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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Gap chega ao Brasil em 2013... Devemos comemorar?

 
A GAP anunciou sua chegada no Brasil para 2013. Antes disponível apenas nos espaços Duty Free dos aeroportos, agora, os brasileiros poderão conferir as novidades da gigante varejista de vestuário em São Paulo e também no Rio de Janeiro, cidade que está nos planos da loja para daqui até cinco anos.

"O Brasil é um passo crítico em nossa estratégia de expansão global e estamos empolgados em introduzir nossa experiência de lojas para clientes", disse o diretor de gestão de alianças estratégicas da Gap, Stefan Laban, em comunicado.

A expansão global da empresa pela América Latina começou em 2011, abrindo sua primeira loja em Santiago, no Chile, e depis no Uruguai, Panamá, Colômbia e México.

Mais uma fast fashion chega ao Brasil, não sei se isso é bom ou ruim, a principio acho bem ruim, creio que teremos mais uma febre de logomania bem ao estilo Hollister, Abercrombie & Fitch, Tommy Hilfiger, Michael Kors entre outras.

Por outro lado, talvez faça as redes fast fashion que já estão no Brasil e as marcas que disputam o mesmo público, melhorarem seus produtos em todos os sentidos. Infelizmente nossas fast fashion são bem fracas e raramente criam coisas boas. Achar uma peça bacana em lojas como Renner, Riachuelo e C&A é um verdadeiro trabalho de garimpo, principalmente na moda masculina. 

Enfim, vamos esperar para ver...

Fábio Monnerat

Fonte:UseFashion

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Über-Homem: Lorenzo Merlino fraz coleção para Riachuelo, mas...

 A coleção do Lorenzo Merlino para a Riachuelo não tem nada de errado, ela tem o DNA do estilista, as peças são bem cortadas, os materiais são bem bons (para uma coleção fast-fashion), mas quem é mesmo Lorenzo Merlino? 

Eu adoro o trabalho do Merlino, mas andei perguntando a amigos, clientes da Riachuelo do Rio de Janeiro e leitores do blog, total de 40 pessoas, e 98% dos entrevistados não faziam ideia de quem era esse estilista.

Outro ponto que achei bastante ruim foram os preços, tudo bem caro, por se tratar de uma Riachuelo, ainda que leve a assinatura de um estilista famoso. Tudo mais caro que na Zara, que é fast-fashion, mas que tem mais glamour e valor de marca.

Enfim, é uma coleção bonita, com acabamento melhor que a do Pedro Lourenço, mas é cara e sem o apelo popular da loja. 

Para quem quer investir em peças de alfaiataria, acho que vale a pena pagar um pouco mais, afinal de contas, essas peças são feitas para ocasiões mais sofisticadas.

Fábio Monnerat



segunda-feira, 9 de abril de 2012

Coleção especial para o dia das mães da Riachuelo + Huis Clos



As coleções produzidas entre grifes e redes de fast fashion estão acontecendo cada vez com maior frequência. Riachuelo lança agora uma linha especial para o Dia das mães com a Huis Clos. São 28 peças que estarão nas 145 lojas da rede no Brasil a partir do dia 24 de abril.

Entre os lançamentos, saias, coletes, casacos e vestidos que destacam o design minimalista da marca, com poucas peças estampadas e priorizando cores sóbrias. Atenção para a saia envelope que mistura grafismos com animal print. Algodão, seda, malha, lãs e paetês estão entre os materiais utilizados.
 
Fonte:UseFashion

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Über-tenso: Marcelo Sommer assina linha de roupas para o Extra Supermercados

O estilista Marcelo Sommer assina uma linha exclusiva da coleção outono/inverno para a rede de supermercados Extra. São 20 peças que estarão nas mais de 130 lojas do País a partir de 1º de março.

Além desta coleção, Sommer assina uma linha exclusiva para a coleção de namorados, primavera/verão e alto verão. Ao todo serão 80 peças do estilista durante o ano de 2012.

Melhor nem comentar muito, mas rolou uma tensão aqui na Über... C&A, Renner, Riachuelo e cia, tudo bem, mas Extra já é um tanto forçado. Para quem não conhece, a rede Extra pertence ao Grupo Pão de Açúcar e tem produtos super populares. 

Hoje fui até uma loja para conferir o que eles oferecem em  vestuário e saí de lá com muito medo e pena do Sommer... A única coisa que me veio a mente foi: "Todos temos um preço mesmo!"

Será que o "povão" vai entender e saber quem é Marcelo Sommer? Ou será que eles esperam que os fashionistas vão aproveitar e para fazer suas compras do mês e levar umas roupinhas pra casa? Talvez fizesse mais sentido ir para os supermercados Pão de Açúcar.

Über-aguardando!

Fábio Monnerat

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Making Of - Campanha Fashion Five Riachuelo


Making off da campanha  Riachuelo “Fashion Five” com Bruna Tenório para André Lima, Viviane Orth para Huis Clos, Fabiana Mayer para Juliana Jabour, Thairine Garcia  para Maria Garcia e Laura Neiva para Martha Medeiros, fotografadas por Jacques Dequeker e vídeo de Alexandre Dequeker.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Predro Lourenço e Cris Barros (again) para Riachuelo


Predro Lourenço está em Nova York, mas desembarca no Brasil nesta quarta-feira para cuidar dos últimos preparativos do lançamento da coleção masculina que assina para a Riachuelo. As peças chegam às prateleiras em 24 de maio, para a campanha de Dia dos Namorados da loja de fast-fashion. Serão 34 peças com modelagem slim e construção de alfaiataria.

A outra boa nova é que Cris Barros assinou uma segunda coleção para a Riachuelo! São 30 modelos, que trazem tanto peças casuais quanto algumas mais sofisticadas de cetim, malharia e tricô em padronagens animal print, cashmere, xadrez e listras. Que ótimo, não!?

Fonte: Glamurama

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Oskar Metsavaht e Riachuelo again...será?

Oskar Metsavaht, diretor de criação da Osklen. Foto: Getty Images

O estilista Oskar Metsavaht, diretor de criação da grife brasileira Osklen, negocia nova parceria com a rede varejista Riachuelo. De acordo com a assessoria da loja de departamentos, a negociação corre no intuito de firmar contrato para a criação de coleção verão 2012.

Em novembro do ano passado, Metsavaht desenvolveu roupas de verão para a loja. Vendidas a preços populares, as 100 peças criadas tiveram inspiração no balneário carioca e base na cor azul, mesmo tom usado na coleção da Osklen, mostrada na 29ª edição da São Paulo Fashion Week, em junho de 2010.

Apostando na tendência de fazer parcerias com grandes nomes da moda, a Riachuelo também lançará em abril uma coleção especial de inverno criada pela estilista Cris Barros.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O fast-fashion está com tudo no Brasil

Vitrine da primeira Flagship C&A, no Iguatemi


A C&A inaugurou sua primeira concept store no shopping Iguatemi, em São Paulo. A Riachuelo acabou de lançar uma mini-coleção com o estilista Oskar Metsavaht. A Renner fez um competente trabalho de reposicionamento do conceito de moda e ampliou os seus pontos de venda no país, assim como a Marisa. Sinal dos tempos: o fast-fashion mudou pra sempre o mercado varejista no mundo e agora volta seus olhos também para o Brasil, que está correndo atrás para conseguir se adaptar a nova demanda de consumidoras conectadas ávidas por design e informação de moda.


O macacão de Oskar Metsavaht para Riachuelo custa R$ 99,00

Indo no mesmo caminho, a confirmação da chegada da inglesa Topshop a São Paulo foi recebida com comemoração pelas consumidoras. Todas sonham também com a chegada da gigante sueca H&M, que já divulgou seu interesse no mercado brasileiro, causando um movimento parecido com o que aconteceu quando a Zara chegou por aqui. Nesse jogo de desejo e efemeridade, o que vale é a melhor informação de moda pelo menor preço. Ainda que por aqui as renomadas lojas varejistas dos exterior não se tornem tão populares e acessíveis quanto são em outros lugares do mundo. A Topshop mesmo deve abrir sua loja também no Iguatemi, focando-se em um público de maior poder aquisitivo.

Os maiores incentivadores do fast-fashion no mundo são os blogs de moda e de street style como o pioneiro The Sartorialist. São eles os responsáveis por popularizar de maneira maciça a informação de moda que antes ficava restrita apenas a publicações especializadas. Pensando no desenvolvimento desse tipo de cultura e de comportamento aqui do lado debaixo da linha do Equador, as marcas conhecidas e adoradas pelas brasileiras correram para preparar sua versão do fast-fashion nosso de cada dia.

Lanvin para H&M

Esse fenômeno que vemos atualmente despontar no Brasil surgiu da parceria das gigantes lojas de varejo com grandes nomes da moda mundial, como uma espécie de democratização do design de moda. Pessoas que não podem comprar o trabalho de Karl Lagerfeld, por exemplo, têm acesso a uma pequena mostra do seu potencial criativo. São parcerias lucrativas tanto para o comércio quanto para os estilistas, que popularizam seu trabalho, reforçam a imagem da marca e movimentam milhões em negócios. É essa a fórmula que faz com que milhares de mulheres estejam dispostas a entrar na fila para garantir o seu “Lanvin” a um precinho que cabe no bolso.

No Brasil quem deu o primeiro passo para essa espécie de “modernização” do fast-fashion nacional foi a C&A, marca holandesa que soube ler o momento. Depois de assistir ao sucesso da parceria entre a H&M e o estilista Karl Lagerfeld, em 2004, convidou o brasileiro Walter Rodrigues para criar uma coleção exclusiva para a marca, em 2005. Aos poucos as parcerias foram acontecendo e a C&A já teve peças criadas por Reinaldo Lourenço, Sergio K e pela grife Maria Bonita Extra.

Maria Bonita extra para C&A

Como prova do crescente interesse dos consumidores, a aposta no design de moda e no valor agregado, muito além da qualidade do material das peças, é hoje a chave para o sucesso. Ou vai dizer que você também não quer a camiseta estonada do criador da Osklen por um precinho mais camarada?


Fonte:http://www.colheradacultural.com.br/content/20101026093414.000.3-N.php
O macacão de Oskar Metsavaht para Riachuelo custa R$ 99,00
Vitrine da primeira Flagship C&A, no Iguatemi

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Osklen lança linha em parceria com a Riachuelo

 . Foto: Divulgação

Depois do estilista Marcelo Sommer e da marca Los Dos, agora é a vez de Oskar Metsavaht assinar uma linha de roupas em parceria com a Riachuelo.
 
O lançamento acontece no próximo dia 20, em São Paulo, e as peças de roupas poderão ser encontradas nas araras da loja de departamento no dia 16 de novembro. Serão criadas cerca de 100 peças, entre feminino e masculino, inspiradas na Cidade Maravilhosa, com preços a partir de R$29,90.
 
Oskar Metsavaht é um dos estilistas mais queridos da geração e sua marca, a Osklen, é integrante da São Paulo Fashion Week.

Fonte:TerraModa

sábado, 8 de maio de 2010

Marisa ensina como vender na web



“Vender moda na internet não é fácil”, explicou o gerente de e-commerce da Lojas Marisa, Thiago Pereira, em evento realizado em Porto Alegre (RS), na terça-feira, 4 de maio. “Quem vende moda na web consegue vender praticamente qualquer coisa”, completa.

Segundo o executivo, o site não é apenas uma extensão das lojas físicas: “Vemos a loja não apenas como um site de comércio eletrônico. Ela é também um ponto de comunicação com o cliente, um lugar onde ele pode conhecer nosso mix completo e, se gostar de algum produto, ir até a loja mais próxima, provar e comprar”.

Por sinal, um dos diferenciais da loja online é que os produtos comprados ali podem ser trocados em qualquer um dos 200 pontos de venda espalhados pelo país. É um negócio rentável e destacado na organização, cujo objetivo é ser o maior player no mercado em que atua.

Padronizar medidas foi essencial

Há 3 semanas, a loja tem uma nova plataforma de comércio eletrônico. Para implementá-la, a Marisa passou por uma situação semelhante a vários empreendedores de moda: os sistemas de venda online são planejados para linha branca (eletrodomésticos, eletrônicos e acessórios).

“Tínhamos algumas necessidades que sistemas muito complexos não atendiam. Por exemplo, queríamos que o cliente pudesse colocar suas medidas e navegar pelos produtos disponíveis em seu tamanho”, conta Thiago.

Entre outras coisas, o varejista teve de resolver o pior gargalo da moda: a falta de padronização nas dimensões das peças. “Falamos para todos os fornecedores ‘estas são as medidas que vocês devem seguir se quiserem continuar vendendo para nós, independente se a coleção é casual, jovem ou clássica’. Eles toparam e fomos em frente”.

6 destaques entre as novidades do novo site

• cliente pode navegar nos produtos que têm suas medidas e estão disponíveis para venda;
• seleção de tamanho e cor sobre a foto do produto;
• ênfase em fotos grandes, bonitas e bem tratadas;
• sistema de criação de looks, que ficam no site e podem ser comprados por outros clientes;
• aviso de quanto falta para ganhar frete grátis no carrinho de compras;
• sistema gera uma tela de agradecimento personalizada para o perfil do cliente.

Com foco popular, valor médio de compras no site é maior que o da rede

Assim como a rede de lojas físicas (e maior parte do varejo brasileiro), o principal público da versão online da Marisa é classe C. Isso traz algumas complicações para a internet. “Na Rocinha há 100 lan houses, mas os Correios não faz entregas lá”, lamenta Thiago.

A comunicação também tem uma forma especial. Menos impressões em portais de alta visibilidade, mais investimento em Orkut e email-marketing. “No ano passado, durante a escolha da Miss Orkut que estávamos promovendo, o site teve tanto acesso quanto em dias de liquidação”.

Entre as fontes de tráfego mais relevantes, segundo o gerente, destaca-se o visitante direto, aquele que digita o endereço da loja (ou faz uma busca por “lojas Marisa”), com 60% das compras. “Logo após vem o email-marketing, buscadores e links patrocinados”, enumera.

No entanto, engana-se quem pensa que o tíquete da loja é baixo devido ao seu direcionamento popular.  “O valor médio das compras na web é superior à média da rede”.

Vale destacar que o tíquete da rede é relativamente baixo. De acordo com o último relatório trimestral publicado pela empresa, ele foi de R$ 67 no final de 2009. No mesmo período, as concorrentes Lojas Renner e Riachuelo tiveram um tíquete próximo de R$ 100

Fonte:http://www.usefashion.com/categorias/noticias.aspx?IdNoticia=85048

quinta-feira, 11 de março de 2010

Clima rebelde nas lojas brasileiras

Renner, C&A e Riachuelo lançam suas campanhas apostando no glam rock.

Tachas, cravos, ilhoses, jeans desgastados, correntes e aplicações de paetês, tudo isso gira em torno do conceito de rebeldia chique proposto pelas marcas.



Na campanha da Riachuelo ou na peças da Renner: em todas predominam as tachas, cravos e correntes

Riachuelo retrata a moda grunge de Seattle com xadrezes, sobreposições e pelo visual propositalmente desleixado.

Já na Renner, as cores predominantes são preto, cinza grafite, roxo, marrom escuro e azul, com toques de cores mais abertas, como vermelho. A marca também propõe silhueta mais marcada e o contraponto romântico com rendas e gorgorões.




C&A investiu em ícones do estilo rock como tachas, efeito couro, ilhoses, navalhados e jeans ajustados

Na mesma linha, a C&A apresenta a coleção Hot Biker, apostando no equilíbrio entre o estilo rebelde dos motociclistas com a sensualidade. Para a campanha, a marca traz um ambiente de mistério e tem como estrelas Isabeli Fontana, Carol Ribeiro e Ana Beatriz Barros. O clima sombrio contribui para valorizar o preto, cor muito presente nos lançamentos.

Fonte:http://www.usefashion.com/categorias/noticias.aspx?IdNoticia=83312

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Riachuelo lança loja com conceito diferenciado em SP




A Riachuelo abre as portas de seu novo ponto-de-venda amanhã, dia 26 de novembro, no Shopping Aricanduva em São Paulo. A loja terá mais de 2.600 m² em um moderno ambiente que oferece experiências visuais e sensoriais. As áreas possuem sinalizações e ambientações de acordo com o departamento, seja feminino, masculino, infantil, acessórios, ou casa e decoração.

Além disso, a nova loja terá um novo conceito de piso e paredes e vitrines em formato semi-aberto. Para atrair o consumidor na inauguração, a rede varejista oferece desconto de 20% em peças sinalizadas e a presença do ator Paulo Vilhena, que dará autógrafos. Com o novo PDV, a Riachuelo chega a 107 lojas no Brasil.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

A classe C está com tudo



JEANS – Consumidoras preferem calças justas e de cintura baixa




DECOTES – Em alta, roupas que deixam partes do corpo à mostra


Todos os olhos do mercado voltam-se para os hábitos de 86 milhões de pessoas, quase a metade da população

Duas pesquisas, uma da CO.R Inovação, empresa de branding, e outra da agência Mc Cann Erickson, derrubam alguns estereótipos acerca da emergente classe C, como a ideia de que esses consumidores gostariam de fazer compras no comércio mais sofisticado ou de que seguem a moda à risca. Nem uma coisa nem outra. Segundo um estudo feito em março pela Mc Cann Erickson – mil questionários com casais entre 20 e 65 anos, de Recife, São Paulo, Rio, Porto Alegre e Goiânia –, 68% dos entrevistados sentem-se desprezados pelos ricos e 55% declaram ser avessos a produtos comercializados em lugares considerados chiques. "É curioso perceber que a classe C deseja consumir mais, porém não demonstra a preocupação em mudar de classe", afirma Aloísio Pinto, vice-presidente de planejamento da agência.

Na hora de ir às compras, as amigas são as grandes conselheiras (28,2%), seguidas por profissionais dos salões (21,6%), revistas (20,7%), novelas e filmes (7,8%). Poucos fazem uso do cartão de crédito, com medo de endividamento. O uso moderado do cartão faz parte da realidade de 67% dos entrevistados, e o contingente dos que não possuem conta corrente ultrapassa a casa dos 30%.

Já no campo da moda, como observa a publicitária Mari Zampol, diretora da CO.R – que mapeou o comportamento de consumo de famílias paulistanas com renda entre R$ 1.115,00 e R$ 4.807,00, universo que compõe a classe C, segundo parâmetros definidos pela Fundação Getúlio Vargas – as passarelas do São Paulo Fashion Week, bem como os padrões de beleza que enaltecem o corpo das modelos, não fazem a cabeça das jovens (200 entrevistadas, entre 18 e 25 anos). "Elas não cobiçam ser loiras, magras e ter 1,80 metro de altura. Procuram figuras femininas que tenham um pouco delas. A identificação está nas semelhanças, e não nas diferenças. Quero ficar bonita e gostosa é a frase mais ouvida", observa. Mari pediu às entrevistadas que abrissem seus armários e, assim, mais uma surpresa:

– Enquanto nas classes A/B o chique é descoordenar cores , na C elas fazem questão de combinar bolsa e sapato. Além da segurança do acerto, passam a ideia de que se dedicaram na hora de se arrumar. O brilho que aparece no jeans se repete na alça da bolsa. A lingerie é um item especial. Muitas vezes, a produção começa pelo sutiã e sempre com um detalhe aparecendo, como a alça ou uma parte do bojo de oncinha. E aí o sapato ou cinto vai ter um detalhe da mesma estampa. Também é comum colocarem um sapato dentro da bolsa, no caso de saírem depois do trabalho, já que as distâncias entre um ponto e outro são longas e não compensa voltar para casa e se trocar.

As informações correm mais pelo boca a boca do que por meio de jornais e revistas: "As novelas causam impacto e, praticamente, todas acessam o Orkut." E, ao contrário das classes A e B – com as quais tem, como único ponto de concordância estético, o cabelo liso e chapado –, não há uma preocupação em abastecer o guarda-roupa com grifes, nem de seguir tendências que não valorizam o corpo. "Um exemplo é a calça saruel, rejeitada pela maioria das entrevistadas por esconder as formas. Preferem os jeans justos de cintura bem baixa."

Lenços, echarpes, sobreposições, enfim, tudo que cobre muito partes do corpo não é com elas: "No quesito acessórios usam muitos enfeites de cabelo, flores, presilhas e também investem em bolsas, sapatos e muitas sandálias". O nude, nova coqueluche fashion, nem pensar: "As consumidores da classe C não têm nenhum problema em usar cores. Para elas, o colorido ajuda a valorizar a beleza de cada uma como olhos, cabelos, pele. Outro motivo é que o branco, depois de tomar quatro conduções, não rola". Para bater perna, as moradoras da Zona Leste, por exemplo, gostam dos shoppings da região com preços mais acessíveis. Outra opção é o comércio dos centros atacadistas, como Brás e Bom Retiro. "Vão em grupos, quando a compra envolve uma festa ou evento especial."

VAREJO AQUECIDO

Algumas lojas de varejo se consolidaram atendendo essa fatia de mercado, caso da tradicional rede Riachuelo, como observa José Antonio Rodrigues, diretor de Crédito e Risco: "Estamos sempre atentos aos movimentos dessa classe social, que cresceu muito em tamanho nos últimos anos, influenciada principalmente pela migração das classes sociais D e E." Segundo Rodrigues, o mais importante desse movimento é o aumento do poder da classe C no consumo interno, impulsionado pelo aumento do crédito, facilidade de pagamento, aumento do salário mínimo e maior participação da mulher na renda familiar.


Uma das três maiores redes de varejo de moda do País, a Riachuelo conta com 104 lojas distribuídas por todo o Brasil. A faixa etária do público consumidor concentra-se entre18 e 37 anos, sendo 75% das classes C, D e E, fazendo jus ao slogan "moda ao alcance de todos". No mailing, há 15 milhões de clientes, 61% de mulheres. Segundo José Antonio Rodrigues, outra importante característica da empresa é a concessão de crédito para essa classe social há mais de 20 anos, por meio de seu cartão private label.

BONS PREÇOS

O Bom Retiro atrai pessoas vindas de bairros distantes, atrás de preços e novidades. A dona de casa Marta Chaves, mãe de três filhos com idades entre 8 e 20 anos, mora na Água Fria e foi até a rua José Paulino comprar roupas para as filhas adolescentes. Na banca de saldos, tentava achar alguma peça que "fosse a cara" das meninas. "Gosto de vir aqui porque tem muita variedade, bons preços e qualidade", afirma.

Andando apressadas rumo ao trabalho e com roupas idênticas (jeans justos, botas pesadas e casacos de náilon), as amigas Luciana de Oliveira, moradora da zona oeste, e Marilia Nunes, de Ferraz de Vasconcelos, compram uma vez ou outra no bairro, apesar de trabalharem na região. "Quando saímos, as lojas já estão fechadas, mas no caminho às vezes dá para ver uma ou outra peça", dizem. Marilia, com cabelo escorrido, enfeitado por uma flor, e blush pink carregado nas maçãs, conta que adora maquiagem e que reserva uma quantia por mês para roupas e cosméticos. Já Luciana, mãe e chefe de família, é mais comedida nos gastos. Para elas, calças boy friend e saruel, de modelagem ampla, não estão com nada. "Preferimos jeans que valorizam mais o corpo." Fonte de inspiração? "Seguimos uma moda própria mesmo", falam acrescentando que nunca copiaram looks de novelas.

Também as lojas de departamentos atraem as consumidoras, que, em sua maioria, parcelam as compras no cartão exclusivo das lojas. Usando jeans, bolsa transada, lenço de seda no pescoço, bijuterias vistosas e maquiagem caprichada, a advogada Karoline Modesto aproveitou a hora do almoço para olhar as novidades de moda na C&A do shopping West Plaza. Consumista assumida e fã número um da controversa calça saruel, conta que se informa por meio da TV e de revistas femininas. "Além da moda e dos preços, a vantagem de comprar nos magazines é que a primeira parcela vence em 60 dias", conta.

Olhando a seção de biquínis, a consultora de beleza Neide Rodrigues disse preferir o conforto dos shoppings. "No Bom Retiro há poucas lojas com provadores", justificou, contando que se identifica com o estilo esporte social de Patricia Poeta, apresentadora do Fantástico, programa da Rede Globo. Usando jeans justo e top de alcinhas, apesar do friozinho da manhã, disse ainda que não gosta de "roupas fechadas".




NOS PÉS – As sandálias anabela não podem faltar nas produções

Fonte: Vera Fiori - O Estado de S.Paulo

Über Fashion

O Über Fashion existe desde 2009 e tem como publisher o blogger Fábio Monnerat.

O blog ainda conta com colunistas convidados.

O blog é indicado pelo EnModa e pelo curso de Fashion Business da FGV-RIO, já promoveu a abertura do verão de Búzios e faz palestras sobre moda masculina e comunicação de moda em todo o Brasil.

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