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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Pierre Cardin volta à Lady Gaga

Macacão para ele e para ela remete aos filmes de ficção científica dos anos 60  Foto: Getty ImagesVermelho e verde são outras cores propostas pelo estilista, que quer alcançar os jovens  Foto: Getty ImagesVestidos curtos com pegada anos 60, exibidos no desfile de Pierre Cardin  Foto: Getty ImagesVestidos de noiva bordados e mais retos são apresentados no desfile do estilista francês  Foto: Getty ImagesCapas azuis unissex de material impermeável de Pierre Cardin  Foto: Getty ImagesVestido reto em cor sóbria com faixa bicolor: boina grande completa o visual  Foto: Getty ImagesA capa plastificada para homem e mulher na versão amarela  Foto: Getty ImagesO estilista Pierre Cardin, 88 anos, ao fim de seu desfile, após 10 anos de ausência na semana de moda francesa: energia de jovem  Foto: Getty Images
 
Pierre Cardin, 88 anos, voltou a desfilar na Semana de Moda de Paris, após dez anos de ausência. O objetivo do estilista é ficar mais conhecido entre os jovens e aumentar suas vendas nos Estados Unidos, onde desfila em outubro. Na apresentação dessa quarta feira, o estilista mostrou uma coleção com pegada anos 60 e um de quê de ficção científica e era espacial.
 
Peças como macacões e casacos coloridos eram apresentados por garotas e garotos, mostrando um estilo unissex. Cores fortes, como rosa, azul e amarelo vinham em peças também plastificadas ou em vestidos tubinho. Vestidos brancos bordados para noivas, mais sequinhos e cores mais sóbrias também desfilaram.
 
O estilista, que recentemente vestiu Lady Gaga, disse em entrevista ao jornal e site WWD, que sente vergonha de seus licenciados pelo mundo, porque não apresentam nada de novo, principalmente para os homens. "Isso me leva ao desespero. Mando meus desenhos, mas eles não copiam. Tem muita roupa masculina para velho. Tudo muito clássico", disse Cardin, cuja marca completa 60 anos este ano.
 
É ele mesmo que desenha suas coleções e disse que não quer estilistas jovens em seu lugar. "Sou capaz de desenhar 100 modelos em uma hora. Trabalho com uma equipe de cinco jovens. E acho que os designers mais novos não são mais avant-gard do que eu. Estou em plena forma."
 
Segundo ele, isso se prova exatamente quando pessoas como Lady Gaga usam sua coleção. "Eu vesti Beatles e Rollings Stones. Sempre fiz roupas provocantes para os jovens", afirmou ao WWD. Só resta saber se os jovens de hoje, além da provocativa cantora americana, estão dispostos a se vestir da forma como nos anos 60 se imaginava que seriam as roupas do século 21. Ok, há um retorno aquela década em várias grifes. É esperar para ver.

domingo, 18 de julho de 2010

ANOS 60 – HISTÓRIA DA MODA





Continuando a postar um pouco da história da moda com referências e fotos com releituras atualizadíssimas e contemporâneas dos últimos desfiles de Inverno e verão 2008/2009 e fotos da época de gente que fez a moda acontecer. Minha pesquisa de texto, se baseia no Almanaque da Folha (setor de pesquisa do Jornal Folha de São Paulo).





ANOS 60


Os anos 50 chegaram ao fim com uma geração de jovens, filhos do chamado “baby boom”, que vivia no auge da prosperidade financeira, em um clima de euforia consumista gerada nos anos do pós-guerra nos EUA. A nova década que começava já prometia grandes mudanças no comportamento, iniciada com o sucesso do rock and roll e o rebolado frenético de Elvis Presley, seu maior símbolo.


A imagem do jovem de blusão de couro, topete e jeans, em motos ou lambretas, mostrava uma rebeldia ingênua sintonizada com ídolos do cinema como James Dean e Marlon Brando. As moças bem comportadas já começavam a abandonar as saias rodadas de Dior e atacavam de calças cigarette, num prenúncio de liberdade.


Os anos 60, acima de tudo, viveram uma explosão de juventude em todos os aspectos. Era a vez dos jovens, que influenciados pelas idéias de liberdade “On the Road” [título do livro do beatnik Jack Keurouac, de 1957] da chamada geração beat, começavam a se opor à sociedade de consumo vigente. O movimento, que nos 50 vivia recluso em bares nos EUA, passou a caminhar pelas ruas nos anos 60 e influenciaria novas mudanças de comportamento jovem, como a contracultura e o pacifismo do final da década.


Nesse cenário, a transformação da moda iria ser radical. Era o fim da moda única, que passou a ter várias propostas e a forma de se vestir se tornava cada vez mais ligada ao comportamento.


Conscientes desse novo mercado consumidor e de sua voracidade, as empresas criaram produtos específicos para os jovens, que, pela primeira vez, tiveram sua própria moda, não mais derivada dos mais velhos. Aliás, a moda era não seguir a moda, o que representava claramente um sinal de liberdade, o grande desejo da juventude da época.

 

Algumas personalidades de características diferentes, como as atrizes Jean Seberg, Natalie Wood, Audrey Hepburn, Anouk Aimée, modelos como Twiggy, Jean Shrimpton, Veruschka ou cantoras como Joan Baez, Marianne Faithfull e Françoise Hardy, acentuavam ainda mais os efeitos de uma nova atitude.


Na moda, a grande vedete dos anos 60 foi, sem dúvida, a minissaia. A inglesa Mary Quant divide com o francês André Courrèges sua criação. Entretanto, nas palavras da própria Mary Quant:


“A idéia da minissaia não é minha, nem de Courrèges. Foi a rua que a inventou”. Não há dúvidas de que passou a existir, a partir de meados da década, uma grande influência da moda das ruas nos trabalhos dos estilistas. Mesmo as idéias inovadoras de Yves Saint Laurent com a criação de japonas e sahariennes [estilo safári], foram atualizações das tendências que já eram usadas nas ruas de Londres ou Paris.




O sucesso de Quant abriu caminho para outros jovens estilistas, como Ossie Clark, Jean Muir e Zandra Rhodes. Na América, Bill Blass, Anne Klein e Oscar de la Renta, entre outros, tinham seu próprio estilo, variando do psicodélico [que se inspirava em elementos da art nouveau, do oriente, do Egito antigo ou até mesmo nas viagens que as drogas proporcionavam] ou geométrico e o romântico.


Em 1965, na França, André Courrèges operou uma verdadeira revolução na moda, com sua coleção de roupas de linhas retas, minissaias, botas brancas e sua visão de futuro, em suas “moon girls”, de roupas espaciais, metálicas e fluorescentes. Enquanto isso, Saint Laurent criou vestidos tubinho inspirados nos quadros neoplasticistas de Mondrian e o italiano Pucci virou mania com suas estampas psicodélicas. Paco Rabanne, em meio às suas experimentações, usou alumínio como matéria-prima.

Os tecidos apresentavam muita variedade, tanto nas estampas quanto nas fibras, com a popularização das sintéticas no mercado, além de todas as naturais, sempre muito usadas.


O unissex ganhou força com os jeans e as camisas sem gola. Pela primeira vez, a mulher ousava se vestir com roupas tradicionalmente masculinas, como o smoking [lançado para mulheres por Yves Saint Laurent em 1966].

A alta-costura cada vez mais perdia terreno e, entre 1966 e 1967, o número de maisons inscritas na Câmara Sindical dos costureiros parisienses caiu de 39 para 17. Consciente dessa realidade, Saint Laurent saiu na frente e inaugurou uma nova estrutura com as butiques de prêt-à-porter de luxo, que se multiplicariam pelo mundo também através das franquias.

Com isso, a confecção ganhava cada vez mais terreno e necessitava de criatividade para suprir o desejo por novidades. O importante passaria a ser o estilo e o costureiro passou a ser chamado de estilista.


Nessa época, Londres havia se tornado o centro das atenções, a viagem dos sonhos de qualquer jovem, a cidade da moda. Afinal, estavam lá, o grande fenômeno musical de todos os tempos, os Beatles, e as inglesinhas emancipadas, que circulavam pelas lojas excêntricas da Carnaby Street, que mais tarde foram para a famosa King’s Road e o bairro de Chelsea, sempre com muita música e atitudes jovens.

Nesse contexto, a modelo Jean Shrimpton era a personificação das chamadas “chelsea girls”. Sua aparência era adolescente, sempre de minissaia, com seus cabelos longos com franja e olhos maquiados. Catherine Deneuve também encarnava o estilo das “chelsea girls”, assim como sua irmã, a também atriz Françoise Dorléac. Por outro lado, Brigitte Bardot encarnava o estilo sexy, com cabelos compridos soltos rebeldes ou coque no alto da cabeça [muito imitado pelas mulheres].




Entretanto, os anos 60 sempre serão lembrados pelo estilo da modelo e atriz Twiggy, muito magra, com seus cabelos curtíssimos e cílios inferiores pintados com delineador.



A maquiagem era essencial e feita especialmente para o público jovem. O foco estava nos olhos, sempre muito marcados. Os batons eram clarinhos ou mesmo brancos e os produtos preferidos deviam ser práticos e fáceis de usar. Nessa área, Mary Quant inovou ao criar novos modelos de embalagens, com caixas e estojos pretos, que vinham com lápis, pó, batom e pincel. Ela usou nomes divertidos para seus produtos, como o “Come Clean Cleanser”, sempre com o logotipo de margarida, sua marca registrada.

As perucas também estavam na moda e nunca venderam tanto. Mais baratas e em diversas tonalidades e modelos, elas eram produzidas com uma nova fibra sintética, o kanekalon.


Fonte:comunidademoda.com.br/

quarta-feira, 21 de abril de 2010

All Star Blondie, super Rock Glam


Depois de ter dos modelos com a imagem dos Beatles, Pink Floyd, The Doors e ACDC a Converse foi buscar inspiração para esta temporada no grupo Blondie.

"Estes sapatos são tão associado com o rock 'n roll e moda há anos, parecia lógico que trabalhamos juntos", diz a cantora Debbie Harry.

domingo, 11 de abril de 2010

Stella McCartney cria nova linha feminina para Adidas

A estilista Stella McCartney é a responsável pela nova linha feminina sportswear da marca Adidas. A mais recente parceria busca associar tecnologia de alta performance a um estilo despojado, com uma coleção que contempla diversas práticas esportivas, como o triathlon, ciclismo, natação, ginástica, dança, yoga, golfe e tennis.

A filha do ex-Beatle Paul McCartney, Stella McCartney, foi considerada a estilista do ano durante o British Fashion Awards em 2007. Para sua nova linha, em parceria com a marca esportiva, foram criadas peças com design elaborado e materiais sustentáveis, procurando valorizar o corpo feminino e tendo sempre em vista o conforto e o bom gosto.
(Foto: divulgação)

(Foto: divulgação)

(Foto: divulgação)

(Foto: divulgação)

Fonte:PortalONE.com

O império futurista de Pierre Cardin


Pierre Cardin

YSL e Pierre Cardin

Os Beatles com seu terninho Pierre Cardin

Figurino de “A Bela e a Fera”, de Jean Cocteau
1965

1967

1968

Geometria psicodélica

Pra homens e mulheres
Desfile no deserto de Gobi, em 2007
A primavera-verão 2009 foi desfilada no palácio Bulles, uma de suas residências

Você conhece Pietro Cardin muito mais do que imagina. É que Pierre – o nome que ele adotou quando mudou da Itália pra França – emprestou seu nome pra cerca de 800 produtos licenciados durante sua carreira, que já completa 60 anos em 2010. As chances de você já ter comprado alguns deles, desde uma gravata até mesas, cortinas, comida e cigarros, é enorme.

Mas apesar da banalização do próprio nome, desde que fundou sua marca própria em 1950 Pierre Cardin é um dos grandes nomes da moda. Suas criações são facilmente reconhecidas pelo jeitão futurista, com formas geométricas remodelando o corpo feminino. Tudo começou em 1945, quando ele se estabeleceu em Paris e trabalhou pra Jeanne Paquin e Elsa Schiaparelli. Foi lá que conheceu Jean Cocteau – e assim fez o figurino do filme clássico “A Bela e a Fera“. Ele ainda passou pela Maison Dior e ajudou a produzir o “New Look” de 1947.

Apaixonado pelo mundo das artes, Pierre desenhou máscaras e figurinos pra teatro e em 1954 criou o vestido bolha, que virou sucesso mundial. Foi também o ano de abertura de sua 1ª loja, a “Eve”, logo seguida pela “Adam”, de moda masculina. Gerou polêmica em 1959 ao criar uma coleção de prêt-à-porter feminino para a Printemps e virou persona non grata da alta-costura, expulso da “Chambre Syndicale de la Couture Parisienne” por ter se popularizado – onde foi readmitido tempos depois.

Suas roupas eram a cara dos anos 60, e em 1964 a coleção “Cosmos” trouxe a idéia de moda unissex com túnicas que podiam ser usadas por homens e mulheres. A partir daí, foram mil e uma formas de expansão da marca, principalmente em viagens ao redor do mundo englobando Japão e a China – onde passou a produzir suas criações, adiantando o movimento da indústria da moda em relação ao país comunista. Pierre Cardin virou uma máquina de lucro, crescendo em proporções gigantescas e garantindo seu lugar entre os empresários mais ricos da França.

O império Cardin é formado pela marca – o extenso número de lincenciamentos abriu portas pros nomes de estilistas em diversos produtos que vemos hoje – além de inúmeras propriedades, como o palácio de Casanova em Veneza, o castelo do Marquês de Sade e a cadeia de restaurantes e hotéis Maxim’s. Esses são os lugares que recebem festivais e peças de teatro patrocinados por ele – parece ser essa a forma que estilista encontrou de aproveitar o fim de sua vida, aos 87 anos.


Fonte:lilianpacce.com.br

Über Fashion

O Über Fashion existe desde 2009 e tem como publisher o blogger Fábio Monnerat.

O blog ainda conta com colunistas convidados.

O blog é indicado pelo EnModa e pelo curso de Fashion Business da FGV-RIO, já promoveu a abertura do verão de Búzios e faz palestras sobre moda masculina e comunicação de moda em todo o Brasil.

Alguns dos nossos parceiros: Handred, Cavalera, Profuse, Divertees, Poggio, Von Der Volke, Natura, Vichy, La Roche-Posay, Couthe, SkinCeuticals, Joias
Coacci, Sobre Barba,

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