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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Abit propõe novo sistema tributário para confecções

O ano novo começou com velhos problemas no setor têxtil brasileiro. O déficit na balança comercial atingiu o patamar de US$ 5,3 bilhões em 2012, e a estimativa para 2013 é chegar a US$ 5,8 bi. A produção de têxteis (fios, tecidos e malhas) apresentou queda de 4,6%, enquanto a de artigos confeccionados caiu 10,5%. Por outro lado, as importações de vestuário fecharam o ano em US$ 2.177 milhões, devendo alcançar US$ 2.754 milhões em 2013. A estimativa para o nível de emprego não é animadora, com redução de mais de 130 mil postos de trabalho no setor,  segundo  o IBGE, que mede empregos diretos e indiretos no País.

Estes dados foram apresentados pelo presidente da Abit – Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção, Aguinaldo Diniz Filho, durante entrevista coletiva, realizada na sede da entidade, no último dia 21. Apesar dos números desfavoráveis, Diniz Filho, que também é presidente da Cia. de Fiação e Tecidos Cedro e Cachoeira, a mais antiga tecelagem em funcionamento no Brasil, com 140 anos de fundação, não está pessimista e garantiu que buscará audiência com o governo federal, para mostrar a importância da cadeia têxtil no contexto social e econômico do País. “Não vamos ficar olhando apenas no retrovisor, nosso objetivo é seguir em frente, visando um futuro melhor. A presidente Dilma tem ouvido e atendido reivindicações de setores importantes da economia brasileira e, seguramente, o setor têxtil/confecção tem que estar entre eles, pois é o segundo maior empregador do Brasil, tendo 85% de sua força de trabalho formada por mulheres. Em 2012, apesar do baixo crescimento, investiu U$ 2,2 bilhões em modernização, design, tecnologia, moda e meio ambiente, para tornar-se mais competitivo”.

O presidente da Abit apresentou aos jornalistas uma simulação da proposta de  Regime Tributário Competitivo para a Confecção, o RTCC, que visa desonerar, simplificar e desburocratizar a carga tributária que incide sobre as confecções. A proposta, que será enviada ao governo federal em março, espera criar 300 mil novos empregos no setor, em todo o Brasil, até 2025.

Sistema tributário diferenciado

Depois de fazer um balanço das medidas tomadas até agora pelo governo federal em favor da indústria como a desoneração da folha de pagamentos, redução do custo de energia elétrica, ampliação da margem de preferência  para produtos nacionais em compras governamentais, entre outras, Aguinaldo Diniz Filho disse que elas foram positivas, mas ainda não suficientes para equilibrar o setor. “A confecção é o elo da cadeia que mais emprega e justamente, é a que vem sendo mais penalizada com o aumento crescente das importações de vestuário. Estes produtos entram no Brasil com preços baixíssimos que nossa indústria não consegue competir, devido à elevada carga tributária, desvalorização cambial, além de custos de transporte e logística. Por esta razão, depois de realizarmos um estudo detalhado, vamos encaminhar ao governo o RTCC, reivindicando principalmente a desoneração de tributos sobre as confecções que, em sua maioria, é formada por pequenas e médias empresas, espalhadas por todo o País”.  O presidente da Abit afirmou que o novo sistema, se aplicado, poderá aumentar em 69% a produção física da cadeia têxtil e abrir novos postos de trabalho.

Sobre a efetividade do Regime Tributário Competitivo da Confecção, Aguinaldo Diniz Filho argumentou: “Vamos mostrar ao governo que este novo regime é imprescindível para a manutenção das nossas empresas. Queremos que a redução da carga tributária possa compensar a concorrência desleal dos importados”, ressaltou.

O dirigente disse ainda que do total de tributos que incidem sobre as indústrias do setor, 18% são impostos federais. Citando o sistema Simples de Tributação – que integra e reduz o pagamento de impostos e contribuições das microempresas e empresas de pequeno porte – cuja receita bruta anual não pode superar R$ 3.6 milhões, Aguinaldo Diniz Filho, argumentou que este teto acaba limitando o crescimento das empresas, que não ousam em aumentar o faturamento para não perder o beneficio. Ele sugeriu que um novo sistema poderia ampliar e horizontalizar este patamar, incluindo todas as empresas com um faturamento que fosse, pelo menos, o dobro do estipulado hoje pelo Simples. “Esta é uma ideia que poderia ser avaliada, mas não quero adiantar nada, antes de o RTCC ser encaminhado à Brasília”.

Se dizendo um “otimista cauteloso”, o presidente da Abit, que encerra este ano seu mandato de seis anos à frente da entidade, também está confiante em relação ao pedido de salvaguarda, protocolado em agosto de 2012, abrangendo 60 produtos de confecção que representam 82% das importações vindas da China. “O Governo pediu atualização dos dados e a Abit  enviará o mais rápido possível. Nosso objetivo é conseguir a abertura das investigações para que medidas cabíveis sejam tomadas. Não estamos pedindo proteção, e nem somos contra as importações, apenas queremos uma competição justa”.

Ao final da entrevista, Diniz Filho concluiu: “O setor têxtil e de confecção brasileiro tem enfrentado inúmeras dificuldades, mas não podemos nos intimidar. É preciso olhar para frente e vislumbrar as oportunidades. E é justamente este o nosso objetivo com o RTCC, resgatar a competitividade do segmento, pois não há país forte sem uma indústria de transformação forte”.

Fonte:Textília.net
Por: Marcia Mariano
Fotos: Divulgação

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Indústria têxtil espera crescer até 2% em 2013


A Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit) prevê um crescimento de até 2% na produção do setor têxtil e de confecções neste ano. A entidade considera também a possibilidade de o desempenho ficar estagnado, com variação nula na comparação com 2012.

Para o varejo de vestuário, a Abit projeta expansão de 4% em 2013, em volume.

De janeiro a novembro do ano passado, houve queda de 4,6% na produção do segmento têxtil e retração de 10,5% no de vestuário. O varejo de moda avançou 3,4%, com aumento de 19,6% nas importações no segmento.

O presidente da entidade, Aguinaldo Diniz Filho, projeta um ano de 2013 "melhor" do que o de 2012, diante da expectativa de o crescimento do PIB ser maior.

Além disso, afirma Diniz, medidas tomadas em 2012 como desoneração da folha, redução do custo da energia, fim da guerra dos portos e queda na taxa de juros devem "amadurecer" e afetar positivamente o setor.

A lenta recuperação dos mercados desenvolvidos diante da crise, destaca Diniz, é um fator de preocupação. "A busca de mercados alternativos como forma de escoar o excedente produtivo dos nossos principais concorrentes internacionais às vezes ocorre de forma predatória", diz, referindo-se à invasão dos produtos chineses.

Medido em dólares, o faturamento do setor têxtil e de confecções, de acordo com a Abit, deverá encolher de US$ 56,7 bilhões para US$ 53 bilhões neste ano. A queda reflete o efeito do câmbio e também o não repasse de aumento de custos para os preços, afirma Diniz.

(Marina Falcão | Valor)

domingo, 7 de outubro de 2012

Setor têxtil deve reagir com entrada do verão


Com a entrada do período sazonal, marcada pela início da temporada primavera/verão, considerada mais lucrativa comercialmente, a indústria têxtil/ de confecção se prepara para melhorar suas vendas. Na avaliação dos empresários, a desoneração da folha de pagamento, medida de estímulo implementada pelo governo federal, só trará resultados no médio prazo, talvez, a partir do primeiro semestre de 2013.

Tradicionalmente, o segundo semestre sempre é mais aquecido. O mês de julho, inclusive, já apontou uma queda menor na produção física se comparado aos meses do primeiro semestre de 2012 quando a redução foi mais acentuada.  Além da sazonalidade, o câmbio um pouco mais favorável e a redução de juros, na avaliação dos analistas, estão ajudando na lenta recuperação do setor. No entanto, os empresários alegam que ainda está longe do desempenho ideal de anos anteriores. “O governo tem tomado decisões na direção correta, mas elas são paliativas e não anulam a concorrência predatória dos asiáticos. O setor têxtil precisa de um regime tributário específico e competitivo como existe em outros países concorrentes”, insiste Agnaldo Diniz Filho, presidente da Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção).

Varejo continua importando


No acumulado de janeiro a julho deste ano, a produção do segmento de vestuário caiu 12,04% e da indústria têxtil, 6,1%, em relação ao mesmo período de 2011. O varejo de produtos confeccionados, por sua vez, cresceu 1,79%. “Esse descompasso entre produção e varejo evidencia o quanto vem aumentando a participação das importações asiáticas no mercado brasileiro. Enquanto não tivermos um regime tributário competitivo, seria muito importante, neste momento, a adoção de salvaguardas para o vestuário, cujo pedido já protocolamos no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior no dia 23 de agosto”, afirma o presidente da Abit.

De janeiro a agosto, as importações têxteis e de confecção somaram US$ 4,42 bilhões, um aumento de 9,3% em relação a igual período do ano passado. Levando em conta somente o vestuário, o incremento, segundo a Abit, foi de 32,5% nos primeiros oito meses de 2012, em comparação ao mesmo período de 2011, registrando US$ 1,46 bilhão. Por outro lado, as exportações apontaram queda de 9,8%, baixando a US$ 855 milhões. Com isso, o déficit acumulado na balança comercial do setor têxtil, de janeiro a agosto de 2012, é de US$ 3,57 bilhões (excluída a fibra de algodão).

 Panorama setorial

 De acordo com dados do IBGE, de janeiro a julho de 2012, a produção da indústria têxtil recuou 6,1%, e o segmento de vestuário teve queda de 12,04%. No entanto, a queda de julho foi bem menor que os meses anteriores, mostrando uma lenta recuperação pela sazonalidade.



abr/12
mai/12
jun/12
jul/12
-7,52
3,8
-3,57
-2,38
-11,78
-10,5
-14,1
-6,36

Nos primeiros sete meses do ano, o varejo teve um desempenho positivo de 1,79% em volume de vendas e 5,56% em receita nominal. No comparativo julho 2012 e julho 2011, o crescimento foi de 5,52% em volume de vendas e 7,58% em receita nominal. Já no que se refere ao emprego, com uma queda menor na produção, segundo o CAGED, o setor demitiu menos do que contratou no mês de agosto e o saldo de empregos ficou em 1.679 contra 643 registrados no mesmo mês do ano passado. No entanto, o setor têxtil/confecção contabiliza, no geral, a perda de 12.703 postos de trabalho nos últimos 12 meses.

Fonte: Portal Textília.net
Edição: Marcia Mariano
Fonte: Ricardo Viveiros Oficina de Comunicação

sábado, 16 de junho de 2012

Über-Green: Brasil pode liderar o “novo luxo” na moda

 
Nada de brilhos suntuosos, texturas plásticas ou superfícies metálicas. O novo conceito fashion, defendido por Oskar Metsavath, diretor da grife Osklen, deve ser um produto sofisticado sim, mas de origem sustentável.

A ideia foi debatida na Bienal de São Paulo, durante apresentação do projeto ‘Traces’, fruto da cooperação ítalo-brasileiro que rastreou a pegada de carbono e os impactos sócios ambientais de seis artigos produzidos pela marca. O encontro, realizado na Sala 3, antes do início dos desfiles da São Paulo Fashion Week, contou com as presenças do ministro italiano Corrado Clini, do Meio Ambiente Terra e Mar (IMELS) e da coordenadora Martina Hauser; Mario Garnero, presidente do Fórum das Américas, Rafael Cervone, diretor do Programa TexBrasil, da Abit e Paulo Borges, diretor criativo do SPFW, mediador do evento.
Embora de muletas, devido a um acidente sofrido recentemente, Oskar Metsavaht, que também é presidente do Instituto-e, estava muito entusiasmado com a possibilidade de expandir o projeto, do qual é pioneiro no Brasil. “Não temos que ficar competindo com produtos baratos da Ásia, ou com a moda iconográfica dos Estados Unidos ou da Europa, que deixou de ser elegante para ser esnobe. Hoje, o novo luxo é a inovação aliada à produção sustentável. É a inclusão social em sinergia com criatividade e design. É possível fazer algo bonito, sofisticado e de valor sem agredir a natureza. O Brasil tem tudo para ser protagonista deste novo luxo”, defendeu o empresário e ativista ambiental.
O Instituto-e é uma associação privada civil sem fins lucrativos, criada e sediada no Rio de Janeiro, voltada para a promoção da vocação do Brasil como “país do desenvolvimento sustentável”. Visa sensibilizar a sociedade e dar visibilidade a temas, projetos e parceiros envolvidos com o desenvolvimento social, ambiental, cultural e econômico. A entidade atua também nas esferas da educação e da promoção social.
Parceria ecológica
Não menos animado, o ministro italiano disse que “países irmãos como Brasil e Itália” podem criar juntos um novo mercado de produtos que despertem o desejo do consumo consciente. “Eu acredito que o projeto Traces será o primeiro passo, o primeiro bloco de um programa ambicioso de autogestão da indústria em adotar a pegada de carbono como balizador para o desenvolvimento de um novo ciclo produtivo. Tenho certeza de que os europeus estão prontos a pagar mais caro para enfrentar este desafio”, ressaltou Corrado Clini. Segundo o ministro, o governo da Itália já investiu até agora 8 milhões de euros, sendo 1 milhão de euros só no Traces, para os projetos sustentáveis no Brasil. Além do setor têxtil/moda, há ações no campo da bioenergia e alimentos orgânicos.
Clini informou que foi lançado, há duas semanas, em São Paulo, o projeto para a produção da segunda geração de biocombustíveis, que utiliza rejeitos (bagaços) da cana de açúcar. “A primeira geração era derivada da própria cana, porém, a produção de biomassa não pode afetar a segurança alimentar. Esta é uma questão muita discutida hoje nos países emergentes. Como conciliar produção sustentável como necessidade de ser reduzir a fome e a pobreza. Ao utilizar o bagaço, subproduto da cana direcionada para usina de açúcar e álcool, é possível conciliar o aproveitamento da mesma fonte de matéria prima em outras cadeias de valor”, defende o ministro italiano.
O que é o projeto Traces
Em junho de 2011, o Instituto e o Ministério do Meio Ambiente da Itália, em parceria com o Fórum das Américas e o Senai-Cetiqt, do Rio de Janeiro, rastrearam a pegada de carbono e os impactos socioambientais de seis e-fabrics® (materiais sustentáveis) usados pela marca Osklen para a produção de artigos de moda. Os materiais foram: algodão orgânico, algodão reciclado, couro de peixe Pirarucu, juta da Amazônia, malha feita de fibra de garrafa PET reciclada e seda orgânica. Especialistas de ambos os países estudaram a cadeia de produção de cada um desses seis produtos para conferir o manejo sustentável, identificar aspectos sociais e avaliar as emissões de gases de efeito estufa. Os técnicos também observaram possíveis medidas de mitigação para minimizar os impactos ambientais durante o ciclo de produção das peças. A equipe viajou pelo Brasil de Norte a Sul durante quase um ano, colhendo e compilando dados. Os resultados indicam como os impactos ambientais da produção da Osklen são mínimos se comparados com os da indústria têxtil convencional e como seu fomento evita que questões sociais da maior gravidade.



Alguns produtos da marca, como as bolsas confeccionadas em uma cooperativa de reciclagem de lixo de Marambaia, em São Gonçalo, Rio de Janeiro, já foram expostas no MoMA - Museu de Arte Moderna de Nova Iorque.
Desafios para continuidade
Rafael Cervone, diretor do Programa TexBrasil, disse que o projeto é um grande desafio para a indústria têxtil brasileira que ainda precisa ser mais eficiente no que se refere à produção sustentável. Ele, entretanto, revelou alguns avanços já conquistados pelas empresas brasileiras, que engloba 30 mil estabelecimentos (fiação à confecção): 23% delas já têm créditos de carbono. 56% possuem programas de reflorestamento, 63% reutilizam águas industriais e mais 3 mil possuem certificações ambientais.

Já Mario Garnero, presidente do Fórum das Américas, elogiou a iniciativa da Osklen de apostar em um projeto pioneiro no Brasil. “Oskar Metsavath é um ambientalista prático. Não é teórico. Ele provou que é possível fazer moda de bom gosto e valor agregado com ação social e preservação da natureza. Por isso, apoiamos este e qualquer outro projeto nesta linha. A função do fórum é desenvolver novas tecnologias de produção verde, como o carro a álcool, que já fizemos no passado e que foi a primeira vitrine brasileira nesta área”.
Oskar Metsavath acrescentou que o principal desafio é atrair mais empresas para o projeto e difundir a ideia junto aos consumidores brasileiros que hoje estão ávidos para comprar, mas que ainda não consideram a questão ambiental. Isso é em razão de a maioria dos produtos sustentáveis, de roupa a alimentos orgânicos, ainda ser muito caros para grande parte da  população. “Eu espero que o governo brasileiro passe a incentivar, com isenções fiscais, por exemplo, a inovação feita por empresas que estão comprometidas com a produção sustentável. Senão, o discurso ambientalista acabará caindo no descrédito”.
Paulo Borges enalteceu os debatedores e disse estar orgulhoso de um tema tão relevante ter sido debatido durante a SPFW, ao mesmo tempo em que acontece no Rio de Janeiro a Conferência da ONU para a Sustentabilidade, a Rio + 20, que termina dia 22 de junho.

Fonte:PortalTextila - Por: Marcia Mariano
Fotos: Divulgação

domingo, 13 de novembro de 2011

Pesquisa traça perfil do consumidor brasileiro de vestuário


Estudo inédito realizado pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) e pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) vai ajudar as empresas do setor a traçarem estratégias competitivas para seus negócios. A “Pesquisa sobre Usos, Hábitos e Costumes do  Consumidor Brasileiro de Vestuário”, que acaba de ser concluída, mapeou os novos padrões de consumo dos brasileiros, com objetivo de compreender melhor o cenário atual da industria do vestuário, que enfrenta crescente concorrência de produtos vindos da Ásia. Tanto a Abit quanto o Ministério acreditam que com esta pesquisa, cujas informações completas estão disponíveis nos sites do MDIC (www.mdic.gov.br) e da Abit (www.abit.org.br) a partir de novembro, será possível traçar estratégias mais acertadas, o que possibilitará uma vantagem competitiva frente aos importados. De acordo com a Abit, o setor Têxtil e de Confecção brasileiro é o quarto maior do mundo na produção de vestuário, emprega cerca de 1,7 milhão de trabalhadores diretos e faturou US$ 60 bilhões em 2010.

Pontos importantes da pesquisa

O estudo identificou os principais hábitos dos consumidores e a existência de uma forte relação deles com a moda. Algumas características presentes nas peças de vestuário e artigos de moda foram consideradas muito importantes no momento da compra: conforto, bom preço, qualidade e durabilidade. Também foi identificada uma grande demanda  de consumo interno decorrente do crescimento econômico. Veja alguns resultados importantes desta pesquisa:

  • apenas 27,1% dos entrevistados costumam olhar as etiquetas das peças de vestuário/artigos de moda para saber a origem do produto;
  • as mulheres são as maiores responsáveis, com participação de 84,6%, pela escolha de peças de vestuário/artigos de moda para si próprias ou para membros da família;
  • a frequência de compra de peças de vestuário/artigos de moda é de uma vez por mês para 37,7% dos entrevistados e a cada três meses para 30,4% dos consumidores;
  • as lojas de rua são o local preferido para compra de 56,2% dos entrevistados, sendo que quanto mais jovem o consumidor, maior a preferência pelas compras em shoppings;
  • o dinheiro ainda é a principal forma de pagamento utilizada para comprar vestuário/artigos de moda, com 56,4% das preferências, seguido de cartão de crédito, com 30,4%;
  • somente 15,2% dos consumidores já compraram peças de vestuário/artigos de moda pela internet;
  • No Brasil, a participação do gasto com vestuário no total de despesas das famílias é de 5,5%, sendo que a região Norte apresentou o maior índice: 7,4%;
  • televisão é apontada como principal fonte de informação sobre moda, com participação de72%;
  • 47,5% dos entrevistados já compraram produtos de moda por causa de propagandas. Este índice é maior entre as mulheres, com 52,7%
  • 84,7% dos entrevistados costumam se informar a respeito de moda, sendo que a cidade que mais se destaca é Porto Alegre (RS), com 98,5%; a de menor participação é Belo Horizonte (MG), com 59%;
  • apenas 32,1% dos entrevistados acompanham as Semanas de Moda, sendo que as mulheres costumam seguir mais que os homens (40,4% e 22,9%, respectivamente)
 
  • a maneira de vestir das personalidades (artistas, modelos, cantores e jogadores de futebol) influencia 62,2% dos entrevistados, sendo que as mulheres são as mais influenciadas, com 70,7%;
O estudo foi realizado em duas etapas. Na primeira, foi feita uma pesquisa qualitativa que levantou conhecimentos preliminares sobre o assunto. Foram entrevistados consumidores das cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro e formadores de opinião de São Paulo. Na segunda etapa, foi aplicada a técnica quantitativa, com dados conclusivos sobre o tema. Foram ouvidos consumidores das principais capitais do Brasil: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Porto Alegre, Recife e Salvador. Segundo Aguinaldo Diniz Filho, presidente da Abit, uma das estratégias competitivas do setor é oferecer ao consumidor produtos e serviços que respondam aos seus anseios e necessidades de modo mais amplo e efetivo. “Este estudo tem por objetivo proporcionar informações a um dos segmentos industriais mais impactados pelo acirramento da concorrência asiática. Esta é uma ação conjunta do governo e da iniciativa privada para proporcionar à indústria nacional um ganho de competitividade”, explica o dirigente. Para o ministro Fernando Pimentel do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o estudo é fundamental para aumentar a produtividade e a competitividade do setor. “Temos trabalhado pelo fortalecimento do setor têxtil, portanto, todas as ações que possam agregar valor terão o incentivo e o apoio do governo federal”.

Fiscalização mais rigorosa

A indústria têxtil e de confecção também será beneficiada com a ampliação das atribuições do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), autarquia vinculada ao MDIC. Com a medida, que faz parte do Programa Brasil Maior, a autarquia passará a se chamar Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia e irá atuar em aeroportos e portos para atestar a qualidade das mercadorias importadas.  A alteração integra a Medida Provisória 541/11, aprovada pela Câmara no final de outubro e que seguiu para votação no Senado. A MP determina que o Inmetro atue em conjunto com a Receita Federal para verificar se produtos têxteis, assim como outras mercadorias estrangeiras, cumprem todos os requisitos exigidos para os produtos brasileiros. Para isso, o Inmetro terá livre acesso às alfândegas de portos e aeroportos do País, exercendo o poder de polícia administrativa e expedindo regulamentos técnicos nas áreas de avaliação da conformidade de produtos, insumos e serviços, para proteger a vida, a saúde, o meio ambiente, e prevenir práticas enganosas de comércio, como a que acorreu recentemente em Pernambuco, com a importação de lixo hospitalar dos Estados Unidos, que entraram no País como sendo retalhos e refugos para reciclagem de fibras têxteis.

Fonte:Textilia

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Crise do algodão pode trazer novas oportunidades para o Brasil



Para Ulrich Kuhn, presidente do Sintex – Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem e do Vestuário de Blumenau, esta edição da Texfair Home 2011 se caracteriza por ser o primeiro encontro do setor, pós-crise do algodão, que possibilitou uma melhor avaliação sobre o caso. “No 1º dia da feira os stands e corredores estavam cheios e podemos perceber que esta crise é um processo que mistura realidade e ações especulativas. Sem dúvida, este problema refletirá no custo final dos produtos e mesmo com a regularização do fornecimento entraremos em um novo patamar de preços. Não vamos ter mais algodão barato mesmo com a safra recorde, mas precisamos manter o produto vivo e rentável e, para isso, precisamos criar mecanismos competitivos”, afirma Kuhn. A declaração do executivo aconteceu durante coletiva de imprensa concedida ontem, 22/01, durante a abertura da Texfair Home 2011.

Segundo Kuhn, a crise do algodão é um problema que afetou todos os grandes consumidores mundiais em momentos diferentes. “A partir de 2006, começou uma queda gradativa de safra e os estoques reguladores começaram a diminuir chegando a um ponto nevrálgico. Mesmo com o aumento físico das safras e a estabilização dos estoques reguladores a indústria mundial, e também a brasileira, terá que se readequar a um novo cenário”.

Para Kuhn, ações como aumento dos limites de financiamento, desoneração fiscal e a criação de linhas de financiamento para compras futuras são ações que poderão incrementar as retomada dos negócios e o crescimento do setor.

Na ocasião, Fernando Pimentel, diretor superintendente da ABIT – Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção ressaltou o potencial brasileiro na produção de algodão, denominando-o de “ouro branco” e afirmando que o Brasil caminha para ocupar a 4ª posição mundial no ranking produtivo. “Atualmente, temos quantidade, qualidade e inserção global, mas temos que ficar atentos para que os produtos originários dessa matéria-prima também possam gerar riquezas. Corremos o risco de exportar demais e depois ter que importar”, alertou o executivo. Segundo Pimentel, a safra 2011 deve somar 2 milhões de toneladas, praticamente o dobro do volume produzido no ano passado. Até 2015, a expectativa é alcançar uma média de 3,5 milhões de tonelada /ano. Em relação aos têxteis para o lar (cama, mesa e banho), Pimentel destacou um projeto da ABIT, em parceria com a Fiesp – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, enviado ao governo federal, que propõe que um percentual do financiamento para aquisição da casa própria possa ser direcionado para a compra de produtos para o lar. “Precisamos criar espaço dentro do financiamento para também vestir este novo lar”, completou o executivo ao justificar que o crescimento da demanda de têxteis para o lar no mercado interno também está amparado no bom desempenho do setor de construção civil. Dentre as medidas já negociadas com órgãos governamentais para minimizar os efeitos da crise do algodão, o executivo da ABIT destaca a liberação da importação de 250 mil toneladas de algodão totalmente isenta de impostos.


Argentina

Em relação à imposição de barreiras aos têxteis brasileiros pelo governo argentino, Fernando Pimentel foi categórico. “Falta para o governo brasileiro dizer um basta para o governo argentino. O modelo clássico de negociação da Argentina é fazer acordo e segurar a liberação. O vendedor se sente desestimulado e o comprador inseguro. Criamos uma comissão para avaliar as violações dos acordos dentro do Tratado do Mercosul”, destaca Pimentel. Também indignado com a situação, Ulrich Kuhn enfatiza que “pior do que deixar de embarcar, é perder mercado”. Atualmente, a Argentina representa 20% do total de exportações brasileiras no segmento de confeccionados.
 
Fonte:Textila

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Pense Moda 2010 divulga sua programação

Entre 23 e 25 de novembro acontece a 4ª edição do Pense Moda, evento criado pela jornalista Camila Yahn e pelos produtores Barbara Bicudo e Marcelo Jabur. O local é o mesmo do ano anterior, o auditório da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), em São Paulo.

Os seminários contarão com a presença de quatro nomes internacionais: a dupla americana The Hilton Brothers, formada pelos fotógrafos Chris Makos e Paul Soldberg, a brand consultant alemã Susanne Tide-Fratero e o grafiteiro francês Zevs.

Além das palestras principais, haverá discussões sobre moda e as novas ferramentas online, o impacto da marcas de luxo internacionais no mercado brasileiro e o papel da moda na televisão. Para mais informações sobre os convidados e inscrições, vá em pensemoda.com.br.

23 de novembro
andy-dandy-hilton-brothers
O duo The Hilton Brothers compartilha a idéia de que duas obras unidas resultam em uma terceira; a foto faz parte da exposição “Andy Dandy”, na qual Andy Warhol aparece travestido ©Reprodução

Das 19h às 20h
>> Palestra da dupla The Hilton Brothers, com perguntas de Jackson Araújo

Das 20h30 às 22h
>> Mesa: Ferramentas de internet renovam a comunicação de moda, o relacionamento com os clientes e os formatos de apresentação de uma coleção
Guga Ketzer (VP Loducca), Mateus Santos (Lobo), Felipe Teobaldo (Neonico) e Paulo Martinez (Mag!) discutem com mediação de Katia Lessa

24 de novembro
susanne tide frater
Ex-diretora de criação das lojas Selfridges e Harrods, Susanne Tide-Frater mantém uma agência especializada no desenvolvimento e consultoria de marcas de moda e varejo; entre seus clientes estão Hussein Chalayan, o British Fashion Council, Victoria Beckham e Roland Mouret ©Reprodução

Das 19h às 20h
>> Mesa: O impacto da chegada das marcas tradicionais estrangeiras no mercado de luxo brasileiro
Natalie Klein (NK Store, Marc Jacobs), Alexandre Birman, Daniela (Farfetch Brasil), Fernando Pimentel (Diretor Superintendente da ABIT), Richard Barczinski (Diretor de Retail da JHSF, concessionária da Hermés no Brasil) discutem com mediação de Giuliana Cury (Elle)

Das 20h30 às 22h
>> Palestra de Susanne Tide-Frater, com perguntas de Jussara Romão

25 de novembro
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Zevs é figura conhecida da street art europeia, adepto do  Visual Kidnapping, intervenção em peças publicitárias com o objetivo de reverter o processo de comunicação; na foto, seu projeto mais conhecido, “Liquidated Logos” ©Reprodução

Das 19h às 20h
>> Mesa: Moda na TV
Carla Lamarca, Carol Ribeiro, Cassia Ávila, Lilian Pacce e Maria Prata discutem com mediação de Betty Lago

Das 20h30 às 22h
>> Palestra do grafiteiro Zevs, com perguntas de Mauricio Ianês (Galeria Vermelho) e Ivan Finotti (Folha de S.Paulo)

Pense Moda 2010
De 23 a 25 de novembro, das 19h às 22h
FAAP: Rua Alagoas, 903, Higienópolis – São Paulo
+ www.pensemoda.com.br
 
Fonte:FFW

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

"Falta ousadia aqui"


A falta de ousadia foi o apontamento que mais chamou a atenção dos profissionais da moda que participaram da palestra, em huis clos, com o empresário francês Armand Hadida, proprietário da multimarcas L´Eclareur e responsável pelo Tranoï - que significa "entre nós" -, evento que reúne uma seleção dos melhores designers juntamente com os principais movimentos artísticos e acontece quatro vezes por ano junto com às Semanas de Moda de Paris. O principal objetivo do salão é aliar criatividade a negócios.

Para isso a indústria têxtil e da moda precisará alavancar, urgentemente a qualidade em todos os processos, elevar os níveis de credibilidade onde se incluem prazos, um desenvolvimento criativo descolado das academias européias e investimentos em tecnologia.

Há muitos anos a ABIT – Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção vem discutindo com as principais entidades e empresários do setor a exportação como inteligência comercial. Em parceria com a APEX – Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos criaram o Programa Texbrasil voltado à elaboração de estratégias para a cadeia têxtil brasileira. A partir de junho de 2011, em comemoração aos 15 anos da SPFW dois novos eventos farão parte do calendário da semana da moda paulista: "Um des Cents" e o "Salão de Design", ambos com parceria do francês Hadida. O primeiro reunirá os cem melhores estilistas brasileiros e o outro será uma mostra focada em designers e galerias reunindo moda e design. Ambos com foco estratégico em negócios, ou seja, a contínua busca por um melhor formato de fashion business.
Moda como bem tangível precisa de política industrial
Talvez aí seja o início para que o Brasil – leia-se empresários e empreendedores do setor -, corrija o passo e efetue o percurso em direção aos negócios com os pés mais firmes no chão. Somente com resultados reais o setor poderá exigir do governo as alterações tão necessárias para atingir melhores níveis no ganho da competitividade global. Complementando os investimentos que vêm sendo disponibilizados pelo governo há mais de dez anos para o setor, agora é a vez da iniciativa privada fazer a sua parte: investir em pesquisas, em design, na inovação de gestões, em tecnologia, capacitação e preparação de mão de obra especializada.

Insights de moda com características de brasilidade e almejada por outros mercados como muitos dizem, até pode existir. Agora, produto de vestuário de acordo com as conformidades internacionais e com volume de produção capazes de atender a demanda, ainda falta muito para isso acontecer. Temos o mercado brasileiro como um dos maiores e mais cobiçados do mundo sendo 92% de toda a produção de artigos de vestuário do País voltada a atendê-lo. Essa facilidade vem criando um "pseudo estado de satisfação e conforto" e faz com que ainda não lancemos um olhar para novos negócios no setor que representa, nas condições atuais, 30 mil empresas, 1.650 milhão empregos diretos, US$ 35 bilhões de faturamento em 2007, 2º maior gerador do primeiro emprego e 2º maior empregador formal e com maior potencial dentro da indústria de transformação brasileira.

Um dado que demonstra a necessidade de mudança de atitude: hoje o Brasil participa apenas com 0,5% do comércio mundial de têxteis e de confecções.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Marcas infantis para agradar pais e filhos

Grifes internacionais como Chloé, Burberry e Marc Jacobs têm suas versões para crianças. No Brasil, marcas de roupas e até de artigos de cama, mesa e banho e decoração seguiram essa estratégia de olho no mercado em potencial. O vestuário infantil representa 15% do setor no país, o equivalente a US$ 4,5 bilhões em um total de um bilhão de peças por ano, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e Confecção, a Abit.

Se o mercado já era grande para as marcas que nasceram somente para atender ao público infantil, ele é também muito promissor para as grifes que já eram bem relacionadas com os pais e que teriam suas segundas linhas com um atrativo a mais: a de ter roupas ou acessórios iguais que poderiam ser utilizados por duas geraçõ es diferentes.

Pais e Filhos com roupas iguais
Assim nasceu a Reserva Mini. A grife masculina focada no público adulto criou uma pequena coleção de 50 peças “miniaturas” das roupas que vendiam como uma brincadeira para aqueles clientes que queriam vestir seus filhos com o estilo da marca. A ação deu certo e com um ano de vida e Reserva Mini já comercializou mais de 60 mil peças e se prepara para ter a primeira loja exclusiva para os pequenos.

“Demos esse nome para a marca porque as roupas são exatamente a coleção da Reserva em um tamanho menor, exceto por algumas adaptações que fazemos em relação à anatomia e funcionalidade”, afirma Rony Meisler, sócio da marca, em entrevista ao Mundo do Marketing. Entre as mudanças citadas pelo empresário estão o uso de materiais mais leves e de elásticos.

Assim como a Reserva, a Via Mia também busca levar sapatos e acessórios parecidos para mães e filhas, através da Via Mia Mini, mas sem esquecer dos cuidados especiais com o corpo em formação.  “As coleções adultas e infantis são criadas a partir das mesmas referências e têm a mesma cartela de cores, mas para as crianças o solado é diferente”, conta Daniela Sabbag, coordenadora da marca, ao site. A Via Mia Mini também não fabrica sapatos com nenhum tipo de salto.

Quem decide?
A Via Mia lançou ontem, dia 20, sua terceira coleção da marca Mini, que já representa 5% do faturamento da grife, vendendo cerca de 1.500 pares de sapatos por mês. A linha foi criada depois que Daniela teve filhos e notou a necessidade de produtos infantis com tendências de moda. Além disso, cresciam os pedidos de mães que queriam as mesmas peças para suas filhas. “Hoje percebo que são as mães que gostam mais de comprar as mesmas coisas que as crianças. Para as filhas é mais significativa a experiência de comprar no mesmo espaço que a mãe, decidindo juntas”, completa Daniela, garantindo que a personalidade das pequenas pesa na escolha.

Já Marcello Bastos, sócio da Farm e de sua grife infantil, a Fábula, afirma que mesmo com peso forte, a decisão final ainda é dos pais. “As crianças até opinam, mas são as mães que decidem”, diz o empresário. Por isso, a Fábula foca seu programa de relacionamento nelas com o objetivo de fortalecer a marca não apenas como uma grife de roupas, mas também como uma instituição que se preocupa com a educação dos pequenos.

Com um conceito um pouco diferente das outras empresas, a Farm quis desvincular a marca infantil de sua linha comum.  “Procuramos criar algo com o mesmo DNA da Farm, mas com conceitos e vida próprios, inclusive com um plano de negócios completamente distinto”, aponta Marcello.

DNA no ponto-de-venda
Entre as características do DNA da Farm presentes na Fábula está, principalmente, a criação de peças tendo a estampa como ponto forte. Outra particularidade da Farm presente na sua segunda grife é a experiência no ponto-de-venda. No local, a empresa dispõe de elementos para a comunicação com as crianças que ilustram o conceito de uma fábula como nos livros, enfeitando o ambiente com puffs e animais de pelúcia.

Desenvolver um ponto-de-venda específico para que a identidade da marca infantil não interfira na grife em si, também é uma preocupação da Reserva Mini. Hoje, a marca para crianças só é encontrada em revendedoras multimarcas.

“Embora as duas grifes tenham o mesmo conceito, não quisemos tirar o foco do nosso público alvo, que são os homens jovens e adultos”, afirma Rony. Em outubro, a marca abrirá sua primeira unidade com o desafio de desenvolver um espaço que atraia os pais, mas que também seja uma experiência divertida para as crianças.


Para a casa
Embora a mercado de moda esteja movimentado com o segmento infantil, a exigência dos pais foi além da preocupação com as roupas e chegou à decoração dos quartos delas. Por isso, a Trousseau transformou o espaço tímido que tinha em suas lojas destinado às crianças na Trousseau Petit, que hoje representa 10% do faturamento total da empresa.

A marca vende em sua loja no Fashion Mall, no Rio de Janeiro, e em algumas áreas específicas em outros pontos-de-venda, roupas para crianças de até seis anos, sapatinhos, roupas de cama exclusivas para a segunda marca e também iguais às vendidas na marca mãe - para agradarem aos pais que ainda têm os berços dos filhos em seus quartos. A Petit tem ainda pijamas iguais para pais e filhos e roupas para grávidas. Até o fim do ano a rede abrirá ainda mais duas unidades.


Fonte:http://www.mundodomarketing.com.br/9,15095,grifes-lancam-marcas-infantis-para-agradar-pais-e-filhos.htm

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

2010 deve ser um bom ano para o setor têxtil


O setor têxtil deverá crescer 4% em 2010 e o de confecções 3,7% em relação a 2009. A previsão representa uma recuperação do mercado, que no ano passado registrou queda de 6,7% e 8% respectivamente. O faturamento anual deverá atingir US$ 50 bilhões, com a geração de 40 mil novos empregos formais.

As estimativas são da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecções (ABIT), que fez um levantamento dos investimentos recebidos pelo setor, o comportamento das exportações e as expectativas para 2010.

Fonte:Portal SEBRAE

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Rio-à-Porter: 169 grifes lançam coleção outono/inverno 2010


De 10 a 13 de janeiro de 2010 começa a primeira edição do Rio-à-Porter, salão de negócios de moda e design integrado ao Fashion Rio. O evento acontecerá no Cais do Porto e apresentará as coleções outono-inverno 2010 de moda feminina, masculina, infantil, sustentável, beachwear e acessórios.

Será realizado em paralelo com os desfiles do Fashion Rio e é comandado por Paulo Borges.

Além disso, rolarão palestras, com o tema “Brasil: Futuro, Inovação e Identidade”, o evento contará com um ciclo de seis palestras com grandes nomes da moda nacional. Paulo Borges, CEO da Luminosidade, fará a primeira apresentação, “O Negócio da Moda”, na qual falará sobre os caminhos da construção da identidade de uma marca. A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT) fecha o ciclo, apresentando um painel do verão 2010/2011.

Bora anotar!

Brasil: Futuro, Inovação e Identidade
• 10/01 – 9h = O Negócio da Moda – com Paulo Borges /Os caminhos de construção da identidade no seu negócio


• 10/01 – 10h = Tecnologia Aplicada em Inovação e Criação de Tecido e Estampas – La Estampa – com Marcelo Castelão / A importância da transformação aplicada à inovação de tecidos

• 11/01 – 9h = Sustentabilidade – Instituto e - Oskar Metsavaht

A gestão da Marca Brasil na era pós-globalizada

• 11/01 – 10h = Perfil e Inspirações – SENAI Moda – com Valéria Delgado e Carol Fernandes / Referências que influenciam uma marca brasileira

• 12/01 – 9h = Painel Verão 2010/11 – ABIT – com Ellen Massucci Leite
Design e Informação

• 12/01 – 10h = O poder da mudança – WGSN – com Andrea Bisker, Adriana Papavero e Gemma Harker / Os caminhos e inspirações que determinam o momento da Moda


Grifes - A Villa, Alessa, Amparo Brasil, Ananda, Andrea Mader, Ana Maria Montezano, Ângela Bechara, APA Confecções SA, Armadillo, Arte Chapéu, Ausländer, Avohai, Balanço do Mar, Basthianna, Bolsas e Tramas, Brígida Patchwork, British Colony, Cactus, Caleidoscópio, Calmoni, Cantão, Carlos Tufvesson, Catarina Mina, Cavendish, CCM Sports, Chianelli, Chouchou, Civil Denin, Claudia Simões, Corporeum, Cosh, Criadores do Brasil (Falso Brilhante, T.Arrigoni, Korpusnu, Caleidoscópio), Cris Silvares, Daniela Curvelo Bijoux, Datskat, Di Bella, Diarium, Diva Couture, Doisélles, Dona Bis, Dona de Quê, Donna Onça, Dress To, Eclectic, Elle Cinq, Emanuelle Criações, Emília Rondinini, Erika Ikezili, Espaço Fashion, Etc Acessórios, Ethel Whitehurst, Exss, Fabia Bercsek, Faven, Filhas de Gaia, Floc Têxtil, Four Style, Foxton, Fredvic, Frente Única, Fruto do Mar, Gisele Barbosa, Giulia Borges, Gossip, Haes, In Bits, Instituto e, Jô-Iola, King 55, Korpusnu, La Chatte, La Stampa, La Reina, La Reina Atelier, La Fibrunn, Lanno, Lenny, Leonardo Chiasso, Leovilu Lingerie, Litt, Lix, Longhi Maggiore, Love, Lucitex Lingerie, Lucy in the Sky, Lugar de Arte, Lukaflex, Madame Filó, Mara Mac, Marc Rod, Maria Bonita Extra, Maria Fia, Melk Z-Da, Metal & Cia, Mônica di Creddo, My Philosophy, Natural Cotton Color, New Order, Nica Kessler, Ouz, Paiol Moda Íntima, Patachou, Patrícia Bonaldi, Penduricalho, Pêra Verde Lingerie, Philosofée por Glaucia Stanganelli, Pittonn, Porus, Prêt-à-Porter Paris, Promisse, Raíz da Terra, R. Groove, Redley, Renata Gomes / Camila Schindler, Rigf Fashion, RV Madefor, S. Design, S. Gabotto Bijuterias, Salinas, Sandra Bijoux, Sapeka, Semearte Biojóias, Simone Nunes, SKN-Rio, Skunk, Soho, Squadro, T. Arrigoni, Tai Dai, Talentos do Brasil, Taoolee, Tardene Lingerie, Têca, Tessuti, Thais Leão, Think, Tidda, Ton Âge, Totem, Trave Sports, Trettiore, Tussah, Tzadik, Victor Dzenk, W, Wilson Ranieri, Wöllner, Woolline e Cia do Tricô, Xela Lingerie, Zóia, Züe.


Pólos de Moda dos estados: Ceará, Divinominas, Pará, Paraná, Rio Grande do Norte.

Pólos de Moda do Rio de Janeiro: Campos, Niterói, Nova Friburgo, Sul Fluminense, Petrópolis, Pólo Moda Carioca, São Gonçalo, Pólo de Calçados e Acessórios do Rio de Janeiro, Moda Rio Sindiroupas, Sinditêxtil, Sindijóias / APL Moda Carioca.

Projetos: Brasil Social Chic, Empreendedorismo Social.

Instituições: Banco do Brasil, Senai Moda.

RIO-À-PORTER

10 a 13 de janeiro – Cais do Porto – Rio de Janeiro

Evento de Negócios restrito a Profissionais do Setor




sábado, 12 de dezembro de 2009

Brasil terá feira internacional do setor têxtil





Com o objetivo de inserir o País no calendário internacional da indústria têxtil, a Fagga Eventos, em parceria com a francesa Première Vision, promoverá a Première Brasil, versão nacional do evento que ocorre há 36 anos na França. A primeira edição brasileira será em 20 e 21 de janeiro, no Transamérica Expo Center, em São Paulo, e terá investimentos da ordem de R$ 3 milhões. São esperados mais de 2 mil participantes e 60 expositores do Brasil e do exterior que ocuparão uma área de 4 mil metros quadrados.

"A Première Vision é um dos mais tradicionais do segmento e existia um desejo antigo de realizar um grande evento no Brasil para posicionar o País no calendário internacional. O Brasil é um mercado em expansão, o maior da América Latina, com um enorme potencial de exportação e precisa se adequar ao calendário mundial", diz Andréia Repsold, vice-presidente da Fagga Eventos, que desde 2006 é sócia do grupo francês GL Events, da área de organização de eventos, que é responsável pela Première Vision Paris, que movimenta, em média, 40 milhões de euros em negócios.

O salão Première Brasil tem o apoio institucional da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), da Associação Brasileira de Estilistas (Abest), do Sindicato da Indústria Têxtil do Estado de São Paulo (Sinditêxtil-SP), do TexBrasil (programa estratégico da cadeia têxtil brasileira) e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e de Investimentos (ApexBrasil).


Fonte:http://www.mmonline.com.br/noticias.mm?url=Brasil_tera_feira_internacional_do_setor_textil&origem=mmbymail&token=76011968965109-834318840

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Rio-à-Porter terá palestras imperdíveis


                                               Oskar Metsavath é um dos palestrantes do Rio-à-Porter
Oskar Metsavath é um dos palestrantes do Rio-à-Porter



A primeira edição do Rio-à-Porter é o mais novo evento a trazer palestras relacionadas à moda.

Integrado ao Fashion Rio e marcado para acontecer entre os dias 10 e 13.01.09, além de funcionar como salão de negócios, o Rio-à-Porter vai ter seis palestrantes da área de moda para falar sobre assuntos relacionados ao tema “Brasil: futuro, inovação e identidade”.

As palestras – que serão sempre às 9h e às 10h – contarão com nomes como Paulo Borges e Oskar Metsavath. Abaixo, você confere a programação completa.


10.01.09

9h – “O negócio da moda”, com Paulo Borges

10h – “Tecnologia aplicada em inovação e criação de tecidos e estampas”, La Estampa



11.01.09

09h – “Sustentabilidade”,  Oskar Metsavath

10h – “Perfil e inspirações”, SENAI Moda



12.01.09

09h – “O poder da mudança”, WGSN

10h – “Painel verão 2010/11”, ABIT



sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Pense Moda 2009: A difícil tarefa de gerie a economia criativa


                 



Aquilo que no exterior aconteceu principalmente nos Anos 90, levou mais de 15 anos pra chegar ao Brasil: marcas e empresas de moda até então submetidas à administrações familiares passaram a ser adquiridas por grupos gestores, mais tarde conhecidos como os "conglomerados de luxo". Contudo, a história no Brasil não começou muito bem.

Primeiro foi Marcelo Sommer, que perdeu o direito de usar seu próprio nome, o qual vendeu para o grupo AMC Têxtil. Mais tarde, em janeiro de 2008, Fause Haten vendeu sua marca para o grupo I'M antes de descobrir que tudo não passava de uma emboscada. Segundo Fause, que participou de uma mesa redonda na noite da última quarta-feira (04/11) no Pense Moda, com o dono da grife UMA e vice-presidente da ABEST (Associação Brasileira de Estilistas), Roberto Davidowicz, e a consultora de produtos e negócios da ABIT (Associação Brasileira da Indústria Têxtil), Geni Ribeiro, o motivo é bem simples.

"A moda no exterior tem um tempo de vida muito mais longo do que a nossa, ou seja, teve mais tempo para erros e acertos". Para Fause, o mercado nacional parece estar querendo antecipar o tempo de amadurecimento aplicando regras administrativas e financeiras para negócios totalmente criativos. Em outras palavras, preocupação demais com o dinheiro e de menos com a criação.


É aquela velha história de que os administradores não se importam com o legado criativo da marca e com tudo que ela construiu durante seus anos de existência. Para o mediador da mesa, o diretor da faculdade de artes plásticas da FAAP, Silvio Passarelli, tudo isso se deve ao fato de que os gestores conhecem muito pouco sobre a anatomia de uma empresa criativa. "É extremamente necessário haver cursos de gestão criativa para formar administradores que saibam trabalhar com profissionais e empresas onde a criação é o núcleo do negócio", explica.

"E isso deveria valer não só para moda, mas para tudo", completa Geni, da ABIT. Afinal, hoje valores como a originalidade são requisitos indispensáveis para qualquer negócio dar certo. Mais especificamente na moda, Geni ainda defende que é imprescindível que gestores tenham o mínimo de conhecimento sobre o segmento e não somente sobre roupas. "Assim, terão melhores condições de vender seus produtos além de administrar de forma mais eficiente seus negócios", completa.

Über Fashion

O Über Fashion existe desde 2009 e tem como publisher o blogger Fábio Monnerat.

O blog ainda conta com colunistas convidados.

O blog é indicado pelo EnModa e pelo curso de Fashion Business da FGV-RIO, já promoveu a abertura do verão de Búzios e faz palestras sobre moda masculina e comunicação de moda em todo o Brasil.

Alguns dos nossos parceiros: Handred, Cavalera, Profuse, Divertees, Poggio, Von Der Volke, Natura, Vichy, La Roche-Posay, Couthe, SkinCeuticals, Joias
Coacci, Sobre Barba,

Sua marca no Über, escreva para: ubermcom@gmail.com