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quinta-feira, 16 de maio de 2013

Doar Abercrombie & Fitch para mendigos é o novo preto

 Doação de roupas do movimento "Abercrombie Popular" em São Paulo - Imagens de reprodução

 Depois que o "botocado" Mike Jeffries, CEO da Abercrombie & Fitch, declarou que não queria pessoas gordas usando a marca (veja aqui) ele conseguiu gerar um movimento global de antipatia pela Abercrombie. Nós achamos ótimo, afinal de contas, a gente sempre a considerou como uma marca muito ruim e desnecessária.

Nós do Über Fashion também estamos na campanha e incentivamos a todos os leitores a doarem suas roupas da Abercrombie & Fitch para os moradores de rua (podem doar Hollister, Armani Exchange e Calvin Klein Jeans também). Não que eles mereçam porcaria, mas acho que isso vai deixar bem claro que todos entendem que a Abercrombie não passa de uma fast fashion mantida pelo dinheiro de pobres, gordos, feios, baixos, magros, ex BBBs...

O mais importante é nunca mais comprar nada da Abercrombie & Fitch (Homeless)! 

Agora quero ver você conseguir pagar essas plásticas horrorosas Mike Jeffries. Um beijo!

Fábio Monnerat

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Über-Bafo: Abercrombie & Fitch não quer “pessoas gordas usando suas roupas”

Essa é uma declaração bastante séria. Segundo o site EliteDaily.com, Mike Jeffries, CEO da Abercrombie & Fitch, marca-sensação de muita gente (da trupe à lá Gossip Girl), afirmou que não quer pessoas gordinhas usando suas roupas. O motivo? Ele não quer que o público da marca, os sarados e gostosos, vejam gordinhos usando as mesmas roupas que eles. “As pessoas que usam a marca devem se sentir como ‘os jovens bacanas’”, afirmou.

Segundo Jeffries, a razão de a marca possuir tamanhos XL e XXL para homens é que, bem, homens são mais largos quando mais sarados e, daí, as roupas pequenas não servem. Além disso, ele também afirma que só contrata gente bonita em suas lojas porque gente bonita atrai gente bonita.

Parece piada, das de péssimo gosto. A Abercrombie & Fitch é uma marca mega vagabunda e desnecessária. Tipo a Taco aqui no Brasil. Mas de uns tempos pra cá tem ganhado algum status, sabe Deus o motivo... Seja como for, ela continua sendo uma marca tola e os EUA tem mais XXL que M.
Karl Lagerfeld já disse algo semelhante, mas é outro público, outra realidade e outro poder... A&F coloca logo em pano, não faz a menor diferença pro mundo. 

Tomara que os gordinhos parem de comprar com eles... 

Querido Jeffries, vai fazer mais plástica e retocar o botox, acho que é o melhor que você faz... Te enganei, também não ficou bom. Um beijo!

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Os 12 modismos que não queremos em 2013

Os sneakers com saltinho invadiram as lojas e rapidinho as cafonetes adotaram o modelo e o rebaixaram de IN para ultra OUT.

Unhas decoradas... Já deu, não é? Será que precisa mesmo dizer o motivo? 

Sabrina Sato queridinha dos fashionistas? Como assim estão dando tanto espaço pra ela? Ok, ela é bonita, engraçada e ousada, mas a figura dela fica bem longe do que consideramos sofisticado, vanguarda, cult e interessante. 
Logomania - Abercrombie & Fitch, Hollister, Calvin Klein Jeans, Reserva, Gap, Toulon, Taco,  Armani Exchange... Não importa a marca e o preço, a falta de bom gosto é a mesma. É uma uniformização da cafonice!

Neon, flúor e fluo - Enfim, esses tons já passaram por aqui faz alguns poucos anos e a gente percebeu o desastre, pois é, agora eles prometem voltar. Pra variar, vimos nas semanas de moda da Europa e logo trouxemos para as nossas coleções. O que as marcas esquecem é que as européias tem mais tradição/informação de moda que nós, então elas sabem usar na medida certa. Aqui no Brasil essas cores logo chegam nos armários das cafonetes que colocam vestido bandage neom, super decotes, unhas, acessórios e tudo mais que puderem em um mesmo look. É um desastre fashion! 

Por falar em bandage, todo mundo sabe que eles já saíram de moda, mas ainda assim vemos essas cafonetes insistindo em usar. NÃO! Em 2013 queime o seu!
Sapatênis, que desgraça que é essa categoria, temos de modelos incríveis e raros, até essas coisas medonhas que dominam os pés de 97% dos brasileiros (chutei esse índice, mas deve ser maior). Para começar: Achar um sapatênis bonito em uma sapataria comum é o mesmo que ganhar na Mega Sena, pode até ser que exista, mas ninguém conhece um "vencedor". Ou seja fuja desses modelos cheios de recorte, com solado de tênis "outdoor" e dos que imitam os primeiros modelos que a Osklen lançou - nem ela faz mais muitos desses modelos.

Na dúvida pode até me escrever, mas não continuem com essas coisas medonhas no pé.

 Michael Kors. Queria entender o motivo de uma marca como essa virar sucesso de vendas e cópias aqui no Brasil.  Basta algum famoso ou uma novela usar e todos copiam. O pior é que as coisas boas que estão na novela as pessoas não copiam. Gata, se você tem um relógio ou uma bolsa dourada da MK, esconde por uns tempos, deixa passar essa onda dourada. Ou usa sua bolsa no lugar das ecobags.


Outro item trash do armário masculino são essas camisas pólo com adornos - Por favor, isso é o mesmo que usar unha decorada. 

A qualidade do som em um headfone, de boa qualidade, é muito superior, mas faz uns 2 ou 3 anos que as pessoas no Brasil buscaram no streetwear americano essa tendência de substituir os fones pequenos por essas coisas, no começo até que era bacana, mas como tudo o que é bom dura pouco, o headfone virou um acessório "estiloso" na mão dos cafonetes. Agora eles andam com isso pendurado para compor o look. OK, é melhor do que esses que colocam o som alto no celular sem os fones, mas já deu. Guarda para escutar em casa.

 Óculos espelhado, outro item que não precisa de explicação.

Imagens de reprodução

Por fim e não menos importante a onda de fotos de compras - Uma desgraça o que tem de gente postando no Facebook e no Instagram fotos cafonas de compras que acabaram de fazer só para mostrar que compraram coisas boas. Para que essa necessidade em parecer ser uma pessoa abonada? Coisa boa não precisa de etiqueta, de longe a gente percebe que é bacana. Cafona plus!
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Algumas coisas são modismos de 2012, outras já estão ultrapassadas faz tempo, mas, infelizmente, continuam em nossas ruas... Espero, de verdade, que as coisas mudem, para melhor esse ano!

Um beijo grande e feliz ano novo para todos!

Fábio Monnerat

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Gap chega ao Brasil em 2013... Devemos comemorar?

 
A GAP anunciou sua chegada no Brasil para 2013. Antes disponível apenas nos espaços Duty Free dos aeroportos, agora, os brasileiros poderão conferir as novidades da gigante varejista de vestuário em São Paulo e também no Rio de Janeiro, cidade que está nos planos da loja para daqui até cinco anos.

"O Brasil é um passo crítico em nossa estratégia de expansão global e estamos empolgados em introduzir nossa experiência de lojas para clientes", disse o diretor de gestão de alianças estratégicas da Gap, Stefan Laban, em comunicado.

A expansão global da empresa pela América Latina começou em 2011, abrindo sua primeira loja em Santiago, no Chile, e depis no Uruguai, Panamá, Colômbia e México.

Mais uma fast fashion chega ao Brasil, não sei se isso é bom ou ruim, a principio acho bem ruim, creio que teremos mais uma febre de logomania bem ao estilo Hollister, Abercrombie & Fitch, Tommy Hilfiger, Michael Kors entre outras.

Por outro lado, talvez faça as redes fast fashion que já estão no Brasil e as marcas que disputam o mesmo público, melhorarem seus produtos em todos os sentidos. Infelizmente nossas fast fashion são bem fracas e raramente criam coisas boas. Achar uma peça bacana em lojas como Renner, Riachuelo e C&A é um verdadeiro trabalho de garimpo, principalmente na moda masculina. 

Enfim, vamos esperar para ver...

Fábio Monnerat

Fonte:UseFashion

sábado, 17 de novembro de 2012

Tommy Hilfiger será comendada pela Inbrands no Brasil

O conglomerado nacional Inbrands, dono de marcas como Ellus, Richards e Alexandre Herchcovitch, anunciou ao mercado na segunda-feira (12.11) o seu primeiro grande negócio internacional: uma joint venture com a marca americana Tommy Hilfiger.

Em tradução, o acordo cria uma nova empresa para gerir as vendas da Tommy Hilfiger no Brasil, tocada em conjunto pelo grupo brasileiro e a matriz dos EUA. O acordo entra em vigor a partir de janeiro de 2013, com prazo inicial de 10 anos. Atualmente, a Tommy Hilfiger é representada no país pela ASSA (American Sportswear), que detém os direitos de exploração da marca na América Latina e Caribe - onde deve continuar atuando.

Atualmente, a Tommy tem 14 lojas espalhadas em sete cidades brasileiras - São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador e Brasília. A mudança, que permite negócios mais agressivos das marcas do grupo no país, vem depois do anúncio da chegada ao Brasil de Ralph Lauren e Abercrombie & Fitch, etiquetas que fazem concorrência direta ao grupo nos EUA.

"Como em outros mercados, esta parceria vai ajudar no nosso crescimento acelerado em um dos mercados emergentes mais interessantes e lucrativos do mundo", definiu Fred Gehring, CEO da Tommy Hilfiger, em comunicado.
Fonte:Chic

domingo, 6 de maio de 2012

Über-Brega: Abercrombie, Hollister e cia estão uniformizando a cafonice


 Eu não entendo bem, mas de tempos em tempos algumas marcas viram hit, ultimamente tenho visto uma invasão das marcas Abercrombie & Fitch e da Hollister. É impressionante o número de pessoas que acham estar mega arrumados só pelo fato de ter em suas t-shirts o logo dessas marcas cafonérrimas.

Nada mais brega que aquele conjuntinho clássico: tênis de academia + jeans + t-shirt com o logo em letras garrafais dessas marcas. Aqui no Rio essa combinação over já virou uniforme nas festas. Uma pena!

Outras marcas que devem ser evitadas são: Aéropostale, Calvin Klein Jeans e Eckó Unltd.  Tommy Hilfiger, Armani Exchange, Reserva e todas as marcas que adoram "valorizar" suas logos devem ser usadas com moderação.

Para o seu bem fashion, fuja dessa logomania...

Fábio Monnerat

Conforme sugeriu o leitor Luigi, segue a matéria sobre as polos:

Über-Brega: As polos decoradas seguem firmes nos armários dos "pseudo-bacaninhas"

quarta-feira, 28 de março de 2012

Über-sexy: Abercrombie & Fitch aposta em campanha gay

 
 
A nova campanha da Abercrombie & Fitch é assinada pelo genial Bruce Weber. |O clima da campanha é totalmente gay (Bolsonaro vai odiar - quem liga?)... Composta por 4 filmes em preto e branco a campanha mostra os rapazes em um clima de "pegação esportiva"

Para ver os vídeos acesse o site do Bruce Weber

Fábio Monnerat

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Über-green: Container Ecology Store - sustentabilidade, mobilidade e design moderno

Transformar lixo em pontos de venda de sucesso, com base na sustentabilidade, apresentando ainda design moderno e mobilidade. Esta é a proposta da empresa Container Ecology Store, que, seguindo tendências mundiais, utiliza containers abandonados e transforma-os em lojas de roupas multimarcas. O negócio criado há dois anos já tem 40 franquias em todo país, além de contratos assinados para mais de 100 lojas só no ano que vem. A loja reúne produtos de 500 marcas, entre elas Coca-Cola Clothing, Triton, Abercrombie & Fitch, Polo Ralph Lauren, Lacoste, Hollister e Aéropostale.


A ideia surgiu de uma necessidade. “Eu queria abrir uma rede de lojas no sul do país, mas os alugueis de terreno e em shoppings eram muito caros. Então pensei em adaptar um projeto que vi em Cingapura, de lojas em caixas de metal”, diz André Krai (foto), fundador da rede de franquias Container Ecology Store, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Cada container custa cerca de R$ 10 mil, mas o valor mais alto vai para a reforma, que não sai por menos de R$ 20 mil. O maior investimento, portanto, é na estruturação, no suporte e na decoração. “Custa caro transformar lixo em algo útil”, conta Krai.

Mas dá resultado. O faturamento anual da empresa foi de R$ 12 milhões este ano e as perspectivas são de triplicar este valor com a ampliação da rede planejada para os próximos anos. Cada franquia paga à Container royalties de cerca de R$ 1,5 mil por mês. “O maior obstáculo para o empreendimento é encontrar terrenos livres em bons locais, principalmente na zona sul do Rio de Janeiro e em São Paulo”, diz Krai.

Chave na Mão
O modelo de negócios da Container Ecology Store, chamado Sistema Franquia Chave na Mão, provém diversos serviços para o franqueado. “A empresa busca o terreno que será o ponto comercial, instala a loja em uma semana com tudo pronto para o cliente e faz a gestão do negócio dele. O franqueado está comprando um pacote”, explica Krai.

Outra facilidade é a lista de 500 marcas, nacionais e internacionais, que já vêm como opção com a loja, disponíveis para o franqueado vender, como a Coca-Cola Clothing, a Forum e a Abercrombie & Fitch. Todas voltadas para a moda jovem, que se relacionam com o target da empresa.

“O modelo exige um operador moderno devido ao tipo de loja, que é diferente. Podemos treinar qualquer um para o perfil, mas o franqueado precisa ter, acima de tudo, garra e tino para inovação”, diz Krai, explicando que para adquirir uma loja da Container o valor mínimo a ser investido é de R$ 100 mil.

Conquistando clientes
Uma das franquias de maior sucesso, segundo Krai, é a da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. O empreendimento tem dois containers e vende sete marcas: Abercrombie & Fitch, Hollister, Adidas Originals, Calvin Klein, Lança Perfume, Coca-Cola Clothing e Labellamafia, algumas delas conquistadas pelos próprios franqueados.

“O maior benefício que tirei com essa franquia é um aluguel muito mais barato do que em shoppings, então dá para vender os produtos a um preço mais acessível, além de poder remover o container para outro ponto, se achar necessário”, diz Luiz Otavio de Azevedo, dono da loja na Barra da Tijuca (foto), em entrevista.

 A unidade foi inaugurada em setembro de 2010 e o faturamento mensal é de cerca de R$ 45 mil. “O valor ainda não pagou o investimento inicial. Estamos fazendo clientes neste primeiro ano. Acredito que a partir do ano que vem já ultrapassaremos o investimento inicial”, diz. “A previsão para 2012 é faturar de R$ 60 mil a R$ 70 mil por mês com a loja”.              

Solução ambiental
Um dos grandes trunfos do negócio é seu apelo ambiental e ecológico, tendência mundial que a rede aproveita na divulgação da empresa desde o nome até o texto no site, dizendo ser a única franquia totalmente sustentável do mundo e chamando os clientes a participar do movimento para salvar o planeta.

Efetivamente, a utilização de materiais reciclados como containers com mais de 20 anos de uso já é uma ação que contribui para o meio ambiente. Além disso, as lojas contam com itens como araras feitas de corrimão de ônibus e decks de casca de arroz na decoração. A rede também não usa nenhum produto que polua o meio ambiente e 50% do ponto de venda é reciclado.

 Modelos internacionais
A inovação já existe internacionalmente, com algumas lojas feitas em containers de navios. Nos Estados Unidos, a incubadora de design 3rd Ward criou em agosto deste ano uma loja utilizando o objeto, que foi chamado de Shopbox (foto).

Os produtos, como mochilas e objetos de decoração, ficam expostos no container e os consumidores podem escolher o produto desejado, sem a ajuda de um vendedor, e se cadastrar utilizando um iPad disponível no local. O cliente então envia uma mensagem de texto e a mercadoria é entregue em seu endereço.

No Canadá, a Nescafé fez recentemente uma ação de loja pop-up em um container para divulgar a linha Dolce Gusto. A instalação fez uma turnê pelos locais mais movimentados de Toronto e Montreal como uma cafeteria itinerante.

 Lojas viajam pelo mundo
A agência de design LOT-EK tem um histórico em trabalhar com projetos criados a partir de container abandonados, de instalações de arte a lojas. Há dois anos, a empresa criou um ponto de venda para a Uniqlo em Nova York, nos Estados Unidos, pequeno e eficiente.

Seu case de maior sucesso, no entanto, foi para a Puma, chamado de Puma City. O espaço de 24 containers criado em 2008 tem escritórios, área para a imprensa, um bar, local para eventos e ainda uma grande varanda aberta no teto. A loja é móvel, passando por algumas cidades dos Estados Unidos, e já foi até a Espanha e África do Sul, vendendo os produtos da marca durante a Copa do Mundo de 2010.

Fonte:MundodoMarketing

domingo, 8 de maio de 2011

Faça da sua loja uma atração turística!


 
A&F - antes da inaguração da loja lá em 2009
Fila de pessoas para entrar na loja da A&F de Milão após a Páscoa. A maioria das pessoas eram mulheres
Atendente modelo ao fundo na entrada da loja.
Uma loja A&F por dentro. Iluminação cria clima de mistério

Estive há pouco tempo na Europa guiando alunos de Moda e Varejo, realizando pesquisas no varejo de Paris, Londres, Veneza e Milão e também observando o comportamento dos consumidores por lá. São muitos os insights em cada esquina das ruas européias, e em um destes, constatei uma tendência, que não é mais novidade há tempos, mas que agora é nítida está entranhada na cultura da nova geração. É o desejo dos consumidores em visitar uma loja como atividade de lazer! O desejo é tão forte, a ponto de uma loja virar uma atração turística, com tanta procura e visitas quanto um museu, ou um monumento histórico.

Já conhecíamos a compra como atividade de lazer, principalmente entre as mulheres, que resolvem muitos problemas com visitas ao shopping e algumas sacolinhas na mão! Mas uma loja, que não seja de souvenirs, atrair centenas de turistas se consagra agora!

Me dei conta disto, quando estava em Milão, e andando pela famosa Corso Giacomo Matteotti, me deparei com uma organizada fila européia de mais de 500 pessoas, a maioria adolescentes, aguardando para entrar e conhecer, a Abercrombie & Fitch, uma loja de confecção jovem! Isto mesmo, leitor, pessoas aguardando mais de uma hora na fila, ansiosas para conhecer uma loja! E não era o dia da inauguração. Era um dia comum, em uma 3ª feira após o feriado de Páscoa na cidade italiana. E o interessante é que com certeza, todas aquelas jovens entusiasmadas sabem que os produtos da loja se resumem a camisetas com a logomarca na frente, moletons confortáveis, calças jeans, e alguns outros itens de design pouco surpreendente!

O que aquelas pessoas estavam esperando para ver era “a loja”, seus atendentes e seu visual interno. Enfim, desvendar o mistério do sucesso americano no varejo de Moda! As lojas da Abercrombie & Fitch, com 118 anos de existência (mas há 10 anos com estrondoso sucesso), não tem vitrines, são bem escuras por dentro, tem o som bem alto e com um intenso perfume, que é sentido até do lado de fora da loja. Aquelas pessoas da fila estavam esperando para ver os vendedores que parecem modelos e atendem sem camisa ou com uma camisa aberta aparecendo o peito malhado, também estavam esperando para ouvirem uma música estridente, e se sentirem em uma danceteria, e , é claro, esperando para comprarem algum dos produtos que vem com um cheiro delicioso, o mesmo do perfume da marca, que pode ser comprado na mesma loja.

Enfim, aquelas pessoas esperavam por uma experiência maravilhosa! Elas esperavam pela mesma sensação que se tem quando você visita um ponto turístico, um monumento histórico, ou uma praia paradisíaca.

A loja da Abercrombie & Fitch se transformou em uma atração turística!

Varejista de moda reflita... O que você tem criado de atrativos na sua loja para que seus consumidores se dirijam a ela pensando em ter uma experiência de lazer? O que você tem feito para proporcionar aos seus clientes a mesma sensação de visitarem uma atração turística?

Se sua resposta é nada, ou muito pouco, comece pelo inusitado. Como a Abercrombie & Fitch transformou sua loja em uma balada, sua loja pode ter o mesmo clima de diversão que um parque, uma feira, uma festa, um evento!

Transforme seus atendentes em atores, artistas da venda. Invista em uniformes diferentes, exija maquiagem e cabelos impecáveis da equipe. Não é necessário ter uma equipe de modelos para divertir os consumidores. Basta um sorriso, bom humor e capricho no visual para encantar e se diferenciar.

Com sua loja associada à diversão, a chance de atrair novos consumidores e fidelizar os atuais é maior. No Brasil, temos o exemplo da Galeria Melissa e da loja da Havaianas na Oscar Freire, que atraem turistas do Brasil inteiro e também do exterior em busca de uma inesquecível experiência. E o resultado é que fica muito difícil algum consumidor entrar lá, sem uma sacolinha na mão para materializar a lembrança de um lugar divertido e inesquecível.

Portanto, pense sobre isto... vender moda é vender emoção! A emoção é promovida no coração e na mente do consumidor em um clima de alegria, lindo visual e do inusitado!

Que seu objetivo seja formar filas de consumidores esperando para conhecer sua loja e não se sentirem plenamente felizes enquanto não saíram com uma sacolinha da sua marca na mão! Você consegue!
 


Entre em contato comigo através do e-mail cristina@nmarinho.com.br
Por: Cristina Marinho
Consultora de Marketing e Comportamento
Fonte:Textila

Über Fashion

O Über Fashion existe desde 2009 e tem como publisher o blogger Fábio Monnerat.

O blog ainda conta com colunistas convidados.

O blog é indicado pelo EnModa e pelo curso de Fashion Business da FGV-RIO, já promoveu a abertura do verão de Búzios e faz palestras sobre moda masculina e comunicação de moda em todo o Brasil.

Alguns dos nossos parceiros: Handred, Cavalera, Profuse, Divertees, Poggio, Von Der Volke, Natura, Vichy, La Roche-Posay, Couthe, SkinCeuticals, Joias
Coacci, Sobre Barba,

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