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sábado, 16 de junho de 2012

Über-Green: Brasil pode liderar o “novo luxo” na moda

 
Nada de brilhos suntuosos, texturas plásticas ou superfícies metálicas. O novo conceito fashion, defendido por Oskar Metsavath, diretor da grife Osklen, deve ser um produto sofisticado sim, mas de origem sustentável.

A ideia foi debatida na Bienal de São Paulo, durante apresentação do projeto ‘Traces’, fruto da cooperação ítalo-brasileiro que rastreou a pegada de carbono e os impactos sócios ambientais de seis artigos produzidos pela marca. O encontro, realizado na Sala 3, antes do início dos desfiles da São Paulo Fashion Week, contou com as presenças do ministro italiano Corrado Clini, do Meio Ambiente Terra e Mar (IMELS) e da coordenadora Martina Hauser; Mario Garnero, presidente do Fórum das Américas, Rafael Cervone, diretor do Programa TexBrasil, da Abit e Paulo Borges, diretor criativo do SPFW, mediador do evento.
Embora de muletas, devido a um acidente sofrido recentemente, Oskar Metsavaht, que também é presidente do Instituto-e, estava muito entusiasmado com a possibilidade de expandir o projeto, do qual é pioneiro no Brasil. “Não temos que ficar competindo com produtos baratos da Ásia, ou com a moda iconográfica dos Estados Unidos ou da Europa, que deixou de ser elegante para ser esnobe. Hoje, o novo luxo é a inovação aliada à produção sustentável. É a inclusão social em sinergia com criatividade e design. É possível fazer algo bonito, sofisticado e de valor sem agredir a natureza. O Brasil tem tudo para ser protagonista deste novo luxo”, defendeu o empresário e ativista ambiental.
O Instituto-e é uma associação privada civil sem fins lucrativos, criada e sediada no Rio de Janeiro, voltada para a promoção da vocação do Brasil como “país do desenvolvimento sustentável”. Visa sensibilizar a sociedade e dar visibilidade a temas, projetos e parceiros envolvidos com o desenvolvimento social, ambiental, cultural e econômico. A entidade atua também nas esferas da educação e da promoção social.
Parceria ecológica
Não menos animado, o ministro italiano disse que “países irmãos como Brasil e Itália” podem criar juntos um novo mercado de produtos que despertem o desejo do consumo consciente. “Eu acredito que o projeto Traces será o primeiro passo, o primeiro bloco de um programa ambicioso de autogestão da indústria em adotar a pegada de carbono como balizador para o desenvolvimento de um novo ciclo produtivo. Tenho certeza de que os europeus estão prontos a pagar mais caro para enfrentar este desafio”, ressaltou Corrado Clini. Segundo o ministro, o governo da Itália já investiu até agora 8 milhões de euros, sendo 1 milhão de euros só no Traces, para os projetos sustentáveis no Brasil. Além do setor têxtil/moda, há ações no campo da bioenergia e alimentos orgânicos.
Clini informou que foi lançado, há duas semanas, em São Paulo, o projeto para a produção da segunda geração de biocombustíveis, que utiliza rejeitos (bagaços) da cana de açúcar. “A primeira geração era derivada da própria cana, porém, a produção de biomassa não pode afetar a segurança alimentar. Esta é uma questão muita discutida hoje nos países emergentes. Como conciliar produção sustentável como necessidade de ser reduzir a fome e a pobreza. Ao utilizar o bagaço, subproduto da cana direcionada para usina de açúcar e álcool, é possível conciliar o aproveitamento da mesma fonte de matéria prima em outras cadeias de valor”, defende o ministro italiano.
O que é o projeto Traces
Em junho de 2011, o Instituto e o Ministério do Meio Ambiente da Itália, em parceria com o Fórum das Américas e o Senai-Cetiqt, do Rio de Janeiro, rastrearam a pegada de carbono e os impactos socioambientais de seis e-fabrics® (materiais sustentáveis) usados pela marca Osklen para a produção de artigos de moda. Os materiais foram: algodão orgânico, algodão reciclado, couro de peixe Pirarucu, juta da Amazônia, malha feita de fibra de garrafa PET reciclada e seda orgânica. Especialistas de ambos os países estudaram a cadeia de produção de cada um desses seis produtos para conferir o manejo sustentável, identificar aspectos sociais e avaliar as emissões de gases de efeito estufa. Os técnicos também observaram possíveis medidas de mitigação para minimizar os impactos ambientais durante o ciclo de produção das peças. A equipe viajou pelo Brasil de Norte a Sul durante quase um ano, colhendo e compilando dados. Os resultados indicam como os impactos ambientais da produção da Osklen são mínimos se comparados com os da indústria têxtil convencional e como seu fomento evita que questões sociais da maior gravidade.



Alguns produtos da marca, como as bolsas confeccionadas em uma cooperativa de reciclagem de lixo de Marambaia, em São Gonçalo, Rio de Janeiro, já foram expostas no MoMA - Museu de Arte Moderna de Nova Iorque.
Desafios para continuidade
Rafael Cervone, diretor do Programa TexBrasil, disse que o projeto é um grande desafio para a indústria têxtil brasileira que ainda precisa ser mais eficiente no que se refere à produção sustentável. Ele, entretanto, revelou alguns avanços já conquistados pelas empresas brasileiras, que engloba 30 mil estabelecimentos (fiação à confecção): 23% delas já têm créditos de carbono. 56% possuem programas de reflorestamento, 63% reutilizam águas industriais e mais 3 mil possuem certificações ambientais.

Já Mario Garnero, presidente do Fórum das Américas, elogiou a iniciativa da Osklen de apostar em um projeto pioneiro no Brasil. “Oskar Metsavath é um ambientalista prático. Não é teórico. Ele provou que é possível fazer moda de bom gosto e valor agregado com ação social e preservação da natureza. Por isso, apoiamos este e qualquer outro projeto nesta linha. A função do fórum é desenvolver novas tecnologias de produção verde, como o carro a álcool, que já fizemos no passado e que foi a primeira vitrine brasileira nesta área”.
Oskar Metsavath acrescentou que o principal desafio é atrair mais empresas para o projeto e difundir a ideia junto aos consumidores brasileiros que hoje estão ávidos para comprar, mas que ainda não consideram a questão ambiental. Isso é em razão de a maioria dos produtos sustentáveis, de roupa a alimentos orgânicos, ainda ser muito caros para grande parte da  população. “Eu espero que o governo brasileiro passe a incentivar, com isenções fiscais, por exemplo, a inovação feita por empresas que estão comprometidas com a produção sustentável. Senão, o discurso ambientalista acabará caindo no descrédito”.
Paulo Borges enalteceu os debatedores e disse estar orgulhoso de um tema tão relevante ter sido debatido durante a SPFW, ao mesmo tempo em que acontece no Rio de Janeiro a Conferência da ONU para a Sustentabilidade, a Rio + 20, que termina dia 22 de junho.

Fonte:PortalTextila - Por: Marcia Mariano
Fotos: Divulgação

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Para Franca Sozzani, da Vogue Itália, o Brasil não tem estilo


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Franca Sozzani, a mulher que comanda há 22 anos a revista “Vogue Itália” ©Divulgação
Entrevista por Juliana Lopes, de Milão

Um cachorrinho branco, peludo e pequeno late e dispara pelos corredores da Condé Nast em Milão. É Lazlò, importado da Hungria, que vai todos os dias trabalhar com Franca Sozzani, diretora de redação da “Vogue Itália”. Ele late para um dos funcionários que toma café num copinho de plástico. Ali perto, uma  secretária procura um papel timbrado para escrever um cartão de aniversário.
Franca comanda a “Vogue Itália” desde 1988, quando tinha 38 anos de idade. Antes disso trabalhou para a revista “Lei” (“Ela” em italiano). Neste ano ela entra para a turma dos sexagenários, tendo dedicado 22 anos de sua vida somente para a versão italiana da “Vogue”, sempre de braços dados com o seu parceiro criativo Steven Meisel, que também conheceu nos anos 1980.

A moda mudou muito nas últimas duas décadas, mas o pensamento de Sozzani parece estar à frente. Na verdade ela parece tão forward que transmite a sensação de que, a qualquer momento, vai estar em outro lugar _mesmo fisicamente: Franca senta e me olha, mas de repente se levanta e vai examinar a vista de sua janela que dá para um belo bairro milanês. Ela está concentrada!? Empolgada!? Entediada!? Franca é intangível _inatingível_, gosta de dar respostas ácidas e fluidas. “É preciso tempo para que a moda exista”.
Como é uma jornada sua de trabalho normal? Começa como e termina como?

Não existe nada de brilhante, são apenas projetos, reuniões, planos. Encontro com várias pessoas, converso com os redatores.
Quantas horas por dia de trabalho?

12 horas.
Conseguiria trabalhar menos?

Conseguiria. Se tivesse menos coisas para fazer.
Existem procedimentos?

Não tem regra. Se tivesse regra não seria uma revista criativa. Vamos decidindo o que queremos aos poucos, as ideias brotam.
E de onde brotam, por exemplo, as ideias para os editoriais de moda?

De qualquer lugar. Alguém me telefona, ou eu vejo um filme, alguma revista que me chama a atenção. Ou então numa conversa pinta uma ideia. Ou então alguém vem até a minha sala e me propõe alguma história. Não tem regra, entende?
Mas você tem as suas fontes de inspiração?

Depende. Algumas coisas me inspiram, de outras já não gosto mais. Se fosse burocrático seria um escritório e aqui não é um escritório, não é comercial. Desde 1988 é assim, foi sempre assim. A tendência se cria assim.
Falando em tendência, hoje muitas marcas pagam alto para ter acesso às pesquisas feitas por bureaus…

[corta a pergunta no meio] Tendência não se compra. Quem faz tendência não compra esse tipo de informação. Esse tipo de informação é pra outra coisa, não para criar estilo. É um blefe, não tem valor. Ou você acha que a Prada compra tendência? A Prada faz. Quem vai atrás da tendência é porque não a produz, entende? Cada um tem que produzir o próprio trabalho.
Então a senhora acha errado os países em desenvolvimento se inspirarem na moda que é feita em países consagrados?

Acho. Acho erradíssimo. É erradíssimo se inspirar nos outros, cada um tem que encontrar as coisas que funcionam em seu próprio lugar. Porque, se eu vou ao Fashion Rio e vejo coisas que estão sendo feitas em Paris, não tem sentido ir ao Rio, entende? Ir ao Rio é menos cômodo, mais complicado. Então ir ao Rio para ver Paris não me serviria para nada.
Como você enxerga o estilo brasileiro?

Não vejo um estilo brasileiro. Sei que existe uma beleza brasileira, mas não enxergo um estilo. Não é fácil encontrar a própria estrada, é preciso esforço e criatividade. A moda precisa de tempo.
Precisa de tempo e precisa de dinheiro, de uma economia forte…

A receita para levar a moda adiante é ter um conceito forte, um pensamento por trás.
E a Itália tem esse pensamento forte por trás da moda?

Temos gênios que confirmam isso, como Valentino. Nomes que você vê [no mundo todo] como Dolce & Gabbana, Versace. Não temos apenas estilo.
Então a senhora acredita que é preciso tempo para se construir moda?

Sim. Essa história não quer dizer que o passado precisa ser levado para as passarelas. Vivemos no presente. Mas, temos que ter alguma história pra contar.
O passado, então, não ajuda?

O passado pode ser um fardo. Ele pode minar a sua liberdade.
O fotógrafo Steven Meisel é um colaborador importante para a “Vogue Itália”. Quando começou essa parceria?

Nos conhecemos quando eu ainda era editora da revista “Lei”. Todos nós estávamos começando, não tínhamos nada a perder. Eu gostava do que ele fazia, de como via as coisas, percebia que existia um conceito em suas imagens, que até então eram poucas: ele tinha um book com 3 ou 4 fotos. A redatora na época era a [atual estilista] Anna Sui. Deu certo e assim ficou.
Como é fazer uma revista italiana com um fotógrafo que não mora na Itália?

Os editoriais da “Vogue Itália” são feitos nos Estados Unidos, entre Nova York e Los Angeles. Eu e Meisel nos telefonamos sempre. É mais viável fazer tudo lá do que trazer para cá a estrutura toda, os fotógrafos, as modelos, que praticamente moram todos no exterior. Quando temos que sair daqui [de Milão], vamos com uma equipe super reduzida.
E os novos fotógrafos? A senhora deve receber muitos portifólios…

Não. No momento não tenho nenhuma aposta. É preciso trabalhar, é preciso tempo para tudo.
Existe espaço na Itália para novos estilistas?

Esse não é um problema da Itália, é um problema mundial. É difícil também na Inglaterra, em Paris, em Nova York. É preciso dar tempo a esses nomes. Não podemos já chegar dizendo que eles são “gênios”, porque daí eles vão achar que já estão no topo. Muitos nomes se destacam numa temporada, mas depois somem. Não é fácil. Aqui na Itália existem novos talentos como o Francesco Scognamilio e muitos outros. Mas é preciso tempo: eles têm que trabalhar, têm que crescer.
A Itália é mundialmente famosa por fazer uma moda considerada sexy. O que acha disso?

Toda mulher se veste para agradar, para ser sexy. É o normal, mas sexy não pode ser sinônimo de vulgar. É possível ser sexy com camiseta e calça. As mulheres, em sua essência, são sensuais.
Saída de um país novo como o Brasil, temos alguns nomes na moda como Gisele Bündchen, que é a modelo mais bem paga, a número 1 do mundo.

A Gisele não é a número 1. Isso é um conceito brasileiro, não mundial.
Mas ela está no topo da lista das modelos mais bem pagas do mundo segundo a “Forbes”.

Ser a mais bem paga não significa que ela é a número 1, existem várias “números 1”. Várias modelos que são boas, que não são somente belas, mas têm personalidade, entendem o fotógrafo. Natalia Vodianova também é uma número 1. E outras 3 ou 4 também o são. Ser bem paga não quer dizer que ela seja a mais valiosa para o mundo da moda. Muitas modelos, por exemplo, não fariam Victoria’s Secret. Capisci?
Uma pergunta impossível de não fazer é sobre a Anna Wintour. O que a senhora achou do episódio em que o calendário de moda na Itália diminuiu porque ela avisou que não poderia estender sua estadia em Milão?

Existe um ditado: “A casa mia si mangia quello che mangio Io” (em tradução livre: “Na minha casa, come-se da minha comida”). Não dá para culpar quem vem de fora. É culpa de quem, em casa, não soube se impor.
Onde a senhora costuma comprar suas roupas?

Não tenho regra para isso. Posso passar na frente de uma loja e gostar de alguma coisa. Se tenho que dar algum exemplo, diria a Corso Como 10 [a loja foi fundada pela irmã de Franca, Carla Sozzani].
Você gosta de cozinhar?

Sim, para nós italianos a cozinha não é só questão de comer, mas é um momento onde convivemos entre nós, onde dividimos nossos momentos. Não cozinho, mas tenho meu prato favorito: tortelli di zucca, típico de Mantova, minha região.
Gosta de música?

Temos que ouvir de tudo. Fomos os primeiros a falar da banda Tokyo Hotel. Ouço música clássica, Sting, Tracy Chapman. Mas também gosto de Lady Gaga.
Lê muita revista?

Leio. Muitas. Quer dizer, vejo, vou passando os olhos. Vejo revistas até de arquitetura, decoração.
Quais?

Muitas, não sei dizer. Mas são muitas.
E livros?

Não leio livrros teóricos sobre moda. Os livros que leio são de literatura, contos. Leio 3 ao mesmo tempo porque gosto de entender o que está acontecendo e pronto. Às vezes me canso do livro e troco, fico entediada.
A Itália conta com uma matéria-prima de altíssima qualidade e um diálogo constante entre estilistas e artesãos. Isso procede?

Quem desenha, desenha para ser produzido numa matéria-prima, então é óbvia essa troca. Se você vai fazer o sapato, desenhá-lo, vai desenhar em alguma coisa, não é? Assim funciona o nosso made in Italy, que conta com alta qualidade, mas também com muita produção.
Apesar de toda a produção, existe o impacto da crise econômica.

Tem crise sim, é inútil querer esconder. Crise na Itália e em todo o mundo. Nunca houve uma crise como essa, nessas proporções. Ouvimos geralmente sobre crises específicas, mas uma crise geral como essa, não me lembro.
Nem mesmo a crise de 1929?

É muito antiga essa crise, está num passado muito distante. As pessoas dessa época já não existem mais, ninguém lembra.
O que se pode aprender em momentos de crise?

Na crise se aprende a descobrir o novo.

Fonte:http://ffw.com.br/noticias/para-franca-sozzani-da-vogue-italia-a-moda-brasileira-nao-tem-estilo/

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Vogue Gioello se rende a Alice no país das maravilhas



E Alice continua inspirando editoriais pelo mundo... Tem brasileira fazendo bonito lá fora. É que Silvia Furmanovich foi destaque na revista italiana "Vogue Gioello". A edição, que fez uma homenagem ao clássico "País das Maravilhas", colocou peças da joalheira em três páginas da publicação. Isso sim que é luxo!





Fonte:http://glamurama.uol.com.br/Materias_notas.aspx

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Wallpaper inova em uma edição histórica no mês de novembro.





Considerada a revista referência quando o assunto é design, arquitetura e decoração, a Wallpaper inova mais uma vez e lança uma edição histórica no mês de novembro.



* Batizada de "FAB40" a edição celebra os 40 melhores lugares, pessoas e criações de dez países. Os escolhidos foram Estados Unidos, Reino Unido, Espanha, Japão, Canadá, França, Itália, Alemanha, Escandinávia representando a Finlândia, Suécia e Noruega e o por último o Brasil.


* As 10 capas formam uma única figura - o nome desta edição especial. Representando nosso país, a estilista Gloria Coelho ganhou destaque em um editorial onde é possível conferir as apostas do mundo da moda. E mais: vale lembrar que cada um dos países homenageados venderá apenas sua própria capa, a do Brasil já está nas bancas. Corra!

Über Fashion

O Über Fashion existe desde 2009 e tem como publisher o blogger Fábio Monnerat.

O blog ainda conta com colunistas convidados.

O blog é indicado pelo EnModa e pelo curso de Fashion Business da FGV-RIO, já promoveu a abertura do verão de Búzios e faz palestras sobre moda masculina e comunicação de moda em todo o Brasil.

Alguns dos nossos parceiros: Handred, Cavalera, Profuse, Divertees, Poggio, Von Der Volke, Natura, Vichy, La Roche-Posay, Couthe, SkinCeuticals, Joias
Coacci, Sobre Barba,

Sua marca no Über, escreva para: ubermcom@gmail.com