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domingo, 16 de outubro de 2011

A importância da internet para a democratização da moda


Desde os primórdios do mundo da moda, esse universo sempre foi restrito a uma pequena parcela da sociedade. Primeiramente, apenas os reis e a alta nobreza ao entorno do trono tinham acesso aos privilégios “fashion”. Em formato diferenciado do que vemos hoje, os tecelões apresentavam apenas o tecido e um esboço de como seria a vestimenta.

Os desfiles como conhecemos hoje surgiram em meados do século 19, quando o costureiro inglês Charles Frederick Worth, considerado o “Pai da alta costura”, passou a utilizar homens e mulheres na apresentação de suas peças. Além disso, ele também criou o conceito de coleções, lançando sucessivamente novas linhas, promovendo a mudança nas tendências e a valorização do novo.

E, mesmo com as modificações criadas por Worth, o acesso à moda continuou restrito à alta sociedade. Dessa vez não a reis, mas sim a poucos clientes, que formavam a burguesia da época.

Já próximo ao final do século 20, o acesso à moda teve uma pequena brecha. O universo fashion passou a ganhar parte da atenção da imprensa. Jornais, revistas e televisão faziam uma ponte entre as tendências, os luxuosos desfiles e o restante da sociedade, que mesmo sem pronto acesso, relatava paixão pelo assunto.

Após os anos 2000, com o potencial econômico do setor alavancado, o mundo da moda tornou-se mais um holofote midiático. Desfiles televisionados, modelos fotográficos, informações dispostas na internet, e o acesso a esse universo foi praticamente instantâneo.

A internet possibilitou que a moda estivesse acessível a todos, sendo possível até acompanhar a desfiles em tempo real durante a Semana de Moda de Nova York ou apenas o lançamento de uma coleção no Sul da França.

Mas, outra barreira entrou entre os aficionados e a moda: o direito de criar. Mesmo com tanta evolução tecnológica e espaços na mídia, o poder de criar modelos, gerar tendências ainda era destinado a poucos. Apenas estilistas de renome, grandes grifes, poderios financeiros. Mais uma vez o acesso voltava a ser extremamente restrito.

Foi então que a evolução da internet passou a funcionar em prol da popularização do mundo da moda. Primeiro vieram os blogs. Cada vez mais amantes da moda passaram a falar abertamente sobre o assunto. Como se fosse um diário virtual, os blogueiros fashionistas davam pitacos e opinavam sobre as tendências.

Eis que surgiu a web 2.0, com as fantásticas redes sociais e conteúdo colaborativo. Ou seja, conteúdo formado pelo próprio usuário, pessoas reunidas em um único ambiente debatendo um assunto em comum: moda. Milhares de internautas criando, com possibilidade de gerar tendências, apresentando seus modelitos, discutindo suas criações com outros fashionistas.

Esse universo de acesso à moda, jamais imaginado por tecelões e reis ou até mesmo Charles Worth, chegou ao público e pra valer. Após trilhar caminhos árduos, privação para alta sociedade e potenciais econômicos, a moda precisa hoje apenas do desenvolvimento tecnológico. A internet conseguiu o imprevisível: a democratização da moda.  

* Por Flávio Pripas, sócio fundador do byMK.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Dez tendências cruciais de consumo para 2010




Confira o que está por vir no próximo ano, em termos de comportamento do consumidor. Nada será como antes em tempos de “madurialismo” – a explicação você encontra no item 10.

Sob a chamada “Uma bonança de oportunidades”, o site trendwatching.com selecionou dez tendências inspiradoras para o lançamento de produtos e serviços em 2010. Elas são “à prova de recessão”, porque consumidores sempre valorizam inovações que os beneficiem de alguma maneira. A lista você confere abaixo, mas leve em conta que todas as tendências já acontecem e estão permanentemente em evolução.

1. Nada será como antes: as empresas terão de acompanhar os movimentos da cultura, o que pode significar mostrar mais transparência e honestidade, conversar (em vez de comunicar unilateralmente), ou promover a colaboração. Podem, ainda, ter de encarar a questão “generosidade versus ganância”, ou ser um pouco desafiadoras e limítrofes, em vez de seguras e brandas. A sustentabilidade, em todos os sentidos possíveis da palavra, é o único caminho.

2. Urbanidade: os consumidores urbanos serão mais sofisticados, exigentes, abertos ao novo e conectados ao mundo. Crescerá o chamado “orgulho urbano”, uma referência ao sentimento de orgulho pela localidade em que se vive. Oferecer produtos e comunicação específicos para cada agrupamento urbano será uma ótima maneira de mostrar respeito aos cidadãos de todo o mundo. É o que faz a Guerlain, ao lançar fragrâncias tendo as cidades como referência. Por exemplo, o perfume Paris-New York é uma combinação de canela, baunilha e cedro.

3. Críticas em tempo real: o que você lançar em 2010 será comentado em massa, ao vivo, o tempo todo. Consumidores terão acesso a um fluxo vivo de experiências de outros consumidores. O Twitter, então, ganhará ainda mais força. Após ler uma crítica, os consumidores precisarão de mais detalhes e tentarão contato com quem comentou, sem que a empresa saiba o que está sendo dito. Nesse sentido, envolver os consumidores no desenvolvimento de produtos desde a momento zero é uma estratégia mais segura para evitar críticas ruins.

4. (F)Luxo: ainda que o luxo tradicional permaneça, “luxo” e “status” serão o que o consumidor quiser que seja –um fluxo dinâmico de significados para diferentes segmentos de consumidor, dependendo do que for considerado escasso. Poderá ser “tempo para si”, “residências para seis pessoas”, “informação relevante” ou até “não ter de consumir”. O segredo será encontrar e cunhar o gatilho correto de status para a audiência correta.

5. Reunião da massa: contrariando muitos prognósticos, as pessoas que viverão a maior parte de sua vida no mundo online também se congregarão com mais frequência. A oportunidade, então, está em facilitar o relacionamento entre pessoas afins, antes, durante e depois de um encontro off-line. É o que faz o Channel 4, da TV inglesa, ao oferecer aos espectadores um aplicativo que ensina as pessoas a organizarem festas com seus contatos do Facebook.

6. Ecofacilitação: será preciso facilitar ao consumidor ser mais “verde”, isto é, os processos e produtos devem ser mais sustentáveis, sem que o consumidor precise se dar conta disso e, se necessário, não deixando margem para a escolha de alternativas menos responsáveis. Isso talvez exija a ação de governos e empresas corajosas. A Chrysler, por exemplo, distribuirá os manuais dos proprietários de seus automóveis em DVDs, em vez de em papel.

7. Rastrear e alertar: o novo sistema de busca (tracking & alerting) permitirá que informações relevantes encontrem os consumidores, baseadas em preferências que eles voluntariamente revelam. Economia de tempo e aumento do controle das pessoas será o resultado. O MySkyStatus, da Lufthansa, envia mensagens automáticas aos amigos dos passageiros, publicando localização, altitude, embarque e chegada no Twitter e no Facebook do passageiro.

8. Generosidade embutida: generosidade e colaboração entraram no Zeitgeist, o espírito de nossa época, e toma a forma de doações vinculadas a compras, de maneira prática. Os consumidores codoam e/ou codecidem, como no caso da campanha das sopas Campbell’s, na qual os consumidores decidem, pelo voto, quais celeiros precisam de restauração. A cada voto, US$ 1 é doado para a reforma dos cinco celeiros mais votados.

9. Exploração de perfis: ajudará os indivíduos a extrair benefícios de seus perfis online. Oportunidades virão, por exemplo, da representação de consumidores que estão dispostos a divulgar aspectos de suas intenções de compra para as empresas, ou da proteção e armazenagem de registros digitais de alguém. Pela taxa única de US$ 399, o Swiss DNA Bank armazena dados do seu DNA e mais 1 GB de outros dados.

10. “Madurialismo”: o termo (“maturialism”) refere-se ao comportamento do consumidor em mercados maduros, combinando maturidade com materialismo. Eles não toleram ser tratados como desinformados, facilmente impactáveis e inexperientes. Encaixam-se em várias ou todas as tendências acima expostas. A questão para 2010 será: até onde você vai como marca, ao espelhar crenças sociais que dizem respeito a tudo, menos a ser submisso? Trata-se de ser um pouco mais ousado e distinto, se você quiser seguir o movimento da cultura. Nessa linha, a designer parisiense Nicole Locher, por exemplo, lançou uma coleção de blusas femininas com mensagens bordadas que incluíam frases como “Pequena vadia” e “Nem ouse olhar para mim”.



Fonte:HSM Online

sábado, 14 de novembro de 2009

A cara do verão 2010 em 24 vitrines




O shortinho, grande candidato ao título de peça-chave do verão, aparece na Carina Duek em versão alfaiataria


                                             

Mob traz o comprimento curto em tudo: na saia, no vestido e até na barra dobrada da calça - além de brilhos e o cropped da blusa central






As opções são variadíssimas nas vitrines dos Jardins - a Le Lis Blanc tem calças compridas, item difícil de achar atrás dos vidros

"o que as vitrines das lojas vão dizer sobre a cara do verão 2010"? Afinal, é atrás dos vidros que cada marca apresenta a síntese do que propõe para a estação.



Em voltinha pelos Jardins, o bairro que reúne as mais conhecidas lojas de moda de São Paulo, procuramos por peças, cores e efeitos em comum. O resultado? O único ponto de convergência entre a maioria das 24 lojas fotografadas é o comprimento, bem curto - e que não é novidade.

O mesmo aconteceu ao ouvirmos quatro stylists. Assim como no editorial da Gloria, três deles citaram os curtos - vários dedos (e às vezes, até mãos) acima dos joelhos - como o comprimento do momento.

Aquela peça desejo que caracteriza uma temporada e vira febre entre fashionistas ainda não foi exatamente detectada. Mas algumas possibilidades começam a se delinear, como o vestidinho e o shortinho - tecido, modelagens e cores a escolher. Confira abaixo as apostas dos stylists para o verão 2010 e, na galeria ao lado, as vitrines dos Jardins. E então, como você vai se vestir nesses próximos meses de calor?

Da mesma reunião do Chic de onde saiu o último editorial da Gloria Kalil, também saiu a pergunta: "o que as vitrines das lojas vão dizer sobre a cara do verão 2010"? Afinal, é atrás dos vidros que cada marca apresenta a síntese do que propõe para a estação.


As apostas de...

Chialin Chiang

. Shortinhos bem curtos, tipo hot pants;

. Muito verde, azul e gelo;

. Vestidinhos curtos, cocktail dresses e o bandagem;

. Tudo com saltão bem alto.

Cristina Gabrielli

. Comprimentos curtos; joelho aparecendo;

. Brilho durante o dia (de paetês e tachas);

. Renda na balada, para dar aquele efeito esconde-e-mostra e ficar fresco.

David Pollack

. Pernas de fora em vestidos leves, com cintura marcada e saias tulipa com cintura mais alta;

. Acessórios étnicos, como colares e pulseiras com cara art déco ou turco e lenços;

. Jeans délavé.

Marina Franco

. Turquesa, amarelo e bege. “Além de preto e branco, sempre”, diz Marina;

. Blusas de algodão, escarpins e blazers;

. Tudo sempre misturado com peças antigas.



Vermelhos e laranjas dominaram algumas vitrines, como Gloria Coelho...




... E nos cocktail dresses de Reinaldo Lourenço




Na Huis Clos, pernas de fora com neutro+coral



Na Maria Garcia, o vestidinho curto tem modelagem solta e estampa





O vestidinho azul de Alexandre Herchcovitch ganha companhia
de sapatos masculinizados na vitrine





Cores fortes + neutros nos vestidinhos da Osklen



Na vitrine da Forum, muito gelo e azul, cores fortes para o verão



Veja a matéria completa em: http://chic.ig.com.br/materias/517501-518000/517529/517529_1.html

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Rumos do jeans em 2010 e 2011











O jeans, que invadiu as passarelas nos anos 1970, marcou forte presença nos desfiles para o verão 2010, entre setembro e começo de outubro, no hemisfério norte. O tecido já é considerado um clássico. Mas engana-se quem acha que é só vestir a mesma calça de sempre para ganhar ares de quem está na moda.



Para exibir a identidade deste final de década, que é muitas vezes a cara – acredite! – do que ele era quando foi criado, o novo denim passa por lavagens, cortes e até tinta. Como resultado, saem jardineiras rústicas e calças mais largas e curtas, tipo carpinteiro. Esse visual entra na macrotendência que o bureau Stylesight chama de heritage (herança), em que há uma retomada dos valores fundamentais, mas usando novas tecnologias e design.



Mas não é só isso. Lucie Lapiere, editora da área de denim do site em Nova York, diz que estamos numa época de "contraste de tendência" e aponta quais são as principais características do jeans do verão 2010, além de adiantar qual é o caminho do tecido no inverno 2011.


Lavagens e efeitos

"É uma temporada de contrastes de tendências, silhuetas e lavagens", explica. Na prática, isso significa que ao lado do black jeans, o superclaro também tem vez. A novidade fica por conta dos tratamentos. Ficam valendo:



. Efeitos de pintura. São pequenas manchas ou pinceladas de tinta que colorem as peças (Alexander McQueen e Moschino fizeram);

. Degradê. É a hora do dip-dye em azul (Rick Owens) ou em cores fortes (DSquared);

. Retalhamento. "Não é grunge”, avisa Lucie. Aqui, valem tanto os jeans rasgados quanto os de patchwork (Ralph Lauren, Dolce&Gabbana).



Inverno 2011

Depois de tanto lava daqui, rasga dali, o inverno 2011 deve vir menos trabalhado. Lucie acredita em “tratamentos menos extremos, um retorno à superfície limpa ou, pelo menos, efeitos menos exagerados”. O jeans será explorado mais como tecido do que como formato. “Possivelmente, teremos mais peças sob medida e vestidos (G-Star), ou chemisiers e casacos”, explica.



Para anotar já!











Fonte: http://chic.ig.com.br/materias/516501-517000/517000/517000_1.html

terça-feira, 27 de outubro de 2009

De Volta a Terra

Em tempos de crise mundial, queda das bolsas e desaceleração econômica, é hora de voltar à terra e abraçar nossas realidades mais primárias. A grande tendência é reduzir a nossa pegada de carbono, agir pensando localmente, buscar nossa autenticidade ao mesmo tempo em que nos conectamos com o “global”.

Explorar estilos de vida sustentáveis e as culturas originais renova o senso de otimismo, buscando aquilo que torna a vida especial. Nós examinamos quatro tendências distintas para atender diferentes segmentos de mercado para mulheres e homens no verão 2010 e que vai continuar forte no inverno 2010-2011. Todos partilham um valor comum: a autenticidade. Desde o bruto vestuário de trabalho, do sertão e da fazenda até a busca de um sentido de auto-descoberta através de uma vida nômade, os valores fundamentais de conforto, funcionalidade e auto-identidade são as maiores aspirações. Grandes marcas e campanhas de marketing são evitadas em favor de peças com senso de realidade. São aquelas descobertos em viagens, consideradas verdadeiros achados e que justificam o gasto do dinheiro ganho com trabalho duro.

VIDA NA FAZENDA










Amantes da terra em busca da simplicidade e de um estilo de vida sustentável. As pessoas estão retornando para os autênticos valores rurais. Há uma ênfase em corantes naturais, materiais orgânicos, os detalhes rústicos, reciclados e recursos renováveis. Há um sentimento por peças herdadas, as jaquetas feitas à mão, calças jeans desbotados e imagens inspiradas em plantas e folhagens. As formas são confortáveis e levemente amassadas: jeans detonados; vestido avental, macacão e os velhos looks utilitários. Uma paleta de cores inspirada nos verdes ajardinadas e o retorno do cáqui e dos tons neutros de terra.



Produto: outwear, malhas, corte e costura, camisas e blusas, calças, jeans, vestidos



Sustentabilidade e uma pegada “de volta a aldeia”. Autenticidade: a busca de experiências reais. Ecológico, orgânico, feito à mão, por medida - uma reação a produção em massa e a globalização. Looks práticos com tecidos gastos. Jaquetas utilitárias e cortes leves, calças e shorts cargo, camisas com bolsos utilitários, o autêntico jeans envelhecido, jardineiras e batas. Para as meninas: a feminilidade excêntrica, vestidos esvoaçantes; saias com estampas retrô. Marcações, riscados, amassados, algodão texturizado. Folhagem, florais e animais. Etiquetas e logotipos com mensagens ambientais. Chapéus de jardineiros e botas de borracha, bijuterias e bolsas artesanais e recicladas.

Paleta de cores: Uma paleta inspirada pelos verdes – jardim, terra, orgânicos, vegetais frescos. A base e a tonalidade central variam de uma gama de tons de caqui, até os tons lavados de folhas e folhagens verdes. Os tons neutros e o branco iluminam o olhar para a parte superior do corpo. Os detalhes são brilhantes e dão uma levantada no visual; adicionar preto para impressões e gráficos.










OUTBACK







O Sonho do Sertão: A verdadeira influência da aridez, elaborada a partir da vida e cores do sertão. Ela evoca um espírito dos colonizadores e da vida áspera do sertão ou dos desertos australianos. Endurecida, parece feita para tempos difíceis. Terroso, cores desbotadas. São robustos e resistentes à seca: erva-sal; canguru. A terra ressecada combina com jeans desgastado. Para além das formas e detalhes de vestuário de trabalho, há um aspecto de fantasia do sonho, com base na combinação de cores vivas empregadas por artistas indígenas. Terroso-sol, neutros branqueados com brilhos em tons escuros.

Produto: jeans, camisas e blusas, vestidos, calças, shorts e saias

Looks inspirados nos rudes pioneiros, nos primeiros colonos, a vida no interior. Terreno áspero e luminoso. Para o jeans: Denim autêntico, tecido casual – usado, gasto e levemente destonado. Compensado com algodão arejado e Jersey. A cultura aborígene e estampas com inspiração na história, modelos e logotipos, mas reinventados e re-trabalhados. Pinturas abstratas, assumir um look Keith Haring. Estampas com cara de “feito a mão” e o choque cultural do mundo excêntrico dos artistas indígenas. Cintos e bolsas de couro com cara de usado, chapéus, muito couro balanceado por calçado esportivo em cores ousadas.




Paleta de cores: Áridas, lavadas, desgastadas, as cores desbotadas inspiradas no sertão, no deserto australiano e nas paisagens áridas. Ferro, grama seca, eucalipto e mato verde, das formas reais da terra que trabalham com jeans autêntico e vintage. Contrastes e acentos são artificiais e em relevo para impressão e logotipos derivados de pinturas contemporâneas aborígenes, símbolos e ícones da antiga Australiana.





NOMADS






O Viajante do Deserto: Viajantes experientes vão para o deserto para experimentar as ricas tradições do Oriente Médio. Peregrinações e safáris no deserto. Leves peças com influencia esportivas são projetadas para um dia no deserto do Saara. Formas soltas para envolver e torcer, como lenços beduínos, para proteção de quem veste. Detalhes utilitários são pensados para a sobrevivência em climas extremos. As cores são elaboradas a partir de uma paleta de sol do deserto, esbranquiçada de areia e terra, com estampas com pegada árabe e padrões para acrescentar detalhes.

Produto: Malhas, corte e costura, camisas e tops, vestidos, calças e shorts

Desertos errantes e viajantes. Acondicionamentos e camadas para suportar tempestades de areia ou as noites frias do deserto. Estilo desportivo e funcional, com camadas de tecidos de Jersey solto. Neutros e tecidos de malha. Contraste com tecidos de alto brilho. Algodão polido, ciré, nylon, algodão acetinado. Drapeados, dobras, costuras e detalhes de empate se reúnem. Formas saruels são renovadas com tops soltos e em camadas. Motivos e padronagens árabes. A cabeça torna-se um ponto fundamental - embrulhada, amarrada, encapuzada. Mochilas são reinventadas. Leves acessórios de couro, sandálias abertas e jóias tribais.

Paleta de cores: tons de deserto, inspirados em cores que trabalham em camadas de tecidos leves e soltos. Uma paleta de neutros ricos de madeira e pardos mognos, alabastro e areia, compensados com um cinzento índigo. Para um look mais leve, mais verão, use o branco sobre branco, efeito tonal ou acrescente uma dose de páprica ou de azul céu. Esses tons nômades neutros também podem ser utilizados como tons chave da temporada.




MONSOON






Um Amor de Verão Indiano. Seguimos a trilha exótica das praias de Goa- Índia para uma mistura inebriante de cores, estampas e impressões para alto verão. Frescas misturas de algodão branco com sáris brilhantes. Desbotados e estampas florais indianas. As formas são soltas, seguindo as tradições locais: saias; calças saruel, camisas gola Nehru, túnicas e lenços de algodão. Acessórios com pegada natural, couro envelhecido e uma vibe hippie: sacos, sacolas, sandálias para homens e mulheres; detalhes de couro trançado e miçangas.

Produto: corte e costura, camisas e tops, vestidos, shorts e saias, jeans, Resort & nadar

Uma revolução de cores exóticas, estampas e culturas conflitantes. Numa viagem indiana; recolha lembranças ao longo do caminho. Kaftans com bermudas, vestidos com tops biquíni, camisolas e sáris. Estampas e padronagens: Caxemira com inspiração indiana; encontro marcado com o vintage; florais carimbados; estampas tropicais dos anos 50. Bloco de cores em tons vívidos, compensado com branco giz. Logos colocação de sinais de índio e de embalagens. Tecidos: chiffon; e tecidos de algodão. Sarja e lona. Desbotados listras para os rapazes. Chapéus de praia, lenços e tangas estampadas e jóias étnicas.

Paleta de cores: Uma paleta de alto verão, inspirada em uma viagem literária à Índia; flashes de brilho, cores flúor que é iluminada e num cenário tropical. Amarelo cítrico, rosa e coral, verde e azul marinho; contrastados com o branco giz. As formas mais ricas de calêndula, rosa e marrom profundo vem de monges budistas e templos e devem ser usados como acentos com em tons mais frescos. Use uma máscara preta como base.








Fonte: Men and womenwear - Summer 2010 - Revista Textile View
Tradução: Clarissa über

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

verão 2010 // 2011 masculino












Para o nosso verão garotos vamos ter acessórios, as grandes bolsas de mão masculinas continuam aparecendo nos desfiles internacionais, apesar de não terem sido tão aceitas aqui no Brasil. Os modelos aparecem em couro e variam dos mais clássicos e tradicionais aos mais esportivos, para todos os estilos de homem.

 
Outra coisa que será muito usado é o jeans para a temporada de primavera verão 2010 2011 na moda masculina. Esse será o tecido da estação, usado de diversas formas.


 
Uma das peças que já está presente há algumas temporadas e promete continuar é o colete. Ele apareceu em grande parte dos desfiles internacionais do verão 2011. Enquanto algumas marcas usaram o comprimento típico da peça, na altura da cintura, outras o deixaram mais longo, cobrindo metade do quadril. No verão 2011 ele será usado em uma variedade de formas, desde o estilo mauricinho até o descolado e o casual. Alguns são vestidos sozinhos e outros em sobreposições.


Alfaiataria masculina Primavera Verão 2010 2011


DescricaoCartela de cores alfaiataria masculina primavera verão 2010 2011



Alfaiataria descontraída para o Verão 2011 masculino


Com muita sutileza a moda masculina proposta para a Primavera Verão 2010 2011 sofre pequenas alterações que, em um segmento onde os formatos e estilos se mantiveram praticamente os mesmos no decorrer de décadas, são recebidas por críticos e fashionistas como uma grande evolução.



Renovada, a alfaiataria desfilada em Paris e Milão exibe uma elegância casual, a qual lembra o ápice da sofisticação da moda masculina da década de 30, obtida através da combinação dos clássicos com uma vertente de estilo mais urbano.

Parte da renovação proposta pelas grifes internacionais é vista nas novas proporções e volumes dados às peças, que perdem o aspecto rigoroso e sério que carregaram consigo nas últimas temporadas. O homem mais descontraído do mundo real passa a ver nos trajes formais uma moda relaxada e casual, a qual combina com o seu dia-a-dia e sua personalidade.



DescricaoTernos com botões cruzados

Vistos também na cartela de cores da estação, o conforto e simplicidade imperam nas tonalidades limpas dos cinzas, brancos e nudes contrastadas as demais cores naturais terrosas e escuras como o marinho e o preto. Para dar uma atualizada à serenidade dessa paleta, surgem pinceladas de amarelos, alaranjados, verdes e rosas que compõem looks divertidos onde sobreposição de tons e diferenciados comprimentos descomplicam a alfaiataria sugerida.


As vedetes do verão masculino são as calças, que surgem mais largas, com ganchos baixos – chegando a ser quase no estilo da saruel -, volumes e até mesmo pregas nos quadris. Com uma cintura mais alta e barras encurtadas dobradas acima do tornozelo, elas apareceram combinadas com sapatos mocassins e bicolores, deixando o visual divertido e atual. Tecidos brilhantes também agregam descontração e irreverência aos looks do verão.



A silhueta folgada e despojada traz, ainda, a coordenação das bermudas sociais com blazeres e sapatos, a qual aliada com à quase total “abolição” das gravatas das produções reforça a aparência sofisticada urbana para os homens.



As mudanças continuam nas peças que cobrem a parte superior do corpo masculino. Ternos e costumes desconstruídos revelam cortes secos e com menos botões, que abrigam camisas leves, sem manga, com decotes “V” ousados ou golas moles elaboradas em tecidos diferenciados e, por vezes, transparentes. O modelo visto nos desfiles de Alexander McQueen, Prada, Lanvin e YSL; com apenas um botão cruzado foi uma das grandes novidades que chamou a atenção e agradou o público moderno que busca aliar sofisticação e casualidade em seu visual.


Paletós mais curtos, com shape saquinho e dois botões são usados para aprimorar e estilizar a moda street. A versão dessa peça, com quatro botões e tecidos leves como o linho e finas lãs, teve sua volta marcada nas passarelas de Milão e Paris. Os coletes construídos sobre a base de seus formatos antigos aparecem, novamente, como peças-chave que atualizam looks masculinos.


Assim, sempre aliando a moda formal à casualidade das ruas, a alfaiataria masculina para a primavera verão 2010 2011 chega reformada, com novas cores e estruturas; o que torna esse segmento mais democrático e acessível ao homem do mundo real.








Fonte:http://www.portaisdamoda.com.br/noticiaInt~id~19179~n~alfaiataria+masculina+primavera+verao+2010+2011.htm

Über Fashion

O Über Fashion existe desde 2009 e tem como publisher o blogger Fábio Monnerat.

O blog ainda conta com colunistas convidados.

O blog é indicado pelo EnModa e pelo curso de Fashion Business da FGV-RIO, já promoveu a abertura do verão de Búzios e faz palestras sobre moda masculina e comunicação de moda em todo o Brasil.

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