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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

As mudanças da moda jovem ao longo dos anos

Na década de 50, a moda entre os jovens era usar trajes confortáveis, que não atrapalhassem nos movimentos da dança  Foto: Getty Images 
Na década de 50, a moda entre os jovens era usar trajes confortáveis, que não atrapalhassem nos movimentos da dança.

Audrey Hepburn era um dos ídolos da década de 50 e seus trajes femininos foram bastante copiados  Foto: Getty Images
 Audrey Hepburn era um dos ídolos da década de 50 e seus trajes femininos foram bastante copiados.
Mary Quant inventou a minissaia na década de 60, revolucionando a moda. A peça era usada com camiseta e bota  Foto: Getty Images
 Mary Quant inventou a minissaia na década de 60, revolucionando a moda. A peça era usada com camiseta e bota.

O futurismo do filme Barbarella marcou a década, assim como os trajes de vinil  Foto: Getty Images
 O futurismo do filme Barbarella marcou a década, assim como os trajes de vinil

No início da década de 60, os trajes eram retos e com forma geométrica, como este vestido usado por Jane Fonda, que tornou-se ícone após o filme Barbarella, da mesma década  Foto: Getty Images
 No início da década de 60, os trajes eram retos e com forma geométrica, como este vestido usado por Jane Fonda, que tornou-se ícone após o filme Barbarella, da mesma década.

O uso de plástico (vinil) e brilho passaram a ser vistos na moda nos anos 60, lembrando o futurismo  Foto: Getty Images
 O uso de plástico (vinil) e brilho passaram a ser vistos na moda nos anos 60, lembrando o futurismo

A onda hippie dominou a moda entre os jovens da década de 70, que protestavam contra a Guerra do Vietnã. Calças boca de sino, colares, batas etc marcaram a época  Foto: Getty Images
 A onda hippie dominou a moda entre os jovens da década de 70, que protestavam contra a Guerra do Vietnã. Calças boca de sino, colares, batas etc marcaram a época.

A transição entre as décadas de 70 e 80 foi marcada pela era disco. Watusi, cantora brasileira, chegou a se apresentar no exterior usando um macacão de lurex, material que fazia sucesso na época e era usado por jovens de todo o mundo. No Brasil, o fashion era combinar meias de lurex com sandálias de plástico  Foto: Getty Images
 A transição entre as décadas de 70 e 80 foi marcada pela era disco. Watusi, cantora brasileira, chegou a se apresentar no exterior usando um macacão de lurex, material que fazia sucesso na época e era usado por jovens de todo o mundo. No Brasil, o fashion era combinar meias de lurex com sandálias de plástico.

A transição entre os anos 70 e 80 também teve influências da onda punk inglesa, sendo marcada pelo uso de couro, tachinhas e cabelos coloridos  Foto: AFP
 A transição entre os anos 70 e 80 também teve influências da onda punk inglesa, sendo marcada pelo uso de couro, tachinhas e cabelos coloridos.

O visual da banda inglesa Sex Pistols foi muito copiado pelos jovens no início dos anos 80  Foto: AFP
 O visual da banda inglesa Sex Pistols foi muito copiado pelos jovens no início dos anos 80

Ombreiras, blusas de duas cores, jeans de cintura alta, entre outros, marcaram a moda dos anos 80, como mostrou o filme Curtindo a Vida Adoidado, de 1986  Foto: Divulgação
 Ombreiras, blusas de duas cores, jeans de cintura alta, entre outros, marcaram a moda dos anos 80, como mostrou o filme Curtindo a Vida Adoidado, de 1986.

A sobreposição de peças distintas, bijuterias, texturas etc também foi característico dos anos 80. A tendência foi copiada pelos fãs de Madonna, ídolo da época  Foto: Getty Images
 A sobreposição de peças distintas, bijuterias, texturas etc também foi característico dos anos 80. A tendência foi copiada pelos fãs de Madonna, ídolo da época.

O grunge mostrou a influência da música na moda. Jovens usavam camiseta com logotipo de bandas, camisa xadrez e calça larga tipo skatista  Foto: AFP
 O grunge mostrou a influência da música na moda. Jovens usavam camiseta com logotipo de bandas, camisa xadrez e calça larga tipo skatista.

A primeira década de 2000 foi marcada pela influência do funk na moda. Calça justa de cintura baixíssima, como a da marca Gang, conquistaram o mundo das celebridades e dos jovens. Até Britney Spears adotou  Foto: Getty Images
 A primeira década de 2000 foi marcada pela influência do funk na moda. Calça justa de cintura baixíssima, como a da marca Gang, conquistaram o mundo das celebridades e dos jovens. Até Britney Spears adotou.
 As jovens de hoje em dia usam vestidos curtos e justos para ir à balada.

A banda Restart, com seu visual colorido, no melhor estilo color blocking, tem sido bastante imitada. A mistura de cores ganhou as ruas principalmente entre os mais jovens  Foto: Blenda Gomes/TV Globo/Divulgação
 A banda Restart, com seu visual colorido, no melhor estilo color blocking, tem sido bastante imitada. A mistura de cores ganhou as ruas principalmente entre os mais jovens.

A moda entre os jovens se transformou com o passar dos anos, representando as alterações de cada tempo e cada geração. Geralmente, as tendências são apresentadas pelos ídolos dos jovens, que acabam copiando os modelistos usados.

Na década de 50, com o surgimento do rock 'n' roll, os jovens passaram a usar trajes que os permitiam dançar com conforto. Para elas, saias rodadas e camisetas. Para eles, ternos ajustados ou jeans e camiseta. Ídolos como James Dean, com seu jeans surrado, camiseta branca e jaqueta de couro, e Elvis Presley e Audrey Hepburn, com seu visual romântico e delicado, eram os ícones da época.

Os anos 60 revolucionaram a moda e os jovens, claro, foram os primeiros a aderir às novidades. No início da década, as roupas eram retas, com traços geométricos. Jane Fonda, no filme Barbarella, levou para as ruas peças um pouco mais ousadas. Neste período, surgiu também o brilho e o vinil, que passaram a fazer parte de alguns trajes de maneira discreta, mas deixando as peças com ares futuristas. Mary Quant inventou a minissaia, que era realmente pequena e media 30cm, revolucionando a moda. A peça era usada com camisetas e botas.

A Guerra do Vietnã aconteceu entre os anos de 1959 e 1975. E a transição entre os anos 60 e 70 ficou marcada pelo surgimento do movimento hippie, que defendia o fim da guerra e a manutenção da paz. Jovens de todo o mundo deixaram os cabelos crescer e passaram a usar calça boca de sino, saias longas, camisetas, coletes, diversos colares longos, alpargatas, faixas e flores nos cabelos e roupas artesanais de couro, camurça e crochê, além de peças tingidas no estilo tie-dye.

No fim da década de 70 e no início dos anos 80, a moda jovem foi tomada pela inspiração punk inglesa, que trazia trajes de couro e tachinhas metalizadas. Os cabelos coloridos e o penteado moicano também fizeram, literalmente, a cabeça de muita gente. A discoteca marcou a época, com os trajes ajustados, ainda com boca de sino, e muito lurex dando brilho aos modelitos. No Brasil, a moda era usar meias de lurex com sandálias de plástico, como pregava a novela Dancing Days.

Nos anos 80, houve muita mistura: os jovens usavam jeans de cintura alta e modelagem ampla (a famosa calça baggy), camisetas compridas, ombreiras, peças coloridas, além de mesclarem rendas, sobreposições, polainas etc. Madonna, Cindy Lauper, Michael Jackson, entre outros, eram os ídolos mundialmente conhecidos. No Brasil, Xuxa lançou a moda da overboot, que atualmente voltou à moda.

Os anos 90 foram marcados pela influência da música na moda, mais uma vez. O grunge passou a ser sucesso e jovens de todo o mundo adotaram o visual, usando camisas xadrezes por cima de camisetas com logotipo de bandas, calças largas, estilo skatista e um ar "desleixado-arrumadinho". Para elas, baby look e calças de cintura baixa fizeram sucesso, além do tênis Keds, que foram combinados a saias, calças e bermudas.

A primeira década de 2000 foi marcada pelo uso de calças de cintura baixíssima e, no Brasil, pelo funk, que passou a ser sucesso nas rádios. Trajes justos, marcando o corpo foram o hit da década, sem perder o conforto.

Ainda seguindo os ídolos, os jovens de atualmente não têm medo de ousar e brincam com as cores, em tendência conhecida como color blocking, usada pela banda Restart e como marcou a passagem de Fiuk pela novela Malhação, em 2010. Shorts com meia-calça, renda, xadrez e vestidos curtos são vistos pelas meninas nas baladas.Fonte:TerraModa 

domingo, 18 de julho de 2010

ANOS 60 – HISTÓRIA DA MODA





Continuando a postar um pouco da história da moda com referências e fotos com releituras atualizadíssimas e contemporâneas dos últimos desfiles de Inverno e verão 2008/2009 e fotos da época de gente que fez a moda acontecer. Minha pesquisa de texto, se baseia no Almanaque da Folha (setor de pesquisa do Jornal Folha de São Paulo).





ANOS 60


Os anos 50 chegaram ao fim com uma geração de jovens, filhos do chamado “baby boom”, que vivia no auge da prosperidade financeira, em um clima de euforia consumista gerada nos anos do pós-guerra nos EUA. A nova década que começava já prometia grandes mudanças no comportamento, iniciada com o sucesso do rock and roll e o rebolado frenético de Elvis Presley, seu maior símbolo.


A imagem do jovem de blusão de couro, topete e jeans, em motos ou lambretas, mostrava uma rebeldia ingênua sintonizada com ídolos do cinema como James Dean e Marlon Brando. As moças bem comportadas já começavam a abandonar as saias rodadas de Dior e atacavam de calças cigarette, num prenúncio de liberdade.


Os anos 60, acima de tudo, viveram uma explosão de juventude em todos os aspectos. Era a vez dos jovens, que influenciados pelas idéias de liberdade “On the Road” [título do livro do beatnik Jack Keurouac, de 1957] da chamada geração beat, começavam a se opor à sociedade de consumo vigente. O movimento, que nos 50 vivia recluso em bares nos EUA, passou a caminhar pelas ruas nos anos 60 e influenciaria novas mudanças de comportamento jovem, como a contracultura e o pacifismo do final da década.


Nesse cenário, a transformação da moda iria ser radical. Era o fim da moda única, que passou a ter várias propostas e a forma de se vestir se tornava cada vez mais ligada ao comportamento.


Conscientes desse novo mercado consumidor e de sua voracidade, as empresas criaram produtos específicos para os jovens, que, pela primeira vez, tiveram sua própria moda, não mais derivada dos mais velhos. Aliás, a moda era não seguir a moda, o que representava claramente um sinal de liberdade, o grande desejo da juventude da época.

 

Algumas personalidades de características diferentes, como as atrizes Jean Seberg, Natalie Wood, Audrey Hepburn, Anouk Aimée, modelos como Twiggy, Jean Shrimpton, Veruschka ou cantoras como Joan Baez, Marianne Faithfull e Françoise Hardy, acentuavam ainda mais os efeitos de uma nova atitude.


Na moda, a grande vedete dos anos 60 foi, sem dúvida, a minissaia. A inglesa Mary Quant divide com o francês André Courrèges sua criação. Entretanto, nas palavras da própria Mary Quant:


“A idéia da minissaia não é minha, nem de Courrèges. Foi a rua que a inventou”. Não há dúvidas de que passou a existir, a partir de meados da década, uma grande influência da moda das ruas nos trabalhos dos estilistas. Mesmo as idéias inovadoras de Yves Saint Laurent com a criação de japonas e sahariennes [estilo safári], foram atualizações das tendências que já eram usadas nas ruas de Londres ou Paris.




O sucesso de Quant abriu caminho para outros jovens estilistas, como Ossie Clark, Jean Muir e Zandra Rhodes. Na América, Bill Blass, Anne Klein e Oscar de la Renta, entre outros, tinham seu próprio estilo, variando do psicodélico [que se inspirava em elementos da art nouveau, do oriente, do Egito antigo ou até mesmo nas viagens que as drogas proporcionavam] ou geométrico e o romântico.


Em 1965, na França, André Courrèges operou uma verdadeira revolução na moda, com sua coleção de roupas de linhas retas, minissaias, botas brancas e sua visão de futuro, em suas “moon girls”, de roupas espaciais, metálicas e fluorescentes. Enquanto isso, Saint Laurent criou vestidos tubinho inspirados nos quadros neoplasticistas de Mondrian e o italiano Pucci virou mania com suas estampas psicodélicas. Paco Rabanne, em meio às suas experimentações, usou alumínio como matéria-prima.

Os tecidos apresentavam muita variedade, tanto nas estampas quanto nas fibras, com a popularização das sintéticas no mercado, além de todas as naturais, sempre muito usadas.


O unissex ganhou força com os jeans e as camisas sem gola. Pela primeira vez, a mulher ousava se vestir com roupas tradicionalmente masculinas, como o smoking [lançado para mulheres por Yves Saint Laurent em 1966].

A alta-costura cada vez mais perdia terreno e, entre 1966 e 1967, o número de maisons inscritas na Câmara Sindical dos costureiros parisienses caiu de 39 para 17. Consciente dessa realidade, Saint Laurent saiu na frente e inaugurou uma nova estrutura com as butiques de prêt-à-porter de luxo, que se multiplicariam pelo mundo também através das franquias.

Com isso, a confecção ganhava cada vez mais terreno e necessitava de criatividade para suprir o desejo por novidades. O importante passaria a ser o estilo e o costureiro passou a ser chamado de estilista.


Nessa época, Londres havia se tornado o centro das atenções, a viagem dos sonhos de qualquer jovem, a cidade da moda. Afinal, estavam lá, o grande fenômeno musical de todos os tempos, os Beatles, e as inglesinhas emancipadas, que circulavam pelas lojas excêntricas da Carnaby Street, que mais tarde foram para a famosa King’s Road e o bairro de Chelsea, sempre com muita música e atitudes jovens.

Nesse contexto, a modelo Jean Shrimpton era a personificação das chamadas “chelsea girls”. Sua aparência era adolescente, sempre de minissaia, com seus cabelos longos com franja e olhos maquiados. Catherine Deneuve também encarnava o estilo das “chelsea girls”, assim como sua irmã, a também atriz Françoise Dorléac. Por outro lado, Brigitte Bardot encarnava o estilo sexy, com cabelos compridos soltos rebeldes ou coque no alto da cabeça [muito imitado pelas mulheres].




Entretanto, os anos 60 sempre serão lembrados pelo estilo da modelo e atriz Twiggy, muito magra, com seus cabelos curtíssimos e cílios inferiores pintados com delineador.



A maquiagem era essencial e feita especialmente para o público jovem. O foco estava nos olhos, sempre muito marcados. Os batons eram clarinhos ou mesmo brancos e os produtos preferidos deviam ser práticos e fáceis de usar. Nessa área, Mary Quant inovou ao criar novos modelos de embalagens, com caixas e estojos pretos, que vinham com lápis, pó, batom e pincel. Ela usou nomes divertidos para seus produtos, como o “Come Clean Cleanser”, sempre com o logotipo de margarida, sua marca registrada.

As perucas também estavam na moda e nunca venderam tanto. Mais baratas e em diversas tonalidades e modelos, elas eram produzidas com uma nova fibra sintética, o kanekalon.


Fonte:comunidademoda.com.br/

Über Fashion

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O blog ainda conta com colunistas convidados.

O blog é indicado pelo EnModa e pelo curso de Fashion Business da FGV-RIO, já promoveu a abertura do verão de Búzios e faz palestras sobre moda masculina e comunicação de moda em todo o Brasil.

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