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terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Indústria têxtil espera crescer até 2% em 2013


A Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit) prevê um crescimento de até 2% na produção do setor têxtil e de confecções neste ano. A entidade considera também a possibilidade de o desempenho ficar estagnado, com variação nula na comparação com 2012.

Para o varejo de vestuário, a Abit projeta expansão de 4% em 2013, em volume.

De janeiro a novembro do ano passado, houve queda de 4,6% na produção do segmento têxtil e retração de 10,5% no de vestuário. O varejo de moda avançou 3,4%, com aumento de 19,6% nas importações no segmento.

O presidente da entidade, Aguinaldo Diniz Filho, projeta um ano de 2013 "melhor" do que o de 2012, diante da expectativa de o crescimento do PIB ser maior.

Além disso, afirma Diniz, medidas tomadas em 2012 como desoneração da folha, redução do custo da energia, fim da guerra dos portos e queda na taxa de juros devem "amadurecer" e afetar positivamente o setor.

A lenta recuperação dos mercados desenvolvidos diante da crise, destaca Diniz, é um fator de preocupação. "A busca de mercados alternativos como forma de escoar o excedente produtivo dos nossos principais concorrentes internacionais às vezes ocorre de forma predatória", diz, referindo-se à invasão dos produtos chineses.

Medido em dólares, o faturamento do setor têxtil e de confecções, de acordo com a Abit, deverá encolher de US$ 56,7 bilhões para US$ 53 bilhões neste ano. A queda reflete o efeito do câmbio e também o não repasse de aumento de custos para os preços, afirma Diniz.

(Marina Falcão | Valor)

domingo, 7 de outubro de 2012

Setor têxtil deve reagir com entrada do verão


Com a entrada do período sazonal, marcada pela início da temporada primavera/verão, considerada mais lucrativa comercialmente, a indústria têxtil/ de confecção se prepara para melhorar suas vendas. Na avaliação dos empresários, a desoneração da folha de pagamento, medida de estímulo implementada pelo governo federal, só trará resultados no médio prazo, talvez, a partir do primeiro semestre de 2013.

Tradicionalmente, o segundo semestre sempre é mais aquecido. O mês de julho, inclusive, já apontou uma queda menor na produção física se comparado aos meses do primeiro semestre de 2012 quando a redução foi mais acentuada.  Além da sazonalidade, o câmbio um pouco mais favorável e a redução de juros, na avaliação dos analistas, estão ajudando na lenta recuperação do setor. No entanto, os empresários alegam que ainda está longe do desempenho ideal de anos anteriores. “O governo tem tomado decisões na direção correta, mas elas são paliativas e não anulam a concorrência predatória dos asiáticos. O setor têxtil precisa de um regime tributário específico e competitivo como existe em outros países concorrentes”, insiste Agnaldo Diniz Filho, presidente da Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção).

Varejo continua importando


No acumulado de janeiro a julho deste ano, a produção do segmento de vestuário caiu 12,04% e da indústria têxtil, 6,1%, em relação ao mesmo período de 2011. O varejo de produtos confeccionados, por sua vez, cresceu 1,79%. “Esse descompasso entre produção e varejo evidencia o quanto vem aumentando a participação das importações asiáticas no mercado brasileiro. Enquanto não tivermos um regime tributário competitivo, seria muito importante, neste momento, a adoção de salvaguardas para o vestuário, cujo pedido já protocolamos no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior no dia 23 de agosto”, afirma o presidente da Abit.

De janeiro a agosto, as importações têxteis e de confecção somaram US$ 4,42 bilhões, um aumento de 9,3% em relação a igual período do ano passado. Levando em conta somente o vestuário, o incremento, segundo a Abit, foi de 32,5% nos primeiros oito meses de 2012, em comparação ao mesmo período de 2011, registrando US$ 1,46 bilhão. Por outro lado, as exportações apontaram queda de 9,8%, baixando a US$ 855 milhões. Com isso, o déficit acumulado na balança comercial do setor têxtil, de janeiro a agosto de 2012, é de US$ 3,57 bilhões (excluída a fibra de algodão).

 Panorama setorial

 De acordo com dados do IBGE, de janeiro a julho de 2012, a produção da indústria têxtil recuou 6,1%, e o segmento de vestuário teve queda de 12,04%. No entanto, a queda de julho foi bem menor que os meses anteriores, mostrando uma lenta recuperação pela sazonalidade.



abr/12
mai/12
jun/12
jul/12
-7,52
3,8
-3,57
-2,38
-11,78
-10,5
-14,1
-6,36

Nos primeiros sete meses do ano, o varejo teve um desempenho positivo de 1,79% em volume de vendas e 5,56% em receita nominal. No comparativo julho 2012 e julho 2011, o crescimento foi de 5,52% em volume de vendas e 7,58% em receita nominal. Já no que se refere ao emprego, com uma queda menor na produção, segundo o CAGED, o setor demitiu menos do que contratou no mês de agosto e o saldo de empregos ficou em 1.679 contra 643 registrados no mesmo mês do ano passado. No entanto, o setor têxtil/confecção contabiliza, no geral, a perda de 12.703 postos de trabalho nos últimos 12 meses.

Fonte: Portal Textília.net
Edição: Marcia Mariano
Fonte: Ricardo Viveiros Oficina de Comunicação

sábado, 22 de outubro de 2011

Padronização dos tamanhos vai causar revolução no setor textil

 
O setor de vestuário prepara-se literalmente para uma revolução na maneira como as peças são fabricadas e vendidas no País. Com base no levantamento das medidas médias do corpo da população brasileira estão sendo estabelecidas referências para o tamanho das roupas infantil, masculina e feminina. Segundo o presidente da Associação Brasileira do Vestuário (Abravest), Roberto Chadad, a expectativa é de que nos próximos dois anos ao menos metade da produção nacional de vestuário, atualmente em 5,5 bilhões de peças anualmente, possa estar padronizada.

"Para a indústria, a padronização das medidas poderá gerar uma economia de até 8% na compra das matérias-primas (tecidos). Já no varejo cairão os custos para conferência interna do tamanho das peças e as trocas de roupas por parte do consumidor final", afirmou Chadad. Outro canal que poderá ser desenvolvido é o de vendas por meio da internet, que ainda engatinha no Brasil. "Em virtude das diversas grades de numerações existentes, a venda de vestuário na internet enfrenta o desafio do alto volume de solicitações de trocas e devoluções", disse.

No caso masculino, as novas normas sugerem medidas diferenciadas para homens a partir dos biotipos "normal", "atlético" e "obeso", que deverão gerar mais de vinte referências de tamanho. "Os tamanhos P, M e G deixarão de ser medidas de referência", destacou Chadad. As calças, por exemplo, contarão com especificações como "perímetro de cintura", "comprimento entrepernas" e "estatura" para as quais foram confeccionadas. Já as camisas terão informações do "perímetro de cintura", "perímetro de tórax", "comprimento do braço" e "estatura".

Segundo a Abravest, as padronizações masculinas estão na fase final de consulta pública, processo que deverá ser encerrado entre o final de outubro e início de novembro. A homologação das medidas, na sequência, seguirá os padrões da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), com o instituto Totum - credenciado pelo Inmetro - encarregado pela qualificação e auditoria das empresas. A Associação Brasileira do Varejo Têxtil também participa das discussões.

Dessa forma, as confecções que aderirem à padronização deverão oferecer roupas com a respectiva numeração e medidas adequadas a cada perfil de consumidor. Além disso, serão criadas novas etiquetas - adicionalmente à obrigatória costurada na roupa, com a origem do produto e CNPJ do fabricante - penduradas com informações mais detalhadas, como a composição dos tecidos e as orientações sobre lavagem e conservação, "que não encontram espaço" nas peças atualmente, disse Chadad.

Após a finalização das padronizações das vestimentas masculinas, será a vez das femininas. "Isso deverá ser finalizado até abril do próximo ano", destacou o presidente da Abravest. Nas roupas femininas, as etiquetas vão indicar a "estatura", "medida ombro a ombro" (no caso dos casacos), "busto", "cintura", "quadril" e "comprimento", conjuntamente aos biotipos "normal", "atlético" e "obeso". A expectativa da entidade é de que as roupas femininas também contenham mais de vinte referências de tamanho.

Desde o início deste ano, as roupas infantis já contam com a padronização dos tamanhos, num total de 22 referências de medidas. Segundo Chadad, as indústrias estão reestruturando sua produção com as novas normas. "Por enquanto, apenas 5% das fábricas, principalmente as de uniformes escolares, já se adequaram", disse. Mas esse número deve subir. "Mais de 100 fábricas em São Paulo devem se adequar até o final deste ano, porque os colégios estão passando a exigir as novas padronizações."

O dirigente da Abravest destacou que as padronizações são apenas uma referência, e não uma obrigação prevista na legislação. Segundo ele, a entidade investiu mais R$ 400 mil na elaboração e nos estudos das medidas, que contaram com mais de cem reuniões com representantes da indústria, varejo, matéria-prima e consumidores, por meio da ABNT. A entidade vai disponibilizar, gratuitamente, aos fabricantes assessoria técnica para que as empresas se adaptem às padronizações. "Ninguém vai pagar pelas normas."

Fonte:Isto É dinheiro

domingo, 1 de maio de 2011

Aprenda como rastrear o consumidor




 Há um provérbio inglês que diz: “Observe to Serve” e quer dizer “Prever para prover”. Isto é, descubra o que está para acontecer para se preparar e oferecer o que o mercado necessitará. E sendo o consumidor a razão de existir de todo varejo, temos que estar atentos às mudanças e novos comportamentos para servi-lo mais e melhor.

Quase como com bola de cristal, os debates sobre o futuro do varejo, que aconteceram em Nova York durante a feira de inovações NRF 2011 – National Retail Federation, em janeiro deste ano, apontam caminhos que podemos aproveitar para colocarmos nossos negócios rumo ao sucesso. São as tendências para o varejo, mas que devem ser colocadas em prática o mais rápido possível pelos lojistas. O novo comportamento do consumidor, quando observado detalhadamente e traduzido em estratégias, traz para o comércio de lingerie, moda praia e fitness possibilidades para revolucionar estes segmentos do varejo de moda, e a tecnologia pode ser aliada para mapear este comportamento.


Tempo é dinheiro

 

A maioria das discussões sobre o novo consumidor recai no impacto das novas tecnologias em suas vidas, principalmente na forma como compram e escolhem os produtos. A nova geração de consumidores não se contenta mais com os velhos argumentos de vendas, não se comove mais com os antigos benefícios e não tem tempo para “firulas” sem objetivos práticos. Vemos que as novas tecnologias permitiram ao consumidor assumir várias atividades ao mesmo tempo, mas, por outro lado, fazem com que eles tenham cada vez menos tempo para suas compras.

Produtos de necessidades básicas, como é o caso do lingerie, tendem a ter o seu consumo adiado até o “último suspiro” das peças que estão em uso. Com pouco tempo, o consumidor vai comprá-la somente quando precisar. Por isso, o varejista deve diminuir ao máximo o tempo de atendimento após a decisão de compra do cliente e transformar o tempo de escolha do produto no mais prazeroso o possível.

O consumidor pós-crise está mais consciente, exige que os produtos, sua exposição e as promoções façam realmente sentido, possam ser utilizáveis e tenham informações confiáveis. Ele não quer mais desperdiçar suas compras e seu tempo. O varejista precisa descobrir o que desagrada o consumidor na hora da compra em sua loja e eliminar os entraves com o uso das novas tecnologias. Então ficará somente a parte boa da compra e a sensação de aproveitamento de tempo e plena diversão. E para o consumidor impaciente a atarefado, compra divertida e intensa é o equivalente a compra rápida, por mais tempo que tenha levado. A tabela a seguir apresenta um resumo das tendências com suas soluções para o varejo.


Tendências apontadas na NRF 2011

 
Como varejistas de lingerie, moda praia e fitness podem aproveitá-la
Tendências
Consumidor quer fazer compras relevantes, com benefícios que façam sentido em suas vidas.
Soluções para o varejo
Descubra qual é, e elimine a parte ruim da compra em sua loja, que em lingerie, moda praia e fitness geralmente está na hora de provar e de pagar. Por isso, agilize a escolha do consumidor, coloque em sua loja tecnologias que tornem o atendimento mais rápido. Inove no provador.
Consumidor quer fazer compras rápidas e certeiras 
Consumidor buscando comprar em multicanais
Insira sua loja nas redes sociais e implante um sistema de e-commerce para ampliar os canais de vendas dos seus produtos. Inclua sua loja em mini pontos de venda localizados em danceterias e até hotéis.
Consumidor consciente do desperdício zero e atento ao meio ambiente.
Aperfeiçoe o tempo do atendimento, elimine saquinhos e embalagens desnecessárias. Informe sobre inovações de materiais ecológicos utilizados nos produtos.
Consumidor em busca do atendimento individualizado.
Crie mecanismos através de cadastros, scanners ou até mesmo fichas para reunir o maior número de informações de preferências e hábitos dos seus clientes. Use estas informações no atendimento e entregue-lhes o que eles querem.
O atendimento é agilizado e focado.

Diferencial é fundamental




As lojas de moda praia e fitness têm um campo enorme para explorar as sensações no consumidor. A compra destes artigos tão específicos do vestuário ainda é percebida como desgastante, carregada de dúvidas e demorada. Equipamentos de ginástica na loja para testar os produtos, provadores equipados com luzes que simulam a pele bronzeada e até areia no chão da loja facilitam a escolha do melhor produto. Algumas destas sugestões podem motivar a compra de produtos que “quase caem” no cesto dos supérfluos. 

A loja alemã de artigos esportivos e fitness Globe- trotter tem espaços que simulam cenários, tais como paredes de escalada para roupas de alpinismo; bicicletas ergométricas para testar uma calça ou bermuda legging e até mesmo um lago artificial como “provador” de roupas de mergulho, ou seja, em uma loja assim é impossível haver dúvidas se a compra de determinado produto é certa! 

Outra tecnologia, que podemos dar como exemplo, foi lançada pela empresa Fictix no Rio Fashion Business Tech, evento de inovações tecnológicas para lojistas, apresentado junto com o Fashion Rio, em janeiro. Funciona da seguinte forma: a consumidora seleciona e leva para o provador tudo de que gostou. A cada modelo provado, ela toca no espelho (que é uma tela touch screen) instalado dentro do provador para ser fotografada. No final, as fotos com as diversas peças experimentadas estarão disponíveis no espelho para que possam ser escolhidas.

Destaque ainda para o sistema MFace, da empresa de tecnologia Milonga, que oferece aos lojistas a possibilidade de rastrear o cliente.

Em segundos, uma câmera registra a imagem do consumidor, que diz seu nome, telefone e e-mail e pode também apresentar suas características especiais. O sistema fornece informações sobre as lojas da rede que ele mais visitou, por onde passou, quais compras fez e quanto gastou. Não se pode deixar de mencionar a importância da presença do negócio nos mais diversos canais de vendas, principalmente os virtuais. Inserir a loja nas redes sociais, entrar no e-commerce e investir no e-mail marketing já são itens básicos de sobrevivência junto aos novos consumidores.

Imagine o novo cenário: uma consumidora, que trabalha e estuda, vai ao shopping comprar novas lingeries. A atendente reconhece que ela é aquela cliente que recentemente fez cirurgia de implante de silicone nos seios e também adora lingeries de cor preta. A consumidora prova cinco modelos de sutiã de acordo com suas medidas; o inovador espelho do provador mostra a peça de frente e costas; uma música francesa toca no som ambiente e um aroma floral marcante sopra no ar. 

A consumidora, entusiasmada com as provas bem sucedidas, certamente levará todos os cinco modelos, porque lhe faltará oportunidade para voltar à loja e, além do mais, faz tempo que ela não recebe um atendimento tão eficiente e encontra produtos tão bem feitos para suas necessidades. Eis uma compra perfeita! Hoje, os consumidores vão em busca de um atendimento de acordo com suas preferências e necessidades e o varejo vem percebendo que conhecer bem (e mostrar que conhece) o consumidor é garantia certa de venda e além disso, economiza-se tempo, recursos e dinheiro.



Por: Cristina Marinho
Consultora de Marketing e Comportamento
Fonte:Textila

domingo, 24 de abril de 2011

Sustentabilidade predomina na Tecnotêxtil 2011

Entre os dias 12 e 15 de abril, a capital paulista sediou a 2ª edição da Tecnotêxtil 2011, feira de tecnologias do segmento têxtil, que reuniu 110 expositores e 250 marcas da indústria têxtil nacional e internacional. O evento teve o objetivo de mostrar ao mercado as principais inovações e tecnologias em maquinários e acabamentos, desde máquinas de corte a aviamentos e etiquetas.

O tema que mais movimentou a feira foi "Sustentabilidade e a tecnologia na cadeia têxtil". Com isso, diversas empresas apresentaram maquinarias e técnicas no que diz respeito à responsabilidade ambiental. O investimento e desenvolvimento de equipamentos tem redução de poluentes, água e energia, aperfeiçoando a qualidade de produção, distribuição e aplicação em crescente harmonia com o meio ambiente.

Novas tecnologias atraem

Das novidades apresentadas, o que mexeu com a curiosidade do público foram os modernos equipamentos de estamparia digital direta, na qual a impressão é feita diretamente na peça, em tecidos à base de algodão, seda, poliéster, linho, viscose entre outros. No processo  convencional, há a demanda de uma série de ações: o desenvolvimento de fotolito e matriz serigráfica, a preparação das cores e, por último, a estamparia em si.

Com a inovação da estamparia digital direta, os processos que antes levavam 3 dias para serem concluídos, serão realizados em pouquíssimas horas e com o atributo de importantes diferenciais de sustentabilidade por diminuir consideravelmente a quantidade de materiais utilizados e recursos como água e luz.

Sustentabilidade em seminários e palestras
   

Paralelamente à feira, houve outros eventos do segmento têxtil: o Seminário tecnológico da ABTT (Associação Brasileira de Técnicos Têxteis), que contemplou alguns projetos e ações de empresas engajadas na preservação do ambiente acoplado à aplicação em tecnologia e uma perfeita integração entre todos os elos da cadeia têxtil, do desenvolvimento à produção.

Alguns foram destaque, como a empresa Laroche/Brasil, que apresentou novos conceitos e maquinários para reciclar os resíduos têxteis sólidos, criando assim materiais com desenvolvimento sustentável. Senai/Cetiqt (RJ) trouxe novas tendências de moda em fibras, fios, tecidos e cores para o próximo outono-inverno e um preview de primavera-verão 2012/2013. A empresa Basf/Werken exibiu técnicas de estamparia convencional com pigmentos que reduzem a utilização de água e o tempo de confecção dos materiais têxteis.

Por fim, a palestra da empresa PQT Química do Brasil destacou técnicas de nanotecnologia e sustentabilidade nos processos de lavanderia para o denim, além do surgimento de espumas químicas que ajudam a acelerar os acabamentos no vestuário e ao mesmo tempo reduzindo a poluição e os resíduos.

Brasil Fashion Designers

  

A “Brasil Fashion Designers sudeste 2011” teve sua etapa final do concurso idealizado entre os estandes da feira e teve o objetivo de revelar ao cenário fashion nacional a as criações dos jovens designers, integrando o talento criativo com todos os elos da cadeia têxtil. Domitila de Paulo, 22 anos, levou o 1º lugar. Estudante de Design de Moda na Fumec (Faculdade de Engenharia e Arquitetura), de Belo Horizonte (MG), ela criou a coleção intitulada “Frag-Mente o Navegar”.

Fonte:UseFashion

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Qual é a lógica dos eventos de moda?





 
Certamente haverá vozes contrárias ao nosso posicionamento, o que é compreensível, porém, já está mais do que na hora de repensarmos o modelo de eventos do setor têxtil/ confecção e moda no Brasil. Fazemos aqui uma crítica construtiva, não ao conceito, mas a maneira pela qual os eventos estão sendo realizados. Tanto as semanas de moda quanto as feiras de negócios parecem estar desconectadas da realidade do mercado. A demanda existente no Brasil reforça o grande potencial de consumo interno do nosso País.

Mas também mostra claramente o quanto a forma de expor ou lançar as novidades para o mercado está equivocada. O principal objetivo de um evento comercial, seja desfile ou feira, é estreitar o relacionamento com o varejo, seja de pequeno, médio ou grande porte. Na primeira fila de importância de qualquer evento tem que estar “Sua Excelência”,

O Comprador! É ele quem faz movimentar o comércio, a indústria e as receitas dos promotores de eventos. Salvo algumas exceções, muitos destes organizadores de evento não sabem sequer identificar seu publico alvo.  Por outro lado, a mídia dirigida ou de banca, atuante neste mercado, precisa ser tratada com mais consideração. Não com mimos e favores, mas com profissionalismo. São estes segmentos que fazem com que as coisas aconteçam em termos de negócios no curto, médio e longo prazo. Em busca de visibilidade midiática, muitos promotores apostam em fórmulas que não repercutem a real relevância de um setor tão importante para economia do País, e também para as empresas, estilistas, varejo e profissionais que dele dependem.



O que tem que ser feito é:

1) Mudar o foco e o formato para que tais eventos sejam capazes de atrair um público mais qualificado;

2) Utilizar os recursos disponibilizados pelas entidades e organismos governamentais para promover eventos que realmente divulguem os produtos e as marcas brasileiras.

Estes devem ser os principais compromissos daqueles que se propõem a divulgar o setor têxtil/confecção no Brasil. Caso contrario, correm o risco de cair no vazio.
  
Por: Maria José de Carvalho - Revista Textila



über-opinião: Concordo totalmente com a Maria José, tenho visto muito evento "show" o que não é ruim, mas sem foco comercial. Aqui em Nova Friburgo sempre existiu uma feira chamada FEVEST, já foi a mior feira de lingerie da América Latina, mas desde o ano passado ela não acontece, exatamente, porque perdeu a credibilidade dos seus expositores. Culpa de uma administração ruim, pouco competitiva e nada antenada aos novos tempos... Enfim, espero que o que aconteceu aqui em N. Friburgo não se repita em outros lugares.

Antenái-vos!

Fábio Monnerat




domingo, 27 de fevereiro de 2011

Crise do algodão pode trazer novas oportunidades para o Brasil



Para Ulrich Kuhn, presidente do Sintex – Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem e do Vestuário de Blumenau, esta edição da Texfair Home 2011 se caracteriza por ser o primeiro encontro do setor, pós-crise do algodão, que possibilitou uma melhor avaliação sobre o caso. “No 1º dia da feira os stands e corredores estavam cheios e podemos perceber que esta crise é um processo que mistura realidade e ações especulativas. Sem dúvida, este problema refletirá no custo final dos produtos e mesmo com a regularização do fornecimento entraremos em um novo patamar de preços. Não vamos ter mais algodão barato mesmo com a safra recorde, mas precisamos manter o produto vivo e rentável e, para isso, precisamos criar mecanismos competitivos”, afirma Kuhn. A declaração do executivo aconteceu durante coletiva de imprensa concedida ontem, 22/01, durante a abertura da Texfair Home 2011.

Segundo Kuhn, a crise do algodão é um problema que afetou todos os grandes consumidores mundiais em momentos diferentes. “A partir de 2006, começou uma queda gradativa de safra e os estoques reguladores começaram a diminuir chegando a um ponto nevrálgico. Mesmo com o aumento físico das safras e a estabilização dos estoques reguladores a indústria mundial, e também a brasileira, terá que se readequar a um novo cenário”.

Para Kuhn, ações como aumento dos limites de financiamento, desoneração fiscal e a criação de linhas de financiamento para compras futuras são ações que poderão incrementar as retomada dos negócios e o crescimento do setor.

Na ocasião, Fernando Pimentel, diretor superintendente da ABIT – Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção ressaltou o potencial brasileiro na produção de algodão, denominando-o de “ouro branco” e afirmando que o Brasil caminha para ocupar a 4ª posição mundial no ranking produtivo. “Atualmente, temos quantidade, qualidade e inserção global, mas temos que ficar atentos para que os produtos originários dessa matéria-prima também possam gerar riquezas. Corremos o risco de exportar demais e depois ter que importar”, alertou o executivo. Segundo Pimentel, a safra 2011 deve somar 2 milhões de toneladas, praticamente o dobro do volume produzido no ano passado. Até 2015, a expectativa é alcançar uma média de 3,5 milhões de tonelada /ano. Em relação aos têxteis para o lar (cama, mesa e banho), Pimentel destacou um projeto da ABIT, em parceria com a Fiesp – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, enviado ao governo federal, que propõe que um percentual do financiamento para aquisição da casa própria possa ser direcionado para a compra de produtos para o lar. “Precisamos criar espaço dentro do financiamento para também vestir este novo lar”, completou o executivo ao justificar que o crescimento da demanda de têxteis para o lar no mercado interno também está amparado no bom desempenho do setor de construção civil. Dentre as medidas já negociadas com órgãos governamentais para minimizar os efeitos da crise do algodão, o executivo da ABIT destaca a liberação da importação de 250 mil toneladas de algodão totalmente isenta de impostos.


Argentina

Em relação à imposição de barreiras aos têxteis brasileiros pelo governo argentino, Fernando Pimentel foi categórico. “Falta para o governo brasileiro dizer um basta para o governo argentino. O modelo clássico de negociação da Argentina é fazer acordo e segurar a liberação. O vendedor se sente desestimulado e o comprador inseguro. Criamos uma comissão para avaliar as violações dos acordos dentro do Tratado do Mercosul”, destaca Pimentel. Também indignado com a situação, Ulrich Kuhn enfatiza que “pior do que deixar de embarcar, é perder mercado”. Atualmente, a Argentina representa 20% do total de exportações brasileiras no segmento de confeccionados.
 
Fonte:Textila

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Negócios da moda devem gerar R$ 136 bi em 2011

  


A indústria têxtil e de confecção do país devem se preparar para atender a demanda nacional por produtos de moda. De acordo com as estimativas do Pyxis, ferramenta de potencial de mercado do Ibope Inteligência, o varejo de moda deverá movimentar este ano aproximadamente R$ 136 bilhões. De acordo com o estudo, o segmento de vestuário feminino, masculino e infantil movimentará em 2011 cerca de R$ 95 bilhões, representando um consumo per capita de R$ 492 ao ano. Já no segmento de calçados e acessórios (incluindo bolsas, malas e outros), o potencial de consumo projetado para o ano é de R$ 40,6 bilhões em todo o Brasil. O consumo per capita dessa categoria é estimado em R$ 210. Somadas, as duas categorias da moda movimentarão no ano R$ 135,6 milhões, representando um gasto de R$ 702 por pessoa. Anualmente, o Pyxis gera estimativas de potencial de consumo para o varejo em 50 diferentes grupos de produtos e acessórios.

Consumo por classe

A classe B deverá ser responsável pela maior parcela deste consumo: R$ 56,3 bilhões (42% do consumo total de moda). De acordo com o Critério Brasil, este segmento da população representa atualmente 24% das famílias que residem na área urbana e apresentam renda média familiar aproximada entre R$ 3.000 e R$ 12.000. Embora a classe C tenha chegado muito próximo da B em volume de consumo, ainda não conseguiu superá-la, devendo representar aproximadamente 39% do potencial total do consumo de moda este ano (R$ 52,3 bilhões). A classe C brasileira hoje corresponde a 50% das famílias que residem em área urbana e têm renda mensal aproximada entre R$ 700 e R$ 2.999.

Já a classe A, a mais cobiçada pelo varejo da moda, deverá gastar em 2011 R$ 18,1 bilhões com roupas, calçados e acessórios. È de se ressaltar, porém, que este grupo representa apenas 2,5% das famílias brasileiras (população urbana) e tem renda média mensal superior a R$ 12.000.

As classes D/E compõem o menor grupo de consumo para varejo de moda. O volume desta parcela neste ano de 2011 deverá ficar em torno de R$ 8,8 bilhões e, provavelmente, parte deste será absorvido pelo comércio informal. As classes D/E representam 24% das famílias residentes em áreas urbana e têm renda média mensal inferior a R$ 700.
 
Tabela 1
Classe
Número de domicílios em área urbana
% Domicílios
Potencial de consumo para varejo de moda - 2011
% Potencial de consumo
A
1.269.475
2,5
R$ 18,1
13,3
B
11.800.129
23,5
R$ 56,3
41,5
C
25.275.888
50,4
R$ 52,4
38,6
DE
11.853.982
23,6
R$ 8,8
6,5
Total
50.199.474
100,0
R$ 135,6
100,0
  
Potencial de consumo por região
Geograficamente, o maior do potencial de consumo estimado para o varejo de moda está concentrado na região Sudeste: 54% do volume total do mercado deverá ser comercializado nesta região. O Estado de São Paulo sozinho representa 31% do potencial total.  As regiões Sul e Nordeste dividem o segundo lugar, cada uma delas com aproximadamente 16% do mercado total. O que muda na comparação entre os dois mercados, no entanto, é o consumo per capita que é muito maior na região Sul.

Tabela 2


Classe
Potencial de Consumo para Varejo de Moda - 2011
% Potencial de Consumo
Consumo per Capita
Norte
R$ 7,7 bilhões
5,6 %
           R$ 472
Nordeste
R$ 21,7 bilhões
16,0 %
           R$ 404
Sudeste
R$ 73,0 bilhões
53,9 %
           R$ 899
Sul
R$ 22,1 bilhões
16,3 %
           R$ 799
Centro oeste
R$ 11,1 bilhões
8,2 %
           R$ 775
Total
R$ 135,6 bilhões
100,0 %
           R$ 702


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sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Senai/Cetiquet lança a ótima revista REDIGE


Estou adorando a REDIGE os artigos, agora estou lendo um ótimo chamado "O design de moda e os lugares de memória: Ronaldo Fraga e sua coleção Pina Bausch".

Vale a pena conferir.

Fábio Monnerat


segunda-feira, 15 de novembro de 2010

O Brasil tem tudo para ser o lançador global do Verão, mas...


Não é de hoje que se fala sobre a necessidade de se adequar os lançamentos das coleções à nova realidade do mercado consumidor. Pois bem, o assunto voltou à baila e, desta vez, discutido por formadores de opinião influentes no fashion business.

O empresário Nelson Alvarenga, um dos controladores da InBrands e presidente do conselho da Ellus, em entrevista concedida à Folha Online no mês de junho, foi contundente: além de afirmar que “a moda brasileira ainda está na adolescência”, disse que as datas de realização das semanas de moda no país estão “totalmente erradas”. Quem também levantou outro tema polêmico, o chamado “Calendário B”, foi o consultor Norberto Arena.

Numa palestra realizada em agosto de 2009 no Mega Pólo Moda, ele defendeu que deve-se organizar um calendário de lançamentos nacionais em que se “valorize o ineditismo”, que “não se dependa dos lançamentos de produtos das passarelas internacionais” e, sim, “da ciência e das disponibilidades de matérias-primas que, além de combater a cópia, cria uma identidade”.

O grande desafio que se coloca para a cadeia produtiva têxtil é se haverá condições de apresentar “capacidade criativa e design”, como frisou o diretor geral da Première Vision, Jacques Brunel, no novo modelo de evento proposto. Que nossa indústria tem potencial para isso é indiscutível.

Porém, se quisermos realmente ser players mundiais, teremos que criar sem beber na fonte do que se faz lá fora. Teremos que ser vanguardistas.

O que a Première Brasil propõe é que sejamos lançadores do Verão para o mundo.

O desafio está lançado!

Fonte:http://www.textilia.net/materias/ler/moda/moda-marketing/ponto_de_vista_nos_precisamos_de_um_calendario

terça-feira, 28 de setembro de 2010

über-green: Tecidos sustentáveis... saiba mais!

Algodão

Esta é uma fibra sensacional para roupas, mas o cultivo tradicional do algodão causa problemas tanto ao meio ambiente quanto aos trabalhadores por conta do uso de pesticidas e inseticidas que causa doenças e espalha a poluição nos lençóis freáticos.

O algodão orgânico é cultivado sem uso destas técnicas e não causa estes distúrbios, mas requer muito trabalho – e o campo tem que estar livre dos aditivos químicos pelo menos por três anos antes do produto ganhar a certificação. A demanda global pelo algodão orgânico cresce exponencialmente e a grande questão hoje é como produzir o suficiente para atender a todos. La Rhea Pepper, do Organic Exchange, declarou a Linda: “Para encorajar a produção das fibras orgânicas precisamos discutir e implantar modelos que reconheçam o valor do produto dos limites das fazendas até o final da cadeia produtiva.”

Cânhamo

Sim, a planta produz fibras vestíveis, além do produto ilegal – e é uma das matérias primas mais promissoras. É altamente produtiva sem uso de pesticidas ou inseticidas e melhora o solo onde é cultivada. É resistente e pode ser plantada em quase qualquer clima. O tecido pode ser feito quase sem uso de produtos químidos e como não pede grande tecnologia para ser feito, pode ser realizado na fazenda, aumentando o emprego e reduzindo os custos de transporte e poluição decorrentes.

O Cânhamo tem sido usado como matéria prima para tecidos há milênios e só recentemente se tornou controverso. Como a planta também produz maconha é ilegal nos Estados Unidos (no Brasil também) mas é cultivada legalmente na Europa, Ásia e Canadá.

Bambu

O tecido produzido a partir do bambu tem grande suavidade – é comparado ao cashmere. Como a planta cresce rápido e fácil, é em grande parte naturalmente orgânico. Não precisa ser replantado depois da colheita e cresce novamente a partir das raízes. Como o cânhamo, ele melhora a qualidade do solo e ajuda a reconstituir os efeitos da erosão.

Há duas formas de fazer tecido a partir do bambu: mecânico ou químico. O método mecânico pede que se prense a parte da madeira e depois se acrescentam enzimas naturais que produzem uma polpa que pode ser “penteada” e tecida. O resultado deste processo costuma ser chamado de “tecido de bambu”. E uma minúscula parte da produção destina-se ao vestuário porque o método exige muito trabalho e é caríssimo.

O tecido de bambu usado para vestuário é em grande parte resultado do processo químico, que é feito através do “cozimento” das folhas e ramos em hidróxido de sódio e dissulfato carbônico (hidrólise por alcalinização combinada ao bleaching) . Este processo causa muitos problemas de saúde. Em baixa quantidade, cansaço, dores de cabeça e problemas nervosos. O dissulfato carbônico é indicado como origem dos problemas nervosos de trabalhadores na produção de rayon… Exatamente por conta disso é considerado prejudicial ao meio ambiente e não é sustentável nem ecológico. A boa notícia é que há novos jeitos de produzir a fibra de bambu. Por isso mesmo, antes de comprar, olhe a certificação – Oeko Tex, Soil Association, Skal, Krav ou qualquer similar.

Soja

Além de ser bacana para o corpo e a alimentação, a soja produz um tecido famoso por sua suavidade, conforto, brilho e caimento – que se combinam à lavagem fácil e durabilidade. É mais caro que o algodão orgânico ou cânhamo e tornou-se um produto de luxo. Outro ponto positivo é que é produzido com as sobras da indústria alimentícia. Existe alguma soja certificada – mas pouquíssima.

A pesquisa sobre o plantio de soja, claro, não leva a nenhum resultado positivo. Só aqui no Brasil a gente sabe bem o que as plantações têm feito ao cerrado e à Amazônia. Sem falar que grande parte das plantações usam sementes geneticamente modificadas (a tal soja transgênica que é usada na Argentina e aqui também). Esta prática causa danos aos rebanhos e plantações vizinhas. Em menos de uma década, as plantações de soja expulsaram gente do campo e causam sérios desequilíbrios ecológicos e agrícolas, detonam a segurança alimentar e levam à dependência de tecnologia controlada por duas ou três multinacionais. Antes de comprar qualquer coisa produzida com este tecido vale verificar a certificação orgânica.

sábado, 25 de setembro de 2010

A tecnologia têxtil está na moda


O varejo de moda no Brasil é um dos setores que mais tem se expandido nos últimos anos. Segundo dados do IBGE, o crescimento nos segmentos tecidos, vestuário e calçados, somente no primeiro semestre de 2010, foi de 10,1%. Este crescimento faz com que estes setores tornem-se cada vez mais atrativos, principalmente em regiões com menor oferta de produtos. Além disto, exige que o desenvolvimento de produtos seja mais eficiente, a fim de que o varejo possa oferecer uma ampla variedade de produtos, a valores mais competitivos. Sem dúvida alguma, investir em pesquisas, design, modelagem é primordial.

Mas em que pé estamos no que se refere ao emprego e conhecimento sobre os mais diversos tipos de materiais têxteis (fibras, fios, tecidos, malhas e acabamentos), hoje oferecidos pelo mercado? As opções são quase infinitas, se formos considerar os tipos de fibras têxteis e suas classificações, as variações em processo de produção de fios, tecidos e malhas,  além da ampla gama de acabamentos, os quais abrem espaço para a utilização de cores, efeitos, texturas e propriedades dos mais variados. Os responsáveis por produtos, estilistas e compradores, tem conhecimento suficiente sobre todas esta possibilidades? Conhecem mesmo o que estão desenvolvendo e entregando aos consumidores?

Como resposta inicial para estas perguntas, podemos dizer que há espaço para evoluirmos. Quanto mais se conhece sobre as infinitas possibilidades de materiais a serem utilizados, maiores são as possibilidades de desenvolvimento de produtos aliados a custos mais reduzidos. Ou ainda, mais elaborados e sofisticados, com maior valor agregado. Tudo isto sem falar na diminuição da ocorrência de falhas, tanto durante a produção, quanto no pós venda. A conseqüência reflete-se na diminuição de retrabalhos, trocas e reclamações de clientes.

Vale lembrar que a comunicação entre a cadeia produtiva têxtil e os setores de confecções e varejo, é bastante carente, apesar destes viverem uma espécie de simbiose, onde a sobrevivência de cada um está diretamente relacionada ao outro.

A falta de informação e comunicação, agrava-se quando vamos analisar o varejo, onde as equipes de vendas, sentem falta desta sinergia com as próprias equipes internas de desenvolvimento de produtos e compras. Imagine então com o restante da cadeia têxtil. Não raramente, encontro gerentes de lojas e vendedores com pouco ou nenhum conhecimento sobre uso de materiais, costuras e acabamentos. Justo estes que se comunicam com quem faz o setor mover-se: o consumidor.

Neste contexto, além da venda acabar sendo prejudicada, o mesmo ocorre com o pós venda, quando o consumidor sente necessidade de realizar alguma troca ou fazer alguma reclamação. Dificilmente a equipe de vendas consegue oferecer uma resposta precisa, na maioria das vezes tendo que retornar o produto à fábrica para que seja dada uma resposta adequada ao cliente. Nisto passaram-se dias, com idas e vindas de peças, pessoas manuseando, sem falar na espera e retorno do cliente à loja.

O varejo acaba perdendo a chance de reduzir custos, valorizar seus produtos e fidelizar um maior número de clientes, pela simples falta de conhecimento e treinamento sobre tecnologia têxtil. Ambientação, atendimento, marketing, design, ajudam sim a vender. Conhecimento sobre produtos têxteis também. Tudo isto faz parte da experiência de compra.


Fica aqui essa reflexão. Bons desenvolvimentos e Boas vendas! 
 Mande sua opinião para
carla@anme.com.br.
Por: Carla Angelini
Engenheira textil, proprietária e consultora da empresa ANME

sábado, 11 de setembro de 2010

A moda em movimento


A presença de expositores e compradores nas feiras de negócios, realizadas no primeiro semestre de 2009, e o movimento das edições de Verão do Fashion Rio e São Paulo Fashion Week, sinalizaram que a indústria têxtil/confecção está conseguindo passar pela crise, sem muito trauma.

Isto é bom, pois revela que muitas empresas do setor estão se conscientizando da importância de se investir em produtos com apelo fashion, valor agregado e vendáveis, afinal, é bom lembrar que o consumidor hoje pensa duas vezes antes de comprar. Por isso, a situação econômica global ainda exige cautela.

Outra grande novidade no mercado fashion é a convergência, que poderá se configurar entre as suas principais semanas de moda do país. A InBrands, detentora tanto do SPFW como agora também do Fashion Rio, trata a moda como negócio e seu principal objetivo, como bem ressalta o diretor Gabriel Felzenszwalb, é fazer com que as grifes atinjam resultado financeiro de longo prazo. Contudo, não basta apenas se manter com as vendas no mercado doméstico, é preciso também ampliar as exportações.

E este é o principal desafio da indústria têxtil/vestuário brasileira.

Além de ser acossada pela importação de artigos chineses, que atingiu US$ 442,18 milhões no primeiro quadrimestre, ainda corre o risco de perder a Argentina como seu principal comprador. A China já é o principal fornecedor de têxteis para os nossos vizinhos.

De janeiro a abril de 2009 ano, a participação brasileira no mercado argentino de têxteis e vestuário despencou de 41,9% para 26,4%.

Enquanto isso, nos últimos anos, os chineses ampliaram sua fatia neste mercado, de 15,8% para 31,9%.

Cada vez mais é necessário haver uma política de incentivo à produção e exportação de bens manufaturados. Persistindo esta situação de privilegiar apenas a exportação de matérias-primas, o Brasil não conseguirá status de qualidade internacional de produto de valor agregado, tão importante para a indústria da moda.

Por: Maria José de Carvalho
Publisher
Fonte: ITT Press Trends
Edição: 74

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Summer Rayne Oakes lança site de têxteis sustentáveis

Mesmo bem vista pelos consumidores, a sustentabilidade ainda não é um caminho tão fácil para os produtores. Entre outros obstáculos, existe dificuldade para encontrar uma boa variedade de materias sustentáveis, mas este problema pode ser atenuado devido à recente criação de uma modelo.

A norte-americana Summer Rayne Oakes deixou temporariamente as passarelas e a TV para aliar suas competências de designer de calçados, autora de livro sobre moda ecológica e empreendedora social na criação do site Source4Style. Neste endereço, estão reunidas inúmeras matérias-primas sustentáveis.




Segundo Oakes, este canal segmentado de venda não resulta apenas na preservação do meio ambiente, mas dá mais tempo para os criadores desenvolverem a estética de coleções. "Uma pesquisa nossa constatou que 85% do tempo de produção dos designers ecológicos é gasto com pesquisa de materiais", sustenta.

Outra missão do projeto, que ainda está em versão beta, é facilitar a comunicação de designers e varejistas com grupos de artesãos e cooperativas menos expressivas. Até o momento, quem quer conferir a novidade precisa se cadastrar e aguardar convite.

Fonte:http://www.usefashion.com/categorias/noticias.aspx?IdNoticia=89076

sábado, 21 de agosto de 2010

MODA: O que fazer na próxima década

Começamos 2010 com a notícia de que aquela fatídica crise global, de setembro de 2008, ainda reflete negativamente na economia, afetando as exportações brasileiras que estão perdendo terreno em mercados estratégicos.
Esta retração no comércio exterior tem prejudicado o desempenho geral da indústria brasileira – a produção industrial em 2009 registrou queda de 7,4% ante 2008.

Apesar do consumo interno ter sustentado o país, evitando um abalo econômico ainda maior por conta da crise, sabemos que a próxima década nos reservará muitos desafios. Para ser um player global, como almeja o governo, o Brasil terá que sair da zona de conforto de exportador de commodities e competir no segmento de manufaturados.

Tenho recebido do nosso setor indagações do tipo “como o mercado vai se movimentar nos próximos 10 anos?” Não sou guru para prever nada, mas a minha resposta tem sido a mesma: temos que direcionar as ações não para o próximo ano, mas para o período de 2010 a 2020, como fazem os chineses.

Os dois eventos esportivos mundiais que ocorrerão no Brasil – a Copa do Mundo, em 2014, que retorna ao país depois de mais de 60 anos; e os Jogos Olímpicos de 2016, realizados pela primeira vez na América do Sul – serão oportunidades únicas para o setor produtivo brasileiro. Teremos que sair do planejamento e materializarmos os investimentos com estratégias focadas em dois objetivos:
1) A cadeia têxtil brasileira precisa mostrar sua importância no contexto de crescimento real do país.

2) A indústria do nosso setor deve aumentar os recursos em tecnologia e melhorar a gestão para ser mais competitiva.

Algumas empresas têxteis já demonstraram capacidade para inovar. Ousaram tanto na criatividade e na qualidade de seus produtos que deixaram os compradores internacionais encantados, como vimos nas feiras têxteis e de moda, realizadas em janeiro no Brasil e na Colômbia. Portanto, é possível, sim.

À parte nossos problemas de infraestrutura, temos que manter nossa vocação de investidores, empreendedores e trabalhadores. Os eventos esportivos da próxima década nos darão grande visibilidade, mas também nos colocará em xeque.

Devemos surpreender, mostrando o nosso profissionalismo.

A era do “quebragalho” acabou. É chegada a hora de nos posicionarmos definitivamente entre os países de referência têxtil e de moda no cenário mundial.

Envie seus comentários para mim. diretoria@textilia.net

Por: Maria José de Carvalho
Fonte: Textília

Über Fashion

O Über Fashion existe desde 2009 e tem como publisher o blogger Fábio Monnerat.

O blog ainda conta com colunistas convidados.

O blog é indicado pelo EnModa e pelo curso de Fashion Business da FGV-RIO, já promoveu a abertura do verão de Búzios e faz palestras sobre moda masculina e comunicação de moda em todo o Brasil.

Alguns dos nossos parceiros: Handred, Cavalera, Profuse, Divertees, Poggio, Von Der Volke, Natura, Vichy, La Roche-Posay, Couthe, SkinCeuticals, Joias
Coacci, Sobre Barba,

Sua marca no Über, escreva para: ubermcom@gmail.com