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domingo, 27 de março de 2011

über-green: Grifes e famosos "se jogam" no eco fashion

Frida Giannini, da marca Gucci, será uma das estilistas a criar peças para uma nova etiqueta de moda verde lançada pelo poderoso grupo de moda PPR  Foto: Getty Images 
Frida Giannini, da marca Gucci, será uma das estilistas a criar peças para uma nova etiqueta de moda verde lançada pelo poderoso grupo de moda PPR.

A Puma é a principal marca do projeto de sustentabilidade do grupo PPR. A marca investe em projetos para minimizar impacto dos produtos no meio ambiente há mais de uma década e lançou no ano passado embalagens que levam menos papel, como a caixa de sapatos com parte reutilizável  Foto: Divulgação 
 A Puma é a principal marca do projeto de sustentabilidade do grupo PPR. A marca investe em projetos para minimizar impacto dos produtos no meio ambiente há mais de uma década e lançou no ano passado
embalagens que levam menos papel, como a caixa de sapatos com parte reutilizável.

Emma Watson posa para divulgar sua terceira coleção para a marca People Tree, feita com materiais sustentáveis e em comunidades carentes ao redor do mundo  Foto: Divulgação 
Emma Watson posa para divulgar sua terceira coleção para a marca People Tree, feita com materiais sustentáveis e em comunidades carentes ao redor do mundo.

Camiseta de Stella McCartney feita com algodão orgânico. A estilista é uma das que integram o novo projeto de sustentabilidade do grupo PPR  Foto: DivulgaçãoCamiseta de Stella McCartney feita com algodão orgânico. A estilista é uma das que integram o novo projeto de sustentabilidade do grupo PPR.

Peças da marca Balenciaga também devem ganhar certificação de práticas sustentáveis segundo projeto lançado pelo grupo PPR  Foto: Getty Images
Peças da marca Balenciaga também devem ganhar certificação de práticas sustentáveis segundo projeto lançado pelo grupo PPR.


Sapatilha feita de plástico reciclável da marca Capodarte, que investe na onda da moda verde  Foto: Divulgação 
 Sapatilha feita de plástico reciclável da marca Capodarte, que investe na onda da moda verde.
 
 
 Couthe com suas bolsas cada vez mais verdes.

 
Práticas sustentáveis, de comércio mais justo e formas de consumir de maneira mais consciente têm disputado espaço com notícias sobre tendências e o que vestem as celebridades. Estilistas como Stella McCartney, que usa materiais sustentáveis e não utiliza couro em suas criações, e a atriz Emma Watson, que recentemente lançou sua terceira coleção feita com materiais orgânicos, são alguns exemplos de personalidades que ajudam a popularizar as preocupações com o meio ambiente.

No Brasil, a Capodarte incluiu em sua coleção de inverno uma linha de sapatilhas feitas de plástico reciclável. Ou seja, ela pode ir direto para um centro de reciclagem quando ficar desgastada, em vez de aumentar o volume dos aterros sanitários da cidade. O modelo está disponível em oito cores diferentes e custa R$ 99.

Outra que vem buscando estar cada ver mais verde é a Couthe que só trabalha com couro animal, mas que usa pigmentos cada vez mais naturais e recicla ao máximo suas sobras. Não satisfeita em cuidar das suas sobras, vem criando peças - ainda conceituais - com sobras dos fornecedores. Além disso ainda tem parceria com uma cooperativa de mulheres de Nova Friburgo que fazem vários detalhes das bolsas com sobras de couro.

O poderoso grupo PPR divulgou, nesta semana, em Paris, um amplo programa de sustentabilidade que envolve diversas de suas marcas, prometendo promover práticas que causem menos impacto ao meio ambiente e também gerar benefícios sociais e à natureza a longo prazo. O Ceo do grupo, François-Henri Pinault, anunciou, ao lado do diretor de sustentabilidade do grupo, Jochen Zeitz, o plano batizado de "PPR Home" que conta com verba de US$ 14 milhões anuais.

Entre as ações do projeto, estão o lançamento de uma etiqueta especial que identifica produtos certificados pela Cradle to Cradle, título que assegura que itens foram feitos com práticas seguras para o meio ambiente e para o homem. Grifes como Gucci, Yves Saint Laurent, Balenciaga e Puma integram a ação.

A empresa também anunciou que irá neutralizar toda a emissão de dióxido de carbono feita em 2010 por meio da compra de créditos de carbono, ou seja, investindo em projetos de neutralização de emissões, no caso um mantido no Quênia pela entidade Wildlife Works' Reduced Emissions from Deforestation and Degradation (REDD).

Outra iniciativa do projeto diz respeito à publicação de relatório sobre perdas e ganhos ambientais, a exemplo do que é feito com questões financeiras. A primeira marca a ter o documento divulgado será a Puma.
 
Fonte:TerraModa

segunda-feira, 26 de julho de 2010

PPR de olho na Burberry


Burberry, ao que tudo indica, está muito bem, obrigado, mesmo sem estar embaixo do guarda-chuva de um conglomerado de luxo. Mas será que essa história está para mudar? A PPR, a mesma da Gucci, Balenciaga, Stella McCartney, Alexander McQueen e outros, estaria de olho na grife do clássico xadrez segundo rumores da indústria. Dizem que o grupo tem US$ 1,23 bilhões, mais US$ 7,74 bilhões em crédito – e a Burberry valeria hoje, no mercado, US$ 5,7 bilhões – portanto poder, ela pode. Resta saber se ela quer mesmo, e se a marca inglesa também quer ser vendida…

Fonte:http://msn.lilianpacce.com.br/

terça-feira, 9 de março de 2010

“Na real, meu objetivo é dominar o mundo!”



Em 11 de fevereiro o mundo da moda se chocou pela última vez com o estilista londrino Alexander McQueen. Dessa vez, infelizmente, porque ele fora encontrado morto em seu apartamento em Mayfar, Londres. O enfant terrible, o bad boy da moda britânica não poderia mesmo ter um fim convencional. Afinal, ao longo de seus 40 anos, ele nunca foi dado a convenções mesmo.

Filho de um humilde taxista, Lee Alexander McQueen precisou abandonar a escola aos 16 anos e passou a estagiar em boutiques da tradicional rua de alfaiataria inglesa Savile Row como Anderson & Sheppard e Gieves & Hawkes, onde confeccionou ternos que seriam usados por poderosos como o príncipe Charles e Mikhail Gorbachev. Passou, então, um curto período de tempo na alfaiataria de Romeo Gigli, na Itália.

Dessa época, herdou uma técnica precisa no feitio de ternos. Louise Wilson, diretora do curso da Central Saint Martins, disse em entrevista à revista americana WWD, que o estilista trouxe essas habilidades ao curso que frequentou, tendo se formado em 1994. “Ele tinha trabalhado na Itália para pessoas como Romeo Gigli, e tinha habilidades que faziam com que distorcesse o corpo da mulher e alargasse os limites do corte e da alfaiataria”.

Sua formatura na prestigiada universidade londrina já mostrou que o designer viria para ficar. A stylist – conhecida por guru fashion – Isabella Blow se encantou tanto com a coleção apresentada por McQueen que a comprou inteira, por 5 mil libras, e deu o impulso de que Alexander precisava. Segundo o jornal NY Times, seus primeiros desfiles em Londres, em locais de estilo underground, foram recebidos como um break das tradicionais coleções de luxo mostradas em outros lugares na Europa. O interessante na obra de McQueen é que, apesar de ter estagiado com alfaiates extremamente clássicos, ele virou o nariz para as convenções do estilo inglês e apresentou coleções chocantes nas passarelas, que faziam de seus desfiles verdadeiros espetáculos de moda.




Difícil enumerar todas as vezes que sua ousadia tirou o fôlego da crítica, mas alguns exemplos marcantes são as roupas feitas com ossos de animais, a produção das modelos, que ora pareciam pacientes de um sanatório, ora se assemelhavam a peças de xadrez em tamanho humano. Sua controversa coleção Highland Rape, de 1995, a base de tecidos remendados e patchwork e o desfile realizado em 2008 em homenagem à amiga Isabella Blow (que havia se suicidado) - com uma cortina em forma de asas angelicais e um pôster com a imagem de Isabella indo aos céus em uma carruagem puxada por cavalos alados - foram outros momentos inesquecíveis de sua carreira.

Com uma personalidade tão forte e obras-primas da moda, Alexander não demoraria para chamar a atenção de grandes empresários. Em 1996, seria chamado pelo grupo LVMH para assumir a direção criativa da Givenchy, no intuito de modernizar a marca, conhecida por seus vestidinhos pretos. McQueen aceitou a proposta e os cinco anos à frente da maison foram necessários para seu amadurecimento. Já em 1996 ganharia o primeiro de quatro prêmios British Designer of the Year (os outros foram em 1997, 2001 e 2003). Alexander ganharia ainda, ao longo de sua carreira, o prêmio de Men's Designer of the Year em 2004 e de Best International Designer pelo CFDA em 2003 e recebeu uma homenagem da rainha Elisabeth II por serviços prestados à indústria da moda.



Seu método criativo, é claro, não era nada convencional. “Ele literalmente cortava tecidos direto do rolo, dispunha no chão e pedia a tesoura a sua assistente. Aí ele ia pensar em como 'atacar' o pedaço de tecido. E eis um vestido ou um blazer surgindo”, disse à revista WWD a stylist Camilla Nickerson. “Lembro a primeira vez que vi Alexander McQueen,” completou Suzy Menkes do International Herald Tribune. “Ele estava em um pequeno apartamento no East End. Todo o chão estava caótico com pedaços de tecidos e coisas ao redor, pedaços de fios…” Pois, assim com suas raízes e seu estágio pela Savile Row, sua temporada à frente da Givenchy também acrescentou elementos à obra de McQueen e muitas de suas peças tinham acabamento de alta-costura e eram vendidas sob encomenda. “A moda deveria ser uma forma de escapismo, e não de prisão”, disse em uma entrevista ano passado. Realmente, suas coleções misturavam contos de fada à sua própria biografia e tinham sempre o tempero da vanguarda.

“Ele trouxe um senso muito britânico de coragem e uma ousadia estética ao palco global da moda. Em tão curta carreira, a influência de Alexander McQueen foi impressionante — do street style à cultura musical e aos museus”, disse a editora da Vogue americana Anna Wintour. E ela tem razão, pois McQueen foi além das passarelas. Em 1997, foi diretor de arte da capa do álbum da Björk “Homogenic”, e dirigiu o clipe de uma das faixas do álbum “Alarm Call.” Ele também desenhou o blazer vestido por David Bowie na capa de seu álbum “Earthling” e Lady Gaga usa peças da atual coleção primavera verão do designer — incluindo os famosos sapatos Armadillo — no clipe do single “Bad Romance".



Em toda sua obra, McQueen expunha sua característica agressiva, e uma fascinação por assuntos dark. “Sua imaginação brilhante não tinha limites. Por um lado, ele era o mestre do fantástico, criando assombrosos desfiles de moda que misturavam design, tecnologia e performance. Por outro, era um gênio moderno cuja estética gótica foi adotada por mulheres do mundo todo", disse Alexandra Shulman, editora da Vogue britânica. Além de toda sua contribuição artística, McQueen tinha orgulho de sua marca apresentar grande valor econômico: sua grife (hoje controlada em 51% pelo Grupo Gucci, filial da PPR) tem atualmente 11 lojas próprias, 194 pontos de venda em 39 países e emprega 180 pessoas. E ele era admirado também por chegar onde todo estilista desejo: o topo da pirâmide da moda, mas com a preocupação cada vez maior de chegar a mais e mais pessoas. Há poucas estações, apresentava seus desfiles ao vivo pela internet, com o intuito de chegar a países que não tinham acesso a suas coleções. E brincava: “Na real, meu objetivo é dominar o mundo!”

Fonte:http://www.gestaodoluxo.com.br/

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Alexander McQueen para Puma têm nova proposta



Com a morte de Alexander McQueen, o grupo francês PPR (Pinault-Printemps Redoute) pronunciou que a marca vai continuar. Já parceiros como Puma revelam que ainda não têm um comunicado oficial. "A Puma sentiu muito ao saber do falecimento do amigo de longa data e parceiro. A colaboração começou em 2006 e tem sido uma fonte de imenso valor para nossa corporação. Sua marca no universo da moda é muito respeitada e sua visão criativa será muito sentida".

Por outro lado, enquanto lojas oficiais online da Alexander McQueen para Puma liquidam peças nos Estados Unidos  e na Europa, tem estudante norte-americano que usa a parceria como case interessante de faculdade.

Navegando pelo coroflot.com, que traz portfólios, conhecemos Ashley Payne, designer sênior do College for Creative Studies, que propõe uma bota com conotação motociclista. A ideia seria um calçado 3 em 1 e vai ao encontro da linha Alexander McQueen para Puma que afirma ter "ultrapassado os limites tradicionais do esporte, testando os limites de forma, função e design".

Quem sabe Puma não se interessa? Conheça mais o trabalho de Ashley Payne em www.coroflot.com/namsjjd

Fonte:http://www.usefashion.com/categorias/noticias.aspx?IdNoticia=82423

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

A loja de McQueen não vai fechar

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Flores foram deixadas diante da loja de McQueen em NY

A grife do estilista britânico Alexander McQueen vai continuar existindo. E o próximo desfile já tem data: 9 de março, durante a semana de moda de Paris. A informação foi dada hoje, 18, por François-Henri Pinault, presidente do grupo PPR (que também é dono das marcas Gucci, Stella McCartney, Yves Saint Laurent, Bottega Veneta e Belenciaga), em um evento para divulgação dos resultados de 2009.

Segundo Pinault, as marcas do grupo PPR reagiram de forma positiva ao saber do desfile póstumo. “A marca continua viva. É a mais bela homenagem que podemos fazer a Alexander McQueen”, ressaltou.

Sobre a situação financeira da marca, que tem 180 funcionários, Pinault disse que ela tem um “grande potencial” e que, depois de se consolidar em 2007 e virar uma grife rentável, passou por uma crise em 2009, mas agora encontra-se “muito, muito perto do ponto de equilíbrio.” E adianta: continuarão com “acordos estratégicos” para que a marca atinja um público mais numeroso.

Fonte:http://blogs.estadao.com.br/moda/2010/02/18/a-loja-de-mcqueen-nao-vai-fechar/

Über Fashion

O Über Fashion existe desde 2009 e tem como publisher o blogger Fábio Monnerat.

O blog ainda conta com colunistas convidados.

O blog é indicado pelo EnModa e pelo curso de Fashion Business da FGV-RIO, já promoveu a abertura do verão de Búzios e faz palestras sobre moda masculina e comunicação de moda em todo o Brasil.

Alguns dos nossos parceiros: Handred, Cavalera, Profuse, Divertees, Poggio, Von Der Volke, Natura, Vichy, La Roche-Posay, Couthe, SkinCeuticals, Joias
Coacci, Sobre Barba,

Sua marca no Über, escreva para: ubermcom@gmail.com