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quinta-feira, 26 de abril de 2012

Como cuidar dos diferentes tipos de tecidos?

Os avanços na tecnologia das fibras criaram roupas muito mais funcionais do que antigamente, mas cuidar delas pode ser uma tarefa confusa. As etiquetas oferecem uma intrigante gama de opções. Lavar à mão. Ciclo para roupas delicadas. Secar no varal. Não Passar. Siga estas orientações para cuidar bem de suas roupas.

Acetato: a fibra artificial costuma aparecer misturada a outras fibras, para criar roupas de bom caimento. "O acetato e suas mesclas são fácies de limpar, mas podem ser muito sensíveis às tintas. Leia a etiqueta e lave o acetato em água fria", ensina a personal organizer Regina Fuentes. A fibra deste tipo de tecido é frágil e pode ser danificada quando torcida ou espremida pelo calor. Lave à mão ou use o ciclo para roupas delicadas da máquina de lavar. Passe as roupas de acetato com o ferro em baixa temperatura, pelo avesso, com um pano entre o ferro e o tecido para evitar que ele fique brilhante e preservar a beleza da peça.

Algodão: esta fibra natural é sinônimo de conforto, mas é preciso ficar de olho: o algodão encolhe. A menos que tenha sido pré-encolhido. Por isso, observe o que a etiqueta diz. "Só água fria" pode indicar que uma calça até o calcanhar ficará pelo meio da perna se não for lavada corretamente. "Peças de algodão pré-encolhidas pode ser lavadas em água quente, morna, ou fria, dependendo da cor da peça e das recomendações da etiqueta", completa Regina.

Se a etiqueta permitir, adicione na máquina alvejante com cloro às roupas de algodão brancas para remover as manchas; use alvejante sem cloro, formulado para as coloridas, que aviva as roupas de algodão tingido. "Lavar em água fria protegerá a cor intensa do jeans de algodão e preservará o tom vivo de camisas coloridas", ensina a personal que ainda diz que "o algodão pode encolher também se secar em temperatura alta".

Linho: outra fibra natural, o linho necessita de alguns cuidados básicos como verificar a etiqueta para decidir se vai lavar a peça a seco. Se puder ser lavada na máquina, siga as instruções da etiqueta, usando os produtos adequados à cor da roupa. "O linho absorve mais água que as outras fibras; por isso, não encha demais a lavadora nem a secadora", diz Regina. O bom é passar a roupa de linho pelo avesso, com o ferro quente e usando vapor.

Poliéster: a maioria dos tecidos de poliéster pode ser lavada na máquina com água morna, mas cheque a etiqueta. "Use a temperatura baixa na secadora. Tire-as quando estiverem levemente úmidas, para evitar rugas e o acúmulo da estática. Se for preciso passar, use temperatura baixa: o poliéster derrete com o ferro quente", orienta Regina.

Seda: embora a seda seja lavável, muitos padrões de tecelagem se retraem ou enrrugam ao serem lavados, e as tintas escuras podem não ser firmes. A dica é, como sempre, olhar a etiqueta, segundo a personal. "Para as peças de seda 'lavar a seco' use produtos para lavar à mão peças que ceitam água. Xampú neutros para bebês são uma boa opção". Nunca coloque a seda na secadora. Enrole a peça em uma toalha para espremer a água e, depois, pendure para secar. Para passar, ferro morno e a seda pelo avesso.

Fonte:TerraModa

terça-feira, 28 de setembro de 2010

über-green: Tecidos sustentáveis... saiba mais!

Algodão

Esta é uma fibra sensacional para roupas, mas o cultivo tradicional do algodão causa problemas tanto ao meio ambiente quanto aos trabalhadores por conta do uso de pesticidas e inseticidas que causa doenças e espalha a poluição nos lençóis freáticos.

O algodão orgânico é cultivado sem uso destas técnicas e não causa estes distúrbios, mas requer muito trabalho – e o campo tem que estar livre dos aditivos químicos pelo menos por três anos antes do produto ganhar a certificação. A demanda global pelo algodão orgânico cresce exponencialmente e a grande questão hoje é como produzir o suficiente para atender a todos. La Rhea Pepper, do Organic Exchange, declarou a Linda: “Para encorajar a produção das fibras orgânicas precisamos discutir e implantar modelos que reconheçam o valor do produto dos limites das fazendas até o final da cadeia produtiva.”

Cânhamo

Sim, a planta produz fibras vestíveis, além do produto ilegal – e é uma das matérias primas mais promissoras. É altamente produtiva sem uso de pesticidas ou inseticidas e melhora o solo onde é cultivada. É resistente e pode ser plantada em quase qualquer clima. O tecido pode ser feito quase sem uso de produtos químidos e como não pede grande tecnologia para ser feito, pode ser realizado na fazenda, aumentando o emprego e reduzindo os custos de transporte e poluição decorrentes.

O Cânhamo tem sido usado como matéria prima para tecidos há milênios e só recentemente se tornou controverso. Como a planta também produz maconha é ilegal nos Estados Unidos (no Brasil também) mas é cultivada legalmente na Europa, Ásia e Canadá.

Bambu

O tecido produzido a partir do bambu tem grande suavidade – é comparado ao cashmere. Como a planta cresce rápido e fácil, é em grande parte naturalmente orgânico. Não precisa ser replantado depois da colheita e cresce novamente a partir das raízes. Como o cânhamo, ele melhora a qualidade do solo e ajuda a reconstituir os efeitos da erosão.

Há duas formas de fazer tecido a partir do bambu: mecânico ou químico. O método mecânico pede que se prense a parte da madeira e depois se acrescentam enzimas naturais que produzem uma polpa que pode ser “penteada” e tecida. O resultado deste processo costuma ser chamado de “tecido de bambu”. E uma minúscula parte da produção destina-se ao vestuário porque o método exige muito trabalho e é caríssimo.

O tecido de bambu usado para vestuário é em grande parte resultado do processo químico, que é feito através do “cozimento” das folhas e ramos em hidróxido de sódio e dissulfato carbônico (hidrólise por alcalinização combinada ao bleaching) . Este processo causa muitos problemas de saúde. Em baixa quantidade, cansaço, dores de cabeça e problemas nervosos. O dissulfato carbônico é indicado como origem dos problemas nervosos de trabalhadores na produção de rayon… Exatamente por conta disso é considerado prejudicial ao meio ambiente e não é sustentável nem ecológico. A boa notícia é que há novos jeitos de produzir a fibra de bambu. Por isso mesmo, antes de comprar, olhe a certificação – Oeko Tex, Soil Association, Skal, Krav ou qualquer similar.

Soja

Além de ser bacana para o corpo e a alimentação, a soja produz um tecido famoso por sua suavidade, conforto, brilho e caimento – que se combinam à lavagem fácil e durabilidade. É mais caro que o algodão orgânico ou cânhamo e tornou-se um produto de luxo. Outro ponto positivo é que é produzido com as sobras da indústria alimentícia. Existe alguma soja certificada – mas pouquíssima.

A pesquisa sobre o plantio de soja, claro, não leva a nenhum resultado positivo. Só aqui no Brasil a gente sabe bem o que as plantações têm feito ao cerrado e à Amazônia. Sem falar que grande parte das plantações usam sementes geneticamente modificadas (a tal soja transgênica que é usada na Argentina e aqui também). Esta prática causa danos aos rebanhos e plantações vizinhas. Em menos de uma década, as plantações de soja expulsaram gente do campo e causam sérios desequilíbrios ecológicos e agrícolas, detonam a segurança alimentar e levam à dependência de tecnologia controlada por duas ou três multinacionais. Antes de comprar qualquer coisa produzida com este tecido vale verificar a certificação orgânica.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Lenzing lança nova fibra para tecidos finos


 


A Lenzing, maior fabricante de fibras texteis celúlósicas com sede na Áustria, acaba de apresentar a patente para a microfibra de maior qualidade da gama Modal. A  nova MicroModal® Air é considerada pela empresa a grande inovação em termos de fibras para o setor da lingerie e tecidos muito finos. Nas instalações austríacas já estão sendo fabricadas amostras do novo produto, que ainda não tem data para chegar ao mercado brasileiro. De acordo com a Lenzing, o processamento da fibra será realizado em parceria com os clientes.  Os fios obtidos a partir desta fibra podem atingir títulos de até 225Nm – Número Metrico (corresponde a 225 metros de fio pesam 1 grama).

“O novo Modal foi desenvolvido para atender às necessidades do mercado de tecidos cada vez mais finos e suaves, como o segmento de lingerie, e pode ser produzido em máquinas de elevado desempenho”, explica Gilberto Campanatti, diretor técnico da Lenzing no Brasil. Ele diz que por ser uma tecnologia recente, a produção ainda está limitada no mundo, mas aposta: “Não tenho dúvidas de que em breve o produto conquistará o mercado de lingerie e de moda”.  

Os títulos de MicroModal® Air deverão ser processados conforme características especiais do produto final. Por essa razão, a Lenzing colabora com empresas de malharia que possuem máquinas com galgas mais finas (e36). As primeiras amostras  de tecidos já estão sendo fabricadas e, além de uma superfície suave e uniforme, apresentam um peso inferior a 100 gramas por metro quadrado.
Tecnologia e ecologia
De acordo com a Lenzing, a nova fibra é muito mais fina e suave do que as suas congéneres, permitindo a produção de tecidos mais “macios, envolventes e tão agradáveis como uma segunda pele”. Além destas propriedades, a empresa também ressalta o caráter ecológico da produção, assegurando que as fibras Modal® da Lenzing são fabricadas a partir de madeira de faia e que todos os produtos derivados do fabrico das fibras são recuperados e utilizados em outros processos. “A faia é uma árvore com grande poder de regeneração e a técnica de manejo gerenciado bem como a tecnologia empregada pela Lenzing primam pelo respeito ao ambiente”, conclui Campanatti.




Fonte: Depto. Comunicação Lenzing

Por: Marcia Mariano

quinta-feira, 15 de julho de 2010

WGSN: verdadeiro ou falso? A macrotendência do inverno 2011

Em maio, Francesca Muston apresentou as três macrotendências do bureau para o Outono/Inverno 2011. Uma delas, intitulada Faux Real (mistura de francês e inglês que significa “falso verdadeiro”), ganhou sua própria análise de tecidos – a chave desta estética é introduzir um elemento surpresa na peça, que pode ser uma ilusão de ótica ou um acabamento diferente.

PELE FALSA

No impressionante desfile ártico de Inverno 2010 da Chanel, todas as peles eram falsas, e foram criadas usando angorá, penas e tweed trabalhado. Na Donna Karan, o casaco foi feito com uma estampa aumentada que parece uma camuflagem natural, revestida com um tipo de pelúcia. No desfile de John Rocha, o tecido foi revestido com poliuretano, o que criou a aparência de pele encerada.

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Chanel (e as penas que parecem peles), Donna Karan, John Rocha ©WGSN/Reprodução

ESTAMPAS ENGANOSAS

Ainda na Chanel, um tradicional quadriculado de tweed revelou-se uma estampa. No desfile de Inverno 2010 da Ashish, o quadriculado foi feito com paetês laranjas e azuis cuidadosamente costurados. O quadriculado texturizado de Anna Sui é outro truque: é a maneira como o tecido foi tingido que dá a impressão de movimento.

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Chanel, Ashish, Anna Sui ©WGSN/Reprodução

TRUQUES ÓPTICOS

O mais divertido dos efeitos é mesmo o trompe l’oeil. O desfile de Inverno 2010 de Mary Katrantzou estava repleto de uma estampa digital feita com vários tons de cetim amarrados em laços. A dupla da Basso & Brooke fez algo parecido, estampando fotos de sedas dobradas em vestidos de jérsei. A Cacharel foi mais longe e estampou em seda o que parecia um tecido bem amassado.

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Mary Katrantzou, Basso & Brooke, Cacharel ©WGSN/Reprodução

ILUSÃO VISUAL

Francisco Costa escolheu, para a Calvin Klein, uma seda que mais parecia pêlo, além de imprimir a forma de botões no tecido. Já Karl Lagerfeld usou um novo (e caro) couro brilhante na Fendi, fazendo muitos acharem, de longe, que aquilo era PVC. Narciso Rodriguez introduziu um belo truque ao apresentar um casaco tingido de tal maneira que parecia estar sombreado pela luz.

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Calvin Klein, couro rico e novo na Fendi, Narciso Rodriguez ©WGSN/Reprodução

ACABAMENTOS ENGANOSOS

Para a coleção de Inverno 2010, a Pollini preferiu revestir uma peça de algodão para dar uma cara de jeans lavado. Em seu desfile, a Blumarine escolheu um acabamento emborrachado para criar a impressão de pele de crocodilo. Mais conceitual, a AF Vandevorst apresentou peças com riscos e pó de giz – algumas sujas de verdade e outras densamente entrelaçadas com algodão branco.

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Pollini, Blumarine, AF Vandevorst ©WGSN/Reprodução

Fonte:FFW 

terça-feira, 27 de outubro de 2009

De Volta a Terra

Em tempos de crise mundial, queda das bolsas e desaceleração econômica, é hora de voltar à terra e abraçar nossas realidades mais primárias. A grande tendência é reduzir a nossa pegada de carbono, agir pensando localmente, buscar nossa autenticidade ao mesmo tempo em que nos conectamos com o “global”.

Explorar estilos de vida sustentáveis e as culturas originais renova o senso de otimismo, buscando aquilo que torna a vida especial. Nós examinamos quatro tendências distintas para atender diferentes segmentos de mercado para mulheres e homens no verão 2010 e que vai continuar forte no inverno 2010-2011. Todos partilham um valor comum: a autenticidade. Desde o bruto vestuário de trabalho, do sertão e da fazenda até a busca de um sentido de auto-descoberta através de uma vida nômade, os valores fundamentais de conforto, funcionalidade e auto-identidade são as maiores aspirações. Grandes marcas e campanhas de marketing são evitadas em favor de peças com senso de realidade. São aquelas descobertos em viagens, consideradas verdadeiros achados e que justificam o gasto do dinheiro ganho com trabalho duro.

VIDA NA FAZENDA










Amantes da terra em busca da simplicidade e de um estilo de vida sustentável. As pessoas estão retornando para os autênticos valores rurais. Há uma ênfase em corantes naturais, materiais orgânicos, os detalhes rústicos, reciclados e recursos renováveis. Há um sentimento por peças herdadas, as jaquetas feitas à mão, calças jeans desbotados e imagens inspiradas em plantas e folhagens. As formas são confortáveis e levemente amassadas: jeans detonados; vestido avental, macacão e os velhos looks utilitários. Uma paleta de cores inspirada nos verdes ajardinadas e o retorno do cáqui e dos tons neutros de terra.



Produto: outwear, malhas, corte e costura, camisas e blusas, calças, jeans, vestidos



Sustentabilidade e uma pegada “de volta a aldeia”. Autenticidade: a busca de experiências reais. Ecológico, orgânico, feito à mão, por medida - uma reação a produção em massa e a globalização. Looks práticos com tecidos gastos. Jaquetas utilitárias e cortes leves, calças e shorts cargo, camisas com bolsos utilitários, o autêntico jeans envelhecido, jardineiras e batas. Para as meninas: a feminilidade excêntrica, vestidos esvoaçantes; saias com estampas retrô. Marcações, riscados, amassados, algodão texturizado. Folhagem, florais e animais. Etiquetas e logotipos com mensagens ambientais. Chapéus de jardineiros e botas de borracha, bijuterias e bolsas artesanais e recicladas.

Paleta de cores: Uma paleta inspirada pelos verdes – jardim, terra, orgânicos, vegetais frescos. A base e a tonalidade central variam de uma gama de tons de caqui, até os tons lavados de folhas e folhagens verdes. Os tons neutros e o branco iluminam o olhar para a parte superior do corpo. Os detalhes são brilhantes e dão uma levantada no visual; adicionar preto para impressões e gráficos.










OUTBACK







O Sonho do Sertão: A verdadeira influência da aridez, elaborada a partir da vida e cores do sertão. Ela evoca um espírito dos colonizadores e da vida áspera do sertão ou dos desertos australianos. Endurecida, parece feita para tempos difíceis. Terroso, cores desbotadas. São robustos e resistentes à seca: erva-sal; canguru. A terra ressecada combina com jeans desgastado. Para além das formas e detalhes de vestuário de trabalho, há um aspecto de fantasia do sonho, com base na combinação de cores vivas empregadas por artistas indígenas. Terroso-sol, neutros branqueados com brilhos em tons escuros.

Produto: jeans, camisas e blusas, vestidos, calças, shorts e saias

Looks inspirados nos rudes pioneiros, nos primeiros colonos, a vida no interior. Terreno áspero e luminoso. Para o jeans: Denim autêntico, tecido casual – usado, gasto e levemente destonado. Compensado com algodão arejado e Jersey. A cultura aborígene e estampas com inspiração na história, modelos e logotipos, mas reinventados e re-trabalhados. Pinturas abstratas, assumir um look Keith Haring. Estampas com cara de “feito a mão” e o choque cultural do mundo excêntrico dos artistas indígenas. Cintos e bolsas de couro com cara de usado, chapéus, muito couro balanceado por calçado esportivo em cores ousadas.




Paleta de cores: Áridas, lavadas, desgastadas, as cores desbotadas inspiradas no sertão, no deserto australiano e nas paisagens áridas. Ferro, grama seca, eucalipto e mato verde, das formas reais da terra que trabalham com jeans autêntico e vintage. Contrastes e acentos são artificiais e em relevo para impressão e logotipos derivados de pinturas contemporâneas aborígenes, símbolos e ícones da antiga Australiana.





NOMADS






O Viajante do Deserto: Viajantes experientes vão para o deserto para experimentar as ricas tradições do Oriente Médio. Peregrinações e safáris no deserto. Leves peças com influencia esportivas são projetadas para um dia no deserto do Saara. Formas soltas para envolver e torcer, como lenços beduínos, para proteção de quem veste. Detalhes utilitários são pensados para a sobrevivência em climas extremos. As cores são elaboradas a partir de uma paleta de sol do deserto, esbranquiçada de areia e terra, com estampas com pegada árabe e padrões para acrescentar detalhes.

Produto: Malhas, corte e costura, camisas e tops, vestidos, calças e shorts

Desertos errantes e viajantes. Acondicionamentos e camadas para suportar tempestades de areia ou as noites frias do deserto. Estilo desportivo e funcional, com camadas de tecidos de Jersey solto. Neutros e tecidos de malha. Contraste com tecidos de alto brilho. Algodão polido, ciré, nylon, algodão acetinado. Drapeados, dobras, costuras e detalhes de empate se reúnem. Formas saruels são renovadas com tops soltos e em camadas. Motivos e padronagens árabes. A cabeça torna-se um ponto fundamental - embrulhada, amarrada, encapuzada. Mochilas são reinventadas. Leves acessórios de couro, sandálias abertas e jóias tribais.

Paleta de cores: tons de deserto, inspirados em cores que trabalham em camadas de tecidos leves e soltos. Uma paleta de neutros ricos de madeira e pardos mognos, alabastro e areia, compensados com um cinzento índigo. Para um look mais leve, mais verão, use o branco sobre branco, efeito tonal ou acrescente uma dose de páprica ou de azul céu. Esses tons nômades neutros também podem ser utilizados como tons chave da temporada.




MONSOON






Um Amor de Verão Indiano. Seguimos a trilha exótica das praias de Goa- Índia para uma mistura inebriante de cores, estampas e impressões para alto verão. Frescas misturas de algodão branco com sáris brilhantes. Desbotados e estampas florais indianas. As formas são soltas, seguindo as tradições locais: saias; calças saruel, camisas gola Nehru, túnicas e lenços de algodão. Acessórios com pegada natural, couro envelhecido e uma vibe hippie: sacos, sacolas, sandálias para homens e mulheres; detalhes de couro trançado e miçangas.

Produto: corte e costura, camisas e tops, vestidos, shorts e saias, jeans, Resort & nadar

Uma revolução de cores exóticas, estampas e culturas conflitantes. Numa viagem indiana; recolha lembranças ao longo do caminho. Kaftans com bermudas, vestidos com tops biquíni, camisolas e sáris. Estampas e padronagens: Caxemira com inspiração indiana; encontro marcado com o vintage; florais carimbados; estampas tropicais dos anos 50. Bloco de cores em tons vívidos, compensado com branco giz. Logos colocação de sinais de índio e de embalagens. Tecidos: chiffon; e tecidos de algodão. Sarja e lona. Desbotados listras para os rapazes. Chapéus de praia, lenços e tangas estampadas e jóias étnicas.

Paleta de cores: Uma paleta de alto verão, inspirada em uma viagem literária à Índia; flashes de brilho, cores flúor que é iluminada e num cenário tropical. Amarelo cítrico, rosa e coral, verde e azul marinho; contrastados com o branco giz. As formas mais ricas de calêndula, rosa e marrom profundo vem de monges budistas e templos e devem ser usados como acentos com em tons mais frescos. Use uma máscara preta como base.








Fonte: Men and womenwear - Summer 2010 - Revista Textile View
Tradução: Clarissa über

domingo, 18 de outubro de 2009

Cinco temas das temporadas internacionais para o Verão 2010




Os desfiles de lançamento da temporada Verão 2010 que se encerraram na última semana deram uma ideia das direções que a moda vai tomar nas próximas estações. Como os desfiles internacionais acontecem com bastante antecedência, é comum que as orientações de verão já comecem a "vazar" no próximo verão brasileiro, influenciando as coleções mais tardias, como as de alto verão.


Para que você fique por dentro das novidades, a coluna Dicas de Moda apresenta cinco destaques das passarelas de Nova York, Londres, Milão e Paris: "Estruturas", "Etnias urbanas", "Camisola", "Couture/Texture" e "Fatalismo".

Reconstrução geral


Passado o primeiro choque, após a crise econômica, o clima é de reconstrução. Há a percepção de que certos valores foram revigorados, como a elegância, a qualidade e a durabilidade. Esse espírito se expressa na busca de materiais mais consistentes, pesquisas mais poderosas de forma e de modelagem, uma volta forte aos básicos, um certo desejo de utilitários nos tecidos planos lisos e práticos.



Uma atitude mais "composta" também marca a estação, sendo que a sedução se apresenta na maciez e na transparência dos tecidos e, aqui e ali, em coleções mais atrevidas, influenciadas pela retrô e pelo burlesco.



O sonho aparece nos tecidos leves e femininos que criam poderosos volumes em vestidos-nuvem ou nas influências étnicas que chegam mais sóbrias do que as de estações passadas.



O futuro aparece assustador em ficções fatalistas e ambiências góticas. A tecnologia está casa vez mais presente, tornando certos desfiles, verdadeiras apresentações multi-mídia.



ESTRUTURA

Uma evolução da tendência do masculino no traje feminino



Nesta edição, parece ter havido uma evolução da influência do traje masculino no feminino. A roupa masculina aparece diluída e fragmentada, devorada pela roupa feminina. Fragmentos do paletó aparecem, reconstruídos em formas simples e estruturadas, modernistas, até. Coletes soltos, vestidos tomara-que-caia e até saias partem da estrutura dessa peça de alfaiataria.



Os tecidos planos são básicos nesta linha que tem ares minimalistas. As cores também são mais básicas e secas: branco e branco sujo, marinho, marrom, vermelho escuro.



As peças-chave são os macacões, calças amplas, coletes e o próprio paletó, que vem reformulado. As modelagens são retas e geométricas e os tecidos lisos. Roupa para o dia a dia da mulher contemporânea.



ETNIAS URBANAS

Misturas de estampas e tecidos retorcidos marcam o novo étnico urbano



O estilo étnico já vem de outras coleções, mas agora aparece em cores mais sóbrias, modelagens e tecidos mais sofisticados, luxuosos. Menos inclinado ao folclórico, o estilo oferece vigor e diversão à roupa urbana. Misturas de estampas, tecidos retorcidos e amarrações, são destaques dessa tendência.



Cores sóbrias e fechadas, com pontuações vibrantes: marrom, vermelho, azul noite, cinzas em várias intensidades, laranja, verde e amarelo.

Tecidos planos estampados e misturados, tricôs. Muita saia e blusa para aumentar a mistura e peças híbridas que misturam saia, blusa e vestido. Calças amplas.



CAMISOLA

Sensualidade do corpo feminino marcado por tecidos macios e transparentes



Os anos 20, do cinema mudo, e os anos 30, das divas platinadas, são referências para essa tendência que busca seu público na mulher sensual, que gosta de mostrar o corpo. Estruturas de camisola nas modelagens coladas no corpo e de robes de chambre para os modelos longos e esvoaçantes, são os destaques desse estilo.



As combinações e as lingeries retrôs, que lembram a roupa íntima dos anos 50 e as das pin ups festejam o romantismo sexy e retrô, apoiado pelas rendas e pelas transparências que bombam nessa estação.



Sobreposições de transparências e rendas, soutiens coloridos e escuros sob a roupa transparente, cores doces e femininas como pink, rosa, lilás, amarelo claro, verde água e azul calcinha compõem a tendência que deve agradar a mulher brasileira. A peça-chave é o vestido.



FATALISMO

Ficção futurista assombra e encanta em desfiles multimídia



A fantasia esteve à solta, assombrando os fashionistas em desfiles como o de Alexander McQueen. Um futuro bastante pessimista, mas muito elaborado em texturas e formas extraordinárias. Muito drama em cores profundas, efeitos fantásticos e clima gótico. Minha tia pergunta: quem é que vai usar um troço desses? Provavelmente ninguém, pelo menos na rua, mas desfiles como estes servem para apontar direções para a moda de amanhã. É sempre bom dar uma olhada, afinal a gente não quer só comida, não?



COUTURE/TEXTURE

Tecidos leves e armados criam volumes que evocam a alta-costura



Os tecidos leves e estruturados são a base dessa tendência. Uma aparência de nuvem, efeitos empoeirados e de sonho marcam esse estilo. A novidade é de oferecer essa suntuosidade para uma roupa um pouco mais cotidiana, não apenas nos vestidos de baile, e trazer o romantismo para mais perto da gente.



Sobreposições de transparências e tecidos retorcidos criam formas orgânicas e arredondadas, volumes couture que finalizam em texturas e imagens inesperadas. As cores são intensas, aplacadas por camadas e camadas de véus opacos. Vermelho, violeta, amarelo claro e cores neutras.
 
 
 
Muitas e boas fotos em: http://estilo.uol.com.br/moda/album/dicasmodabalancov10_album.jhtm#fotoNav=47

Über Fashion

O Über Fashion existe desde 2009 e tem como publisher o blogger Fábio Monnerat.

O blog ainda conta com colunistas convidados.

O blog é indicado pelo EnModa e pelo curso de Fashion Business da FGV-RIO, já promoveu a abertura do verão de Búzios e faz palestras sobre moda masculina e comunicação de moda em todo o Brasil.

Alguns dos nossos parceiros: Handred, Cavalera, Profuse, Divertees, Poggio, Von Der Volke, Natura, Vichy, La Roche-Posay, Couthe, SkinCeuticals, Joias
Coacci, Sobre Barba,

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