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quinta-feira, 26 de abril de 2012

Como cuidar dos diferentes tipos de tecidos?

Os avanços na tecnologia das fibras criaram roupas muito mais funcionais do que antigamente, mas cuidar delas pode ser uma tarefa confusa. As etiquetas oferecem uma intrigante gama de opções. Lavar à mão. Ciclo para roupas delicadas. Secar no varal. Não Passar. Siga estas orientações para cuidar bem de suas roupas.

Acetato: a fibra artificial costuma aparecer misturada a outras fibras, para criar roupas de bom caimento. "O acetato e suas mesclas são fácies de limpar, mas podem ser muito sensíveis às tintas. Leia a etiqueta e lave o acetato em água fria", ensina a personal organizer Regina Fuentes. A fibra deste tipo de tecido é frágil e pode ser danificada quando torcida ou espremida pelo calor. Lave à mão ou use o ciclo para roupas delicadas da máquina de lavar. Passe as roupas de acetato com o ferro em baixa temperatura, pelo avesso, com um pano entre o ferro e o tecido para evitar que ele fique brilhante e preservar a beleza da peça.

Algodão: esta fibra natural é sinônimo de conforto, mas é preciso ficar de olho: o algodão encolhe. A menos que tenha sido pré-encolhido. Por isso, observe o que a etiqueta diz. "Só água fria" pode indicar que uma calça até o calcanhar ficará pelo meio da perna se não for lavada corretamente. "Peças de algodão pré-encolhidas pode ser lavadas em água quente, morna, ou fria, dependendo da cor da peça e das recomendações da etiqueta", completa Regina.

Se a etiqueta permitir, adicione na máquina alvejante com cloro às roupas de algodão brancas para remover as manchas; use alvejante sem cloro, formulado para as coloridas, que aviva as roupas de algodão tingido. "Lavar em água fria protegerá a cor intensa do jeans de algodão e preservará o tom vivo de camisas coloridas", ensina a personal que ainda diz que "o algodão pode encolher também se secar em temperatura alta".

Linho: outra fibra natural, o linho necessita de alguns cuidados básicos como verificar a etiqueta para decidir se vai lavar a peça a seco. Se puder ser lavada na máquina, siga as instruções da etiqueta, usando os produtos adequados à cor da roupa. "O linho absorve mais água que as outras fibras; por isso, não encha demais a lavadora nem a secadora", diz Regina. O bom é passar a roupa de linho pelo avesso, com o ferro quente e usando vapor.

Poliéster: a maioria dos tecidos de poliéster pode ser lavada na máquina com água morna, mas cheque a etiqueta. "Use a temperatura baixa na secadora. Tire-as quando estiverem levemente úmidas, para evitar rugas e o acúmulo da estática. Se for preciso passar, use temperatura baixa: o poliéster derrete com o ferro quente", orienta Regina.

Seda: embora a seda seja lavável, muitos padrões de tecelagem se retraem ou enrrugam ao serem lavados, e as tintas escuras podem não ser firmes. A dica é, como sempre, olhar a etiqueta, segundo a personal. "Para as peças de seda 'lavar a seco' use produtos para lavar à mão peças que ceitam água. Xampú neutros para bebês são uma boa opção". Nunca coloque a seda na secadora. Enrole a peça em uma toalha para espremer a água e, depois, pendure para secar. Para passar, ferro morno e a seda pelo avesso.

Fonte:TerraModa

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Crise do algodão pode trazer novas oportunidades para o Brasil



Para Ulrich Kuhn, presidente do Sintex – Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem e do Vestuário de Blumenau, esta edição da Texfair Home 2011 se caracteriza por ser o primeiro encontro do setor, pós-crise do algodão, que possibilitou uma melhor avaliação sobre o caso. “No 1º dia da feira os stands e corredores estavam cheios e podemos perceber que esta crise é um processo que mistura realidade e ações especulativas. Sem dúvida, este problema refletirá no custo final dos produtos e mesmo com a regularização do fornecimento entraremos em um novo patamar de preços. Não vamos ter mais algodão barato mesmo com a safra recorde, mas precisamos manter o produto vivo e rentável e, para isso, precisamos criar mecanismos competitivos”, afirma Kuhn. A declaração do executivo aconteceu durante coletiva de imprensa concedida ontem, 22/01, durante a abertura da Texfair Home 2011.

Segundo Kuhn, a crise do algodão é um problema que afetou todos os grandes consumidores mundiais em momentos diferentes. “A partir de 2006, começou uma queda gradativa de safra e os estoques reguladores começaram a diminuir chegando a um ponto nevrálgico. Mesmo com o aumento físico das safras e a estabilização dos estoques reguladores a indústria mundial, e também a brasileira, terá que se readequar a um novo cenário”.

Para Kuhn, ações como aumento dos limites de financiamento, desoneração fiscal e a criação de linhas de financiamento para compras futuras são ações que poderão incrementar as retomada dos negócios e o crescimento do setor.

Na ocasião, Fernando Pimentel, diretor superintendente da ABIT – Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção ressaltou o potencial brasileiro na produção de algodão, denominando-o de “ouro branco” e afirmando que o Brasil caminha para ocupar a 4ª posição mundial no ranking produtivo. “Atualmente, temos quantidade, qualidade e inserção global, mas temos que ficar atentos para que os produtos originários dessa matéria-prima também possam gerar riquezas. Corremos o risco de exportar demais e depois ter que importar”, alertou o executivo. Segundo Pimentel, a safra 2011 deve somar 2 milhões de toneladas, praticamente o dobro do volume produzido no ano passado. Até 2015, a expectativa é alcançar uma média de 3,5 milhões de tonelada /ano. Em relação aos têxteis para o lar (cama, mesa e banho), Pimentel destacou um projeto da ABIT, em parceria com a Fiesp – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, enviado ao governo federal, que propõe que um percentual do financiamento para aquisição da casa própria possa ser direcionado para a compra de produtos para o lar. “Precisamos criar espaço dentro do financiamento para também vestir este novo lar”, completou o executivo ao justificar que o crescimento da demanda de têxteis para o lar no mercado interno também está amparado no bom desempenho do setor de construção civil. Dentre as medidas já negociadas com órgãos governamentais para minimizar os efeitos da crise do algodão, o executivo da ABIT destaca a liberação da importação de 250 mil toneladas de algodão totalmente isenta de impostos.


Argentina

Em relação à imposição de barreiras aos têxteis brasileiros pelo governo argentino, Fernando Pimentel foi categórico. “Falta para o governo brasileiro dizer um basta para o governo argentino. O modelo clássico de negociação da Argentina é fazer acordo e segurar a liberação. O vendedor se sente desestimulado e o comprador inseguro. Criamos uma comissão para avaliar as violações dos acordos dentro do Tratado do Mercosul”, destaca Pimentel. Também indignado com a situação, Ulrich Kuhn enfatiza que “pior do que deixar de embarcar, é perder mercado”. Atualmente, a Argentina representa 20% do total de exportações brasileiras no segmento de confeccionados.
 
Fonte:Textila

Über Fashion

O Über Fashion existe desde 2009 e tem como publisher o blogger Fábio Monnerat.

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O blog é indicado pelo EnModa e pelo curso de Fashion Business da FGV-RIO, já promoveu a abertura do verão de Búzios e faz palestras sobre moda masculina e comunicação de moda em todo o Brasil.

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