguinhos e irem todos em um só carro. Pais e mães podem se revezar levando a criança e menos carros estarão circulando, assim o trânsito melhora e jogamos menos gás carbônico na atmosfera, reduzindo o efeito estufa.

Animações
Vídeos animados apresentam a descoberta da matéria-prima, o primeiro uso em grande escala, até onde podemos encontrá-lo no dia a dia, sua importância para o ser humano e o mais importante: trata-se de uma fonte finita que precisa ser consumida conscientemente.

Mural
Os temas ainda podem ser discutidos no Mural, com enquetes e perguntas ao site, que de forma interativa, vai descobrir, com a colaboração dos internautas, como consumir com responsabilidade e tirar dúvidas sobre o conteúdo do site.

“Vale lembrar que consumir de forma consciente não é não consumir. É consumir menos e diferente, tendo no consumo um instrumento para o bem-estar, deixando de comprar por comprar”, explica Mattar.

Que tal começar hoje, propondo para seus pais deixar o carro na garagem e ir caminhando até a padaria comprar o pãozinho?

über-adoramos a ideia!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Que tipo de consumidor de vestuário você é?

 


 
Que tipo de consumidor de vestuário você é? Multiplicador, Seguidor, Funcional ou Independente? Estes são os 4 perfis do consumidor de vestuário identificados pela pesquisa realizada pelo IEMI. A pesquisa, que teve como foco a última compra, avaliou o comportamento de compra destes consumidores de moda e apontou que 56% dos multiplicadores, ou seja, os primeiros a comprar novidades, são do sexo masculino. “Um percentual menor, ou seja, 44% das mulheres, afirmaram ser as primeiras a comprarem novidades antes dos amigos”, afirma Marcelo Prado, diretor do IEMI.
 
Os Multiplicadores geralmente compram por impulso e representam 3% da população. Os consumidores com este perfil buscam status através da moda, valorizam marcas, qualidade, estilo e também se dispõem a pagar mais por isso. Entre os multiplicadores, 81,8% ou 43,9% do total dos entrevistados, gastam mais de R$ 200,00 por mês com roupa. Apesar de ter maior ocorrência nas classes A e B1 (60,4%), eles estão presentes em todas as faixas de poder de compra e em grupos jovens entre 15 e 24 anos. Os multiplicadores são também os que mais compram roupas para o próprio uso (85,7%) e os que menos compram para os familiares (1%).
 
Já os Seguidores de moda apresentam uma porcentagem bastante equilibrada entre homens e mulheres, sendo 50,4% e 49,6%, respectivamente. Eles também estão por dentro das últimas novidades, mas preferem comprar o produto no auge da venda, quando os preços não são tão altos. Para eles, o estilo de uma peça é mais importante do que a qualidade e buscam marcas que reflitam sua personalidade. Eles representam 39% da população e têm maior ocorrência entre jovens de 25 a 34 anos das classes B2 e C (58,7%).
 
Os consumidores que se preocupam mais em estar bem vestidos do que na moda são considerados Funcionais. Eles são práticos, procuram o equilíbrio entre preço e qualidade e preferem fazer suas compras nas épocas de liquidação, quando os preços já estão mais acessíveis. Os funcionais, apesar de estarem sempre bem vestidos, não têm influência entre as pessoas de seu convívio. Representam 50% da população e são mais freqüentes nas classes B2 e C (65,7%), entre 25 a 34 anos.
 
Os Independentes da moda representam 8% da população e não se importam com a moda ou marcas, buscam apenas conforto e praticidade pelo melhor preço. São mais freqüentes nas classes B2 e C, e em geral, homens maduros acima de 35 anos, que chegam a gastar quase 4 vezes menos do que um multiplicador. Os independentes podem efetuar as compras em qualquer fase de vida dos produtos, uma vez que sua decisão não depende das novidades do mercado.
 
Para 30,9% dos entrevistados, dentro de todos os perfis, o motivo principal da compra é substituir uma peça antiga, seguido de vontade de se sentir bonito (24,2%) e se dar um presente (17,6%). O item “um amigo comprou e eu quis igual” foi o menos votado por todos, não passando de 0,2%. As roupas casuais, com 40,5% dos votos, são as mais compradas por todos os perfis, seguidas do jeans (29%) e roupa social (10,3%).
 
Quanto à influência na hora da compra, 53,6% afirmaram estar sozinhos e o perfil que mais realizou este tipo de compra foi o independente, com 54,3%. A pesquisa também revelou que a exposição adequada do produto no ponto de venda estimula o consumo e 41% afirmam ter comprado por impulso, devido à atratividade do produto. O próprio local da compra, catálogos da marca, amigos e propagandas de TV são os meios que mais influenciam com eficiência, com 79,5% do total. Anúncios de jornais, revistas e outdoor são mais impactantes para os independentes, que se atentam mais a estas mídias para conhecer as promoções e o que as marcas estão oferecendo.

Então, você é Multiplicador, Seguidor, Funcional ou Independente? 
 
Fonte:ABIT

sábado, 27 de novembro de 2010

Varejo de Moda no Natal


Chegamos na época do ano mais esperada pelo varejo! É a época de grande movimento na loja, grande faturamento diário e muitos novos clientes. Portanto, grande oportunidade para testar estratégias e fidelizar. Não se esqueça que novos clientes conhecerão sua loja no melhor momento: toda decorada, cheia de vendedores e produtos, e eles, os clientes, com dinheiro para comprar e todos contagiados por um clima de muita felicidade. Não desperdice nenhum segundo deste período, lembre-se que é num clima de felicidade que as pessoas compram mais. Não deixe que a venda se encerre com a entrega do produto.

Prepare-se para transformar um simples cliente curioso ou um cliente estreante em sua loja, em um cliente em potencial!

Abaixo, descrevo três dicas para aproveitar neste momento de Natal. Agora mesmo comece a listar as melhorias e mudanças a serem feitas para conferir os resultados no seu caixa e nos próximos Natais.

1 – Treinamento para sua equipe.

Nesta época do ano, os lojistas geralmente contratam equipe extra, de funcionários temporários. É preciso colocá-la no “esquema da loja”. Mesmo que sejam temporários, para o cliente são como funcionários da loja e, portanto contribuem para a imagem boa ou ruim do atendimento. Por isso, mesmo que você tenha que investir um pouco mais em funcionários que daqui há 2 meses estarão fora da sua loja, não se esqueça que é sua imagem que está em jogo, e todo o investimento para a sua imagem vale a pena.

E, como sua loja vende moda, funcionários temporários também precisam estar com visual impecável, atualizado e com informações sobre as tendências de verão na ponta da língua. Os clientes percebem qualquer deslize, cuidado!

O treinamento da equipe fixa da loja também é imprescindível, principalmente para não se perder vendas. Não se esqueça: os clientes querem comprar, precisam comprar, e tem dinheiro para comprar. Este é a trilogia perfeita para sua loja lucrar! Portanto, equipe “em ponto de bala”!

E não se esqueça de motivá-los todos os dias. O cansaço é maior nesta época, mas pode ser atenuado com elogios, estímulos, e dicas!

Os clientes também podem estar cansados, portanto, bancos pela loja, água gelada e um guarda volumes levantam o astral de qualquer um, e os deixam animados para ficar mais tempo em sua loja. Cortesia e educação encantam sempre, ainda mais no natal e com loja cheia!

2 – Decoração impactante da loja e vitrines.

Toda decoração de loja fica mais fácil quando se tem um tema, e melhor tema para ser explorado do que o Natal não há! Mas é preciso ter cuidado para não cair no lugar comum. Criatividade já! Inove em sua vitrine! Mostre aos seus clientes que sua loja é diferente. Trate os símbolos do Natal de maneira inusitada! Crie cenários com os manequins, utilize seus produtos para criar uma árvore diferente, vista seu papai Noel de maneira fashion! A moda no Natal merece um visual diferente.

Criamos um blog na N.Marinho onde reunimos ideias diferentes de vitrines com os diversos temas. Acesse, há boas sugestões lá. http://vitrinenmarinho.wordpress.com./

Faça com que os clientes comentem sua decoração!

Faça mudanças todas às semanas, para criar expectativa entre os consumidores e gerar fluxo!

3 – Embalagens de presente para impressionar.

A maioria das compras feitas no Natal é para presente, isto é, seu cliente vai usar a sua loja e seus produtos para mostrar o quanto estima seu amigo, filho , parente. Por isso, a embalagem para presente tem que impressionar. Capriche nos pacotes, laços, enfeites e sacolas, por menor que seja o valor do produto comprado. É a chance de você encantar pelo menos duas pessoas, seu cliente e  o presenteado. Não é momento para economizar. Pense a longo prazo, é sua chance de atrair novos clientes e fidelizar!

Caro lojista,não perca tempo! Transforme este Natal no melhor de todos para a sua loja!


Por: Cristina Marinho

Consultora especialista em marketing e comportamento do consumidor.

domingo, 17 de outubro de 2010

Varejo para a Classe A

 

A pesquisa nacional por Amostra de Domicílios apresentada pelo IBGE no meio deste ano, constatou. Entre 2005 e 2009, mais de 200 mil famílias subiram ao que chamamos no Brasil de Classe A, o degrau mais alto da escada da riqueza. Esta classe econômica brasileira é quem tem renda mensal familiar superior a 20 salários mínimos, o equivalente a 10 mil reais por mês. Ao todo são mais de 7 milhões de consumidores, divididos em 2,4 milhões de famílias pelo Brasil! Não é um número a se desprezar.

Este crescimento faz entrar em lojas de luxo mais consumidores, e fez o setor crescer, criando uma expectativa de 20% no aumento do consumo no varejo de moda de luxo.

O varejo de moda para a Classe A tem algumas características e exigências um pouco complexas, principalmente no que se refere ao atendimento. Este consumidor mais abonado é bastante experiente em compras da maioria dos produtos, muito instruído, bem relacionado, mas tende ser infiel à loja. Qualquer deslize no atendimento, o faz trocar para qualquer uma das inúmeras ofertas de lojas para a Classe A no mercado.

Em depoimentos que obtive em muitas pesquisas realizadas nos últimos 10 anos junto a lojistas de moda de todo o Brasil, percebo que o sonho de 90% deles é vender para o público Classe A, e os que já vendem falam disto com muito orgulho. Vender para este público lhe dá reconhecimento, mostra que chegou ao topo, contudo o lojista esquece que a concorrência neste segmento é muito grande, e atraída por uma falsa “produtividade” no atendimento, e iludida com o “pouco esforço para muito ganho” em cada venda. O “muito ganho” pode até ser verdadeiro, contudo o “ pouco esforço” é falso.

Vender e agradar este consumidores é uma tarefa trabalhosa, e deve seguir algumas regras:
  1. Garanta exclusividade. Ao argumentar os benefícios de uma roupa, sapato ou acessório para uma consumidora desta classe, jamais utilize a expressão “Está todo mundo usando!”, pois ela vai odiar saber que outros usarão a mesma peça que ela escolheu. A expressão “ninguém tem este produto ainda” é sim um argumento forte e tranqüiliza o consumidor quanto à exclusividade.
  2. Mantenha um atendimento formal. Consumidores de Classe A não gostam muito do atendimento caloroso, com o toque e chamegos, pois confunde as hierarquias. Mantenha a simpatia e o respeito, mas tudo a uma certa distância e se mostre sempre disposto a lhe servir. Posturas como se abaixar para calçar o sapato para ele, ajudar a  vestir ou tirar o casaco para ele funcionam.
E desta mesma forma, trate o produto ao demonstrar para ele. Demonstre delicadeza ao tocar no produto, eleve-o com cuidado e guarde-o novamente na caixa ou cabide com todo esmero. O vendedor da loja de canetas Mont Blanc usa luvas brancas ao demosntrá-las aos seus clientes!
  1. Conheça sobre a origem e história do produto. Consumidores de classe Alta gostam de comprar produtos com “conteúdo”. Sua equipe deve conhecer a histórias das marcas, o estilo de seu designer, os detalhes sobre o tema da coleção. Informações como estas dão um charme a qualquer produto. Na rede catarinense de lojas Albore, se dá preferência às vendedoras que tem formação em moda e todas estudam sobre cada coleção de marcas expostas na loja. Ao final da semana, preenchem um teste com perguntas sobre o que aprenderam.
  2. Evite falar em preços inicialmente, principalmente para clientes homes. Os consumidores de classe alta apreciam o auto merecimento, querem simplesmente comprar o que gostam sem se importarem com o quanto aquilo custa. A verdade é que todas as pessoas querem saber o preço de algo, contudo isto não é o fator decisivo para as de classe A. Os homens, então como provedores e amantes do poder, percebem o interesse pelo preço como humilhante.
  3. Poupe tempo do seu cliente. Estes consumidores consideram suas horas muito caras, cada minuto perdido gera uma sensação de desperdício. Você precisa trazer tecnologia e o que for necessário na sua loja para evitar filas na hora de pagar ou esperas na hora de comprar.
E além do atendimento, alguns detalhes fazem a diferença no ambiente da sua loja:
  1. Exposições clean. Poucas peças e iluminação focada transmitem exclusividade e dão a um produto o requinte de como se fossem jóias expostas. Até mesmo a fachada da loja com letreiro discreto já transmite um ar elitista ao negócio. A loja de luxo Capoani, de Curitiba tem fachada discreta, que parece mais uma mansão de família do que uma loja de confecções.
  2. Decoração assimétrica. Isto é, objetos em posições inusitadas, misturas de materiais ou cores descombinadas tiram a obviedade de um espaço.  Os consumidores de classe alta não apreciam visuais óbvios. Eles conseguem e querem divagar sobre o que vêem. A loja Sergio K na Oscar Freire, inovou com decoração inusitada para os homens tão ricos e conservadores da Classe A paulistana. Colocou um lindo Porsche 550 Spyder prateado ano 1954 carro, dentro da loja exposto em uma das colunas, de cabeça para baixo.
  3. Entrada da loja discreta. Quanto mais luxuosa for a loja, menos e mais restrita será a sua entrada. Na loja Daslu, se entra somente pelo estacionamento, isto garante que pessoas com a intenção de entrar a pé na loja se sintam constrangidas. “Só entra quem pode” é a sensação que o consumidor de Classe Alta quer ter na sua loja preferida.
Caro varejista leitor, ao todo são 7 milhões de famílias dispostos a comprar e ser atendidos de forma especial.

Quem sabe você não consegue uma fatia deste bolo de... trufas importadas!

Entre em contato comigo através do e-mail cristina@nmarinho.com.br ou pelo site www.nmarinho.com.br
Por: Cristina Marinho
Consultora especialista em marketing e comportamento do consumidor.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

O futuro do Varejo de Moda - parte 3


O provérbio inglês “Observe to Serve”, que quer dizer algo como “Prever para prover” e de onde surgiu a necessidade de saber o que está para acontecer para se preparar e oferecer o que o consumidor necessitará, é o tema desta última parte da discussão sobre o futuro do varejo baseado nas tendências de comportamento do consumidor.

E sendo ele, o consumidor,a razão de existir de todo varejo, eis aqui como ele tem se comportado e como seu negócio pode tirar proveito disto.

1)    O consumidor de moda está cada vez mais rico e sofisticado!
Basta observarmos no Brasil, onde de cada 100 consumidores da Classe C, 30 sobem para a Classe B, que teremos a explicação para o perfil do novo consumidor: com mais dinheiro disponível e cada vez mais requintado em suas escolhas. Começa a entrar em suas lojas um consumidor com um terço do bolso livre para gastar com o que quiser e (cuidado!) querendo tratamento de rei, que nunca teve até então.

Dica para o varejista:
Prepare já sua equipe para oferecer atendimento “de primeira”.
O atendimento também deve estar preparado para ensinar este novo consumidor a usar ou falar o nome de alguns produtos que entraram recentemente em sua vida, como echarpe, pashmina, espencer, body e outros.
É preciso ser rígido com sua equipe de atendentes, pois os vendedores de moda tem fama de pedantismo e de serem seletivos. Os novos consumidores da classe B tem um certo recalque guardado por anos, e um simples olhar com julgamento por parte do vendedor, será imediatamente percebido e reprovado pelo consumidor.
Sua loja também deve apresentar qualidade desde os produtos até a decoração. Nada pode ser negligenciado. Este novo consumidor quer ter a sensação de que o mercado está esperando muito por sua estréia no mundo das compras de moda!
 
2)    O jovem consumidor dá muito valor ao design.
Atenderemos nas lojas de moda, cada vez mais consumidores que nasceram na era do belo.  Este consumidor está acostumado a ver a maioria dos produtos com design elaborado, desde embalagens, automóveis, arquitetura e até alimentos arrumados em pratos que mais parecem uma obra de arte.
O design é definitivamente fator de decisão.

Dica para o varejista:
Seja impecável em tudo que entregar ao consumidor: a sacola da loja, o cartão de visitas, as sinalizações e etiquetas de preço. Tudo deve ser feito com visual profissional e de bom gosto.
Tranquilize-se,  pois todo investimento em design será reconhecido pelo consumidor, que está disposto a preferir ou mesmo pagar um pouco mais para comprar em uma loja que ofereça além de produtos de bom gosto , o design em todos os aspectos.

O design vale como uma preocupação também quando sua loja escolher o uniforme dos funcionários, que devem ser com visual atualizado e compatível com o conceito da loja.
 
3)    Para o novo consumidor, comprar é uma atividade de lazer.
Diante da necessidade de otimização do tempo e preocupação com a segurança, as saídas às compras tem sido a principal atividade de lazer das famílias. Nesta tendência, o varejista que tem seu negócio em shoppings sai na frente, que é onde os consumidores resolvem seus dois atuais problemas: comprar em um lugar que entretenha toda a família e em segurança.

Dica para o varejista: transforme sua loja em um lugar divertido para se fazer compras. Sua loja precisa ter música, cheiro, cor, revistas atualizadas e atendimento de muito bom humor. Sem contar com estacionamento seguro e amplo.
Garanta entretenimento para filhos e maridos em sua loja, para que eles não se oponham a acompanhar sua cliente nas compras. (Falo só maridos e não esposas, porque elas costumam não reclamar de fazer compras!)

Proporcione diversão para o consumidor em sua loja antes mesmo de ele sair de casa, mantendo um site informativo, com jogos, dicas de moda ou links para blogs populares.

Nas lojas da marca carioca Farm, há uma espécie de radinho no provador para a consumidora escolher que trilha sonora quer ouvir. Muito criativo!

Sempre se lembre que quando estamos felizes e tranquilos, a tendência é que compremos mais!

Prezado leitor , finalizo esta série de dicas para sua loja estar muito bem no futuro, e sair na frente no dinâmico mercado do varejo de moda!

Por: Cristina Marinho



Consultora especialista em marketing e comportamento do consumidor.
Entre em contato comigo através do e-mail cristina@nmarinho.com.br ou pelo site www.nmarinho.com.br
 
Fonte:http://www.textilia.net/materias/ler/moda/moda-marketing/ponto_de_vista_o_futuro_do_varejo_de_moda_parte3

terça-feira, 17 de agosto de 2010

O futuro do Varejo de Moda - parte 2


Os varejistas de moda hoje representam 70% das lojas dos shoppings do Brasil. Este é um dado que mostra a importância deste setor, contudo também revela que a concorrência é grande! Por isso é preciso que sua loja acompanhe o que acontece com o consumidor, se diferencie e venda mais!

Em continuidade ao primeiro artigo da série, hoje apresento mais tendências do comportamento do consumidor que podem ser aproveitadas pelo varejo de moda.

Vamos lá!

1) O consumidor hoje está muito informado sobre tudo!

E isso é muito bom! Pois o consumidor que compra convicto, sempre se lembrará que na sua loja ele faz boas escolhas.

O consumidor hoje entende de assuntos que antes eram só restritos a profissionais especializados. Ele sabe o que quer dizer poliéster,pronuncia perfeitamente “ankle boot” e ficou sabendo que a Chanel lançou o esmalte Jade e foi sucesso. Enfim, caro lojista, quem entra na sua loja conhece de seu produto, muitas vezes, mais do que você.

Dica para o varejista: Você precisa informar ainda mais seu consumidor. Seja você o personal stylist dele! Ensine-o a fazer compras acertadas, para que confie em seus conselhos e fidelize.

Promova cursos de maquiagem, aulas de customização, ou “como amarrar lenços” e você será a fonte que proporcionará ainda mais conhecimento ao seu cliente!

E não se esqueça: mantenha sua equipe também muito bem informada sobre tudo o que acontece no mundo da moda. Vendedores de melhor nível intelectual serão cada vez mais exigidos pelos consumidores.
2) O consumidor está definitivamente digitalizado!
Está óbvio para o consumidor que todos os lojistas, amigos, clientes, enfim todo o seu mundo está conectável. É só ele acessar e pronto! E ele nem precisa mais se deslocar a um computador para se conectar, os smartphones estão juntinho dele e vão com ele a qualquer lugar.

Dica para o varejista: é isto mesmo lojista, não há mais como fugir e se esconder: sua loja tem que ter perfil no Orkut, no facebook, um twitter, um blog e por que não, uma Web Page. E isto só tem vantagens! Sua loja, além de se aproximar mais dos clientes, pode informar novidades e até vender mais, criando um outro canal para distribuir seus produtos. Digitalize-se já!
3) O consumidor está realmente engajado ecologicamente e socialmente.
Este é outro caminho sem volta! A geração que vem aí é extremamente consciente, principalmente contra qualquer desperdício. Como também, é uma geração mais disposta a se envolver em causas sociais, que envolvam preconceito ou desigualdade.

Dica para o varejista: Demonstre ao seu cliente a sua preocupação com o desperdício de sacolas, embalagens, cartões e tudo o mais que deixe claro que você está engajado.
Se envolva em alguma ação social na sua cidade ou ajude a melhorar a vida de seus funcionários, com cursos, dia com a família, etc. E não se esqueça de fazer com que seu cliente saiba disto, senão de nada adiantará, sua imagem continuará igual.

Apenas tenha cuidado com as ecobags, que já estão saturadas. Não conseguem mais impactar os consumidores. Eles estão cheios delas em casa e usam só uma ou duas delas. Sacolas da loja biodegradáveis, como tem feito a Zara, impressionam mais no momento!


Por: Cristina Marinho



Consultora especialista em marketing e comportamento do consumidor.
 
Entre em contato comigo através do e-mail mailto:cristina@nmarinho.com.br?subject=Ponto%20de%20vista ou pelo site http://www.nmarinho.com.br/

quinta-feira, 11 de março de 2010

Pesquisa revela hábitos de consumo feminino


Ibope Mídia publica pesquisa que traça hábitos e comportamentos da brasileira quando o tema é consumo. O levantamento aponta que 67% das mulheres realizaram compras pessoais (excluindo bebidas e alimentos) nos últimos 30 dias, em contrapartida ao índice de 58% do público masculino.

“As mulheres, de maneira geral, gostam de variar marcas, procuram preços mais baixos e afirmam que vale a pena pagar um pouco mais por produtos de higiene pessoal de boa qualidade”, destaca Juliana Sawaia, gerente de marketing da instituição.

Entre as entrevistadas que foram às compras, 78% declaram ter comprado roupas femininas, 60% calçados, 43% roupas para homens e 39% roupas para crianças e bebês. As lojas de rua e os shoppings, respectivamente, são os locais preferidos.

O comércio eletrônico e a troca de opinião na rede vêm ganhando força entre elas: 10% garantem trocar experiências na internet, avaliando a qualidade dos produtos. A diferença para os homens, tradicionalmente mais interessados em tecnologia, é pequena, de 13%.

As categorias mais comentadas pelas mulheres são as de telefones celulares (31%), equipamentos de TV, vídeo e som (28%), roupas (23%), vida saudável, exercícios e alimentação (17%).

O estudo foi realizado nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Fortaleza e Brasília, e nos interiores de São Paulo e das regiões Sul e Sudeste, com pessoas de ambos os sexos, das classes AB, C e DE, com idades entre 12 e 64 anos.

Fonte:http://www.usefashion.com/categorias/noticias.aspx?IdNoticia=83145

terça-feira, 9 de março de 2010

Consumo consciente ainda é pequeno, mas vai crescer no Brasil

Brasileiro vem procurando versões mais sustentáveis dos produtos, está mais crítico em relação às empresas e poderá usar a tecnologia para compartilhar informações.

O comportamento do consumidor no Brasil vem mudando quando o assunto é sustentabilidade. De acordo com o dossiê elaborado pelo portal UnoMarketing em parceria com a consultoria MobConsult e com a revista Ideia Socioambiental, dois em cada 10 brasileiros já levam em consideração o compromisso socioambiental da empresa antes de colocar um determinado produto no carrinho. O nível de engajamento ainda é pequeno se comparado a consumidores dos Estados Unidos e dos países da Europa, mas a mudança de hábito indica que esses números só tendem a aumentar, principalmente com a utilização de novas tecnologias.

A pesquisa constatou que nos últimos 10 anos os consumidores brasileiros têm estado mais atentos e críticos em relação às atitudes tomadas pelas empresas. Além disso, eles têm expectativas positivas com relação às empresas que estão 20% acima da média mundial e uma avaliação negativa que está três pontos acima da média de outros países. Há uma desconfiança maior quanto às informações passadas pelo varejo em geral e, de certa forma, essa atitude está atrapalhando a expansão do consumo consciente no país.

 “A verdade é que o brasileiro põe muita expectativa nas ações das empresas e, ao ver que muitas vezes elas são apenas retórica, ele fica decepcionado. Há um gap muito grande entre o que ele espera e o que fazem efetivamente as empresas”, ressalta Ricardo Voltolini (foto), jornalista e publisher da revista Ideia Socioambiental, em entrevista ao Mundo do Marketing.


Consumo excessivo vira fator de exclusão
As redes sociais, tais como Twitter, Facebook e Orkut, também são grandes canais onde a lógica do ‘comprar excessivamente’ tem sido posta em xeque. Há muitos movimentos pró-consumo nessas ferramentas, mas o que foi observado no dossiê é que também há ações sendo feitas no sentido de despertar um comportamento mais consciente.

“Detectamos que o consumo excessivo já não é visto com bons olhos. As pessoas estão começando a prestar atenção na geração de resíduos e a pensar nas necessidades de realizar ou não uma compra. O mundo pede que sejamos mais rápidos e, com isso, temos de recorrer a alternativas que possam corresponder a essa rapidez. Embora a tecnologia nos ajude, ela também nos induz a uma obsolescência forçada”, diz Luís Bouabci, especialista em rede da MobConsult.

Smartmobs e geração mais colaborativa
A mobilização via tecnologias tem sido uma tônica nos últimos anos. Um exemplo disso foi o que ocorreu na Espanha, após o atentado na estação de Atocha, em 2004. Vários espanhóis enviaram mensagens via SMS para que todos se reunissem em favor dos mortos. Nessas mensagens, a repetição da palavra “pásalo” (repasse) tornou-se um ícone. O resultado veio dias depois, quando as pessoas se reuniram de maneira espontânea para protestar contra o governo por ter ocultado dados sobre a verdadeira causa do atentado. Os mobs são uma maneira inteligente, segundo Bouabci, de expandir os conceitos e ajudar na difusão de um pensamento mais consciente de consumo.

Além disso, a geração atual, mais ligada na internet e em tecnologias, está crescendo em um ambiente colaborativo. “Troca de dados e mensagens, fóruns e redes de discussão já estão na ordem do dia. O melhor exemplo disso é o Linux e o Mozilla Firefox. Diferentemente da geração que tem 30, 40 anos, os jovens de hoje estão mais dispostos a compartilhar ideias e trabalhar em conjunto”, conta Bouabci.

 Mídia tem papel essencial

Grande parte dos fabricantes ainda não investe na transparência quando o assunto é rotulagem de produtos. Embora o Brasil ainda apresente uma alta taxa de analfabetismo funcional, a tendência é que o consumidor busque mais informações nos rótulos e siga o que está sendo observado no mundo. A mídia, nesse ponto, tem um papel importante para fazer valer essas mudanças.

“O que se vê hoje em dia é que os profissionais de comunicação têm uma grande dificuldade para entender essas questões socioambientais e passá-las por meio de uma ação, de uma reportagem ou de uma campanha. Esse dossiê tem o objetivo de trazer informações para que eles possam entrar em contato com uma comunicação mais consciente e entendê-la melhor”, diz Paula Faria (foto), idealizadora do portal UnoMarketing, em entrevista ao site.


Fonte:http://www.mundodomarketing.com.br/10,13281,consumo-consciente-ainda-e-pequeno-mas-vai-crescer-no-brasil.htm

segunda-feira, 1 de março de 2010

Comportamento: classes e estilos de pensar

Na Antropologia, ciência que privilegia os métodos qualitativos de pesquisa, quando definimos os nossos objetos de estudo, costumamos adotar uma categoria do senso comum ou “nativa” que os classificam pelas suas práticas comuns, como, por exemplo, “os marombeiros”, “os swingers” etc. Em geral, nesses casos, não há questionamentos sobre quem são os nossos pesquisados.

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No entanto, quando pesquisamos fenômenos como o consumo, que não dá nome a um grupo em particular, esbarramos sempre em dificuldades para definirmos o nosso objeto de estudo, assim como na “desconfiança” de quem nos lê, especialmente quando não se trata de consumo de luxo nem de consumo popular.  

 consumo

Definir aqueles que estão no meio, que não são apenas uma coisa ou outra, não é tarefa das mais simples. Quando utilizamos conceitos como o de “camadas médias urbanas” para definirmos o nosso objeto de estudo fica sempre a dúvida sobre de quem estamos falando. Para aqueles que ainda duvidam da legitimidade dos dados coletados em trabalho de campo, conceitos como esse são apenas artifícios para nos referirmos à meia dúzia de conhecidos que entrevistamos em nossas pesquisas.

O curioso é que, quando se trata de pesquisas, em geral quantitativas, que se referem aos pesquisados como sendo das classes A, B, C, D ou E, a partir de critérios muitas vezes questionáveis, as críticas não são tão duras.

 classes sociais

No último Seminário Internacional de Comportamento e Consumo do SENAI CETIQT, Alberto Carlos Almeida, Cientista Político que se tornou especialista em testar teorias qualitativas por meio de métodos quantitativos, como fez com as teorias de Roberto DaMatta sobre o Brasil em “A Cabeça do Brasileiro”(Ed. Record, 2007), nos mostrou que, quando se fala em classes, é a “Classe C”  a que  melhor representa o Brasil. É aquela que tem os mesmos desejos de consumo da classe A/B e que tem um discurso que se situa “na média”, comparado com o das demais classes.

Uma  boa ilustração para essa discussão foi um episódio de 2009 do programa “A grande família”, transmitido pela Rede Globo de Televisão, que abordou as  mudanças comportamentais relativas aos usos da Tecnologia da Informação e da Comunicação na vida cotidiana dos indivíduos dessa “classe C”, representada pela família de Lineu e Nenê e seus vizinhos.

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 Nesse episódio, a personagem Nenê confessou à amiga Marilda que tem o hábito de entrar na internet, escolher produtos, fazer a compra e, na hora de pagar, não completar o processo. Tudo só para sentir o prazer momentâneo de estar comprando algo que gostaria muito, mas que não tem dinheiro para comprar. No caso, um fogão em aço inox, com seis bocas. 

 fogao

Marilda, se dizendo entediada devido à monotonia da sua vida, sem um príncipe encantado, namorado ou marido, também entrou na brincadeira de Nenê e passou a fingir comprar casacos e roupas de frio para uma suposta viagem à Europa.
-“Escandinávia maravilhosa, 23 dias, ou Paris Incrível, 15 dias?”, perguntou-se. “Vou escolher Paris, é mais romântico”.

 Quando percebeu que Marilda tinha se viciado na brincadeira, Nenê tentou convencer Marilda a largar o computador, os seus sonhos de classe A/B, e ir se divertir com ela e Lineu no “Petisco da Velha”.

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 Atraída pela realidade virtual, Marilda se recusou a trocar Paris pelo Petisco da Velha. Afinal, em Paris, ela estava sentindo o friozinho da noite, num Bistrô próximo à Tour Eiffel, tomando um vinho francês, acompanhada do seu príncipe encantado.

Como revelam os dados da pesquisa realizada por Alberto Carlos Almeida, os sonhos de consumo da classe C são os mesmos das classes A/B. O que significa dizer também que distância ou proximidade de classe não se confunde com distância ou proximidade no “estilo de pensar”.  


Fonte:http://www.cetiqt.senai.br/blog/comportamento/?p=1035

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Em 2010 o consumidor está ainda mais conservador, conectado e difícil de agradar


O relatório “10 Crucial Consumer Trends for 2010”, do site Trendwatching.com, deixa claro que o relacionamento entre a sociedade de amanhã e as marcas mudarão radicalmente no próximo ano.

Mas o que será luxo nos próximos anos? A resposta é: “Tudo o que você quiser que seja”. Não há limites para o luxo, pois ele depende do “olhar” de quem o vivencia. Aplicando essa tendência ao mundo da hospitalidade, os hotéis deverão se tornar ainda mais inovadores para manter sua relevância na mente do hóspede.

Redes sociais (web 2.0), consciência ambiental e responsabilidade social são alguns itens que deverão fazer parte da estratégia dos negócios de luxo que almejam um futuro sustentável. Além disso, a entrega de produto / serviço “único”, ao invés de caro, deve ser o carro chefe para a entrega da “promessa da marca”.

De acordo com um Estudo do Consumidor, chamado “Spending & Saving Tracker”, lançado no segundo semestre de 2009 pela American Express, há um ano, dois terços dos típicos clientes do mercado de luxo disseram que pretendem gastar em roupas (43%), jantar fora (47%) e viagens de férias (56%).
Na última Luxury Travel Expo, que ocorre anualmente nos Estados Unidos, algumas tendências ficaram claras:

1. Mais viagens em família
Com as pessoas tendo filhos mais tarde e os avós ainda tendo mais condições financeiras que os pais, a velha idéia de que luxo e viagens em família não combinam está acabando.
Não é difícil você chegar a um hotel de luxo hoje em dia e encontrar a piscina cheia de crianças, um Kid´s Club parecendo a Disneylândia, muitas reservas de apartamentos conectados e inúmeros “amenities” infantis. Além disso, os “Concierges” estão sendo cada vez mais requisitados por excursões, passeios de aventuras e parques.

2. Experiências ainda mais profundas
Já se foi o tempo em que fazer compras em Milão ou Paris impressionava os amigos. Agora, o que vale é visitar lugares que nunca ninguém ouviu falar. Viagens de aventura, voluntariado e destinos exóticos estão no “cardápio do dia” para os viajantes de luxo. Lugares como Colômbia (recomendo Cartagena de Índias em especial), Nicarágua e Guatemala têm sido cada vez mais procurados na América Latina. Não é raro vermos turistas com alto poder aquisitivo viajando como “backpackers” (mochileiros), querendo se integrar à comunidade local e buscando experiências autênticas ao invés de ficarem presos no “mundo artificial” dos hotéis de alto luxo, que já não os surpreende mais.



3. Crescente procura por hotéis e viagens “verdes”

Os hóspedes estão cada vez mais exigentes em relação às práticas ambientais dos hotéis - 44% deles preferem hotéis com “consciência ambiental”. Luxo e “eco-friendly” são dois conceitos que devem caminhar juntos daqui para frente.

Mesmo com um 2009 difícil e uma baixa de 25% nas viagens de negócios, o lazer continua em alta. Os destinos de luxo da América Latina saíram muito bem da recessão (com exceção da Argentina, que já amargava uma crise interna quando a mundial chegou), em comparação com o restante do mundo, principalmente Europa e Estados Unidos.



Para 2010, o Tripadvisor, após pesquisa com 3.000 turistas americanos, afirma que 41% das pessoas gastarão mais em viagens e 92% farão duas ou mais viagens no próximo ano (diferente dos 89% de 2009). Para completar a pesquisa, 66% afirmaram que a economia não afetará seus planos de viagens em 2010.
O ITB World Travel Trends Report, realizado com 60 experts em turismo de 30 países, confirmou que 2009 foi um ano difícil em função da insegurança do consumidor. No ano de 2009 foram batidos todos os recordes de “last-minute booking” (reservas de última hora), dificultando enormemente a possibilidade de um correto forecast (previsão de negócios).

Com todo esse cenário descrito, os hotéis de alto padrão já se preparam para as novas tendências. Luxo na hospitalidade tem a ver com experiência e não excesso. Um serviço excepcional é uma arte. Aliás, exceder as expectativas dos hóspedes é resultado de paixão e acreditar que tudo é possível. E que o impossível pode, no máximo, demorar um pouco mais. Em geral, o verdadeiro luxo é, de longe, muito mais etéreo do que material.

O luxo e a hospitalidade não devem somente satisfazer, mas inspirar. Não somente exceder expectativas, mas transcendê-las. E, finalmente, oferecer um valor percebido muito além da sensação do preço.
Na última ILTM (International Luxury Travel Market), que ocorreu em Cannes em dezembro de 2009, vários profissionais, referências no segmento do turismo de luxo mundial, expuseram seus conceitos de luxo. Tom Storey, Presidente da Rede Fairmont Hotels definiu a estratégia da marca: “O truque é unir o produto à história e criar memórias.”

Daniel Levine, expert em tendências e fundador da Avant-Guide Institute sugeriu que luxo é resultado de experiências com muito significado. A natureza dessas experiências é diferente do ano passado e mudará para o próximo. Estamos falando agora de educação, conhecimento e crescimento pessoal.

No artigo “Luxury Hospitality: Back to the Future”, da Revista Hotels, vários executivos do setor definem o luxo na hospitalidade dos mais variados pontos de vista. Mas o que realmente define luxo não é dar mais ou necessariamente ser o mais caro, mas fazer as coisas certas de maneira surpreendente. Em se tratando de hotelaria, é possível tangibilizar isso quando o capitão porteiro cumprimenta o hóspede pelo nome, mesmo sendo sua primeira hospedagem ou conhecendo a marca de seu café preferido e oferecendo a ele a qualquer hora do dia, mesmo não constando no cardápio.



Nos últimos anos, a hospitalidade de luxo se transformou em um “estado de riqueza” para um “estado de espírito”. O “estilo de vida” mudou para “a arte de viver”. No futuro, o consumidor de hotelaria de luxo considerará seus gastos como investimento, onde o ROI (return on investment) é tornar sua vida mais agradável, tanto pessoal quanto profissionalmente. Hóspedes escolherão uma marca em particular baseados nos benefícios, experiências e significados pessoais que o hotel poderá contribuir para suas vidas.
No Brasil, de acordo com a fornecedora de informação de crédito de consumidores e empresas Equifax, é esperado um aumento da inflação devido ao aquecimento da economia e conseqüente aumento da demanda para 2010.

Considerando a linha de investimento de 1 bilhão de reais que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) pretende  colocar à disposição para o setor hoteleiro em 2010, o foco deverá ser nas categorias de luxo e low-cost.

De acordo com o Diretor da ABIH-Nacional (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis), Alexandre Sampaio, o setor deve se voltar à categoria de luxo nos próximos anos, aquela em que as diárias superam os US$ 300. Além disso, os empreendimentos urbanos ganharão mais força que pousadas e resorts.

O cenário é positivo, mas também exigirá investimentos altos em infraestrutura para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Não é à toa que as marcas Four Seasons e Jumeirah já pensam em novos projetos de hotéis de alto padrão no Brasil nos próximos anos. É o nosso país (ainda emergente, mas amadurecendo rápido) se consolidando no mercado de luxo mundial. Bons ventos.


Fonte:http://www.gestaodoluxo.com.br/

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