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domingo, 26 de dezembro de 2010

O Louco Amor de Yves Saint Laurent

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Em cartaz desde o dia 3 de dezembro, o filme O Louco Amor de Yves Saint Laurent continua atraindo interessados por moda às salas de cinema do País. A vida do modesto e misterioso estilista francês, discípulo de Christian Dior e principal responsável pela popularização do prêt-à-porter no mundo, merece a curiosidade de todos. Ainda mais quando a história é narrada pelo companheiro de Yves durante anos, seu sócio e ex-marido Pierre Bergé.

O filme gira em torno do leilão promovido por Bergé em fevereiro de 2009, depois da morte de Yves. O casal era apaixonado por obras de arte – característica bastante presente no trabalho profissional de Yves, que diversas vezes usou referências artísticas para criar seus modelos – e coletou um conjunto impressionante de peças. “Não conseguimos juntar tudo isso em 10 ou 20 anos, mas em toda uma vida”, diz Bergé no documentário.

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Yves Saint Laurent apresenta sua jaqueta safári, com quatro bolsos e  cintos em sarja ou twill
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Seu vestido Mondrian, peça ícone de Yves Saint Laurent…
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… e as botas acima do joelho, também criações do estilista

O leilão de 733 itens foi feito no Grand Palais, em Paris, tendo um saldo final de 370 milhões de euros – o maior do tipo na história mundial. Entre os artigos, quadros de Picasso, esculturas do Egito Antigo e joias de monarcas ingleses. A venda foi promovida pela maison Christie’s e a obra de maior valor foi um quadro de Henri Matisse, repassado a 32 milhões de euros.

A linha narrativa do filme segue, portanto, a preparação para o leilão. Durante mais ou menos toda a primeira metade, o roteiro percorre a criação do fenômeno Yves Saint Laurent, a fundação da maison de moda, sua vida e dedicação ao trabalho e genialidade criativa. No final, entretanto, perpassa os últimos anos da vida do estilista, que enfrentou severos problemas de depressão, abuso de álcool e drogas e reclusão total até a saída da vida pública e aposentadoria. O narrador é Bergé, seu companheiro fiel, de quem Yves separou-se afetivamente em 1976, mas permaneceu ligado até sua morte decorrente de um câncer cerebral em 2008.

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Le Smoking

O Amor Louco de Yves Saint Laurent fez, portanto, escolhas de roteiro bastante particulares. Pouco se falou sobre a importância fundamental do designer na moda do século 20. Criador de peças fundamentais, como Le Smoking (terno feminino), as jaquetas safári, os vestidos Mondrian e as botas de cano altíssimo, ele tornou possível que praticamente tudo que usamos na vida moderna tenha a influência da sua forma de encarar a moda.

Mas as cenas de desfiles antigos, bastidores da criação de Yves e retrospectivas de discursos e entrevistas que ele fez em vida agradam, com toda certeza, aos fãs da elegante maison de moda. É impossível não se emocionar com a cena do último desfile, em 2002, em que ele aparece mais gordo, curvado e com um semblante melancólico. “Eu só via Yves feliz duas vezes por ano: no final dos desfiles de inverno e de verão, em que ele recebia os aplausos calorosos do público; mas a alegria só durava algumas horas”, revela Bergé.

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Fonte:Estadão

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Alta-Costura? Prêt-à-porter? Fast-fashion?...OI?


Quem está acostumado a ler textos relacionados à moda, sabe que palavras como alta-costura, prét-à-Porter e fast-fashion fazem parte do vocabulário dos interessados no assunto. Mas será que você realmente sabe o que significa cada um e quais as diferenças entre eles? A jornalista de moda Dinah Bueno Pezzolo explicou as diferenças entre as três de algumas das principais palavras do universo fashionista.
A alta-costura é a moda direcionada a uma clientela privilegiada Foto: Getty Images
 
Alta-Costura
A alta-costura é a moda direcionada a uma clientela privilegiada, de alto poder aquisitivo, que faz questão de exclusividade. Feita sob medida e com montagem em grande parte feita à mão, utiliza os mais finos tecidos, muitas vezes exclusivos. Quando o modelo possui bordado, o trabalho é feito pelos melhores profissionais. Em Paris, a célebre Maison Lesage, especializada em bordados, colaborou para o requinte da alta-costura assinada pelos maiores criadores de moda por mais de meio século. Em junho de 2002, a Maison foi adquirida por Chanel.
 
Foram várias as tendências criadas pela alta-costura que acabaram mudando o guarda-roupa das mulheres. Algumas imagens permanecem na lembrança - linha saco e trapézio -, enquanto outras se tornaram clássicos da moda, como o tailleur criado por Chanel em 1955, de tweed, com botões duplos, lapelas, cintos de correntes douradas e saia na altura dos joelhos.
 
O prêt-à-porter nasceu na década de 60 com peças luxuosas, mas industrializadas  Foto: Getty Images
Prêt-à-porter
No início dos anos 1960, a alta-costura continuava restrita a uma minoria abastada. A moda prêt-à-porter, ou pronto para vestir em português, então, mostrava artigos luxuosos, mas industrializados, e as peças "de confecção" eram as mais baratas, as populares. Hoje, o prêt-à-porter, com suas temporadas de apresentação de coleções, complementa os lançamentos da alta-costura, mas com estrutura própria, capaz de surtir o mercado mundial. Desde os anos 1970, o prêt-à-porter comanda a moda no mundo.
 
Um dos segredos do sucesso do fast-fashion é a parceria com grandes nomes da moda  Foto: Getty Images
Fast-fashion
O fast-fashion, ou moda rápida em português, surgiu da necessidade de uma moda "básica", tanto para homens como para mulheres, devido à grande diversidade de ideias oferecidas. São peças que facilitam na hora de vestir e assim, jeans e camiseta hoje vestem o mundo. Há quem inclua no termo "fast-fashion" a roupa de confecção, barata, vendida em lojas e ruas de comércio popular. Não se pode esperar muito pela qualidade dessas peças, mas elas têm seu público.


Fonte:moda.terra.com.br

sábado, 26 de dezembro de 2009

Confira 11 filmes imperdíveis para quem ama moda





Em época de férias, em que às vezes não há nada para fazer, principalmente se você estiver na praia e o tempo teimar em chover, que tal escolher um filme que, além de uma boa história, tem um figurino de fazer inveja? É um programa ideal para quem adora estar por dentro das tendências e ver como era a roupa usada em várias épocas retratadas nas obras.

A  stylist Flávia Padilha, co-autora da obra 46 livros de moda que você não pode deixar de ler e também sócia/estilista da marca de moda infantil Mélange, a recomendação de 11 filmes imperdíveis:

O Diabo veste Prada: Os bastidores de uma revista de moda, o glamour e todas as intrigas que fazem parte do dia a dia de uma redação do tipo são mostrados neste filme, inspirado no livro do mesmo nome, escrito por Lauren Weisberger. A intragável Miranda Priestly, interpretada por Meryl Streep, foi inspirada numa personagem da vida real: Anna Wintour, editora da revista Vogue América, para a qual a autora trabalhou como assistente. Os bastidores dos desfiles internacionais também aparecem nesta produção, mas sob o olhar de uma estagiaria novata. Direção: David Frankel. Ano: 2006.

Prêt-à-Porter: O filme gira em torno da apresentação das novas coleções na semana da moda em Paris. A partir daí, várias subtramas envolvendo modelos, fotógrafos, jornalistas e celebridades se desenvolvem paralelamente. Entre elas, o assassinato de uma figura importantíssima no mundo fashion. Clássico de Robert Altman, o filme mostra os bastidores de uma semana de moda em Paris. No filme, vários personagens do mundinho fashion interpretam a si mesmos. Vale a pena ver. Direção: Robert Altman. Ano: 1994.

Flashdance: O figurino é extravagante e delicioso de ver. Também, pudera! A história da menina que quer ser uma dançarina famosa a qualquer custo se passa nos anos 80. Na época, peças como as polainas e as ombreiras eram o tem-que-ter! Um dos maiores clássicos dos anos 80. Marcou uma geração não apenas no quesito figurino, mas também como referência na dança e na música. Direção: Adrian Lyne. Ano: 1983.

Caderno de notas sobre roupas e cidades: O documentário dirigido por Wim Wenders, em 1989, mostra todo o processo criativo do estilista japonês Yohji Yamamoto, um dos responsáveis pela introdução de roupas desestruturadas nos anos 1980, quando vários estilistas japoneses começaram a fazer sucesso em Paris e, por conseqüência, no mundo. Tendo paciência para encarar o ritmo lento, quase orgânico, em que se passa o filme, a recompensa é certa. O mestre japonês e o mestre alemão dão uma aula de sensibilidade e poesia nesse encontro.

Blow up - Depois daquele beijo: O filme prova que nos anos 1960 os jovens ingleses já inventavam moda! As minissaias, botas altas e vestidos coloridos e estampados bombaram em Londres (e no mundo) depois da estreia do filme, com Vanessa Redgrave e Jane Birkin no elenco. Trilha sensacional. Mostra os bastidores da vida de modelo na Londres dos anos 60. Direção: Michelangelo Antonioni. Ano: 1966.

Sabrina e Bonequinha de Luxo: Dois clássicos dos anos 50 e 60, respectivamente, estrelados por Audrey Hepburn. Os modelos usados nas histórias são chiquérrimos e a personagem principal é um ícone de elegância. Logo na primeira cena de Bonequinha de Luxo, a atriz aparece namorando as vitrines da luxuosa loja Tiffany's. Puro glamour! Audrey Hepburn e sua filmografia são um dos maiores legados do cinema para a moda contemporânea. Sabrina foi dirigido por Billy Wilder, em 1954. A direção de Bonequinha de luxo é de Blake Edwards, em 1961.

Sex and the City - O filme: Com o sucesso da série americana, a colunista Carrie Bradshaw e suas inseparáveis amigas Charlote, Miranda e Samantha foram parar no cinema. Todas as personagens servem como referência de moda, cada uma no seu estilo! A continuação do filme estreia em 2010. A figurinista Patrícia Field, responsável pelo guarda-roupa das quatro amigas nova-iorquinas, carimbou seu passaporte dentro da indústria da moda e do cinema graças ao bom humor, à precisão, à ousadia e à originalidade dos looks desfilados sobretudo por Carrie, Sarah Jessica Parker, ao longo da série. Por causa disso, Patrícia tornou-se uma das profissionais mais influentes da moda atual. Direção: Michael Patrick King. Ano: 2008.

O Talentoso Mr. Ripley: Toda sobriedade e elegância dos trajes dos anos 1950 podem ser conferidas neste filme, em que trabalham Matt Damon, Judy Law, Gwyneth Paltrow. Não é à toa que ele foi indicado ao Oscar de melhor figurino! Uma aula de estilo à beira-mar. Todo o glamour da época, um lifestyle cobiçado por muitos e um guarda-roupa desejado por tantos outros. Direção: Anthony Minghella. Ano 1999.

Meu Primeiro Amor: a produção conta com um figurino casual e muito bem produzido. A história também é linda, com o então garoto-prodígio Macaulay Culkin. Uma rara referência no cinema sobre a moda infantil dos anos 1970. Direção: Howard Zieff. Ano: 1991.

A Culpa é do Fidel: Produção francesa que também se passa nos anos 1970, e a atriz principal, a garotinha Anna (Nina Kervel-Bey) dá um show de interpretação! Também é indicado para quem se interessa por moda infantil vintage. Elegância típica parisiense. Direção: Julie Gavras. Ano: 2006.
 


Fonte:http://moda.terra.com.br/interna/0,,OI4157449-EI1119,00-Confira+filmes+imperdiveis+para+quem+ama+moda.html

Über Fashion

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