Mostrando postagens com marcador Christian Lacroix. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Christian Lacroix. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Über-Desejo: Macarrons Ladureé by Lanvin


Quando o assunto é macaron, a Ladureé é "top of mind". E top que é top só anda com gente igualmente top, por isso, a "grife" dos docinhos franceses chamou a maison Lanvin para pilotar um novo projeto de macarons mais "grifados" ainda.

Segundo o WWD, o diretor-criativo da Lanvin, Alber Elbaz, criou oito sabores de macaroons rosas com a ajuda do chef da Ladureé, Vincent Lemains, e caixinhas especiais para comportar as novidades. As vendas  começarão no dia 25 de setembro em Paris

Não é a primeira vez que a Ladureé se junta com nomes de peso da moda. Christian Louboutin, John Galliano, Christian Lacroix e Sonia Rykiel também já fizeram suas incursões nos docinhos.

Aqui no Rio de Janeiro eu adoro os macarons da Keik's Desserts, principalmente os de pistache. Über recomendo!!

Fonte:ELA

quinta-feira, 15 de julho de 2010

O homem do dinheiro: Christian Lacroix



Christian Lacroix pode ter perdido seu lugar no mundo da moda, mas não quer perder mais tempo com isso: o estilista francês foi contratado como novo diretor criativo da La Monnaie de Paris (equivalente a Casa da Moeda), a instituição que controla os Euros e medalhas na França, além de um acervo com moedas antigas, um museu e exposições de fotografia.

O primeiro apontamento de Lacroix será a criação de moedas em edições limitadas e medalhas, segundo informou o site da “Vogue UK”.

Em paralelo, Lacroix também foi comissionado para desenhar um novo bondinho turístico que vai percorrer a cidade francesa de Montpellier. O tema será algo “submerso”, como contou o ex-estilista ao site Fashionista. “Vai parecer um monstro marinho, só que amigável”.

fonte:FFW

domingo, 4 de abril de 2010

"As modas" da última década

O Jornal inglês The Telegraph publicou, tempos atrás, uma matéria em que revisava "as modas" da última década, com insights e lembranças super relevantes pra contextualizar a moda mundial. Bom perceber que é olhando pra trás que a gente se motiva a seguir em frente - especialmente em relação a gostos e vontades e a tudo que a gente já usou... e ainda vai querer usar. Vale muito mais pra moda de fora do Brasil do que pra nossa realidade, pro nosso dia-a-dia, mas é informação valiosa pra quem se interessa pelo tema. Olha só o que a matéria contou de mais legal:


As tendências:

De 2000 a 2009 a gente se acostumou com shorts no trabalho, leggings com tudo, viu aparecer o paletó do namorado e calças que ensimaram a gente novos jeitos de pensar modelagem - tipo skinny, saruel, cintura alta e tals. Mas a matéria diz uma das tendências mais forte dessa década foi o boho (pensa Sienna Miller e saias longas e micro florzinhas e acessórios em couro cru e cintos largos). Aqui no Brasil o boho não aocnteceu tããão literalmente quanto lá fora, teve bem mais interpretação dessa tendência pro 'nosso jeitinho', né?

Teve ainda o vestido galaxy do designer Rouland Mouret, que a matéria responsabiliza pela volta dos vestidos da metade da década em diante. As formas angulares do galaxy, com ombrinhos pontudos e cintura/bumbum bem definidos em modelagem, evocam os anos 80 e - de acordo com o Telegraph - fizeram com que a gente pensasse diferente sobre o corpo feminino na hora de se vestir. Pode ser, né?


Os acessórios:

Depois de todo mundo obcecado por sapatos por influência de Sex and the City - Louboutin, Jimmy Choo, Manolo Blahnik e outros passaram a fazer parte do nosso vocabulário cotidiano, de uso ou só de desejo! - todo mundo ficou obcecado por bolsas. E as bolsas passaram a ter nomes, tipo a Stam de Marc Jacobs, a Paddington da Chloé, a Spy da Fendi e a Muse do YSL (é verdade, haha!). Foi a década em que as bolsas passaram a ter preços estratosféricos, quase sempre com preços de 1uatro dígitos. E ao mesmo tempo em que a cultura das it bags se instalou, a Chanel 2.55 reapareceu como antítese pra lembrar todo mundo que o que é eterno/clássico é sempre legal.

((Diz que calcularam que a coleção de Birkins e de Kellys da Hermés que a Victoria Beckham tem vale mais de um milhão e meio de libras!))


Os ícones:

O glamour de NY apresentado por Carrie Bradshaw, os vestidinhos da Lily Allen, os sapatos tipo oxford da Alexa Chung, as versões moderninhas de Jackie O que Michelle Obama e Carla Bruni representaram, o novo jeito de ter 50 anos que Madonna mostrou. Mas ninguém foi mais ícone nessa década - ou despertou mais desejo, foi mais inspiração - do que Kate Moss. Por causa dela todo mundo quer usar skinny jeans, jaquetinhas cortas, paletó ajustado, pele falsa e sapatilhas. E assim ela passou de modelo pra mulher de negócios bem sucedida - vide a parceria rentável com a Top Shop.


As controvérsias
O mundo da moda é povoado de disse-me-disse desde sempre, mas entre os anos 2000 e 2009 o que mais rendeu conversa foi a magreza. O "tamanho zero" (na numeração de lá de fora) se popularizou por conta da Victoria Beckham e da própria Kate Moss e a stylist Rachel Zoe foi acusada de incentivar suas clientes a tomar remédios pra perder peso - suas clientes mais famosas, na época do bafo, eram Lindsay Lohan e Nicole Richie, magérrimas. E as modelos começaram a ser vigiadas por conta de anorexia... pra na sequência aparecer a Beth Ditto, vocalista da banda Gossip, nua e gorducha na capa da Love Magazine! Nesse mesmo tempo Lara Stone, modelo bem menos magra que todas as outras modelos da sua geração, também estourou. Vai entender.


Os designers
Foi o tempo de mais parcerias entre gardes redes de roupa e estilistas de "alta moda" que já se viu. Teve Stella McCartney pra H&M (e pra mesma loja também teve Karl Lagerfeld, Comme des Garçons, Jimmy Choo e Sonia Rykiel). Estilistas como Giles Deacon, Matthew Williamson e Julien MacDonald também fizeram roupas com "preços mais democráticos" pra alcançar mais consumidores - nessas parcerias todo mundo ganha. Celebridades entraram na onda e Madonna, Lily Allen e Kate Moss também fizeram moda. Aqui no Brasil a onda de parcerias ainda engatinha mas dá sinais de que tá pra tomar fôlego.

Mas esse caminho democrático encontrou uma bifurcação e de 2000 a 2009 a gente viu a Balmania acontecer firme e forte, com peças-desejo comuns mas bem caras: os jeans rasgados, vestidinhos super super curtos e as jaquetas de ombros pontudos nunca custam menos que uma mini-fortuna - por isso a quantidade de "homenagens" produzidas na China e em todo lugar.

Pra fechar a década de lembranças, fashion, a matéria lembra que foi em 2008 que o Yves Saint Laurent morreu, em 2007 o Valentino se aposentou (depois de trabalhar 45 anos bem sucedidos na indústria da moda, clap clap clap!) e que em 2009 Christian Lacroix apresentou provavelmente sua última coleção por conta de problemas financeiros.

A matéria do Telegraph, na íntegra e en inglês, tá disponível aqui. E que venham mais dez anos de vontades, fofocas, reflexões e aventuras. Né?



Fonte:http://www.theblackcatwalk.com.br/

quinta-feira, 1 de abril de 2010

A escolha do vestido de noiva é uma das decisões mais importantes da mulher

Lacroix para Rosa Clará

A escolha do vestido de noiva é uma das decisões mais importantes da vida da mulher, que busca sempre perfeição. Agora as brasileiras não precisarão ir muito longe para encontrar o modelo ideal, já que a badalada estilista espanhola de vestidos de noiva Rosa Clará acabou de inaugurar sua primeira loja no país, em São Paulo. Queridinha de personalidades européias como atriz espanhola Paula Echevarría, a soprano Montserrat Martí, e a modelo internacional Esther Cañadas, a estilista Rosa Clará é referência quando o assunto é o vestido de noiva. A espanhola transforma o sonho das mulheres em vestidos muito sofisticados, femininos e modernos, tudo com muita criatividade e pureza e glamour.

Com muito tino para os negócios, a estilista espanhola Rosa Clará abriu sua primeira loja em 1995, em Barcelona, com o objetivo de modernizar o segmento dos casamentos, antes muito antiquado. O sucesso foi imediato, e ela começou uma rápida expansão, abrindo lojas em diversas capitais do país e na Europa. Dez anos depois da primeira loja, ela já tinha mais de 60 outras espalhadas pelo mundo. Em 2003 ela desfilou na Barcelona Bridal Week mostrando modelos muito sofisticados e contemporâneos, e o sucesso foi tanto que ela passou se consolidou como referência em vestidos de noiva.

No início de sua marca, Clará propôs aos melhores estilistas espanhóis que desenhassem vestidos de noiva exclusivos para que ela produzisse, chamando cada vez mais atenção para seu trabalho. O sucesso foi tanto que, atualmente, ela desenha das duas coleções(Rosa Clará e Two by Rosa Clará), e confecciona os modelos de dois dos maiores estilistas do mundo, Christian Lacroix e Karl Lagerfeld, além da linha do renomado estilista espanhol Jesus Del Pozo. Um de seus diferenciais é trazer para a moda noiva as tendências do mundo da moda, aliando a contemporaneidade a toda a tradição que envolve um casamento. Todos os vestidos são confeccionados no atelier da estilista em Barcelona, e demoram de três a quatro meses para ficarem prontos. Um trabalho única nunca visto antes no segmento.

A 10ª coleção de sua carreira foi inspirada nos anos 20 e 30 e segue duas linhas: vestidos super ajustados ao corpo, e vestidos com uma saia bem volumosa. Crepes de seda, gazes e georgettes dão forma aos modelos, assim como franjas de seda que se adaptam ao corpo e criam silhuetas femininas e com movimento. Os mais ajustados lembram as vestes de deusas gregas, com muita fluidez e delicadeza, e os volumosos utilizam tafetá de seda, organza de seda e aplicações de flores, e beiram a perfeição. Decotes em bico, golas canoa e muitos tomara-que-caia deixam o colo em evidência. Os tradicionais brancos e off-whites ganham detalhes dourado e jóias. Fazendo do vestido de noiva uma verdadeira obra de arte!

Rua Haddock Lobo, 932 - São Paulo
Tel: 11 30630645
http://www.rosaclara.es/

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Anita Quansah é inspiração para o verão 2010/11

Artesã britânica se adequa à megatendência Natural







Natural que é megatendência o verão 2010/11, temporada que as marcas brasileiras estão desenvolvendo neste momento, remete a termos como sustentabilidade, rústico, luminosidade, conforto, texturas e volumes. Eis que o trabalho de Anita Quansah, uma artista têxtil britânica, vem a calhar como referência.

Suas criações para a moda são justamente inspiradas em temas como natureza, flores e jardins, e artistas como Monet, Gustav Klimt e Robert John Thornton. Além de vender sob sua etiqueta própria, o trabalho minucioso já atraiu parcerias com marcas renomadas como Christian Lacroix, DKNY, Diane Von Furstenberg e Victoria´s Secret.

Ela mistura tecidos, apliques, bordados à mão e à máquina. Desenvolve produtos únicos, que denotam termos como fragilidade, leveza, pessoalidade e originalidade. A técnica é tão apreciada que também vem invadindo a decoração, cobrindo paredes.

No seu Flickr, ela mostra algumas peças em processo de criação.


Fonte:http://www.usefashion.com/categorias/noticias.aspx?IdNoticia=80794

domingo, 27 de dezembro de 2009

Os protagonistas da moda em 2009 segundo a Vogue espanhola

El fallecimiento de Michael Jackson supuso un gran shock en el 2009. La moda y el showbusiness recuerdan su legado, como en este vestido black & pink inspirado por el Rey del Pop, de Castelbajac.
Michael Jackson - A morte do rei do pop foi algo muito inesperado, mas seu estilo único foi altamente reverenciado no universo da moda... e ainda deve ter força em 2010.

La moda no se salvó este año de los estragos de la crisis. Christian Lacroix ha sido el mejor ejemplo. La maison del diseñador francés se encuentra en suspensión de pagos y con un futuro todavía incierto.
Nem a moda escapou da famosa e poderosa crise de 2009, marcas importantes como Christian Lacroix e a Phi estão com um futuro totalmente incerto.

Balmain reinó en el 2009. Celebrities, estilistas y profesionales de moda se rindieron a los encantos rock chick de Christophe Decarnin. Cindy Crawford lució sus diseños en una fantástica producción para Vogue España en el mes de julio.
Balmain reino em  2009. Celebridades, estilistas e profissionais de moda se renderam aos encantos do rock chick de Christophe Decarnin.

Penélope recogió un Oscar por su trabajo en "Vicky Cristina Barcelona". La actriz deslumbró con un vestido vintage de corte princesa firmado por Balmain en blanco roto y con escote corazón.
Penélope Cruz ganhou Oscar, estampou várias capas de revistas e esteve em campanhas publicitárias.

Adolfo Domínguez regresó a Cibeles en el vigésimo quinto aniversario de la pasarela madrileña. Gala González y Gwyneth Paltrow estuvieron en primera fila del desfile aplaudiendo al diseñador que dijo "la arruga es bella".
A volta de Adolfo Domínguez as passarelas espanholas


La diseñadora catalana Estrella Archs y la actriz Linday Lohan aunaron fuerzas para imprimir carácter a los nuevos diseños de Emanuel Ungaro. Mounir Moufarrige, presidente de la maison, ha abandonado la nave aunque formará parte del comité estratégico.
A estilista espanhola Estrella Archs e a atriz Lindsay Lohan na grife Emanuel Ungaro.

La influencia sado de Helmut Newton caracterizó los mejores y agresivos leather looks del 2009. Sharon Stone se vistió de dominatrix en una producción de Vogue España para su número de octubre.
A inflência de Helmut Newton

El diseñador José Castro ganó el premio L
José Castro ganhador do 1º prêmio L'Oréal dado a melhor coleção das passarelas da Cibeles.

El diseñador Marc Jacobs y la top Kate Moss continúan ejerciendo su indudable hegemonía sobre la moda contemporánea. Los vimos de la mano en la gala 2009 del Costume Institute en Nueva York.
Marc Jacobs e Kate Moss

David Delfín mostró por primera vez su colección para la temporada primavera-verano 2010 en el recinto oficial de New York Fashion Week. Su musa, Bimba Bosé, abrió el desfile con un total leather look en clave verde empolvado.
David Delfín que apresentou pela 1ª vez sua coleção no NY fashion Week


Concordo com várias indicações, mas tem cada uma... Enfim a Vogue espanhola, sabiamente, defendeu a Espanha ...



Fonte:http://www.vogue.es/index.php/mod.desfiles/mem.detalle_top/iddesfile.70238/relcategoria.2169/chk.e80a247035c2d7f5b0e26eebb6893ab6.html#

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Lacroix assina uniformes de companhia ferroviária e aérea


Um dos uniformes criados por Lacroix para a SNFC

Um dos uniformes criados por Lacroix para a SNFC



Enquanto sua alta-costura não volta, Christian Lacroix gasta seu tempo e criatividade criando roupas um pouco menos glamourosas – e bem menos exclusivas: uniformes.

Depois de desenhar modelitos para as empresas de trens Tézo e TGV e para a companhia aérea Air France, Lacroix foi contratado pela operadora ferroviária SNFC para criar uniformes para seus 20.000 funcionários.


Fonte:http://chic.ig.com.br/materias/518001-518500/518500/518500_1.html

domingo, 18 de outubro de 2009

Crise vai mudar o modo como as pessoas pensam o consumo e as roupas





Para o diretor de criação da Lacoste, Christophe Lemaire, crise vai mudar o modo como as pessoas pensam o consumo e as roupas.



Toda uma era da moda está chegando ao fim, precipitada pela recessão econômica. Foi esse o sentimento que percorreu a temporada de desfiles do hemisfério Norte, encerrada na última semana.



Não foi uma sensação que atingiu apenas aqueles que observam a moda de fora mas também os que a constróem dentro das grifes, como o estilista Christophe Lemaire, diretor de criação da Lacoste. "A sociedade de consumo chegou ao fim de uma certa lógica", afirma Lemaire. "Para além da crise econômica, creio que as pessoas estão num processo de tomada de consciência, que começam a compreender que não se pode continuar nesse ritmo de consumo. É um suicídio coletivo".



Discreto e sofisticado, Lemaire, 44, é um estilista que merece ser observado com atenção. Ele tem realizado com sucesso o mais difícil dos trabalhos: é responsável pela renovação estilística por que passa a Lacoste nos últimos anos, sem transgredir os códigos essenciais desta marca clássica de sportswear, criada em 1933.



Com experiência na alta costura, na qual trabalhou para Christian Lacroix e Thierry Mugler, Lemaire está na Lacoste desde 2002. Paralelamente, mantém sua grife própria, com uma loja no Marais, em Paris. Nas horas vagas, é um leitor voraz, fã de Joris-Karl Huysmans (1898-1907), e um cinéfilo apaixonado por Eric Rohmer. Em suas coleções para a Lacoste, a sutileza, o rigor e o pragmatismo são os instrumentos que o ajudam a equilibrar tradição e mudança, elegância e descontração.



Com seu trabalho, a Lacoste renovou suas silhuetas, ganhou charme contemporâneo e expandiu de maneira exuberante sua paleta de cores -Lemaire é um colorista de mão cheia. Na entrevista a seguir, feita em Nova York, onde a Lacoste desfila, ele explica porque acha que uma época da moda acabou -e outra está começando.



FOLHA - Por que a sua nova coleção foi baseada no fotógrafo Jacques-Henri Lartigue (1894-1986)?



CHRISTOPHE LEMAIRE - As imagens dele foram as primeiras coisas que me vieram à cabeça quando comecei a trabalhar para a Lacoste. Há muita coisa em Lartigue que é também do universo da grife. Ambos pertencem à mesma época, estão ligados àquela alta sociedade francesa liberal, que já viajava bastante, praticava esportes, o que era muito moderno. Foi uma idade de ouro da França e ao mesmo tempo já era a decadência.



FOLHA - O estilo Lacoste precisa sempre ter alguma referência retrô, como no caso de Lartigue?



LEMAIRE - Não necessariamente, mas há um charme retrô na Lacoste e ele não é um problema. Isso ocorre porque se trata de uma marca clássica, no bom sentido do termo.



FOLHA - O que o sr. pode e o que não pode fazer quando deseja modernizar o estilo da marca?



LEMAIRE - Curiosamente, as principais interdições sou eu mesmo que as coloco. Para mim, fazer a direção artística de uma marca como a Lacoste é impor um vocabulário estilístico, definindo as coisas que pertencem e as que não pertencem ao universo da grife. Então, sou o mais exigente, porque penso que, no longo prazo, é assim que escreveremos a singularidade e a força da Lacoste.



FOLHA - Pode dar um exemplo?



LEMAIRE - Sim. Às vezes, o departamento comercial me diz: "Está na hora de fazer estampas florais, de usar botões dourados, de fazer isso e aquilo...". Eu respondo: "Mas isso não é a Lacoste. Não faremos".



FOLHA - O sr. pode mudar alguma coisa na famosa camisa polo?



LEMAIRE - A polo clássica é intocável, pois é vendida aos milhões, a cada hora. Seria estúpido mudar. Por outro lado, paralelamente, posso inventar outros modelos. Como você viu no desfile, a logomarca apareceu ora maior, ora menor.



FOLHA - Por que as cores da logomarca não podem ser alteradas?



LEMAIRE - Era o meu propósito, quando entrei para a Lacoste. Queria fazer crocodilos de todas as cores. Mas por razões legais, pois há muito pirataria, não podemos. A família Lacoste também não está de acordo com as mudanças. Mas, como sou muito teimoso, insistirei.



FOLHA - Por que a Lacoste, que é uma das mais famosas marcas francesas, desfila em Nova York?



LEMAIRE - A razão principal é que, em Nova York, podemos mostrar a moda feminina e masculina ao mesmo tempo, e os jornalistas de ambos os setores estarão reunidos na cidade. Além disso, por ser uma marca de sportswear, achamos que seria melhor compreendida em Nova York do que em Paris, onde as pessoas sempre esperam algo mais experimental.



FOLHA - O sr. trabalhou para a alta costura. Existe futuro para ela?



LEMAIRE - A alta costura acabou. Seu período áureo foi entre os anos 1920 e 1960, quando havia uma aristocracia de gosto que tinha dinheiro. O problema hoje é que as pessoas têm dinheiro, mas não têm gosto.



FOLHA - Como vê a moda, hoje?



LEMAIRE - O que sempre me irrita na moda é esta espécie de histeria, de condicionamento midiático e comercial que consiste em dizer que você deve mudar suas roupas em todas as estações, que precisa ter sempre alguma coisa dita nova. Acho que a elegância não tem nada a ver com isso. Aliás, prefiro o estilo à moda.



FOLHA - Qual é a diferença?



LEMAIRE - A moda hoje não tem nada a ver com a sensibilidade, mas com a informação. As pessoas acreditam que ter informação é ter poder. Não é muito complicado passar o seu tempo vendo blogs, lendo a imprensa, mas penso que é inútil. Para mim, bom e enriquecedor é aprender a me conhecer, descobrir como é o meu corpo, qual é a minha personalidade, quais são os meus valores. A moda faz parte da cultura, no sentido forte do termo. Decidir o que quero ler e comer, como eu quero viver e me vestir -para mim, tudo isso faz parte da mesma coisa. Essa ideia de que estar na moda é comprar um guarda-roupa novo a cada temporada nunca me interessou.



FOLHA - A recessão pode mudar a relação das pessoas com a moda?



LEMAIRE - Sim, tenho a impressão que já começamos a voltar a pensar em termos de qualidade e autenticidade. É interessante como a nova geração procura coisas mais clássicas e adota uma relação mais atemporal com a moda.



FOLHA - A situação atual não favorece muito mais o consumo de roupas mais baratas?



LEMAIRE - Chanel dizia que nós somos muito pobres para comprarmos coisas de má qualidade. A ecologia é isso: obter qualidade. Vamos ter que comprar menos e melhor. É toda uma educação a ser refeita. Sei que vai levar tempo. Mas não temos escolha. Teremos que nos questionar sobre como vivemos e também como vestimos, revendo nossa relação com os objetos e o consumo.



FOLHA - Essa ideia não deve agradar muito aos comerciantes.



LEMAIRE - Evidentemente, se você diz isso para um homem de negócios, ele não vai gostar. Mas a sociedade de consumo chegou ao fim de uma certa lógica. Para além da crise econômica, creio que as pessoas estão num processo de tomada de consciência, que começam a compreender que não se pode continuar nesse ritmo de consumo. É um suicídio coletivo.



Fonte: Folha de São Paulo (16/10/2009)

Über Fashion

O Über Fashion existe desde 2009 e tem como publisher o blogger Fábio Monnerat.

O blog ainda conta com colunistas convidados.

O blog é indicado pelo EnModa e pelo curso de Fashion Business da FGV-RIO, já promoveu a abertura do verão de Búzios e faz palestras sobre moda masculina e comunicação de moda em todo o Brasil.

Alguns dos nossos parceiros: Handred, Cavalera, Profuse, Divertees, Poggio, Von Der Volke, Natura, Vichy, La Roche-Posay, Couthe, SkinCeuticals, Joias
Coacci, Sobre Barba,

Sua marca no Über, escreva para: ubermcom@gmail.com